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terça-feira, 22 de março de 2016

Hortifruti/Cepea lança site recheado de conteúdo


 
A Equipe Hortifruti, do Cepea/Esalq-USP, lança nesta terça-feira, 22, seu novo site: www.hfbrasil.org.br. Agora, os leitores não precisam mais esperar por uma nova edição impressa da revista Hortifruti Brasil para se atualizarem sobre o setor de frutas e hortaliças.

No site, estão disponíveis:

- Preços diários e semanais – confira o mecanismo de busca em toda a nossa base de dados;
- Análises diárias de mercado de 13 frutas e hortaliças;
- Vídeos quinzenais produzidos pela equipe;
- Todas as edições da revista Hortifruti Brasil;
- E muitas outras informações úteis acerca do setor hortifrutícola.

A equipe também reformulou suas newsletters (Seções Eletrônicas, enquetes e a revista em formato PDF), e aquele que já era cadastrado e quem também se inscrever pelo site receberão boletins com muito mais conteúdo a partir da próxima semana.

Cadastre-se, receba as novidades e participe deixando suas sugestões neste novo portal dedicado ao setor hortifrutícola! Não se esqueça de enviar fotos da sua produção/negócio para a equipe Hortifruti.

Entre uma edição e outra da revista, acesse o novo site do Hortifruti e fique por dentro!

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti/Cepea
(19) 3429-8808
(19) 99107-4710 - WhatsApp
@revistahortifrutibrasil – Facebook
@hfbrasil - Twitter

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Olimpíadas dos HFs! Última semana de fevereiro é marcada por recordes de preços

2016 é o ano das Olimpíadas no Brasil e também dos hortifrutícolas! Os preços de algumas frutas e hortaliças acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea atingiram patamar recorde na última semana de fevereiro (22 a 26). Frutas como a banana prata (que já havia batido recorde em janeiro), melão amarelo, uva itália, mamão havaí e formosa e, no time das hortaliças, a cenoura, são as culturas que encerram o mês de fevereiro bem mais caras. 

Um dos destaques é a banana prata do Norte de Minas Gerais (onde o valor foi o mais alto da série histórica do Cepea), região com pouca fruta disponível. Na última semana, o valor médio foi de R$ 2,40 para a prata mineira, a maior cotação semanal desde 2001. Este está sendo um ano atípico aos mineiros por conta da seca que atingiu o perímetro no ano passado. Mas o consumidor deverá estar com o bolso preparado pois, até a metade deste ano, o cenário da prata na região deve continuar semelhante: preços altos e baixo volume de frutas.

Também com oferta reduzida, o melão amarelo é outro recordista. Produtores do Vale do São Francisco praticamente não negociaram com atacadistas da Ceagesp e a disponibilidade na praça produtora do RN/CE também está limitada. De 22 a 26 fevereiro, o melão amarelo tipo 6 e 7 foi cotado por R$ 39,60/cx de 13 kg, apresentando aumento de 37% frente à semana anterior. Este é o maior valor semanal nominal de toda a série do Hortifruti/Cepea, que teve início em 2001.

Afetada por perdas na produção por conta de ações climáticas, a viticultura paulista fechou o segundo mês de 2016 com números significativos. Em Pilar do Sul, o preço médio do quilo da uva itália foi de R$ 6,16 e, em São Miguel Arcanjo, de R$ 5,31, os maiores valores desde 2001.

Para o mamão, ambas as variedades – formosa e havaí – bateram recorde nominal na série histórica do Cepea, também iniciada em 2001. No final de 2015, houve estiagem nas regiões produtoras, fazendo com que o abortamento de flores aumentasse muito. Essas floradas que foram perdidas eram para serem colhidas em fevereiro/março. Além disso, com a altas temperaturas, a perda foi intensificada. Como o volume deve se manter baixo nas próximas semanas, os preços também devem se manter elevados, podendo bater novos recordes.

Das hortaliças, apenas a cenoura obteve o melhor resultado na última semana de fevereiro, considerando a série histórica do Cepea, iniciada em 2008. Um dos motivos da menor oferta é que lavouras de São Gotardo, Santa Juliana e Uberaba (MG), os descartes causados pelas chuvas nas últimas semanas chegaram a mais de 40% em certos lotes, uma vez que muitas raízes estiveram bifurcadas. A caixa de cenoura “suja” esteve a R$ 70,00 na Ceagesp na última semana, leve aumento de 2,4%.

Ao que tudo indica, os hortifrutícolas devem continuar com preços elevados em março. Vale destacar que, mesmo que os valores tenham sido históricos, a margem de ganho dos produtores não tem sido tão elevada, visto o aumento generalizados dos custos, como dos insumos, energia elétrica e combustível.

Obs: Os valores mencionados acima são todos em termos nominais, ou seja, sem contar a inflação acumulada dos períodos.
Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Edição de fevereiro: Cadastro Ambiental Rural

A Hortifruti Brasil preparou para a edição de fevereiro uma matéria sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que passa a ser obrigatório e sua inscrição se encerra no dia 5 de maio deste ano. O estudo tem como objetivo esclarecer os principais pontos do CAR, bem como os benefícios ao produtor de estar devidamente regularizado.

O Cadastro Ambiental Rural é um registro eletrônico obrigatório que mapeia todos os imóveis rurais do Brasil. Assim, o poder público passa a ter uma radiografia precisa para melhorar a gestão da política ambiental no País. Caso você ainda não tenha realizado o cadastro de sua fazenda, atenção ao prazo e informe-se lendo a matéria completa AQUI!

Ainda na edição de fevereiro, detalhamos os principais acontecimentos do mercado de 13 frutas e hortaliças, com destaques nos impactos das chuvas de janeiro em boa parte do País. 

Agradecemos nossos parceiros presentes nesta edição:

Agristar
AgroFresh
Basf
Bayer
Blueseeds
DuPont
Feltrin
Pecege
Syngenta

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil
(19) 3429-8808
WhatsApp: (19) 99107-4710

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Minuto HF: A chuva de janeiro e os impactos nos HFs (janeiro 2016)

 
Neste primeiro Minuto HF de 2016, a Hortifruti Brasil detalha os impactos da chuvas ocorridas em janeiro em várias regiões produtoras de frutas e hortaliças.

Apesar de serem essenciais à produção, as precipitações causaram alguns prejuízos ao setor, e são motivo de alerta agora em fevereiro.

Assista:
tinyurl.com/minutohf1
 
Equipe Hortifruti Brasil
 
 


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Paraguai poderá exportar cenoura para o Brasil

Autoridades paraguaias analisam a possibilidade de exportar suas cenouras para o Brasil, principalmente para o abastecimento do mercado de São Paulo, conforme o portal Fresh Plaza.
 
A qualidade das frutas e vegetais das regiões produtoras de Itapúa e Caaguazú, no sudeste do Paraguai, chamou atenção para a possibilidade de comercialização para fora do país.
 
A princípio, os carregamentos poderiam começar no final deste ano, entre agosto e outubro, meses de maior produção. No Brasil, estas mercadorias vindas de fora concorreriam com a cenoura nacional, o que poderia elevar a oferta no mercado interno.
 
Colaboradores de Marilândia do Sul (PR) dizem já ocorrer o movimento contrário: quando há pouca mercadoria no país vizinho, produtores do Paraná enviam suas cenouras para abastecer a demanda paraguaia.

Por Mariana Santos e Renata Pozelli - Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

HF em Vídeo - Perspectivas para 2016

O Hortifruti Brasil acaba de preparar mais um programa HF em Vídeo! Desta vez, os pesquisadores traçam as principais perspectivas de mercado para as frutas e hortaliças em 2016, especialmente para o primeiro trimestre.
 
Assista AQUI!
 

 Equipe Hortifruti Brasil

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Edição de dezembro: Anuário 2015-2016

O Anuário 2015-2016 da Hortifruti Brasil já está no ar! Presenteamos nossos leitores com novos canais de comunicação, que facilitarão a todos o acesso às nossas informações e em tempo real: O WhatsApp (19-99107-4710), o Canal do YouTube com o Minuto HF (programa com as principais tendências de mercado) e com o HF em Vídeo (baseado nas edições impressas). Outro projeto é site da HF Brasil (www.hfbrasil.org.br), que será lançado em fevereiro de 2016, que terá atualizações diárias de preços e análises.

Nesta edição, pontuamos vários fatores que pressionaram a rentabilidade do setor em 2015. O aumento generalizado dos insumos com a disparada do dólar, o consumidor brasileiro receoso em ampliar suas compras, a queda da atividade econômica brasileira, a seca prolongada e as chuvas em excesso em diferentes regiões do Brasil e o crédito escasso e mais caro são os principais pontos que marcaram o ano e que continuarão a ser desafios ao setor de HF em 2016.

Esta edição também traz o Caderno de Estatísticas, com série mensal de preços de 2014 e 2015 das 13 culturas.

Para conferir o Anuário 2015-2016, acesse nossa página aqui!

Agradecemos nossos parceiros que nos apoiaram em 2015 e estão presentes nesta edição:

Agristar
All Tech Crop Science
Basf
Bayer
Blueseeds
Du Pont
Feltrin
Pecege
Seminis
Syngenta
Valagro
Yara

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Minuto HF - A alta do dólar é benéfica ao setor de HF?


A Hortifruti Brasil lança seu primeiro programa Minuto HF, um projeto realizado para todos os interessados no setor de frutas e hortaliças! Neste primeiro programa, falamos sobre o os impactos do dólar no setor de HF.

Para assistir ao vídeo, acesse nossa Página no YouTube aqui!

Essa é uma das novidades que a HF Brasil prepara para os seus leitores em 2016, e as novidades não param por aí! Aguarde!

Dê suas sugestões para os próximos Minuto HF!

Equipe Hortifruti Brasil
 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Pesquisadora do Cepea participa de evento na Costa Rica

A pesquisadora do Cepea Renata Pozelli Sabio está participando nesta semana do XIV Market Information Organization of the Americas, em San Jose, na Costa Rica.
 
O evento acontece de 11 a 13 de novembro, e está sendo organizado pelo Instituto Inter Americano para Cooperação na Agricultura, reunindo representantes dos principais países da América com o objetivo de discutir a importância dos Sistemas de Informação na área de hortifrutis.
 
Na ocasião, a pesquisadora está representando a Hortifruti Brasil, apresentando aos convidados a atual rede de inteligência desenvolvida pelo Projeto na geração de informações relevantes ao setor hortifrutícola do Brasil.
 
 
Fernanda Geraldini - Equipe Hortifruti Brasil

Edição de novembro: Especial Frutas



Neste Especial Frutas, a Hortifruti Brasil discute quatro fatores que podem estimular ou conter o desempenho dos embarques de frutas nos próximos anos: a recente disparada do dólar, a crise hídrica, a disponibilidade de crédito e o consumo dos brasileiros, ou o que chamamos de as "4 Crises".

Especialmente com a forte valorização do dólar e o enfraquecimento da economia brasileira, a exportação se tornou mais atrativa que a venda no mercado doméstico. Mas a competividade e sustentabilidade das exportações nacionais de frutas não pode se apoiar apenas no dólar valorizado. Melhorias ao longo da cadeia produtiva, redução do “Custo Brasil”, mais investimentos em tecnologia e infraestrutura e a formalização de mais acordos comerciais são alguns desafios para o País ser mais competitivo.

Confira a matéria completa e as últimas informações do mercado de frutas e hortaliças na edição de novembro da HF Brasil em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Paralisação dos caminhoneiros já prejudica escoamento de alguns HFs

Foto: Jornal do Sul

A paralisação dos caminhoneiros em diversas rodovias do Brasil já está dificultando a comercialização de HFs. Segundo agentes consultados pelo Cepea, muitos compradores já reduziram as compras, com receio de que as cargas fiquem paradas por muito tempo, podendo perder qualidade ou até mesmo serem perdidas.

No caso da batata, por exemplo, produtores têm evitado comercializar o tubérculo para a região de Belo Horizonte (MG), região onde a paralisação está bastante intensa. Aqueles que ainda enviam para a capital mineira, por sua vez, têm utilizado rotas alternativas para fugir das estradas fechadas pelos manifestantes. Contudo, com o maior tempo de frete, já são relatadas perdas de qualidade em parte das cargas.

Para a laranja paulista, o receio quanto ao escoamento fez com que compradores reduzissem as compras, principalmente aqueles que comercializam com os estados do Sul do Brasil, região onde as manifestações estão mais intensas, além de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Por Fernanda Geraldini Palmieri – Equipe Hortifruti Brasil
 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Produtor de HF tenta escoar produção antes da greve dos caminhoneiros

Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo
Convocados pelo Comando Nacional do Transporte, caminhoneiros autônomos deverão iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 09. Embora a lista de reivindicações da categoria permaneça a de fevereiro (quando também ocorreu greve de abrangência nacional e caminhoneiros pediam a redução do óleo diesel e a criação da tabela do preço mínimo do frete), a pauta da greve agora é outra.

O objetivo principal da greve será pressionar pela renúncia da presidente Dilma Rousseff. Como a organização dos protestos tem ocorrido por fora dos sindicatos – caminhoneiros têm utilizado as redes sociais para se organizar –, é difícil estimar a adesão.

A greve poderá impactar o abastecimento de vários setores, incluindo a distribuição nacional de frutas e hortaliças. Preocupados, alguns produtores de frutas têm procurado escoar um maior volume de mercadorias nesta sexta-feira antes da possível greve.

A Hortifruti Brasil continua atenta às notícias quanto à greve dos caminhoneiros, e manterão os leitores informados nos próximos dias.

Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Com chuva, preço do tomate quase dobra

As chuvas que atingiram as principais regiões produtoras de tomate já começam a impactar nos preços, que estão quase o dobro dos valores da semana passada. Segundo colaboradores do Cepea, as atividades de colheita estão limitadas pelas precipitações, reduzindo a oferta do produto.

Na cidade de Sumaré (SP), por exemplo, as precipitações totalizaram 59,7 mm entre os dias 1º e 4 de novembro, segundo a Somar Meteorologia. Em Araguari (MG), o volume é de 64,8 mm, enquanto em Mogi Guaçu totalizou 48,5 mm.

Assim, a menor oferta geral, somada à aproximação do final de colheita em algumas praças, elevou os preços no atacado paulistano. A média do tomate 2A comercializado na Ceagesp hoje, 05, foi de R$ 56,67/kg, aumento de 89% em relação à sexta-feira da semana passada.

Por Fernanda Geraldini Palmieri

Gepol, da Esalq/USP, realiza evento sobre hortícolas especializadas; saiba mais


O Grupos de Estudos e Prática em Olericultura (GEPOL-ESALQ/USP) realiza no dia 18 de novembro o evento "Agronegócio de Hortícolas Especializadas", no Anfiteatro Salim Simão, no Departamento de Horticultura da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz").

A pesquisadora do Cepea Renata Pozelli Sabio participará do evento com palestra intitulada "Mercado de Mini e Baby Hortaliças".
 
Para quem se interessar, o cartaz oficial está abaixo, mas é possível também obter informações pelo e-mail gepol@usp.br.

 
Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Menor demanda por frango e iogurte no Nordeste afeta vendas de... melão! Entenda o por quê


 
A falta de caminhões para o transporte de melões tem sido assunto frequente no Nordeste do País. A crise econômica pode ser apontada como um dos principais fatores para este cenário. Isso porque, além dos preços elevados de combustíveis e pedágios, que acabam tornando o transporte de melões pouco atrativo para caminhoneiros, o desaquecimento do mercado brasileiro reflete diretamente na demanda de produtos, como o iogurte e o frango.

Estes produtos são enviados ao Nordeste por meio de caminhões refrigerados que transportam, na volta (frete de retorno), os melões para o Sudeste e Sul. Assim, a menor demanda por iogurte e produtos refrigerados faz com que menos caminhões cheguem ao Nordeste, distribuindo, consequentemente, menos frutas para demais regiões do País. 



Gosta de caipirinha? Então prepare seu bolso!

A lima ácida tahiti tem sido negociada no mercado paulista a valores recordes. Neste mês, o preço da caixa de 27 kg registrou média de R$ 79,71, o maior patamar nominal da série história do Cepea, iniciada em 1996. O Cepea chegou a coletar negócios a R$ 120,00/cx de 27 kg em outubro.

Apesar dos valores recordes, poucos são os produtores que conseguem aproveitar este bom momento, já que a maior parte desses agentes já finalizou a colheita e/ou detém baixo volume para comercialização. Ainda assim, o comentário de agentes do setor é que os preços de venda da tahiti (considerando-se a média parcial deste ano, até outubro) superem os custos médios de produção.

O impulso para as fortes altas nas cotações da tahiti vem da entressafra no estado de São Paulo, principal produtor da fruta do Brasil. Apesar de ser comum a redução da oferta neste período, desde o ano passado observa-se que a disponibilidade da fruta neste período é ainda menor que o usual – principalmente devido a fatores climáticos.

Equipe Hortifruti Brasil

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

800 mil pés de tomate são perdidos com granizo em Sumaré

 
Ocorreu granizo na região de Sumaré (SP) na quinta feira (22), que comprometeu boa parte da produção de tomate da segunda parte da temporada de inverno. Segundo relatos dos produtores, a princípio 800 mil dos 2 milhões de pés correspondentes à segunda parte da safra foram perdidos (40% do total cultivado no período), trazendo prejuízo para quase todos os produtores da região.

A maior parte dos produtores da região possui algum tipo de seguro para produção, mas, mesmo assim, estão desestimulados para novos investimentos.

Produtores indicam que haverá uma redução de cerca de 10 caminhões de tomate ofertados por dia devido ao ocorrido, fazendo com que a oferta em Sumaré fique comprometida até o fim safra, em dezembro. Produtores que não tiveram sua produção afetada pelo granizo e têm produção para vender podem se beneficiar com melhores preços, mas consumidores terão que arcar com preços mais altos nas gôndolas.

Proibição de Paraquat preocupa produtores de banana

Um dos assuntos bastante comentados na mídia nesta foi a proibição do Paraquat pela Anvisa, um herbicida que é amplamente utilizado na agricultura brasileira, inclusive na produção de hortifrutícolas. Segundo alguns estudos, o contato com este produto traz prejuízos à saúde.

Alguns produtores de banana foram consultados pelo Cepea para comentar sobre a proibição do herbicida. Alguns deles estão preocupados com a possível proibição. Segundo eles, o herbicida não tem um substituto único. Dessa forma, teria que ser substituído por uma série de outros produtos.

Isso acarretaria em um aumento no custo de produção. Vale ressaltar que, em 2015, outros fatores já estão elevando o custo de produção no setor de HF, como a elevada taxa de câmbio e a alta nos preços dos combustíveis e da energia elétrica.
 
Equipe Hortifruti Brasil


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Edição de outubro: Especial Batata

Trazemos na edição de outubro mais uma edição de custo de produção da batata, avaliado em face da crise econômica/fiscal e política que o País atravessa. Para esta edição, a HF Brasil fez a análise comparativa de duas escalas de produção em Vargem Grande do Sul (SP) (100 e 350 hectares) e de outras duas no Sul de Minas (8 hectares na safra das águas com 20 hectares na safra de inverno).

No balanço, a perspectiva é que os custos de produção na bataticultura se mantenham elevados em 2016 diante do aumento do dólar, da energia elétrica e do combustível. Neste Especial Batata, a HF Brasil sugere alternativas para que a atividade seja sustentável.

Também trazemos nesta edição as informações atualizadas do setor de frutas e hortaliças. Leia a edição de outubro na íntegra na página da HF Brasil em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Racionamento de água no Vale do São Francisco é adiado para fim de novembro

Reservatório de Sobradinho / Foto: Divulgação
O racionamento de água no Vale do São Francisco (BA/PE), previsto para acontecer a partir do final deste mês, foi suspenso, segundo nota divulgada pelo Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC) na última semana.

O aumento da vazão da barragem Três Marias para 500 m3/s desde o 28 de setembro possibilitará a manutenção dos níveis toleráveis para captação no reservatório de Sobradinho, o que permite, então, que a água não seja racionada por ora. Além disso, a previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é de que Sobradinho, o principal reservatório baiano, atingirá a cota de 380,8 metros em 30 de novembro, sendo este volume suficiente para que ocorram operações de captação.

Assim, produtores do Vale do São Francisco poderão continuar, pelo menos até novembro, com as atividades de irrigação na fruticultura. De qualquer forma, continua o alerta quanto ao uso de água na região: até o final da semana passada, o reservatório de Sobradinho contava apenas com 7,2% do seu volume útil.

A possibilidade de racionamento preocupava os produtores de fruta da região, que poderiam ter a produção prejudicada. No caso do melão, por exemplo, apesar de não terem que racionar água, produtores já têm dificuldade para irrigar a cultura, de modo que a área destinada ao plantio da fruta já é menor.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Clima eleva preço da batata, mas pressiona o de tomate

 
Os preços da batata aumentaram na semana passada por conta das chuvas intensas, que desaceleraram a colheita principalmente nas regiões do Sul de Minas e Vargem Grande do Sul (SP). Na média semanal, o tubérculo foi comercializado na Ceagesp a R$ 76,07/sc de 50 kg, aumento de 20,82% sobre a semana anterior.

As precipitações devem continuar interferindo nas atividades de campo nesta semana, uma vez que as previsões indicam mais uma semana chuvosa nas roças. Nas regiões paulistas – Vargem Grande do Sul e Sudoeste Paulista – pode chover acima de 40 mm, enquanto no Sul de Minas pode superar os 61 mm. Até em regiões onde a seca ainda predominava, como na Chapada Diamantina, também pode chover, mas em volume bem menor, de 7 mm.

Além de interferir na colheita, o clima chuvoso também tem afetado o plantio nas regiões de Água Doce (SC) e Bom Jesus (RS). Produtores dessas praças já estimam atraso de 15 dias nos trabalhos e, se as chuvas persistirem em outubro, pode haver alteração no calendário de colheita.

Já no caso do tomate, o cenário foi um pouco diferente. As elevadas temperaturas nas roças permitiram uma maturação avançada do produto, aumentando a oferta no mercado. Com isso, houve redução de 44% nas cotações do tomate salada 2A, que foi negociado a R$ 23,60/cx de 22 kg na Ceagesp. Além de aumentar a oferta, o tempo quente acabou reduzindo a qualidade do tomate.

Assim como nas lavouras de batata, também pode chover nas de tomate nos próximos dias em Mogi Guaçu e Sumaré (SP), norte do Paraná, Venda Nova do Imigrante (ES), São José de Ubá e Paty do Alferes (RJ) e também na Chapada Diamantina, ainda que nesta última região de forma menos intensa.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Chuvas fortes trazem problemas à produção de HFs


As chuvas voltaram com força na última semana em várias regiões do Brasil. As precipitações atingiram regiões produtoras de HF do Sul e Sudeste, como as de batata, melancia e uva.

Na última semana, o preço da batata na Ceagesp disparou 87% com as chuvas, a R$ 146,17/sc de 50 kg. Além do clima chuvoso, o Sudoeste Paulista entrou em período de entressafra, o que resultou na redução ainda maior da oferta do tubérculo. Além disso, Vargem Grande do Sul não apresenta sinais de que tenha uma área muito grande para ser ofertada ainda nessa temporada.

As fortes chuvas vieram acompanhadas de ventos e granizo em algumas lavouras de melancia de Oscar Bressane, por exemplo, onde choveu entre os dias 7 e 10 deste mês o equivalente a 67% da média climatológica para todo mês de setembro, enquanto que em Marília choveu 70% da média mensal. Segundo agentes, houve prejuízos em algumas lavouras de melancia da região, inclusive com casos de perda de 100% da área plantada. Em outras áreas, por outro lado, os danos foram apenas avarias na casca e/ou perda de folhas e flores.

O clima úmido também afetou a uva da região de Jales (SP). A cotação das uvas finas, como benitaka e itália, foi inferior à da semana anterior devido às chuvas e o frio, afetando o desenvolvimento das bagas. Viticultores relataram que, se continuar chovendo significativamente na região, essas variedades podem ser ainda mais prejudicadas, causando rachaduras, doenças fúngicas e até podridão.

Segundo as previsões meteorológicas, pode continuar chovendo nas regiões produtoras nesta semana, mas de forma menos intensa.

De qualquer forma, especialmente produtores do Sul do País, estavam atentos com o avanço de uma intensa massa de ar frio que chegava no Sul no fim da última semana, que prometia provocar fortes rajadas de vento e declínio acentuado das temperaturas. As previsões indicavam, ainda, que o final de semana que passou poderia ser o mais frio do ano, com possibilidade de geada moderada a forte em algumas regiões. Os impactos desta massa de ar devem ser sentidos nos próximos dias.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil