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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Maturação do tomate avança e pressiona cotações


Após um longo período de baixa oferta e altos preços do tomate no mercado, as cotações recuaram quase 38% na última semana frente às da semana anterior, e foi negociado a R$ 40,92/cx 22 kg na Ceagesp.

Este recuo foi consequência do clima mais quente nas lavouras há duas semanas, que regularizou a maturação dos frutos – que estava atrasada por conta da ligeira queda nas temperaturas –, e elevou a oferta de tomate. Além disso, começou na última semana a comercialização do tomate tipo rasteiro no atacado paulistano. Esta variedade possui um preço inferior ao do tipo salada AA, prejudicando, portanto, as vendas.

Para esta semana, há possibilidade de as cotações subirem, pois, segundo produtores, o clima voltou a esfriar um pouco nas lavouras nos últimos dias, atrasando a maturação nas roças paulistas de Mogi Guaçu e Sumaré. Além disso, o mercado tende estar mais aquecido a partir do dia 05, pois como de costume, as vendas melhoram em época de recebimento dos salários.

A Fanta laranja agora é de maçã

Em função da mudança na legislação brasileira na fabricação de bebidas, que reduziu de 10% para 5% o porcentual mínimo de suco de laranja presente em refrigerantes com o sabor desta fruta, empresas têm utilizado como base outros sabores de suco. Dentre eles, o suco de maçã é o favorito, uma vez que seu preço se encontra atrativo no mercado desde o embargo russo à maçã produzida na Polônia, que fez com que os estoques europeus da fruta se elevassem, pressionando as cotações.

Na prática, portanto, a Fanta laranja agora é de maçã! A mudança não é feita somente para a Fanta: outros refrigerantes sabor laranja, como a Sukita e Skin, também reduziram a presença do suco de laranja em suas bebidas. Com isso, estimativas de agentes do setor apontam para a redução da demanda por suco de laranja da ordem de 3,7 milhões de caixas de laranja de 40,8 quilos em todo o País.

Por outro lado, o aumento do porcentual de suco nos néctares de laranja, que passou de 30% para 40% em janeiro deste ano, ajuda a amenizar o quadro negativo para a citricultura. Para produtores de maçã, porém, o cenário é positivo, uma vez que esta mudança na legislação abre portas para novos mercados para o suco de maçã – o mercado interno, atualmente representa entre 10% e 15% para o produto, o que pode aumentar, já que a indústria de refrigerantes no Brasil é de grande importância.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Saem primeiros contratos de laranja da safra 2015/16

Os primeiros contratos envolvendo a laranja da safra 2015/16 começam a ser fechados por duas das três grandes indústrias de suco de São Paulo. Uma das empresas fechou novos contratos entre US$ 4,50 e US$ 5,50/cx de 40,8 kg, fruta colhida e posta na indústria. 


Já uma outra fábrica optou por não incluir o dólar em suas propostas, oferecendo um adiantamento (que seria pago já em 2015/16) de R$ 14,00/cx de 40,8 kg para a pera e as tardias, também colhidas e postas na indústria.

Os valores de contrato oferecidos em dólar são vistos como muito atrativo aos produtores, visto que o dólar está valorizado frente ao Real – na última sexta-feira, 17, a moeda norte-americana fechou a R$ 3,044. O valor em reais também é considerado satisfatório por produtores, principalmente por incluir, ainda, um adicional de participação no preço de venda do suco que será pago em fevereiro de 2017.

Plantio de batata de inverno ganha ritmo em Vargem Grande do Sul


O plantio de batata da safra de inverno 2015 vem ganhando intensidade em Vargem Grande do Sul (SP). O planejamento inicial dos produtores era de aumentar a área cultivada em março, mas as chuvas na região limitaram os trabalhos e, em conjunto com as altas temperaturas, acabaram resultando no apodrecimento de sementes em algumas áreas cultivadas.

Com os atrasos em Vargem Grande do Sul, deverá haver uma concentração maior do plantio em junho. A previsão inicial de produtores desta região é de manutenção da área plantada, sustentada pelo melhora nas condições hídricas da região. A colheita na praça paulista deve ser iniciada em julho e prosseguir até setembro.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil





segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Laranja: seca prejudica floradas e pode afetar a safra 2015/16

Se por um lado as chuvas são preocupantes no Nordeste, a seca prolongada no Sudeste vem tirando o sono de muito agricultor. As chuvas foram um pouco mais volumosas em novembro, mas ainda bem abaixo da média do mês no estado de São Paulo, mantendo em alerta produtores de laranja quanto à proporção da próxima safra.

Apesar de ainda ser cedo para quantificar o volume a ser colhido na safra 2015/16, citricultores já notam danos nas plantas agravados pelo forte sol e calor, o que prejudica ainda mais o vigor das árvores. Até mesmo nas regiões mais chuvosas e nas fazendas irrigadas há relatos de danos no “pegamento” das floradas. Em algumas áreas, a queda de chumbinhos foi muito intensa e a melhora do volume de frutas vai depender de novas aberturas de flores.
 
Para os próximos 10 dias, a previsão é de chuvas mais regulares, segundo a Climatempo.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Retorno das chuvas traz alívio para a hortifruticultura do Sudeste


A tão esperada chuva voltou ao Sudeste na última semana, após a longa e mais severa seca já ocorrida na região. Apesar de ainda não serem volumosas, as precipitações já trouxeram alívio para produtores de frutas e hortaliças na região, sobretudo no estado de São Paulo.

As chuvas registradas na última semana em praticamente todo o cinturão paulista de laranja trouxeram certo ânimo aos produtores. As frutas que estão prontas para a colheita já estão mais revigoradas, o que tem permitido maior remuneração. Isso já tem reduzido o valor de venda da laranja irrigada quanto à de sequeiro. Há duas semanas, a laranja irrigada estava sendo vendida por até R$ 5,00 a mais que as de sequeiro e, na última semana, essa diferença caiu para R$ 2,00.

Produtores que manga em São Paulo também comemoram o fim da seca. Na região de Monte Alto, umas das principais produtoras da fruta, choveu cerca de 90 mm nesta semana. Assim como a laranja, a qualidade da manga também deve melhorar, sobretudo no calibre, já que as frutas comercializadas até então estava miúdas.

Com a chuva, o cenário também é otimista para a banana. O Vale do Ribeira, importante região produtora da fruta do País, vinha lutando contra os efeitos negativos do calor e da seca, e com o aumento da umidade, já se espera que bananas de melhor qualidade no mercado.

Além de São Paulo, outros estados do Sudeste que igualmente enfrentavam a falta de chuva, também foram beneficiados pelas chuvas dos últimos dias, como Minas Gerais. Pela primeira vez no ano, o Cerrado Mineiro recebeu chuvas de boa intensidade – a região é uma das principais produtoras de cenoura do País. As lavouras que estão com estágio elevado de desenvolvimento não conseguiram se recuperar, pois as cenouras tiveram dificuldades de engrossar com a seca.

Mas produtores mineiros estão otimistas de que haja continuidade das chuvas, as quais podem melhorar a qualidade da raiz. Além disso, precipitações mais regulares poderão recuperar a área da safra de verão de cenoura do Cerrado Mineiro, que pode ter reduzido 5% por conta dos efeitos da estiagem. 

A chuva também alcançou o estado do Espírito Santo. Produtores de mamão do estado informaram ao Cepea que a qualidade da fruta está melhorando: houve melhora no calibre da fruta, que estavam abaixo do ideal para comercialização. Além disso, os pés de mamão passaram a produzir mais, pois a maturação foi acelerada por conta também das elevadas temperaturas no estado capixaba. Mesmo que as chuvas sejam bem-vindas, produtores de mamão devem ficar atentos caso haja excesso de umidade, o que pode permitir o surgimento de doenças fúngicas, desvalorizando a fruta do Espírito Santo.

Neste início de semana, uma frente fria está atuando sobre o Sudeste e deve trazer bons volumes de chuva, sobretudo para o Espírito Santo, segundo previsões da Climatempo. Fortes pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas fortes de vento são previstos em todo o estado mas principalmente no centro-norte capixaba. 

Para São Paulo e Minas Gerais, alguma nebulosidade ainda pode ocorrer nesta segunda-feira, 10, mas o tempo firme volta a predominar até meados desta semana. A partir de quinta-feira, 12, novas precipitações deverão ocorrer nos estados, com risco, inclusive, de temporais, conforme prevê a Climatempo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

MG envia prata para a Europa

Nesta semana, Portugal receberá o primeiro contêiner de banana prata produzida na região Norte de Minas Gerais. Após dois anos de pesquisas para encontrar o ponto certo de colheita, assim como para desenvolver técnicas de refrigeração ideais para que a fruta chegasse em boas condições para consumo na Europa, o embarque foi finalmente efetuado no dia 15 de outubro.

O projeto, desenvolvido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) com apoio do Sebrae/MG, objetiva abrir portas para a exportação da fruta mineira. Caso bem sucedido, a região será a primeira do País a exportar a variedade prata.

Além do norte mineiro, Santa Catarina também exporta bananas, mas para os países do Mercosul.

Laranja irrigada custa até R$ 5,00/cx a mais no mercado de mesa

Citricultores paulistas continuam preocupados com a falta de chuvas, que vem prejudicando a qualidade das frutas de mesa. Neste fim de semana, algumas localidades do estado receberam chuvas um pouco mais intensas, enquanto, em outras, as precipitações ainda foram insignificantes.

As laranjas murchas e de menor tamanho são menos aceitas e acabam tendo preços mais baixos. Em alguns casos, a diferença de valor entre a fruta irrigada e a de sequeiro chega a R$ 5,00/cx de 40,8 kg no mercado in natura de São Paulo.

Um alento é a previsão de chuvas para esta semana nas regiões paulistas, cujos volumes devem ser mais significativos que os verificados na maior parte do mês de outubro. Segundo a Somar Meteorologia, em Limeira, deve chover 74 mm entre o dia 1º e 9; em Araraquara, 96 mm, enquanto em Avaré são esperados 75 mm. Já em Bebedouro, o acumulado no período deve ser menor, de 42 mm.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Chuvas induzem novas floradas em citros, mas podem prejudicar as de maçã


Florada de laranja/Foto:
Mário Roberto Moraes
Apesar de a quantidade ainda não ter sido suficiente para suprir o déficit hídrico, as chuvas verificadas em praticamente todo o estado de São Paulo nas últimas semanas (as mais volumosas até então) já trouxeram benefícios ao desenvolvimento dos pomares de laranja. Além de recuperar parte do vigor, as plantas registraram boas floradas após as precipitações.

Sem previsão de chuvas para os próximos dias, é possível que a incidência de “estrelinha” (também conhecida como podridão floral) seja baixa. Isso porque a chuva intercalada com sol é benéfica ao “pegamento” das floradas. Neste cenário, produtores paulistas podem reduzir, ou até mesmo não realizar, aplicações para controle do Colletotrichum, fungo causador da “estrelinha”.

Por outro lado, as chuvas abaixo da média durante boa parte de 2014 fizeram com que o solo ficasse bastante seco, debilitando as plantas de laranja. Dessa forma, o otimismo gerado pelas boas floradas acaba sendo limitado por temores quanto ao “pegamento”, que pode ser prejudicado pelo menor vigor das árvores.

Além de São Paulo, as chuvas também ocorreram no Sul do País na última semana. Nas regiões produtoras de maçã, os pomares encontram-se na etapa da florada e polinização e, assim, as chuvas podem ser prejudiciais tanto à sanidade da flor quanto ao calendário de atividades.

Contudo, ainda é cedo para concluir quais serão os efeitos das precipitações. Segundo colaboradores, nas semanas anteriores, com o baixo volume pluviométrico, foi possível realizar aplicações de defensivos nos pomares, a fim de se prevenir a sarna da macieira. Quanto à polinização, agentes do setor afirmam que poderá ocorrer atraso, pois as chuvas também têm ocorrido no período da manhã – quando as abelhas realizam a polinização.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mercado é fraco no fim de mês



Foto: Ceagesp
O período não está muito propício para o comércio de tomate e batata, importantes hortaliças consumidas. Isso porque é fim de mês, quando as compras, de um modo geral, são menos volumosas. Além disso, para o tomate, o padrão de algumas mercadorias está aquém da desejada: boa parte do tomate que chega à Ceagesp está com calibre médio e miúdo. Já a batata está com qualidade satisfatória, mas mesmo assim o mercado está lento. Tudo indica que, com o início do mês, as vendas retomem o ritmo, como normalmente ocorre no período.

Na última semana, o tomate salada 2A foi comercializado na Ceagesp por R$ 29,86/cx de 18 kg, valor 32,4% inferior ao da semana passada. Quanto à batata, o preço médio de comercialização foi de R$ 28,65/sc de 50 kg, redução de 1,3% na última semana em comparação com a passada.

Também bastante consumida, a banana tem tido pouca saída nos últimos dias, também em razão do período de baixa remuneração dos consumidores. Muitos agentes que comercializam a fruta optaram pela manutenção dos preços, com o receio de perder consumidores caso haja reajuste nas cotações. A caixa de 20 kg da banana nanica teve preço médio de R$ 24,40 na última semana, estável em comparação com a semana anterior, enquanto, a prata, a R$ 42,00/cx, ligeiro recuo de 1% na mesma comparação.

Capitão Citrus, o super-herói da citricultura

Para combater a baixa demanda de suco de laranja nos Estados Unidos, o Departamento de Citros da Flórida, em parceria com a Marvel Entertainment, reformulou recentemente o mascote que representa o setor. A grande proposta deste personagem é atingir, através de revistas em quadrinhos do Capitão Citrus, cada vez mais novos consumidores de suco de laranja, sobretudo a nova geração. 
Capitão Citrus - Foto: FloridaCtrus.org

A bebida tem perdido espaço na mesa do consumidor norte-americano nos últimos anos, dando espaço para outras bebidas como água de coco, energéticos e de frutas exóticas.

Quer conhecer o Capitão Citrus? Acesse o site:


http://www.floridacitrus.org/captain-citrus/digital-comic/

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Nota de Esclarecimento Citros/Cepea

Face ao uso dos valores da laranja indústria do Cepea para o Leilão de Pepro, esclareceremos:

O Cepea, instituição de pesquisa da Universidade de São Paulo, não tem a responsabilidade de definir prêmios de quaisquer leilões de subvenção do Governo Federal. Cabe à Conab – Companhia Nacional de Abastecimento - tal definição.

Desde outubro de 1994, o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, pesquisa e divulga diariamente preços da laranja negociada entre produtores e indústria. Os preços divulgados em nosso site (
www.cepea.esalq.usp.br) referem-se à média aritmética simples e têm o propósito se servir como “média” ou referência do mercado.

O Cepea está à disposição da Companhia para apoiá-la na definição da metodologia do prêmio da citricultura com todo o conteúdo que reunimos em nossas pesquisas ao longo de 20 anos.

Atenciosamente,
Margarete BoteonProfessora Esalq/USP; Coordenadora do Projeto Citros/Cepea

Fernanda Geraldini
Caroline Lorenzi
Larissa Pagliuca
Equipe Citros CEPEA/ESALQ - USP
www.cepea.esalq.usp.br/citros
hfcitros@usp.br
Fone:(19)3429-8807

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Laranja: Flórida pode colher safra 2014/15 abaixo de 100 milhões de caixas


Na quinta-feira da semana passada, 14, foram divulgadas as estimativas privadas da safra de laranja da Flórida referentes à safra 2014/15, que deve começar a ser colhida em outubro. 

A multinacional Louis Dreyfus Commodities estimou que a colheita deve totalizar 96,6 milhões de caixas, 7,5% menos que a temporada anterior. Já Elisabeth Steger, consultora de citros de Orlando, foi mais pessimista, estimando que o estado norte-americano pode colher apenas 89 milhões de caixas, queda de 14,7%. 

O motivo para a redução é novamente o efeito do greening na produtividade dos pomares, que tem causado aumento na taxa de queda prematura de frutos, bem como laranjas de calibre menor. 

Se o cenário de menor oferta na Flórida se confirmar, é possível que a Flórida precise importar mais suco de laranja brasileiro, na tentativa de manter os estoques locais em bons níveis. Este aumento, contudo, pode ser limitado pela baixa demanda por suco de laranja no varejo americano.

Maçã: Geada ocorre no Sul, mas frio é benéfico

Houve geada no Sul do País de quarta para quinta-feira da última semana. O estado do Rio Grande do Sul foi o mais afetado pelo fenômeno climatológico, em especial a região de Caxias do Sul, onde parte dos pomares de maçãs precoces já estava na etapa de frutificação e parte ainda com flores. 

Dependendo da intensidade da geada, há possibilidade de redução no volume de frutas colhidas na próxima safra, segundo comentaram alguns agentes. Contudo, há o receio de que apenas algumas flores tenham sido queimadas pelo frio, de modo que a produção possa ser compensada pelas floradas tardias, mas ainda é cedo para confirmar a informação. 

Por outro lado, os pomares de gala e fuji foram beneficiados pelo frio, tendo em vista que estão em fase de dormência. Produtores seguem, também, contando as horas de frio – em Fraiburgo (SC), maleicultores puderam respirar um pouco aliviados com essa onde de frio, já que a região vinha contando com baixas Unidades de Frio até a semana passada. Segundo a previsão de agências climáticas, uma nova onda de frio intensa é esperada para o final de agosto (a partir do dia 24).

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Folhosas: Com seca, produtor pode optar pela hidroponia

A seca continua preocupando os produtores de folhosas das regiões de Mogi das Cruzes e Ibiúna (SP). A situação crítica de falta de água é consequência do volume de água reduzido do Alto Tietê, já que não chove um volume expressivo desde abril. Assim, a solução que alguns produtores relataram para essa problemática foi a possibilidade de troca de alface na terra por cultivo de alface hidropônica, que reutiliza água durante o ciclo, enquanto, de outros produtores, por outras culturas, como brócolis e milho.

 

Tomate: Produtores de Sumaré negociam para continuar irrigação

Não há previsão de chuvas para as principais regiões produtoras de tomate nesta semana. Essa condição pode atrapalhar ainda mais o transplantio de mudas em Sumaré (SP), região que enfrenta problemas com falta d’água há algumas semanas.

Segundo colaboradores, a prefeitura da cidade está tentando tomar posse das represas particulares que abastecem, entre outros, os produtores de tomate da região, e direcioná-las para o abastecimento de água da população, o que desfavoreceria ainda mais a produção na região. Produtores estão em negociação para poderem utilizar pelo menos metade das represas disponíveis.

Maçã: Com dormência, “frio” é contabilizado

Com a chegada do inverno no Brasil, os pomares de maçã do Sul do País estão entrando em período de dormência. Na última semana, a maior parte dos pomares de Fraiburgo e São Joaquim (SC) e Vacaria (RS) já estava em dormência. As atividades de campo de inverno (podas de formação e produção, manejo das plantas de cobertura do solo e arqueamento de ramos da macieira) têm se intensificado, devido à condição climatológica favorável – na última semana de junho, por outro lado, choveu bom volume no Sul, atrasando essas atividades.

Com os pomares em dormência, começou a ser realizada, também, a contagem de horas de frio ou unidades de frio (UF), considerando temperaturas iguais ou abaixo a 7,2°C. São necessárias de 500 a 600 horas de frio ou 1.040 a 1.155 UF para uma brotação uniforme na primavera.

Laranja: Primeiro Pepro de 14/15 tem arremate de apenas 45% dos lotes

O primeiro leilão de Pepro da safra 2014/15 foi realizado quinta, 10, pelo Governo Federal e teve arremate de apenas 45% dos prêmios ofertados. Já era esperado esse cenário, visto que muitos produtores não tiveram tempo hábil para o preparo da documentação.

Ao todo, foram arrematados prêmios para 1,351 milhão de caixas, sendo oferecidos exclusivamente para citricultores do estado de São Paulo. O prêmio inicial, de R$ 3,53/caixa, foi mantido, visto que a adesão foi menor que o volume ofertado.

A expectativa é que o próximo leilão ocorra ainda neste mês, o que pode permitir maior adesão nas operações. Produtores consideraram benéfica a iniciativa, visto que deve proporcionar uma melhora na remuneração da temporada, principalmente para os pequenos e médios citricultores.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Falta de chuva interfere no plantio de batata


Com baixo volume de chuva, produtividade no Sul de MG pode ser menor

O Sul de Minas Gerais encerrou o plantio da safra das secas 2014 na semana passada. O principal problema durante as atividades foi a seca e calor. Como as áreas nesse período não são irrigadas, a produtividade das primeiras batatas colhidas em maio deverá ser mais baixa. 

A colheita desta safra deve iniciar em maio, mas alguns produtores já podem realizar as primeiras catas no final de abril, visto que alguns iniciaram o plantio mais cedo. De qualquer forma, essa área que pode ser adiantada será pequena.

Enquanto os mineiros já encerraram o plantio, as atividades seguem intensas no Sudoeste Paulista e em Cristalina (GO). Na região paulista, as atividades começaram com atraso devido à falta de chuvas em fevereiro, contudo, com o maior volume de precipitações em março, o plantio foi regularizado. Cristalina também enfrentou problemas com a falta de chuva, aumentando a incidência de mosca branca em algumas áreas, mas sem grandes danos. 

Cristalina deve começar a colheita em abril, enquanto, o Sudoeste Paulista, em maio. 

Preço mínimo da laranja sobe para R$ 11,45

Dentre as notícias envolvendo a citricultura, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o aumento do preço mínimo da caixa de 40,8 kg de laranja para R$ 11,45 na safra 2014/15. Na temporada passada, o valor mínimo era de 10,10/cx. Apesar de o valor ainda ser considerado baixo, o setor vê a medida como positiva. 

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil




terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Enfim, Consecitrus é aprovado


O Consecitrus finalmente foi aprovado no último dia 19 de fevereiro pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Devem fazer parte do Conselho a CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos), a SRB (Sociedade Rural Brasileira), a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) e a Associtrus (Associação Brasileira de Citricultores). 

A minuta do estatudo do Consecitrus em agosto, quando somará 180 dias após a aprovação. 

Essa é uma oportunidade importante para o setor produtivo se organizar e gerar um melhor equilíbrio no modelo de remuneração e poder de barganha entre fornecedor e indústria de laranja.

Daiana Braga - Equipe HF Brasil

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Preço da laranja pera in natura mais que dobra em um ano


Em comparação com um ano atrás, os preços da laranja in natura mais que dobraram na última semana. A média parcial de janeiro (até a última sexta-feira, dia 17) da laranja negociada no mercado paulista é 105% acima da de janeiro/13. As variedades tardias, apesar de serem menos procuradas que a pera, também têm valorizado. A média parcial deste mês (até o dia 17) da natal, por exemplo, é 108% acima da média de janeiro/13.

Os preços das laranjas de mesa começaram a subir mais cedo em 2014, resultado do início adiantado da entressafra. A menor produção paulista nesta temporada reduziu o volume de frutas disponíveis neste início de ano.

Nesse cenário, muitos produtores com frutas de indústria passaram a ofertar laranjas no mercado de mesa, visto que a remuneração da venda in natura está bem superior à do processamento. Muitas indústrias, por sua vez, já relatam forte redução no volume recebido, devido tanto à entressafra quanto à concorrência com o mercado doméstico.

Volta às aulas pode aquecer mercado de banana

Durante o mês de janeiro, o consumo de banana tem sido calmo. Isso porque as vendas são reduzidas durante o período de férias escolares. Para o setor de banana, as férias reduzem significativamente a comercialização da fruta, que tem boa parte da produção destinada às merendas. Apesar disso, não há acúmulos da fruta no mercado, pois a produção tem sido suficiente para suprir a demanda. De qualquer forma, as vendas podem começar a aquecer a partir desta semana, uma vez que parte das escolas devem retomar as aulas.

Na média da última semana (13 a 17/01), a banana nanica foi comercializada na Ceagesp a 24,42/cx de 22 kg, redução de 6,76%. Para a prata, o valor médio para o mesmo período foi de R$ 32,83/cx de 20 kg, queda de 4,1%.

Com clima chuvoso nas roças, oferta de tomate e batata diminui

Neste início de ano, um bom volume de tomate maduro tem sido encontrado no mercado, em razão das altas temperaturas que fazem o tomate maturar mais rapidamente. Na última semana, no entanto, as chuvas deixaram o tempo mais fresco, sobretudo durante a noite, o que acabou “desacelerando” a maturação do fruto.

Devido à mudança do clima na última semana, os tomates maduros diminuíram e já começaram a entrar alguns tomates verdes nos boxes da Ceagesp. As cotações do tomate salada 2A subiram 36,5% na semana no atacado, comercializado a R$ 35,79/cx de 22 kg.

As chuvas foram mais volumosas nas lavouras de batata, que chegaram a interromper a colheita em regiões produtoras do Paraná, como em Guarapuava. Assim, a oferta da região, que é destinada sobretudo à Ceagesp, diminuiu. Mesmo com a redução na colheita de batata nas roças paranaenses, os preços não chegaram a subir significativamente, uma vez que outras importantes regiões, como Sul de Minas e Triângulo Mineiro, têm ofertado bons volumes do tubérculo no mercado.

Entre 13 e 17/01, a batata padrão ágata especial foi comercializada a 59,62/sc de 50 kg no atacado paulistano. Com a intensificação da colheita no Triângulo Mineiro e início das atividades em Água Doce (SC) e Bom Jesus (RS) na próxima semana, a oferta deverá aumentar no atacado.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Preço da laranja na indústria sobe para até R$ 9,00/cx


Desde o ano passado, produtores de laranja enfrentam o cenário de baixa remuneração pela laranja. Na última semana, no entanto, grandes indústrias de suco de laranja reajustaram o valor da fruta. As pequenas empresas já haviam aumentado os valores pagos aos produtores em meados de setembro, mas a maior parte das grandes indústrias reajustou as cotações apenas no final de outubro, devido à maior necessidade de aquisição da fruta para a fabricação do suco. 
As empresas de grande porte, que até a segunda quinzena de outubro vinham oferecendo em torno de R$ 7,00/cx de 40,8 kg, posta, atualmente, estão adquirindo a fruta entre R$ 7,00 e R$ 9,00/cx. Apesar de os preços ainda serem considerados, por muitos produtores, abaixo do custo de produção, os reajustes já trazem certo alívio aos citricultores.

Mamão: Tendência é de alta nos preços até o fim do ano

A maioria dos mamonicultores espera um final de 2013 e início de 2014 com preços mais remuneradores. A oferta da fruta – que já está demonstrando sinais de queda – pode se manter reduzida até meados de 2014.

Isso porque o mamão que seria colhido nestas próximas semanas já foi colhido e comercializado. Com o clima quente e seco (pouca chuva tem ocorrido nas roças) desde meados de setembro, o amadurecimento da fruta foi acelerado. Somando-se a isso, a falta de sementes de formosa durante maio e agosto pode influenciar em cotações mais remuneradoras não só para o formosa, mas também para o havaí, tendo em vista que a oferta deve ser menor, sobretudo de janeiro a maio. 

Seca no RN/CE preocupa fruticultura local

Os níveis dos poços na região da Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE) continuam a ser uma preocupação para produtores de melão. Segundo colaboradores, a região de Baraúna (RN) já está com níveis considerados como alarmantes. Neste município, não deve haver volume de chuva satisfatório para que este cenário seja revertido, pelo menos nos próximos 15 dias, segundo a Somar Meteorologia.

De acordo com colaboradores, os poços da região devem suprir a demanda para irrigação do melão até meados de dezembro. Caso não haja reposição dos mesmos, é possível tenha redução na área plantada da cultura.

Assim como para o melão, a seca está atrapalhando a cultura do mamão no Rio Grande do Norte. De acordo com agentes, parte dos produtores de Mossoró já está tendo que passar por racionamento e falta de água em suas plantações. Além disso, devido à seca, aumenta o risco de salinização da água disponível.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Greve dos caminhoneiros dificulta escoamento de frutas e hortaliças

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

A greve de caminhoneiros na semana passada acabou dificultando o escoamento de produtos hortifrutícolas em várias regiões do Brasil. Produtores de batata, melão, mamão, maçã, laranja, uva e manga relataram aos analistas do Hortifruti/Cepea dificuldades na comercialização de seus produtos.

As manifestações limitaram o abastecimento de mercadorias nos atacados de algumas capitais, como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Além disso, houve atraso nas entregas, cancelamento de alguns pedidos, redução na qualidade e até perda de mercadorias, já que algumas das principais rodovias de acesso de produtos agrícolas chegaram a ser bloqueadas.

Assim, alguns produtores frearam o ritmo de colheita com o receio de não conseguiram escoar a produção, acumulando-a nas roças. Alguns produtores tiveram como estratégia traçar rotas alternativas para que as cargas da fruta pudessem chegar aos seus destinos.

Apenas para a banana é que a greve não chegou a afetar fortemente a comercialização da fruta. Em algumas regiões, as cargas até chegaram com atraso ao destino, gerando ligeiro acúmulo para o final da semana. Porém, com a demanda firme (dado o período de recebimento dos salários), esse volume deve ser comercializado em breve. Além disso, não devem ser gerados mais estoques de banana devido à baixa oferta registrada no mercado doméstico nas próximas semanas.

Caminhoneiros ainda pretendem realizar nova greve nesta semana, conforme alguns colaboradores consultados nesta segunda-feira.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Edição de maio: É viável continuar na citricultura?



Em 2012, a citricultura paulista vivenciou um de seus piores anos devido à baixa rentabilidade e o aumento da incidência de greening (HLB) nos pomares, o que levou milhares de produtores a abandonar a cultura. Esse é o foco do quinto Especial Citros publicado pela Hortifruti Brasil na edição de maio, que mostra também os desafios para melhorar a sustentabilidade do setor. 
 
Os analistas de mercado da Hortifruti Brasil também levantaram os principais acontecimentos do mercado de 12 frutas e hortaliças, que você pode conferir nas Seções de cada produto a partir da página 28.

 
 A edição de maio já está disponível na página da Hortifruti Brasil

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pouca chuva pode reduzir volume de HF



Mesmo com chuvas mais frequentes desde novembro no Nordeste, ainda são necessários maiores volumes de precipitações para compensar o longo período de seca. Em Livramento de Nossa Senhora (BA), onde há produção de manga palmer, um pouco mais de 100 mm de chuva foi registrado em novembro, segundo a Tempo Agora.

Produtores de manga ainda não iniciaram os tratos culturais para a safra do próximo ano, uma vez que a aplicação de indutores florais depende de boa quantidade de água disponível. Em alguns pomares de palmer, já foram observadas floração espontânea. Porém, mangicultores de Livramento de Nossa Senhora ainda não conseguem estimar qual será exatamente o período de colheita do primeiro semestre de 2013. Quanto ao volume, as expectativas são de baixa produção justamente pela falta de água.

Com o clima seco nos últimos meses, produtores de batata do Sul de Minas Gerais devem iniciar a safra das águas mais ao final do ano, ou seja, com cerca de 20 dias de atraso. O volume de batata ofertado pelo sul mineiro, que normalmente é de 20% em dezembro, deverá ser de apenas 5%.

O período de estiagem nos pomares de laranja de São Paulo poderá impactar na produção da safra 2013/14 (julho-13/junho-14). Em quase todas as regiões produtoras de laranja, a abertura das flores foi seguida por períodos de sol intenso e pouca chuva, o que prejudicou o “pegamento” da florada. Nos pomares que contaram com irrigação, os impactos foram minimizados, havendo “pegamento” de boa parte da florada, mas, mesmo nestas propriedades, citricultores acreditam que dificilmente a produção superará a de 2012/13.

Além de questões climáticas, a diminuição dos tratos culturais em virtude da baixa remuneração neste ano também poderá acarretar em menor produção de laranja na próxima temporada.

Chuva intensa traz prejuízos à viticultura paulista

Em contraste com algumas regiões produtoras de frutas e hortaliças necessitando de maior volume hídrico, algumas áreas produtoras de uva no estado de São Paulo receberam chuvas intensas na última semana, trazendo prejuízos. Isso porque muitos produtores estão se preparando para a colheita da fruta com o intuito de ofertá-la para as festas de fim de ano, período de consumo aquecido de uva.

Na região de Jundiaí, por exemplo, pancadas de chuva chegaram a rachar as bagas, fazendo com que alguns produtores perdessem quase todo o parreiral. Por enquanto, os prejuízos dos viticultores paulistas ainda não foram contabilizados.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Clima traz maior produtividade à batata

Foto: Portal de Paulínia


As condições climáticas desde meados de julho nas principais regiões produtoras de batata, com sol e calor durante o dia e temperaturas amenas à noite, tem sido favoráveis ao desenvolvimento dos batatais. Com isso, a produtividade em agosto se aproximou do potencial em praticamente todas as regiões.

Em Vargem Grande do Sul (SP), onde a quebra de safra da batata chegou a 30% nos primeiros meses de safra, a produtividade média em agosto foi de 34 t/ha, apenas 10% abaixo do potencial. Já em Cristalina (GO) e na Chapada Diamantina (BA) a produtividade variou entre 37 e 40 t/ha, o que é considerado satisfatório para essas regiões.

O tempo seco no estado de São Paulo pode fazer com que os pomares de laranja apresentem uma boa florada entre outubro e novembro, caso haja boas chuvas nesses meses. A perspectiva inicial de produtores é de que a florada seja satisfatória, mas um pouco tardia em relação ao que normalmente ocorre.


Chuva no Sudeste só devem voltar em outubro

O tempo deve continuar seco por um bom tempo no Sudeste, conforme análise semanal da Somar Meteorologia. Chuvas podem ocorrer na última semana de setembro, mas previsões indicam que um bom volume pluviométrico só deve ocorrer em outubro. Isto se deve a um bloqueio atmosférico instalado sobre o Oceano Pacífico Sul, que faz com que as frentes frias fiquem paradas no extremo Sul do continente, não chegando ao interior do Brasil. 

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil