segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ANUÁRIO 2010-2011



A edição do Anuário 2010-2011 já está disponível na página da Hortifruti Brasil! Relembre o que aconteceu em 2010 no mercado de hortifrutícolas e veja as principais projeções para 2011.

A edição do Anuário também conta com o Caderno de Estatísticas, com os preços dos produtos-alvo da Hortifruti Brasil detalhados por produto, mês, nível e região dos anos de 2009 e 2010.

Continue interagindo conosco através das nossas palestras, por telefone, e-mail ou pelo blog e twitter da Hortifruti Brasil. Temos muitas novidades em 2011 para você, leitor!

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

Preço da cenoura sobe 186% em Minas Gerais

A cenoura de São Gotardo, Santa Juliana e Uberaba, em Minas Gerais valorizou 186% na última semana, cotada a R$ 9,89/cx “suja” de 29 kg. Após semanas de grande oferta devido à boa produtividade na região, o volume da raiz tem reduzido nas regiões mineiras devido à aproximação da safra de inverno, quando o rendimento das lavouras geralmente é menor.

Além disso, as chuvas nas praças mineiras estão prejudicando a qualidade das raízes, causando problemas de qualidade como a “mela”. Para esta semana, os preços podem ter novo aumento, considerando a baixa oferta e a continuidade das chuvas, principalmente no final desta semana.

Produtores de batata também podem ter problemas na colheita nessa semana, já que a chuva deve continuar. Agências de meteorologia indicam mais chuvas para essa semana, em regiões produtoras de tomate, batata e nas regiões produtoras de uva do Nordeste.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Granizo prejudica lavouras de tomate de Caçador

As lavouras de tomate da região de Caçador (SC) foram prejudicadas pela chuva de granizo ocorrida há duas semanas. O prejuízo foi estimado em aproximadamente 15% do total a ser ofertado durante a safra, o que corresponde a aproximadamente 2 milhões de pés. Segundo colaboradores, alguns tomaticultores perderam roças inteiras, porém já replantaram a área afetada. Outros produtores tiveram parte de suas lavouras comprometidas, mas estas recuperam-se rapidamente, pois ainda são roças novas e mais resistentes. A região deve iniciar a colheita de tomates da safra de verão em meados de dezembro.

Enquanto Caçador ainda não começa a colheita, o volume de tomate no mercado já é elevado, sobretudo de frutos mais maduros. Assim, os preços estiveram mais baixos na semana passada: o tomate salada 2A foi comercializado na Ceagesp à R$ 15,38/cx de 22 kg, valor 34,6% inferior ao registrado na semana anterior. As cotações podem ser similares nesta semana, visto que é previsto que o clima quente permaneça nas regiões produtoras, o que pode continuar acelerando a maturação do tomate.

Outros produtos que devem ter maior oferta nesta semana são batata, manga e uva, devido à intensificação da colheita em algumas regiões produtoras desses produtos. Com mais oferta, os preços devem ser menores nos próximos dias. Com a aproximação das festas de fim de ano, o consumo por algumas frutas e hortaliças tendem a aumentar, especialmente para a uva, fruta bastante consumida no fim do ano.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Chuva, ainda, não preocupa cebolicultores

Na última semana choveu nas principais regiões produtoras de cebola do Sul do País: Irati (PR) e Ituporanga (SC). A umidade não chegou a prejudicar a qualidade dos bulbos, mas desacelerou as atividades de campo. Esse cenário chega ser vantajoso ao setor devido aos atuais baixos preços da cebola. O receio é a continuidade das chuvas nas regiões sulistas, pois pode comprometer o processo de pré-cura realizado pelos produtores na roça.

Os impactos do clima foram mais danosos nas roças de maçã. Na semana passada, pomares de maçã de Fraiburgo (SC) foram atingidos por granizo. Há duas semanas, a ocorrência de granizo já tinha trazido prejuízo às regiões de Vacaria (RS) e de São Joaquim (SC). Ainda não há estimativas da perda total da fruta em Fraiburgo, mas agentes comentam que os pomares mais afetados podem ter perdido até 80% da produção.

Quanto ao mercado, no geral, o clima chuvoso nos principais centros consumidores aliado ao período de fim-de-mês reduziu o movimento do mercado, com vendas calmas de frutas e hortaliças. O cenário pode ser um pouco mais otimista nesta semana, período quando boa parte dos consumidores recebe salário e, inclusive, décimo terceiro.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mamão havaí dobra de preço

O preço do mamão havaí reagiu em todas as regiões produtoras na semana passada. Após dois meses de oferta elevada e preços abaixo do valor mínimo estimado por produtores para cobrir os gastos com a cultura, o havaí teve valorização de mais de 100% nas regiões do Espírito Santo, sul da Bahia e norte de Minas. O excedente de mamão nas lavouras reduziu, graças ao clima mais ameno e ao retorno das chuvas no final de outubro.

Na média da semana passada (15 a 19/11), o havaí do tipo 12-18 foi comercializado a R$ 0,52/kg no sul da Bahia, valorização de 110%. Por conta do volume moderado previsto para esta semana, a expectativa é de que os preços continuem atrativos ao produtor.

O preço da cenoura também foi maior na última semana na região de Irecê (BA). Com a diminuição do plantio em agosto, houve pouca cenoura para ser colhida em novembro. Como resultado, a caixa “suja” de 20 kg foi cotada a R$ 5,75 na semana passada, valor 21% maior frente à anterior.

O volume de melão ofertado pelo Rio Grande do Norte/Ceará também foi mais baixo nos últimos dias. Isto se deve à menor produtividade das lavouras por conta da maior incidência de pragas, principalmente da mosca minadora. Dessa forma, a cotação da fruta apresentou leve alta. Na média da semana passada, o melão amarelo graúdo tipo 6-7 foi cotado em média a R$ 14,17/cx de 13 kg na região, aumento de 5% em relação à anterior.

Para as demais frutas e hortaliças, de modo geral, o mercado esteve calmo, ora pelo feriado do último dia 15, que reduziu o movimento do mercado, ora pela grande oferta de alguns produtos, como cebola, manga e tomate.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 16 de novembro de 2010

SP diminui o processamento de laranja e inicia o de manga

Com a oferta de laranja bastante reduzida no estado de São Paulo, algumas unidades processadoras de suco já começaram a encerrar as atividades. Essa antecipação está relacionada à forte quebra na safra de laranja paulista 2010/11 e à aceleração da colheita nos últimos meses, em função da estiagem prolongada.

Enquanto a moagem de laranja perde ritmo, é iniciado processamento de manga paulista. As plantas processadoras de manga não são mesmas de laranja. Segundo levantamentos do Cepea, um volume significativo de manga deve começar a ser entregue à indústria processadora da fruta nesta semana, uma vez que a maturação começa a atingir o grau ideal para produção de polpa. Em Monte Alto e Taquaritinga (SP), a colheita de tommy atkins foi intensificada na semana passada e a de palmer deve iniciar no final do mês. Para as demais frutas, o mercado seguiu praticamente estável. A exceção foi o mamão, cujo preço reagiu expressivamente devido à diminuição do excedente da oferta.

Quanto às hortaliças, o volume de batata seguiu limitado em mais uma semana de “mercado de chuva”, de modo que os preços seguiram firmes. Para a cebola, os preços nas roças mineiras, goianas e do Vale do São Francisco e de Mossoró (RN) reagiram na semana passada, devido ao restrito volume de bulbo de qualidade satisfatória nessas regiões. De qualquer forma, o preço médio recebido pelo produtor durante toda a temporada de cebola destas regiões é abaixo do esperado pelo produtor para recuperar os investimentos na cultura.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Batata tem “mercado de chuva”


Na semana passada choveu em algumas lavouras de batata, caracterizando o “mercado de chuva”: quando chove, não há colheita e, assim, os preços sobem. Na média da semana passada, a alta foi de 26% na Ceagesp, com a batata especial padrão ágata cotada a R$ 55,25/sc de 50 kg. Se as chuvas continuarem nesta semana, a oferta pode continuar limitada. O volume de batata, porém, não deve ser tão baixo como verificado na semana passada, pois a previsão é de menor volume de chuva nos próximos dias, o que não deve interferir significativamente nas atividades de campo.

De um forma geral, a comercialização de frutas e hortaliças foi considerada calma, com o feriado de Finados (02) tornando as vendas ainda menores no período. Para esta semana, o comércio deve ser mais firme, considerando o período de início-de-mês, que coincide com o recebimento dos salários, movimentando as negociações de hortifrutícolas.