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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Edição de outubro: Especial Batata

Trazemos na edição de outubro mais uma edição de custo de produção da batata, avaliado em face da crise econômica/fiscal e política que o País atravessa. Para esta edição, a HF Brasil fez a análise comparativa de duas escalas de produção em Vargem Grande do Sul (SP) (100 e 350 hectares) e de outras duas no Sul de Minas (8 hectares na safra das águas com 20 hectares na safra de inverno).

No balanço, a perspectiva é que os custos de produção na bataticultura se mantenham elevados em 2016 diante do aumento do dólar, da energia elétrica e do combustível. Neste Especial Batata, a HF Brasil sugere alternativas para que a atividade seja sustentável.

Também trazemos nesta edição as informações atualizadas do setor de frutas e hortaliças. Leia a edição de outubro na íntegra na página da HF Brasil em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Geadas atingem o Sul do País


Produtores de maçã do Sul do Brasil tiveram um final de semana de “bater o queixo” nos dias 12 e 13 de setembro. Na cidade de Vacaria (RS), por exemplo, as temperaturas chegaram a -2,4°C, inclusive com a ocorrência de geadas. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), as perdas são mais significativas em praças que cultivam a fruta em menores altitudes, uma vez que, nestas regiões, as temperaturas são geralmente mais altas. Em localidades elevadas, por outro lado, as perdas na produção da maçã devem ser pouco intensas.

Também no Sul do País, as lavouras de cenoura sentiram os efeitos do clima na produção. As geadas causaram perda de folhas nas raízes, e as chuvas facilitaram o aparecimento de fungos, como Oídio. Ainda assim, não houve valorização das cenouras locais, devido à oferta nacional elevada.

No caso da uva, o problema foi a chuva. Em Jales (SP), por exemplo, choveu significativamente nos dias 11 e 12, resultando em problemas de qualidade para as frutas colhidas na semana passada. Viticultores relataram rachaduras, podridão e incidência de doenças fúngicas nos parreirais. Apesar dos problemas na qualidade observados na semana, colaboradores consultados pelo Cepea informaram que são problemas pontuais.

Já para o mamão e para a banana, as temperaturas estão elevadas em algumas das regiões produtoras. No caso do mamão, há uma melhora na qualidade, com menor incidência de pinta preta e mancha fisiológica. Contudo, os preços baixos podem fazer com que produtores reduzam os tratos culturais, podendo aumentar a incidência de ácaros. Para a banana, o clima quente tem feito com que haja maior oferta de frutas de segunda qualidade do que de primeira, pois somado à falta de chuvas, o desenvolvimento da fruta está limitado no que se refere a calibre.
No caso da batata e do tomate, a maior parte das regiões que estão colhendo atualmente têm registrado temperaturas elevadas. Neste cenário, a oferta tem sido elevada para ambas as hortaliças, que registraram preços menores na semana passada.

Por Fernanda Geraldini – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Chuvas fortes trazem problemas à produção de HFs


As chuvas voltaram com força na última semana em várias regiões do Brasil. As precipitações atingiram regiões produtoras de HF do Sul e Sudeste, como as de batata, melancia e uva.

Na última semana, o preço da batata na Ceagesp disparou 87% com as chuvas, a R$ 146,17/sc de 50 kg. Além do clima chuvoso, o Sudoeste Paulista entrou em período de entressafra, o que resultou na redução ainda maior da oferta do tubérculo. Além disso, Vargem Grande do Sul não apresenta sinais de que tenha uma área muito grande para ser ofertada ainda nessa temporada.

As fortes chuvas vieram acompanhadas de ventos e granizo em algumas lavouras de melancia de Oscar Bressane, por exemplo, onde choveu entre os dias 7 e 10 deste mês o equivalente a 67% da média climatológica para todo mês de setembro, enquanto que em Marília choveu 70% da média mensal. Segundo agentes, houve prejuízos em algumas lavouras de melancia da região, inclusive com casos de perda de 100% da área plantada. Em outras áreas, por outro lado, os danos foram apenas avarias na casca e/ou perda de folhas e flores.

O clima úmido também afetou a uva da região de Jales (SP). A cotação das uvas finas, como benitaka e itália, foi inferior à da semana anterior devido às chuvas e o frio, afetando o desenvolvimento das bagas. Viticultores relataram que, se continuar chovendo significativamente na região, essas variedades podem ser ainda mais prejudicadas, causando rachaduras, doenças fúngicas e até podridão.

Segundo as previsões meteorológicas, pode continuar chovendo nas regiões produtoras nesta semana, mas de forma menos intensa.

De qualquer forma, especialmente produtores do Sul do País, estavam atentos com o avanço de uma intensa massa de ar frio que chegava no Sul no fim da última semana, que prometia provocar fortes rajadas de vento e declínio acentuado das temperaturas. As previsões indicavam, ainda, que o final de semana que passou poderia ser o mais frio do ano, com possibilidade de geada moderada a forte em algumas regiões. Os impactos desta massa de ar devem ser sentidos nos próximos dias.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Batata: Clima favorável adianta colheita da safra de inverno


A colheita de batata da safra de inverno 2015 em Vargem Grande do Sul (SP) segue em bom ritmo. Até agosto, metade da temporada havia sido colhida na região. O planejamento dos produtores era colher pelo menos 35% da produção até este mês, mas as condições favoráveis permitiram o bom andamento das atividades de campo. Produtores paulistas devem colher até 40% da produção em setembro.

O clima seco nas últimas semanas também tem permitido que as atividades de colheita de batata prosseguissem em bom ritmo em Cristalina (GO). A estimativa média é que até o final de agosto 48% da área já tenha sido colhida desde o início da colheita, em abril. Em setembro, o ritmo na região deve continuar a todo vapor, e produtores esperam colher 27% da área.

Na última semana, especificamente, as chuvas acabaram interrompendo a colheita do tubérculo no estado de São Paulo, sobretudo no Sudoeste Paulista, que também colhe a safra de inverno. 

Com o menor ritmo de colheita por conta do tempo úmido, os preços acabaram aumentando na Ceagesp. O preço médio da saca de 50 kg foi de R$ 76,30, aumento de 10,5% na última semana frente à passada. 

Para esta próxima semana, não há previsão de chuvas, segundo preveem as agências meteorológicas. Assim, a oferta de batata deve voltar a aumentar no mercado, refletindo em valores mais baixos.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Chuva interfere na colheita de HFs de Sul a Nordeste, reduzindo oferta no mercado


Vem mais chuva por aí! As atividades de colheita poderão ser limitadas pelas precipitações previstas para esta semana em estados do Sul e do Sudeste. Dependendo da intensidade das chuvas, produtores de hortaliças como cebola, batata tomate, e de frutas, como uva e melão, poderão ter que reduzir os trabalhos de campo, uma vez que a umidade dificulta o acesso ao campo. Assim, a oferta desses produtos pode ser menor no mercado nos próximos dias. Além disso, a umidade pode favorecer o surgimento de doenças fúngicas e também reduzir o ritmo de maturação.

A chuva pode atrasar a colheita de cebola em Monte Alto/São José do Rio Pardo (SP) e diminuir o volume que seria ofertado nos próximos dias. Desta forma, esta será mais uma semana de preços elevados de cebola.

A colheita de batata também poderá ser limitada no Paraná, em São Paulo e no Sul de Minas Gerais. Em Ibiraiaras/Santa Maria (RS), no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e em Cristalina (GO), deve chover de forma distribuída, de forma que não comprometerá tanto a colheita.

O tomate também não deve escapar das chuvas, e produtores podem ter que frear o ritmo de colheita em Araguari (MG), Sumaré e Mogi Guaçu (SP), Norte do Paraná, Venda Nova do Imigrante (ES) e São José de Ubá e Paty do Alferes (RJ). Além de atrasar a colheita, o tempo frio ainda reduz a maturação do tomate.

Produtores de uva de Jales (SP) esperavam que os problemas decorrentes das chuvas durante as podas acarretassem em problemas na qualidade. Entretanto, até o momento, a qualidade da uva local é considerada satisfatória por agentes. Contudo, a precipitação acabou afetando a quantidade de cachos por pé, podendo impactar na produtividade média da safra deste ano na região.

Em Natal (RN), produtores de mamão havaí estão recebendo chuvas constantes. Com isso, o manejo e a colheita estão prejudicados, causando redução na oferta da fruta. Além disso, as chuvas contínuas prejudicam a pulverização de fungicidas. Assim, há risco de aparecimento de doenças fúngicas nos mamoeiros.

O outono e inverno de 2015 têm sido um pouco mais úmidos neste ano por conta da atuação do El Niño no País. O fenômeno causa chuva acima da média no Sul e seca em boa parte do Nordeste. Para o Sudeste, as precipitações e as temperaturas também podem ficar acima da média na estação do frio, mas a intensidade do fenômeno ainda é incerta.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Saem primeiros contratos de laranja da safra 2015/16

Os primeiros contratos envolvendo a laranja da safra 2015/16 começam a ser fechados por duas das três grandes indústrias de suco de São Paulo. Uma das empresas fechou novos contratos entre US$ 4,50 e US$ 5,50/cx de 40,8 kg, fruta colhida e posta na indústria. 


Já uma outra fábrica optou por não incluir o dólar em suas propostas, oferecendo um adiantamento (que seria pago já em 2015/16) de R$ 14,00/cx de 40,8 kg para a pera e as tardias, também colhidas e postas na indústria.

Os valores de contrato oferecidos em dólar são vistos como muito atrativo aos produtores, visto que o dólar está valorizado frente ao Real – na última sexta-feira, 17, a moeda norte-americana fechou a R$ 3,044. O valor em reais também é considerado satisfatório por produtores, principalmente por incluir, ainda, um adicional de participação no preço de venda do suco que será pago em fevereiro de 2017.

Plantio de batata de inverno ganha ritmo em Vargem Grande do Sul


O plantio de batata da safra de inverno 2015 vem ganhando intensidade em Vargem Grande do Sul (SP). O planejamento inicial dos produtores era de aumentar a área cultivada em março, mas as chuvas na região limitaram os trabalhos e, em conjunto com as altas temperaturas, acabaram resultando no apodrecimento de sementes em algumas áreas cultivadas.

Com os atrasos em Vargem Grande do Sul, deverá haver uma concentração maior do plantio em junho. A previsão inicial de produtores desta região é de manutenção da área plantada, sustentada pelo melhora nas condições hídricas da região. A colheita na praça paulista deve ser iniciada em julho e prosseguir até setembro.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil





segunda-feira, 6 de abril de 2015

Preços da batata têm significativa alta com chuva e Semana Santa

As chuvas na semana passada nas regiões de Guarapuava (PR) e Água Doce (SC) paralisaram a colheita, reduzindo a oferta de batatas. Ambas as regiões estão colhendo o tubérculo da safra das águas 2014/15. O clima chuvoso, aliado aos feriados de Sexta-Feira Santa e de Páscoa, período quando há forte aumento na demanda por batatas para o preparo dos pratos típicos, como o bacalhau, gerou acentuado aumento dos preços do tubérculo no decorrer da última semana.

As cotações, inclusive, já vêm há meses em patamares elevados. Segundo atacadistas da Ceagesp, a expectativa era de demanda até maior nos últimos dias, mas possivelmente o patamar muito elevado dos valores da batata pôde ter freado um pouco o consumo. Na Ceagesp, houve aumento de 27,33% nas cotações no acumulado na semana passada em comparação com a anterior, e a batata ágata especial foi comercializada a média de R$ 102,77/cx de 50 kg. Já na ceasa de Belo Horizonte, a elevação foi de 21,72% nas cotações, fechando a semana a R$ 82,30/sc.

Venda de tahiti se aquece, mas preço pouco se altera

Os feriados na semana passada também movimentaram um pouco o mercado de lima ácida tahiti. A fruta é usada tanto como tempero quanto para o preparo de bebidas. Além disso, neste período, produtores costumam reduzir o volume colhido, impactando na oferta disponível.

Ainda assim, os preços da tahiti ficaram estáveis na semana passada, visto que a fruta paulista segue em período de pico de oferta. O valor médio da fruta foi de R$ 8,99/cx de 27 kg, colhida, no acumulado na semana. As indústrias de suco, por sua vez, seguem processando a tahiti, com valores entre R$ 12,00 e R$ 13,00/cx de 40,8 kg, colhida e posta na fábrica.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Demanda por hortaliças pode se aquecer na Semana Santa

Além de chocolate, a Semana Santa é bastante favorável ao consumo de hortaliças. Cebola, cenoura, tomate e, especialmente, a batata, são os principais complementos que compõem os pratos típicos consumidos nos feriados, como o bacalhau. Além disso, é a primeira semana do mês, período de maior volume de compras dado o recebimento dos salários. Colaboradores consultados na semana passada pelo Hortirfruti/Cepea estão otimistas com o aquecimento das vendas nos próximos dias.

A batata é o produto que deve ser mais procurado no mercado. Por enquanto, na última semana, as cotações do produto na Ceagesp estiveram 6% mais baixas, e foi negociado a R$ 80,17/sc. As chuvas previstas nas lavouras de batata desta semana podem limitar as atividades de colheita, o que, junto com os feriados e o início do mês, podem fazer com que os preços do tubérculo subam no mercado. 

Estão suspensas as importações de maçã argentina

O Mapa suspendeu na última terça-feira (24) as importações da maçã e da pera da Argentina, em decorrência da incidência de Cydia pomonella em carregamentos provenientes do país vizinho. A praga, que pode causar elevados prejuízos à agricultura, foi completamente erradicada no Brasil em 2014. Por isso, a ação visa à proteção dos pomares do País e a prevenção de novas contaminações do fruto nacional.

A suspensão das importações será válida até que o sistema da Argentina para a mitigação de riscos relacionados à praga seja adequadamente reavaliado. Uma auditoria nos pomares argentinos estava agendada para o mês de março, porém o governo argentino solicitou mais uma vez o adiamento da auditoria para abril. O Mapa, no entanto, ressalta a importância das inspeções ainda em campo, considerando o período produtivo da maçã, e disse que não aceitará o novo pedido de adiamento.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Greve de caminhoneiros continua prejudicando abastecimento de HF no País

Novos protestos de caminhoneiros nas principais rodovias do País têm dificultado o transporte de hortifrutícolas das roças até os centros comerciais nos últimos dias. Já são quatro dias de protestos em nove estados do Brasil, principalmente nos do Sul – Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul – além de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. A greve dos caminhoneiros é destaque dos principais veículos da imprensa nacional desta terça-feira.

Os manifestantes protestam contra o aumento do preço do diesel e dos pedágios e do baixo valor dos fretes nas viagens. Os bloqueios nas rodovias já geraram falta de combustíveis em algumas cidades e também impossibilitou o abastecimento de alimentos.

Dentre as culturas mais prejudicadas está a batata. Atacadistas da Ceagesp informaram que neste início de semana praticamente não têm recebido cargas do tubérculo de Guarapuava (PR), onde produtores estão em época de colheita. Desta forma, compradores têm buscado se abastecer do produto em outras regiões, como no Sul de Minas Gerais e do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Por conta dessa maior procura em MG, os valores já subiram consideravelmente de ontem para hoje.

Em ambas as praças mineiras, a saca de batata foi comercializada na segunda-feira por volta de R$ 80,00; já nesta terça-feira as cotações já estão na casa dos R$ 100,00/sc. No atacado paulistano, o tubérculo foi negociado nesta terça por R$ 128,00/sc, contra os R$ 116,00,sc negociados ontem. 

Os envios de tomate de Caçador (SC) à Ceagesp também chegaram a ser prejudicados neste início de semana, mas não nas mesmas proporções que o mercado de batata. A caixa de 22 kg de tomate salada foi negociado hoje na ceasa por R$ 44,00, enquanto ontem os valores estavam em R$ 38,00.
 
Atualização: Além de várias rodovias terem sido bloqueadas, o acesso ao porto do Santos, o principal para o envio de vários produtos agrícolas brasileiros ao exterior, também foi fechado pelos manifestantes. O acesso havia sido liberado já na noite da última terça-feira.

Por Érika Duarte e Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Tomate: Chuva reduz qualidade e preços caem

As chuvas foram bastante volumosas na última semana, aliviando a seca que assombra a hortifruticultura desde o início de 2014. Mesmo que bastante benéficas, as precipitações acabaram interferindo na qualidade do tomate. Conforme produtores e atacadistas consultados na semana passada, muitos frutos comercializados estiveram manchados, perdendo valor comercial.

Em Itapeva (SP), produtores informaram que, além de manchados, os tomates colhidos também apresentaram rachaduras, impossibilitando a negociação de considerável volume de frutos, que tiveram que ser descartados. Com isso, alguns produtores que iriam colher tomates ponteiros nas próximas semanas podem ficar um período sem colher um volume expressivo, já que a chuva prejudicou principalmente as lavouras médias e avançadas.

Com tomates de baixa qualidade sendo ofertados e o feriado prolongado de Carnaval, os preços recuaram na última semana. Nos dias seguintes ao recesso (19 e 20 de fevereiro), o preço médio na Ceagesp foi de R$ 44,61/cx de 18 kg, redução de 10,24% sobre os valores negociados na semana anterior.

Mais chuvas deverão ocorrer nesta semana, mas em volume bem menor ao ocorrido na última semana. Isso deve fazer com que o clima não interfira tanto na qualidade, e produtores avancem na colheita.

Batata: Com chuva em MG, preço sobe 50% no atacado de BH

Os preços da batata ágata especial no atacado de Belo Horizonte (MG) subiram significativamente na semana passada: 52,65% frente à semana anterior, e os tubérculos foram vendidos por R$ 128,18/sc de 50 kg (considerando os dias 19 e 20 de fevereiro). Já na Ceagesp as cotações do produto ficaram estáveis: R$ 100,38/sc.

A valorização ocorreu porque o atacado mineiro é abastecido principalmente pelas regiões produtoras do próprio estado (Sul de Minas e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba), onde a oferta foi escassa devido às precipitações que dificultaram a colheita nos últimos dias. O mercado de batata é bastante sensível durante o período de chuvas, as quais interrompem as atividades no campo.

Para a próxima semana, novas chuvas ocorrerão em todas as regiões produtoras, segundo a Somar Meteorologia, o que poderá continuar limitando a oferta de batata.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Estiagem afeta produtividade de mamão e banana

Os efeitos da severa estiagem pelo segundo ano consecutivo no Sudeste e, por pelo menos, três anos no Nordeste podem ter trazido prejuízos irreversíveis para a produção de frutas, como é o caso do mamão e da banana. 

A seca tem causado problemas na irrigação nas lavouras do mamão no Espírito Santo e no Sul da Bahia, principais polos produtoras da fruta. Segundo produtores, o nível da água em poços e rios está muito baixo. Dessa forma, a pressão da água bombeada é menor. Com a falta de água e as altas temperaturas, o mamoeiro não “segura” a florada. Assim, a produtividade daqui dois meses deverá ser menor. Tal situação ocorrerá mesmo que haja um volume considerável de precipitação até março/abril.

A produção de banana também pode ser afetada com a falta de chuva. Algumas regiões têm mantido a produção com base na irrigação. Apesar disso, produtores estão preocupados de que tenha racionamento na água utilizada para a irrigação, em regiões como Bom Jesus da Lapa (BA), Norte de Minas Gerais e Vale do São Francisco (BA/PE). Em caso de racionamento para a irrigação em uma dessas regiões, o mercado como um todo pode ser afetado. A falta de água preocupa produtores, pois pode afetar a qualidade da fruta produzida. Sem água, a banana não “engorda” e perde valor comercial, além de reduzir a produtividade.

Chuva pode interferir na colheita nesta semana

Bastante esperadas, as chuvas previstas para esta semana podem contribuir para recuperar um pouco o nível dos reservatórios. Mas, por outro lado, produtores podem ter dificuldades para avançar nas atividades de campo.

Em praticamente todas as regiões produtoras de batata que colhem no momento receberão chuvas, segundo a Somar Meteorologia. São elas: Chapada Diamantina (BA), Guarapuava (PR), Bom Jesus (RS), Água Doce (SC), Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Sul de Minas Gerais.

A colheita da cebola também pode atrasar um pouco. Deverá chover nas roças de Lebon Régis (SC) e nas do Nordeste nos próximos dias.

A colheita de maçã fuji está a todo vapor no Sul, mesmo com as chuvas, as quais têm sido benéficas para o desenvolvimento das frutas. Com o regime de chuva regular no Sul, a previsão inicial de produtores é de que a safra seja de melhor qualidade, com frutas mais graúdas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Batata: Preço recua neste início de ano, mas continua em bons patamares

Após alcançar expressivos R$ 200,00/sc nas semanas do Natal e Ano Novo, o preço da batata recuou na primeira semana de 2015. Mesmo assim, os valores ainda são bastante atrativos ao bataticultor. O produto foi negociado na Ceagesp a R$ 125,28/sc de 50 kg na média de 5 a 9 de janeiro. Os elevados preços do tubérculo são consequência das chuvas intensas que ocorreram nas lavouras, especialmente nas do Sul do País, nas últimas semanas do ano. Quando há precipitações, as atividades de campo são praticamente paralisadas, o que reduz significativamente a oferta de batata no mercado.

Para esta semana, a previsão é de que não ocorram grandes mudanças nos valores. Embora haja previsão de chuva para o Sul nos próximos dias, esta deve ser bem distribuída, não interferindo na colheita. Desta forma, produtores do Paraná que ainda não terminaram a colheita, poderão trabalhar no campo normalmente e encerrar as atividades ainda neste mês – boa parte dos agricultores paranaenses já encerrou a safra em dezembro.

Enquanto bataticultores do Paraná estão para finalizar a temporada, os de Bom Jesus (RS) e Água Doce (SC) devem começar os trabalhos de campo ainda nesta semana. Em Bom Jesus, produtores relatam que o excesso de chuva, granizo e calor causaram danos às lavouras, reduzindo a produtividade em pelo menos 20%. Já em Água Doce, não houve problemas significativos, apenas falta de chuvas em alguns momentos, mas foi compensada com irrigação.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Sul de MG inicia colheita de batata da safra de verão 14/15

Importante região produtora de batata, o Sul de Minas Gerais deve iniciar a colheita da safra das águas 2014/15 nesta semana. Por enquanto, serão colhidas em dezembro cerca de 5% da área total cultivada com batata na temporada. O cultivo na região se estendeu de agosto até novembro, e durante esse período a estiagem acabou limitando a área, devendo causar algum impacto à produtividade. As estimativas iniciais são de quebra de 10% a 20% na safra local.

De acordo com produtores mineiros, em algumas áreas choveu mais que em outras durante o cultivo. Assim, o impacto na produtividade deverá ser pontual, sendo mais acentuada em áreas onde não há irrigação. Além da redução na safra, o Sul de Minas Gerais poderá colher batatas de menor qualidade.

Enquanto produtores de Minas Gerais estão dando início à safra de verão, bataticultores do Sudoeste Paulista devem finalizar a de inverno neste mês. Falta 25% da safra para ser colhida, que deve ocorrer ainda nesta primeira quinzena.

Produtores paulistas estão satisfeitos com os resultados da safra devido às cotações estarem acima dos custos de produção. Essa situação permite aos produtores do Sudoeste Paulista recuperar o prejuízo da temporada passada, ou pelo menos parte dele. O resultado só não é melhor porque as altas temperaturas registradas em outubro e novembro prejudicaram a qualidade do tubérculo.
Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil
 
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Preço da batata finalmente sobe

Após meses de preços abaixo do custo de produção, os valores da batata vêm reagindo desde meados da semana passada, cenário que continua no início desta. Na última sexta-feira, 24, por exemplo, os preços praticados nas roças não ultrapassavam os R$ 30,00/sc de 50 kg. Já nesta segunda, alguns produtores já venderam o produto na casa dos R$ 40,00/sc.

O que explica a recuperação das cotações da batata é que importantes praças que cultivam na safra de inverno estão finalizando as atividades de campo, como Vargem Grande do Sul (SP), Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Sul de Minas Gerais. Com o encerramento da temporada de inverno, tudo indica que os preços possam, enfim, superar os custos nas roças ainda nesta semana, proporcionando alívio aos produtores que ainda estão comercializando o tubérculo.

Diante desse cenário otimista, quem poderá se beneficiar com melhores cotações são produtores do Sudoeste Paulista, que começaram a safra de inverno na semana passada.

Preço da tahiti bate recorde

Os preços da lima ácida tahiti têm subido com força no estado de São Paulo. O valor diário da última quinta-feira, 23, de R$ 76,73/cx de 27 kg, colhida, foi o maior, em termos nominais, de toda a série de preços do Cepea para este produto, iniciada em 1996. 

Segundo colaboradores do Cepea, apesar de ser comum a redução da disponibilidade da fruta neste período do ano, em 2014, a diminuição foi mais acentuada pela seca. As limas que deveriam estar sendo colhidas apresentam crescimento atrasado, já que a falta de chuvas prejudicou seu enchimento. Com isso, parte das frutas está murcha e amarelando mais rapidamente.

Com a expressiva alta nos preços, alguns produtores chegaram a antecipar a colheita da tahiti, que ainda estava miúda, mas tiveram dificuldade em comercializá-la. Isso porque compradores reduziram significativamente os valores pagos para estes padrões da fruta.

Para as próximas semanas, a oferta de tahiti deve seguir baixa. Até o fim do ano, pode ser que a oferta de lima tahiti aumente um pouco, mas não de forma significativa, o que ainda pode permitir preços bastante atrativos para o produtor. De qualquer forma, a caipirinha consumida nas festividades de fim de ano poderá ter um preço um pouco “ácido” para o consumidor.

Fusão da Cutrale-Safra e Chiquita é aprovada

Foi aprovada na última sexta-feira a fusão da Cutrale em parceria com o Banco Safra com a norte-americana Chiquita, considerada até então a “gigante das bananas”. A fusão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da Chiquita. A transação ainda passará por questões regulatórias, e o acordo pode ser selado no fim deste ano ou começo de 2015.

A aprovação de compra da Cutrale-Safra ocorreu após a Chiquita recusar o acordo com a irlandesa Fyffes, importadora de frutas exóticas. 

Por Daiana Braga – Colaboração: Felipe Cardoso
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Batata: Estiagem deve provocar recuo de área no Sul de Minas

A longa estiagem, especialmente no Sudeste do Brasil, já é um fator limitante na safra das águas 2014/15 de batata da região do Sul de Minas Gerais.

A seca na região mineira tem “segurado” maiores investimentos dos produtores mineiros, que provavelmente manteriam a área em relação à temporada passada (devido aos bons resultados da última temporada das águas e à boa oferta de batata-semente). 

Nas atuais condições climáticas, a chance de perdas de área de batata já cultivadas é muito alta. Isso porque não há expectativa de chuvas para esta semana e, como a maior parte das áreas do Sul de Minas não é irrigada, estas ficam susceptíveis a tais condições climáticas (quente e com baixa umidade). Entretanto, a alta oferta de semente no Sul de Minas facilita o replantio de possíveis áreas perdidas devido sua alta disponibilidade e baixo preço das sementes na região. 

O que pode reverter o cenário são as esperadas chuvas a partir do fim de outubro, o que pode estimular produtores a intensificar o plantio. Mas, por enquanto, a expectativa é de que a área cultivada possa ser menor. 

O plantio de batata no Sul de Minas, que começou em agosto e segue até novembro, está em estágio avançado, e estima-se que 70% da área já tenha sido plantada até a última semana.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mercado é fraco no fim de mês



Foto: Ceagesp
O período não está muito propício para o comércio de tomate e batata, importantes hortaliças consumidas. Isso porque é fim de mês, quando as compras, de um modo geral, são menos volumosas. Além disso, para o tomate, o padrão de algumas mercadorias está aquém da desejada: boa parte do tomate que chega à Ceagesp está com calibre médio e miúdo. Já a batata está com qualidade satisfatória, mas mesmo assim o mercado está lento. Tudo indica que, com o início do mês, as vendas retomem o ritmo, como normalmente ocorre no período.

Na última semana, o tomate salada 2A foi comercializado na Ceagesp por R$ 29,86/cx de 18 kg, valor 32,4% inferior ao da semana passada. Quanto à batata, o preço médio de comercialização foi de R$ 28,65/sc de 50 kg, redução de 1,3% na última semana em comparação com a passada.

Também bastante consumida, a banana tem tido pouca saída nos últimos dias, também em razão do período de baixa remuneração dos consumidores. Muitos agentes que comercializam a fruta optaram pela manutenção dos preços, com o receio de perder consumidores caso haja reajuste nas cotações. A caixa de 20 kg da banana nanica teve preço médio de R$ 24,40 na última semana, estável em comparação com a semana anterior, enquanto, a prata, a R$ 42,00/cx, ligeiro recuo de 1% na mesma comparação.

Capitão Citrus, o super-herói da citricultura

Para combater a baixa demanda de suco de laranja nos Estados Unidos, o Departamento de Citros da Flórida, em parceria com a Marvel Entertainment, reformulou recentemente o mascote que representa o setor. A grande proposta deste personagem é atingir, através de revistas em quadrinhos do Capitão Citrus, cada vez mais novos consumidores de suco de laranja, sobretudo a nova geração. 
Capitão Citrus - Foto: FloridaCtrus.org

A bebida tem perdido espaço na mesa do consumidor norte-americano nos últimos anos, dando espaço para outras bebidas como água de coco, energéticos e de frutas exóticas.

Quer conhecer o Capitão Citrus? Acesse o site:


http://www.floridacitrus.org/captain-citrus/digital-comic/

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Preço da batata e do tomate está abaixo do custo de produção

Dois dos principais produtos que não faltam na mesa do consumidor, batata e tomate, estão com preços significativamente baixos. Devido às altas temperaturas nas lavouras de tomate, sobretudo em Araguari (MG), a maturação tem sido acelerada, o que aumenta a oferta do produto no mercado.

A disponibilidade do tomate é tão grande que alguns atacadistas de Belo Horizonte (MG) chegaram a vender a caixa do tomate por apenas R$ 9,00. Além da elevada oferta, as vendas também estiveram fracas. Na Ceagesp (SP), o preço médio do tomate 2A foi de R$ 23,94/cx de 18 kg, queda de 26,7% em comparação com o da semana anterior.

A colheita de batata também segue em bom ritmo, dado o clima favorável aos trabalhos de campo. Produtores de Vargem Grande do Sul (SP) e do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba devem colher até o final do mês praticamente metade de suas áreas destinada à bataticultura. Com a redução dos preços de julho para cá, os valores da batata chegaram a ficar abaixo dos custos de produção.

Diante deste cenário, produtores de Vargem Grande do Sul podem desacelerar a colheita em setembro na expectativa de obter melhor remuneração. Nas roças paulistas, a batata padrão ágata especial foi comercializada por volta de R$ 15,00/sc na sexta-feira passada, 22.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

BATATA: Tempo firme favorece colheita e preço cai

Com o tempo firme desde meados da semana passada, a colheita de batata está a todo vapor nas principais regiões produtoras que colhem no momento. São elas: Sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Vargem Grande do Sul (SP), Sudoeste Paulista, Chapada Diamantina (BA) e Cristalina (GO).

Com o andamento das atividades no campo, um bom volume do tubérculo tem sido enviado ao mercado. Como resultado, os preços vêm reduzindo da semana passada para cá. Nesta segunda-feira, 04, os preços da batata ágata especial nas roças estão de R$ 20,00 a R$ 25,00/sc de 50 kg. Na Ceagesp, o preço médio foi de cerca de R$ 34,00/sc. De uma forma geral, as batatas estão com boa qualidade, incluindo as do Sul de Minas, cujos produtores estavam ofertando até semana passada tubérculos de baixo calibre.

Agosto é marcado pelo pico de oferta do produto, e boa parte dos produtores dessas regiões intensifica a atividade neste mês. Desta forma, os preços podem continuar reduzindo nos próximos dias, a não ser que o mercado absorva boa parte da mercadoria, uma vez que o início do mês é uma época favorável para o consumidor.

TOMATE: Chuva em Araguari reduz qualidade

Por mais que as chuvas sejam bem-vindas no Sudeste, produtores de tomate de Araguari (MG) enfrentaram dificuldades com a chuva ocorrida nos últimos dias na região. Segundo esses agentes, a qualidade do produto ficou aquém do esperado, apresentando manchas e acidez.

Com a redução na qualidade, o tomate desvalorizou em Araguari. Na sexta-feira, 1º, produtores mineiros negociaram o fruto a R$ 30,00/cx de 26 kg; já nesta segunda, as negociações estavam em torno de R$ 20,00/cx. Por enquanto, não houve relatos de problemas nas lavouras nas demais regiões produtoras de tomate.

Por Daiana Braga – Colaboração: Felipe Cardoso e Amanda Rodrigues da Silva

 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Batata: Mesmo com estiagem, safra de inverno deve ter boa produtividade


Embora a safra de inverno tenha iniciado com produtividade abaixo do potencial em algumas regiões como Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Vargem Grande do Sul (SP) – enquanto a região mineira começou a safra em junho, a paulista começou neste mês – a expectativa é que no decorrer da temporada o volume colhido atinja os níveis normais.

No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a produtividade média em julho está próxima do potencial, de 35 t/ha na média. Já em Vargem Grande do Sul, após o início de safra com produtividade comprometida devido ao calor durante o plantio e sementes de baixa qualidade, as áreas de batata colhidas desde a semana passada já apresentaram melhora, e poderá atingir o potencial nas próximas.

Vale lembrar que ainda há o risco de falta d’água no decorrer da safra, o que poderá prejudicar as lavouras. Com a influência no El Niño no País, as chuvas, que normalmente retornam ao Sudeste a partir do final de outubro, podem atrasar, agravando ainda mais a seca na região.

Cristalina (GO), que oferta batata praticamente o ano todo, não teve problemas em sua safra. Produtores relataram que a região apresenta excelente qualidade e produtividade, em média de 42,5 t/ha. 


Cebola: Falta de água dificulta plantio em Mossoró

 
Se a seca prolongada no primeiro semestre é atípica em São Paulo e em parte de Minas Gerais, no Nordeste esse cenário não é novo. Mesmo assim, produtores de cebola de Mossoró (RN) estão com dificuldades em realizar o plantio da cebola, dado o baixo índice de chuva na região, o que dificulta a irrigação e o preparo do solo.

Devido à falta de água, as atividades de plantio de cebola estão lentas e, até o momento, só foram plantados cerca de 50 hectares, enquanto que no mesmo período da safra passada já haviam sido plantadas 300 hectares. Com isso, a expectativa de área plantada, que era em torno de 700 hectares, não ocorrerá, chegando ao máximo 400/500 hectares.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Forte chuva no Sul não causa perdas em batata; colheita é paralisada

O Sul do Brasil vem sendo castigado pelas fortes chuvas que ocorrem desde o último fim de semana nos três estados da região, principalmente no Paraná. As enchentes deixaram milhares de pessoas desabrigadas, causando até mortes.
 
Até o momento, as lavouras de batata localizadas no Sul não chegaram a ser perdidas pelas tormentas. As praças produtoras do Sul estão em atividade de colheita da safra de inverno e, por conta da umidade, produtores de Água Doce (SC) e da região de Curitiba (PR) estão com difícil acesso às roças, interferindo no volume colhido.
 
As chuvas poderão reduzir a partir desta quarta-feira na região Sul e, caso o tempo voltar a firmar, produtores dessas regiões retomarão a colheita.
 
O impacto das chuvas ainda não refletiram nos preços. Na última sexta-feira, a saca de 50 kg de batata padrão ágata especial foi negociada a R$ 96,00, enquanto que, nesta terça-feira, os valores estiveram mais baixos, em torno R$ 83,00/sc. Até o fim de semana, entretanto, a interrupção da colheita em algumas regiões no início desta semana poderá resultar em menor volume de batata no mercado, impulsionando os preços.
 
Por Daiana Braga - Colaboração: Amanda Rodrigues da Silva