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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Olimpíadas dos HFs! Última semana de fevereiro é marcada por recordes de preços

2016 é o ano das Olimpíadas no Brasil e também dos hortifrutícolas! Os preços de algumas frutas e hortaliças acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea atingiram patamar recorde na última semana de fevereiro (22 a 26). Frutas como a banana prata (que já havia batido recorde em janeiro), melão amarelo, uva itália, mamão havaí e formosa e, no time das hortaliças, a cenoura, são as culturas que encerram o mês de fevereiro bem mais caras. 

Um dos destaques é a banana prata do Norte de Minas Gerais (onde o valor foi o mais alto da série histórica do Cepea), região com pouca fruta disponível. Na última semana, o valor médio foi de R$ 2,40 para a prata mineira, a maior cotação semanal desde 2001. Este está sendo um ano atípico aos mineiros por conta da seca que atingiu o perímetro no ano passado. Mas o consumidor deverá estar com o bolso preparado pois, até a metade deste ano, o cenário da prata na região deve continuar semelhante: preços altos e baixo volume de frutas.

Também com oferta reduzida, o melão amarelo é outro recordista. Produtores do Vale do São Francisco praticamente não negociaram com atacadistas da Ceagesp e a disponibilidade na praça produtora do RN/CE também está limitada. De 22 a 26 fevereiro, o melão amarelo tipo 6 e 7 foi cotado por R$ 39,60/cx de 13 kg, apresentando aumento de 37% frente à semana anterior. Este é o maior valor semanal nominal de toda a série do Hortifruti/Cepea, que teve início em 2001.

Afetada por perdas na produção por conta de ações climáticas, a viticultura paulista fechou o segundo mês de 2016 com números significativos. Em Pilar do Sul, o preço médio do quilo da uva itália foi de R$ 6,16 e, em São Miguel Arcanjo, de R$ 5,31, os maiores valores desde 2001.

Para o mamão, ambas as variedades – formosa e havaí – bateram recorde nominal na série histórica do Cepea, também iniciada em 2001. No final de 2015, houve estiagem nas regiões produtoras, fazendo com que o abortamento de flores aumentasse muito. Essas floradas que foram perdidas eram para serem colhidas em fevereiro/março. Além disso, com a altas temperaturas, a perda foi intensificada. Como o volume deve se manter baixo nas próximas semanas, os preços também devem se manter elevados, podendo bater novos recordes.

Das hortaliças, apenas a cenoura obteve o melhor resultado na última semana de fevereiro, considerando a série histórica do Cepea, iniciada em 2008. Um dos motivos da menor oferta é que lavouras de São Gotardo, Santa Juliana e Uberaba (MG), os descartes causados pelas chuvas nas últimas semanas chegaram a mais de 40% em certos lotes, uma vez que muitas raízes estiveram bifurcadas. A caixa de cenoura “suja” esteve a R$ 70,00 na Ceagesp na última semana, leve aumento de 2,4%.

Ao que tudo indica, os hortifrutícolas devem continuar com preços elevados em março. Vale destacar que, mesmo que os valores tenham sido históricos, a margem de ganho dos produtores não tem sido tão elevada, visto o aumento generalizados dos custos, como dos insumos, energia elétrica e combustível.

Obs: Os valores mencionados acima são todos em termos nominais, ou seja, sem contar a inflação acumulada dos períodos.
Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Geadas atingem o Sul do País


Produtores de maçã do Sul do Brasil tiveram um final de semana de “bater o queixo” nos dias 12 e 13 de setembro. Na cidade de Vacaria (RS), por exemplo, as temperaturas chegaram a -2,4°C, inclusive com a ocorrência de geadas. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), as perdas são mais significativas em praças que cultivam a fruta em menores altitudes, uma vez que, nestas regiões, as temperaturas são geralmente mais altas. Em localidades elevadas, por outro lado, as perdas na produção da maçã devem ser pouco intensas.

Também no Sul do País, as lavouras de cenoura sentiram os efeitos do clima na produção. As geadas causaram perda de folhas nas raízes, e as chuvas facilitaram o aparecimento de fungos, como Oídio. Ainda assim, não houve valorização das cenouras locais, devido à oferta nacional elevada.

No caso da uva, o problema foi a chuva. Em Jales (SP), por exemplo, choveu significativamente nos dias 11 e 12, resultando em problemas de qualidade para as frutas colhidas na semana passada. Viticultores relataram rachaduras, podridão e incidência de doenças fúngicas nos parreirais. Apesar dos problemas na qualidade observados na semana, colaboradores consultados pelo Cepea informaram que são problemas pontuais.

Já para o mamão e para a banana, as temperaturas estão elevadas em algumas das regiões produtoras. No caso do mamão, há uma melhora na qualidade, com menor incidência de pinta preta e mancha fisiológica. Contudo, os preços baixos podem fazer com que produtores reduzam os tratos culturais, podendo aumentar a incidência de ácaros. Para a banana, o clima quente tem feito com que haja maior oferta de frutas de segunda qualidade do que de primeira, pois somado à falta de chuvas, o desenvolvimento da fruta está limitado no que se refere a calibre.
No caso da batata e do tomate, a maior parte das regiões que estão colhendo atualmente têm registrado temperaturas elevadas. Neste cenário, a oferta tem sido elevada para ambas as hortaliças, que registraram preços menores na semana passada.

Por Fernanda Geraldini – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Chuva interfere na colheita de HFs de Sul a Nordeste, reduzindo oferta no mercado


Vem mais chuva por aí! As atividades de colheita poderão ser limitadas pelas precipitações previstas para esta semana em estados do Sul e do Sudeste. Dependendo da intensidade das chuvas, produtores de hortaliças como cebola, batata tomate, e de frutas, como uva e melão, poderão ter que reduzir os trabalhos de campo, uma vez que a umidade dificulta o acesso ao campo. Assim, a oferta desses produtos pode ser menor no mercado nos próximos dias. Além disso, a umidade pode favorecer o surgimento de doenças fúngicas e também reduzir o ritmo de maturação.

A chuva pode atrasar a colheita de cebola em Monte Alto/São José do Rio Pardo (SP) e diminuir o volume que seria ofertado nos próximos dias. Desta forma, esta será mais uma semana de preços elevados de cebola.

A colheita de batata também poderá ser limitada no Paraná, em São Paulo e no Sul de Minas Gerais. Em Ibiraiaras/Santa Maria (RS), no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e em Cristalina (GO), deve chover de forma distribuída, de forma que não comprometerá tanto a colheita.

O tomate também não deve escapar das chuvas, e produtores podem ter que frear o ritmo de colheita em Araguari (MG), Sumaré e Mogi Guaçu (SP), Norte do Paraná, Venda Nova do Imigrante (ES) e São José de Ubá e Paty do Alferes (RJ). Além de atrasar a colheita, o tempo frio ainda reduz a maturação do tomate.

Produtores de uva de Jales (SP) esperavam que os problemas decorrentes das chuvas durante as podas acarretassem em problemas na qualidade. Entretanto, até o momento, a qualidade da uva local é considerada satisfatória por agentes. Contudo, a precipitação acabou afetando a quantidade de cachos por pé, podendo impactar na produtividade média da safra deste ano na região.

Em Natal (RN), produtores de mamão havaí estão recebendo chuvas constantes. Com isso, o manejo e a colheita estão prejudicados, causando redução na oferta da fruta. Além disso, as chuvas contínuas prejudicam a pulverização de fungicidas. Assim, há risco de aparecimento de doenças fúngicas nos mamoeiros.

O outono e inverno de 2015 têm sido um pouco mais úmidos neste ano por conta da atuação do El Niño no País. O fenômeno causa chuva acima da média no Sul e seca em boa parte do Nordeste. Para o Sudeste, as precipitações e as temperaturas também podem ficar acima da média na estação do frio, mas a intensidade do fenômeno ainda é incerta.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Estiagem afeta produtividade de mamão e banana

Os efeitos da severa estiagem pelo segundo ano consecutivo no Sudeste e, por pelo menos, três anos no Nordeste podem ter trazido prejuízos irreversíveis para a produção de frutas, como é o caso do mamão e da banana. 

A seca tem causado problemas na irrigação nas lavouras do mamão no Espírito Santo e no Sul da Bahia, principais polos produtoras da fruta. Segundo produtores, o nível da água em poços e rios está muito baixo. Dessa forma, a pressão da água bombeada é menor. Com a falta de água e as altas temperaturas, o mamoeiro não “segura” a florada. Assim, a produtividade daqui dois meses deverá ser menor. Tal situação ocorrerá mesmo que haja um volume considerável de precipitação até março/abril.

A produção de banana também pode ser afetada com a falta de chuva. Algumas regiões têm mantido a produção com base na irrigação. Apesar disso, produtores estão preocupados de que tenha racionamento na água utilizada para a irrigação, em regiões como Bom Jesus da Lapa (BA), Norte de Minas Gerais e Vale do São Francisco (BA/PE). Em caso de racionamento para a irrigação em uma dessas regiões, o mercado como um todo pode ser afetado. A falta de água preocupa produtores, pois pode afetar a qualidade da fruta produzida. Sem água, a banana não “engorda” e perde valor comercial, além de reduzir a produtividade.

Chuva pode interferir na colheita nesta semana

Bastante esperadas, as chuvas previstas para esta semana podem contribuir para recuperar um pouco o nível dos reservatórios. Mas, por outro lado, produtores podem ter dificuldades para avançar nas atividades de campo.

Em praticamente todas as regiões produtoras de batata que colhem no momento receberão chuvas, segundo a Somar Meteorologia. São elas: Chapada Diamantina (BA), Guarapuava (PR), Bom Jesus (RS), Água Doce (SC), Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Sul de Minas Gerais.

A colheita da cebola também pode atrasar um pouco. Deverá chover nas roças de Lebon Régis (SC) e nas do Nordeste nos próximos dias.

A colheita de maçã fuji está a todo vapor no Sul, mesmo com as chuvas, as quais têm sido benéficas para o desenvolvimento das frutas. Com o regime de chuva regular no Sul, a previsão inicial de produtores é de que a safra seja de melhor qualidade, com frutas mais graúdas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Veja como o Carnaval e as chuvas têm impactado no mercado de algumas frutas e hortaliças


Preço da batata ultrapassa R$ 100,00 nas roças


As chuvas no feriado de Carnaval e que continuam hoje interferiram na colheita de batata. Produtores de Água Doce (RS) e Guarapuava (PR) nem chegaram a colher nesta quarta-feira. O Sul de Minas Gerais está terminando a safra e, o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba não está conseguindo abastecer sozinho o mercado. 

Com o cenário de pouca batata no mercado, os preços ficaram acima dos R$ 100,00 nesta quarta. Enquanto no Triângulo Mineiro o preço médio está a R$ 100,00/sc, produtores do sul mineiro chegaram a negociar o tubérculo por até R$ 110,00/sc – na última sexta-feira, essas regiões negociaram a R$ 70,00/sc e a R$ 85,00/sc, respectivamente. 

Após recorde no ano, preço do tomate recua após Carnaval

O preço do tomate tem subido significativamente desde meados de fevereiro, já que os frutos maturaram muito rápido por conta do forte calor presente em todas as roças. Na última semana, inclusive, as cotações do tomate foram recordes do ano. Na última sexta-feira, 28, o tomate salada 2A foi negociado na Ceagesp a 83,57/cx de 18 kg. 

No decorrer do Carnaval, no entanto, a comercialização do tomate foi considerada fraca, refletindo em preços mais baixos. Nesta quarta-feira de Cinzas, o preço médio do tomate salada 2A negociado na Ceagesp caiu para a média de R$ 67,00/cx. A expectativa é que o preço do tomate volte a subir, até porque as chuvas devem contribuir para “segurar” a oferta do tomate nas roças, além de não ter grandes volumes do fruto nas roças para ser colhido. 

Mamão: Norte de MG e sul da BA em “pescoço”

Nesta quarta-feira de Cinzas, também está chovendo em praticamente todas as regiões produtoras de mamão – norte de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. O clima, por mais que seja benéfico, interfere um pouco no andamento das atividades de colheita. De qualquer forma, o norte mineiro e o sul baiano estão em período de “pescoço” (quando uma parte do pé de mamão fica sem frutas para colher, formando um pescoço, por conta de influências climáticas). 

No Espírito Santo é onde se concentra a maior oferta de mamão no momento. Nesta praça, há relatos de mancha-chocolate nas frutas, uma vez que as fortes chuvas de dezembro/13 atrapalharam as pulverizações. Em Linhares, cerca de 35% das roças estão apresentando mancha-chocolate. Apenas produtores que têm frutas de boa qualidade conseguem preços melhores. Por enquanto, os valores praticados nesta quarta-feira estiveram em torno de R$ 0,40/kg tanto para o havaí quanto para o formosa, considerados pouco remuneradores. 

Chuva prejudica uvas finas de São Miguel Arcanjo

Produtores de uva de São Miguel Arcanjo (SP) também relataram problemas causados com a chuva durante o Carnaval. A umidade tem causado rachaduras e podridão em alguns parreirais de uvas finas. Quanto à variedade niagara também produzida na região, esta não chegou a ser afetada pelas precipitações. 

Com isso, produtores da praça paulista tem acelerado a colheita de uvas, com o intuito de reduzir as perdas. 


Clima antecipa colheita de banana

Há pouca oferta de bananas prata e nanica no mercado. Isso porque o forte calor em janeiro e fevereiro causou rápida maturação da fruta, antecipando o calendário de colheita. O resultado disso foi a baixa oferta neste início de março. 

Na última semana, a banana nanica foi comercializada na Ceagesp por R$ 22,75/cx de 20 kg, aumento de 9% sobre a semana anterior. Já a prata ficou estável, a R$ 50,67/cx.

Nas próximas semanas, a expectativa é que os preços, sobretudo da nanica, subam mais. O aumento da oferta desta variedade deve ocorrer apenas daqui a dois meses, enquanto, o de prata, em maio. 

Por Daiana Braga – Colaboração: Amanda Rodrigues da Silva, Lucas Conceição Araújo, Felipe Vitti e Júlia Garcia
Equipe HF Brasil

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Forte calor em janeiro deixa setor de HF em alerta


O forte calor que tem ocorrido em boa parte do Brasil tem deixado produtores de frutas e hortaliças em alerta. Historicamente, nos Sul e Sudeste, por exemplo, o mês de janeiro costuma ser bastante chuvoso, mas o cenário tem sido o oposto: a seca predominou durante todo o mês de janeiro, com chuvas mal distribuídas.

Isso ocorre porque há um bloqueio atmosférico que impede o avanço de frentes frias ao País, segundo explicações da Somar Meteorologia. Pelo menos até a primeira quinzena de fevereiro, as temperaturas continuarão elevadas, com chuvas isoladas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A previsão é que a umidade aumente apenas na segunda quinzena do mês, mas pouco aliviará o forte calor que predomina desde o início de 2014.

Para as hortaliças, os impactos do forte calor e chuvas insuficientes estão a seguir. Para o tomate, a maturação dos frutos acelerou em janeiro, aumentando a oferta no mercado. Algumas regiões estão em pico de safra de verão, como Itapeva (SP), Caçador e Urubici (SC), Chapada Diamantina (BA) e Reserva (PR). Vale lembrar que Venda Nova do Imigrante (ES) sofreu com enchentes em dezembro, e muitas áreas de tomates foram perdidas.

A batata que tem chegado ao atacado de São Paulo (Ceagesp) está com qualidade baixa por conta da seca, sobretudo as provenientes do Sul de Minas Gerais.

Em São Paulo, produtores de cebola têm relatado problemas para o preparo do solo para o plantio, sobretudo de bulbinhos em Divinolândia e Piedade (SP). Para o melhor preparo do solo, produtores relataram que é necessário usar mais irrigação.

A alface é uma das culturas mais afetadas pelo forte calor, já que são bastante sensíveis. Muitos produtores de São Paulo têm relatado elevada incidência de queima de folhas.

Dentre as frutas que mais foram influenciadas pelo clima, as altas temperaturas têm acelerado a maturação da banana nanica no Vale do Ribeira (SP). A variedade tem amadurecido mais rápido, mas apresentado baixo calibre.

Para o mamão, ainda não houve grandes impactos no Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia, e a colheita segue normalmente. No estado capixaba, áreas de mamão foram perdidas por conta das enchentes, e produtores já estão repondo parte das áreas.

Uma análise mais aprofundada do clima e seu impacto nos hortifrutícolas serão publicados na edição de fevereiro da HF Brasil. Aguarde!

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Alerta de mercado: Chuva forte no RN não afeta produção de mamão

As chuvas intensas que ocorrem no Rio Grande do Norte desde quarta-feira, 29, têm alarmado produtores de mamão. Por enquanto, não houve problemas quanto à produção da fruta, mas alguns agentes relataram dificuldades nas vias se acesso às propriedades de mamão por conta de alagamentos. 

As chuvas devem continuar no Rio Grande Norte pelo menos até a noite desta quinta-feira, conforme a Climatempo.

Daiana Braga – Equipe HF Brasil

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Chuvas comprometem produção de tomate e mamão no ES


A região produtora de tomate de Venda Nova do Imigrante (ES) teve grande parte das roças de tomate destruídas pelo elevado volume de chuvas em dezembro. Alguns produtores informaram que chegaram a perder mais da metade de suas lavouras.

Outra cultura também bastante afetada no Espírito Santo foi o mamão. As chuvas devem causar redução na área com a fruta em Linhares e Pinheiros, importantes regiões produtoras de mamão. Produtores terão de replantar novos pés neste ano. Tanto para o tomate quanto para o mamão, a dimensão das perdas ainda serão calculadas nas próximas semanas, e mais informações serão publicadas na edição de fevereiro da Hortifruti Brasil.

Argentina pode importar tomates do Brasil


Desde a última semana tem sido noticiada na imprensa a possibilidade de a Argentina importar tomate brasileiro, a fim de se garantir o abastecimento do mercado interno daquele país. A decisão foi tomada a partir de estimativas de escassez do fruto nos próximos dias por conta de fatores climáticos no país vizinho.

Consultados pelo Hortifruti/Cepea, produtores brasileiros ainda não haviam sido procurados para realizar a importação até a semana passada. Apesar de haver planos do governo argentino para facilitar a importação do produto, as importações não devem ocorrer por enquanto, pelo menos não até que seja apurada se haverá realmente falta do produto no mercado.

Além disso, a diferença de câmbio entre o peso argentino e o Real deve inviabilizar também os envios, já que o tomate precisaria estar no Brasil a patamares próximos ou mais baixos que o observado na semana passada, o que não deverá ocorrer.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Preço da laranja na indústria sobe para até R$ 9,00/cx


Desde o ano passado, produtores de laranja enfrentam o cenário de baixa remuneração pela laranja. Na última semana, no entanto, grandes indústrias de suco de laranja reajustaram o valor da fruta. As pequenas empresas já haviam aumentado os valores pagos aos produtores em meados de setembro, mas a maior parte das grandes indústrias reajustou as cotações apenas no final de outubro, devido à maior necessidade de aquisição da fruta para a fabricação do suco. 
As empresas de grande porte, que até a segunda quinzena de outubro vinham oferecendo em torno de R$ 7,00/cx de 40,8 kg, posta, atualmente, estão adquirindo a fruta entre R$ 7,00 e R$ 9,00/cx. Apesar de os preços ainda serem considerados, por muitos produtores, abaixo do custo de produção, os reajustes já trazem certo alívio aos citricultores.

Mamão: Tendência é de alta nos preços até o fim do ano

A maioria dos mamonicultores espera um final de 2013 e início de 2014 com preços mais remuneradores. A oferta da fruta – que já está demonstrando sinais de queda – pode se manter reduzida até meados de 2014.

Isso porque o mamão que seria colhido nestas próximas semanas já foi colhido e comercializado. Com o clima quente e seco (pouca chuva tem ocorrido nas roças) desde meados de setembro, o amadurecimento da fruta foi acelerado. Somando-se a isso, a falta de sementes de formosa durante maio e agosto pode influenciar em cotações mais remuneradoras não só para o formosa, mas também para o havaí, tendo em vista que a oferta deve ser menor, sobretudo de janeiro a maio. 

Seca no RN/CE preocupa fruticultura local

Os níveis dos poços na região da Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE) continuam a ser uma preocupação para produtores de melão. Segundo colaboradores, a região de Baraúna (RN) já está com níveis considerados como alarmantes. Neste município, não deve haver volume de chuva satisfatório para que este cenário seja revertido, pelo menos nos próximos 15 dias, segundo a Somar Meteorologia.

De acordo com colaboradores, os poços da região devem suprir a demanda para irrigação do melão até meados de dezembro. Caso não haja reposição dos mesmos, é possível tenha redução na área plantada da cultura.

Assim como para o melão, a seca está atrapalhando a cultura do mamão no Rio Grande do Norte. De acordo com agentes, parte dos produtores de Mossoró já está tendo que passar por racionamento e falta de água em suas plantações. Além disso, devido à seca, aumenta o risco de salinização da água disponível.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Greve dos caminhoneiros dificulta escoamento de frutas e hortaliças

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

A greve de caminhoneiros na semana passada acabou dificultando o escoamento de produtos hortifrutícolas em várias regiões do Brasil. Produtores de batata, melão, mamão, maçã, laranja, uva e manga relataram aos analistas do Hortifruti/Cepea dificuldades na comercialização de seus produtos.

As manifestações limitaram o abastecimento de mercadorias nos atacados de algumas capitais, como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Além disso, houve atraso nas entregas, cancelamento de alguns pedidos, redução na qualidade e até perda de mercadorias, já que algumas das principais rodovias de acesso de produtos agrícolas chegaram a ser bloqueadas.

Assim, alguns produtores frearam o ritmo de colheita com o receio de não conseguiram escoar a produção, acumulando-a nas roças. Alguns produtores tiveram como estratégia traçar rotas alternativas para que as cargas da fruta pudessem chegar aos seus destinos.

Apenas para a banana é que a greve não chegou a afetar fortemente a comercialização da fruta. Em algumas regiões, as cargas até chegaram com atraso ao destino, gerando ligeiro acúmulo para o final da semana. Porém, com a demanda firme (dado o período de recebimento dos salários), esse volume deve ser comercializado em breve. Além disso, não devem ser gerados mais estoques de banana devido à baixa oferta registrada no mercado doméstico nas próximas semanas.

Caminhoneiros ainda pretendem realizar nova greve nesta semana, conforme alguns colaboradores consultados nesta segunda-feira.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Batata: Clima firme permite avanço da colheita no Paraná


As chuvas há duas semanas limitaram a colheita de batata no Paraná, principal estado que abastece o mercado no momento. Com pouca disponibilidade do tubérculo, os preços, que já estavam elevados, ultrapassaram a casa dos R$ 200,00/sc de 50 kg no dia 31/05. Na última semana, o clima foi mais favorável para as atividades de campo nas lavouras paranaenses, contribuindo para aumentar a oferta de batata no mercado.

Consequentemente, os preços recuaram na semana passada. Na Ceagesp, a média semanal foi de R$ 123,08/sc, recuo de 18,45% sobre o valor médio da semana anterior. A previsão climática para os próximos dias é que o clima continue firme no Paraná, o que deve aumentar ainda mais a oferta.

Chuva na BA pode induzir doenças no mamão 

Ao contrário das lavouras de batata do Paraná, as roças de mamão da Bahia podem receber chuvas ao longo desta semana. Pelo menos 21 mm de precipitações podem ocorrer no município de Teixeira de Freitas até sexta-feira, 14, conforme a Somar Meteorologia.

A umidade pode acarretar na incidência de doenças fúngicas no mamão, como a pinta-preta, afetando a qualidade da fruta baiana.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Tomate: Chove nas roças, mas aumento de oferta pode “frear” preço

A semana será chuvosa em todas as regiões produtoras de tomate que colhem no momento, conforme previsão da Somar Meteorologia. Dentre as praças, estão as paulistas Sumaré e Mogi Guaçu, as capixabas Paty do Alferes e Venda Nova do Imigrante, Araguari (MG) e Chapada Diamantina (BA).

O maior volume de chuva deve ocorrer nas regiões tomaticultoras do Norte do Paraná, com acumulados de 135 mm até sexta-feira, 1°/06. Com a umidade, os preços do tomate talvez não subam tanto, visto que a colheita tem aumentado nas regiões citadas.

Os estados do Sul já começaram a semana com muitas nuvens e chuva, especialmente no Paraná e Santa Catarina, conforme indica a Somar. A passagem de uma frente fria é a responsável por trazer bons volumes de chuva pelo menos até quarta-feira. Já a partir de quinta, é a vez de uma massa de ar polar avançar sobre o Sul, baixando ainda mais as temperaturas, com risco de ocorrência de geadas.

Manga: Irrigação pode retornar em Livramento de Nossa Senhora

Mesmo com a longa estiagem, produtores de manga de Livramento de Nossa Senhora (BA) estão com melhores expectativas para o segundo semestre. Isto porque, no próximo mês, a região terá um dia por semana liberado para irrigação dos pomares, prática que não era realizada desde novembro. Isso gera expectativas de que haja uma colheita de manga mais razoável no segundo semestre.

Mamão: Mosaico volta a causar preocupação no ES

O mosaico voltou a causar preocupação na mamonicultura do Espírito Santo. O mosaico não é erradicado por completo, apresentando períodos de baixa e alta infestação. A doença é uma das mais severas do mamão, pois, uma vez infectada, não há uma maneira de curar a planta. Assim, o único meio de eliminá-la é através do corte dos pés infectados (roguing).

Assim, tem havido uma preocupação por parte dos produtores em erradicar as plantas infectadas, o que ocorreu nas últimas semanas. Dessa forma, a presença atual do mosaico na mamonicultura no estado pode reduzir. Embora esteja causando preocupação nas roças, a ocorrência do vírus não é unanimidade nas propriedades do ES.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Negociações são mais intensas nas regiões produtoras



Foto: Ceagesp 

Boa parte da produção de frutas e hortaliças produzidas no Brasil é destinada à Ceagesp, maior centro atacadista brasileiro, que, por sua vez, responde pelo abastecimento dos principais centros consumidores, como Sudeste e Sul. Mesmo com grande variedade de hortifrutícolas disponível para comercialização, as negociações na Ceagesp não foram tão intensas na última semana.

Foi observado, no entanto, um maior comércio nas próprias regiões produtoras. O melão produzido no Nordeste foi negociado no mercado local e até mesmo enviado ao mercado externo; a liquidez da maçã foi maior nos mercados do Sul e, o mamão no Espírito Santo, foi mais aceito nos centros de comércio capixabas.

Com a aproximação do fim do mês, pouco pode ser o  movimento no mercado ao longo desta semana. Ainda há previsão de chuva a partir de quarta-feira, 24, o que pode pesar na decisão de compra dos consumidores.

Preço do tomate despenca

Após o preço do tomate alcançar recordes em julho e agosto, na semana passada as cotações tiveram quedas expressivas. De uma semana para outra, o preço esteve 50% menor, com média semanal de R$ 25,65/cx de 22 kg na Ceagesp (de 15 a 19/10).

Essa forte desvalorização aconteceu principalmente pelo aumento da oferta no mercado. Com as altas temperaturas e pancadas de chuva que ocorreram nas últimas semanas, a maturação dos tomates foi acelerada, fazendo com que o volume colhido aumentasse significativamente. Além disso, segundo atacadistas, a terceira semana do mês é a mais fraca em termos de volume de vendas, o que ajudou a derrubar o preço.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ausência de chuva no Nordeste preocupa fruticultura local



Foto: Divulgação

Praticamente desde o início do ano chuvas significativas não ocorrem no Nordeste. Nas últimas semanas, a baixa umidade tem aumentado a preocupação de produtores de frutas na região, como mamão e manga. Para a uva, a seca ainda não tem sido um grande problema ao setor, pois parte da produção nordestina é irrigada.

No Oeste da Bahia, ode há produção de mamão formosa, de março até setembro, o índice pluviométrico foi de apenas 57,8 mm, volume 83% ao considerado normal para o período, conforme os números da Tempo Agora. Isso tem ocasionado maior incidência de doenças e praças no mamão, depreciando a qualidade e reduzindo seu valor comercial. 

Para a manga, a seca em Livramento de Nossa Senhora (BA) também está trazendo consequências negativas. As mangas estão murchando e produtores estão perdendo parte significativa da produção. Assim, como tentativa de minimizar as perdas, produtores colocaram todas as frutas que já estavam no ponto ideal de comercialização no mercado nesta semana, pressionando as cotações se comparado às anteriores.

Pelo menos nesta semana, as previsões da Somar Meteorologia indicam continuidade de tempo seco no Nordeste. Chuvas isoladas podem ocorrem na última semana de outubro, como no Oeste da Bahia. Quanto ao centro-sul do Brasil, as condições de chuva aumentam no Sudeste e Centro-Oeste a partir da semana que vem, condições que persistem até o fim do mês e confirmam o retorno gradual das águas, prevê a Somar. 

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil