Mostrando postagens com marcador cenoura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cenoura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Olimpíadas dos HFs! Última semana de fevereiro é marcada por recordes de preços

2016 é o ano das Olimpíadas no Brasil e também dos hortifrutícolas! Os preços de algumas frutas e hortaliças acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea atingiram patamar recorde na última semana de fevereiro (22 a 26). Frutas como a banana prata (que já havia batido recorde em janeiro), melão amarelo, uva itália, mamão havaí e formosa e, no time das hortaliças, a cenoura, são as culturas que encerram o mês de fevereiro bem mais caras. 

Um dos destaques é a banana prata do Norte de Minas Gerais (onde o valor foi o mais alto da série histórica do Cepea), região com pouca fruta disponível. Na última semana, o valor médio foi de R$ 2,40 para a prata mineira, a maior cotação semanal desde 2001. Este está sendo um ano atípico aos mineiros por conta da seca que atingiu o perímetro no ano passado. Mas o consumidor deverá estar com o bolso preparado pois, até a metade deste ano, o cenário da prata na região deve continuar semelhante: preços altos e baixo volume de frutas.

Também com oferta reduzida, o melão amarelo é outro recordista. Produtores do Vale do São Francisco praticamente não negociaram com atacadistas da Ceagesp e a disponibilidade na praça produtora do RN/CE também está limitada. De 22 a 26 fevereiro, o melão amarelo tipo 6 e 7 foi cotado por R$ 39,60/cx de 13 kg, apresentando aumento de 37% frente à semana anterior. Este é o maior valor semanal nominal de toda a série do Hortifruti/Cepea, que teve início em 2001.

Afetada por perdas na produção por conta de ações climáticas, a viticultura paulista fechou o segundo mês de 2016 com números significativos. Em Pilar do Sul, o preço médio do quilo da uva itália foi de R$ 6,16 e, em São Miguel Arcanjo, de R$ 5,31, os maiores valores desde 2001.

Para o mamão, ambas as variedades – formosa e havaí – bateram recorde nominal na série histórica do Cepea, também iniciada em 2001. No final de 2015, houve estiagem nas regiões produtoras, fazendo com que o abortamento de flores aumentasse muito. Essas floradas que foram perdidas eram para serem colhidas em fevereiro/março. Além disso, com a altas temperaturas, a perda foi intensificada. Como o volume deve se manter baixo nas próximas semanas, os preços também devem se manter elevados, podendo bater novos recordes.

Das hortaliças, apenas a cenoura obteve o melhor resultado na última semana de fevereiro, considerando a série histórica do Cepea, iniciada em 2008. Um dos motivos da menor oferta é que lavouras de São Gotardo, Santa Juliana e Uberaba (MG), os descartes causados pelas chuvas nas últimas semanas chegaram a mais de 40% em certos lotes, uma vez que muitas raízes estiveram bifurcadas. A caixa de cenoura “suja” esteve a R$ 70,00 na Ceagesp na última semana, leve aumento de 2,4%.

Ao que tudo indica, os hortifrutícolas devem continuar com preços elevados em março. Vale destacar que, mesmo que os valores tenham sido históricos, a margem de ganho dos produtores não tem sido tão elevada, visto o aumento generalizados dos custos, como dos insumos, energia elétrica e combustível.

Obs: Os valores mencionados acima são todos em termos nominais, ou seja, sem contar a inflação acumulada dos períodos.
Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Paraguai poderá exportar cenoura para o Brasil

Autoridades paraguaias analisam a possibilidade de exportar suas cenouras para o Brasil, principalmente para o abastecimento do mercado de São Paulo, conforme o portal Fresh Plaza.
 
A qualidade das frutas e vegetais das regiões produtoras de Itapúa e Caaguazú, no sudeste do Paraguai, chamou atenção para a possibilidade de comercialização para fora do país.
 
A princípio, os carregamentos poderiam começar no final deste ano, entre agosto e outubro, meses de maior produção. No Brasil, estas mercadorias vindas de fora concorreriam com a cenoura nacional, o que poderia elevar a oferta no mercado interno.
 
Colaboradores de Marilândia do Sul (PR) dizem já ocorrer o movimento contrário: quando há pouca mercadoria no país vizinho, produtores do Paraná enviam suas cenouras para abastecer a demanda paraguaia.

Por Mariana Santos e Renata Pozelli - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Produção de HF no PR segue prejudicada com chuva

As chuvas em excesso têm prejudicado a produção hortifrutícola no estado do Paraná. Em novembro, por exemplo, o volume de chuvas no acumulado do mês passado foi de 432 mm em Marilândia do Sul, Apucarana e Califórnia (PR), segundo a Somar Meteorologia - regiões tradicionais no cultivo de cenoura. Com a elevada umidade, a produtividade das lavouras da raiz reduziu para 50,27 t/ha.

O plantio nas lavouras de cenoura do Paraná também foi dificultado, devido à dificuldade de preparo do solo. Além disso, também houve problemas na colheita, o que pode fazer com que haja atraso no calendário da safra de verão 2015/16.

Diante deste cenário, dezembro começou com preços elevados. A cenoura "suja" de 29 kg foi comercializada à R$ 21,33 na primeira semana deste mês, 25,5% a mais em comparação à última semana de novembro.

Produtores de uva de Marialva e do Norte do Paraná relataram aumento das perdas desta safra, em função das constantes chuvas que atingem o estado. Especificamente na última semana, rachaduras nas bagas têm sido o principal problema, pressionando as cotações.

Além disso, a necessidade de constantes limpezas nas videiras, como retiradas de folhas e bagas podres, tem elevado os custos com mão de obra, prejudicando ainda mais a rentabilidade do produtor.

Mais chuvas poderão ocorrer no Paraná nesta semana, as quais devem continuam interferindo na produção de HFs.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Geadas atingem o Sul do País


Produtores de maçã do Sul do Brasil tiveram um final de semana de “bater o queixo” nos dias 12 e 13 de setembro. Na cidade de Vacaria (RS), por exemplo, as temperaturas chegaram a -2,4°C, inclusive com a ocorrência de geadas. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), as perdas são mais significativas em praças que cultivam a fruta em menores altitudes, uma vez que, nestas regiões, as temperaturas são geralmente mais altas. Em localidades elevadas, por outro lado, as perdas na produção da maçã devem ser pouco intensas.

Também no Sul do País, as lavouras de cenoura sentiram os efeitos do clima na produção. As geadas causaram perda de folhas nas raízes, e as chuvas facilitaram o aparecimento de fungos, como Oídio. Ainda assim, não houve valorização das cenouras locais, devido à oferta nacional elevada.

No caso da uva, o problema foi a chuva. Em Jales (SP), por exemplo, choveu significativamente nos dias 11 e 12, resultando em problemas de qualidade para as frutas colhidas na semana passada. Viticultores relataram rachaduras, podridão e incidência de doenças fúngicas nos parreirais. Apesar dos problemas na qualidade observados na semana, colaboradores consultados pelo Cepea informaram que são problemas pontuais.

Já para o mamão e para a banana, as temperaturas estão elevadas em algumas das regiões produtoras. No caso do mamão, há uma melhora na qualidade, com menor incidência de pinta preta e mancha fisiológica. Contudo, os preços baixos podem fazer com que produtores reduzam os tratos culturais, podendo aumentar a incidência de ácaros. Para a banana, o clima quente tem feito com que haja maior oferta de frutas de segunda qualidade do que de primeira, pois somado à falta de chuvas, o desenvolvimento da fruta está limitado no que se refere a calibre.
No caso da batata e do tomate, a maior parte das regiões que estão colhendo atualmente têm registrado temperaturas elevadas. Neste cenário, a oferta tem sido elevada para ambas as hortaliças, que registraram preços menores na semana passada.

Por Fernanda Geraldini – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Chuvas em GO afetam produção de melancia e cenoura

As chuvas fortes ao longo do mês de abril causaram problemas em algumas lavouras de melancia em Goiás, reduzindo a qualidade das frutas. No entanto, produtores não reportaram perdas na produção. Com previsão de queda no volume das chuvas nesta semana no estado, a qualidade, o escoamento e oferta em Goiás podem melhorar daqui para a frente. O volume de chuvas deve ser baixo na primeira semana de maio para as regiões produtoras de melancia em Uruana (GO). O volume acumulado semanal deve chegar a 10 mm, o que pode favorecer a colheita e aumentar a oferta local.

As chuvas em Goiás no mês passado também dificultaram o desenvolvimento normal das cenouras. Conforme explicação de produtores, com elevada umidade as raízes não “afundam” na terra e nem engrossam, deixando-as com aparência fina e miúda, além de criar ambiente propício para o desenvolvimento de “mela”. Diante deste cenário, a oferta de cenouras goianas em maio seja menor por conta da redução na produtividade.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil





segunda-feira, 30 de março de 2015

Demanda por hortaliças pode se aquecer na Semana Santa

Além de chocolate, a Semana Santa é bastante favorável ao consumo de hortaliças. Cebola, cenoura, tomate e, especialmente, a batata, são os principais complementos que compõem os pratos típicos consumidos nos feriados, como o bacalhau. Além disso, é a primeira semana do mês, período de maior volume de compras dado o recebimento dos salários. Colaboradores consultados na semana passada pelo Hortirfruti/Cepea estão otimistas com o aquecimento das vendas nos próximos dias.

A batata é o produto que deve ser mais procurado no mercado. Por enquanto, na última semana, as cotações do produto na Ceagesp estiveram 6% mais baixas, e foi negociado a R$ 80,17/sc. As chuvas previstas nas lavouras de batata desta semana podem limitar as atividades de colheita, o que, junto com os feriados e o início do mês, podem fazer com que os preços do tubérculo subam no mercado. 

Estão suspensas as importações de maçã argentina

O Mapa suspendeu na última terça-feira (24) as importações da maçã e da pera da Argentina, em decorrência da incidência de Cydia pomonella em carregamentos provenientes do país vizinho. A praga, que pode causar elevados prejuízos à agricultura, foi completamente erradicada no Brasil em 2014. Por isso, a ação visa à proteção dos pomares do País e a prevenção de novas contaminações do fruto nacional.

A suspensão das importações será válida até que o sistema da Argentina para a mitigação de riscos relacionados à praga seja adequadamente reavaliado. Uma auditoria nos pomares argentinos estava agendada para o mês de março, porém o governo argentino solicitou mais uma vez o adiamento da auditoria para abril. O Mapa, no entanto, ressalta a importância das inspeções ainda em campo, considerando o período produtivo da maçã, e disse que não aceitará o novo pedido de adiamento.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Após greve de caminhoneiros, HFs chegam em bons volumes na Ceagesp

Na última semana, aconteceu o que atacadistas receavam: após o término da greve dos caminhoneiros há duas semanas, entraram muitas cargas de frutas e hortaliças de uma vez, causando acúmulo nos boxes da Ceagesp. Esse cenário ocorreu principalmente nos mercado de cenoura e melão.

Com a maior disponibilidade dessas duas culturas, os preços estiveram menores na última semana. Na Ceagesp, a caixa de 29 kg de cenoura foi negociada a R$ 25,71, valor 14,3% menor em comparação com o da semana anterior. Quanto ao melão amarelo tipo 6-7, no acumulado da última semana (9 a 13 de março), foi negociado por R$ 20,67/cx de 13 kg, 3% a menos na mesma comparação.

Manifestações contra o governo influenciam mercado

As manifestações contra o atual governo ocorridas no último domingo (15) em várias cidades do País causaram receio ao setor de HF na última semana. No atacado de São Paulo (Ceagesp), agentes relataram que houve diminuição no volume de compra de muitos feirantes, que temiam por comercialização reduzida no domingo.

Na roça, alguns produtores adiantaram cargas enviadas São Paulo até sexta-feira passada (13). Outros arriscaram enviar no prazo, correndo o risco da carga ficar parada nas estradas, já que havia boatos de que caminhoneiros voltassem a realizar novos protestos. Porém, também houve cancelamentos de cargas por parte de compradores. As vendas de hortifrutícolas deverão ser retomadas normalmente nesta semana.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Oferta de maçã ainda é baixa no mercado


Neste início de ano, o volume disponível de maçã na Ceagesp ainda está bastante reduzido. O período de safra da maçã ocorre nos primeiros meses do ano, e as frutas são estocadas em câmaras frias para comercialização ao longo do ano. 

Muitos atacadistas afirmaram ainda não terem recebido fruta da nova safra de gala até a semana passada, e praticamente não há fuji no mercado. Apesar do pouco volume de frutas, as cotações não apresentaram valorização significativa em decorrência da qualidade mais baixa da maçã ofertada nos atacados. Há dificuldade em encontrar fruta de primeira qualidade, o que impede a alta dos preços. Porém, o mercado se mostrou bastante aquecido nos últimos dias, de forma que tudo o que foi recebido teve boa saída na Ceagesp.

Para esta semana, atacadistas já devem receber um maior volume de maçã gala, de modo que as cotações possam apresentar aumento, em função da melhor qualidade da nova temporada.

Chuva no início do ano reduz qualidade da cenoura

Parte das cenouras comercializadas na Ceagesp está com qualidade abaixo do esperado, conforme atacadistas relataram na última semana. Isso porque as chuvas no início do ano nas lavouras, sobretudo em Minas Gerais, causaram “mela” (doença bacteriana que se manifesta na etapa de pós-colheita), manchas escuras e descartes da raiz. Produtores mineiros informaram ao Cepea que os descartem foram de 15 a 20% neste ano. 
Por conta da diminuição da oferta, houve valorização significativa. Na média da última semana, a caixa “suja” de 29 kg ficou em R$ 24,29, valor 45,3% superior em relação à semana anterior. 

Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Retorno das chuvas traz alívio para a hortifruticultura do Sudeste


A tão esperada chuva voltou ao Sudeste na última semana, após a longa e mais severa seca já ocorrida na região. Apesar de ainda não serem volumosas, as precipitações já trouxeram alívio para produtores de frutas e hortaliças na região, sobretudo no estado de São Paulo.

As chuvas registradas na última semana em praticamente todo o cinturão paulista de laranja trouxeram certo ânimo aos produtores. As frutas que estão prontas para a colheita já estão mais revigoradas, o que tem permitido maior remuneração. Isso já tem reduzido o valor de venda da laranja irrigada quanto à de sequeiro. Há duas semanas, a laranja irrigada estava sendo vendida por até R$ 5,00 a mais que as de sequeiro e, na última semana, essa diferença caiu para R$ 2,00.

Produtores que manga em São Paulo também comemoram o fim da seca. Na região de Monte Alto, umas das principais produtoras da fruta, choveu cerca de 90 mm nesta semana. Assim como a laranja, a qualidade da manga também deve melhorar, sobretudo no calibre, já que as frutas comercializadas até então estava miúdas.

Com a chuva, o cenário também é otimista para a banana. O Vale do Ribeira, importante região produtora da fruta do País, vinha lutando contra os efeitos negativos do calor e da seca, e com o aumento da umidade, já se espera que bananas de melhor qualidade no mercado.

Além de São Paulo, outros estados do Sudeste que igualmente enfrentavam a falta de chuva, também foram beneficiados pelas chuvas dos últimos dias, como Minas Gerais. Pela primeira vez no ano, o Cerrado Mineiro recebeu chuvas de boa intensidade – a região é uma das principais produtoras de cenoura do País. As lavouras que estão com estágio elevado de desenvolvimento não conseguiram se recuperar, pois as cenouras tiveram dificuldades de engrossar com a seca.

Mas produtores mineiros estão otimistas de que haja continuidade das chuvas, as quais podem melhorar a qualidade da raiz. Além disso, precipitações mais regulares poderão recuperar a área da safra de verão de cenoura do Cerrado Mineiro, que pode ter reduzido 5% por conta dos efeitos da estiagem. 

A chuva também alcançou o estado do Espírito Santo. Produtores de mamão do estado informaram ao Cepea que a qualidade da fruta está melhorando: houve melhora no calibre da fruta, que estavam abaixo do ideal para comercialização. Além disso, os pés de mamão passaram a produzir mais, pois a maturação foi acelerada por conta também das elevadas temperaturas no estado capixaba. Mesmo que as chuvas sejam bem-vindas, produtores de mamão devem ficar atentos caso haja excesso de umidade, o que pode permitir o surgimento de doenças fúngicas, desvalorizando a fruta do Espírito Santo.

Neste início de semana, uma frente fria está atuando sobre o Sudeste e deve trazer bons volumes de chuva, sobretudo para o Espírito Santo, segundo previsões da Climatempo. Fortes pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas fortes de vento são previstos em todo o estado mas principalmente no centro-norte capixaba. 

Para São Paulo e Minas Gerais, alguma nebulosidade ainda pode ocorrer nesta segunda-feira, 10, mas o tempo firme volta a predominar até meados desta semana. A partir de quinta-feira, 12, novas precipitações deverão ocorrer nos estados, com risco, inclusive, de temporais, conforme prevê a Climatempo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Mercado aquece com início de mês; primavera pode estimular consumo ainda maior

 
As vendas de frutas e hortaliças estão mais aquecidas desde a semana passada. A principal explicação é o início do mês, período de recebimento dos salários de boa parte dos consumidores, que estimulam o comércio. Agentes estão otimistas que as vendas podem aumentar consideravelmente a partir deste mês com o início da primavera, quando o consumo, especialmente o de frutas, aumenta.

Além do maior ritmo de vendas de hortifrutis, a menor oferta de algumas frutas e hortaliças e o clima um pouco mais quente em algumas praças consumidoras também foram favoráveis ao consumo. Dentre os HFs beneficiados pelo período foram o melão, cenoura, manga e cebola.

Visto a diminuição da oferta de melão e as altas temperaturas no Nordeste, a demanda pela fruta superou a oferta do Vale do São Francisco nesta semana. Assim, as cotações do melão amarelo na região tiveram aumentos expressivos, superando a expectativa dos produtores da região. Na média semanal, o amarelo foi comercializado por R$ 18,75/cx de 13 kg nas roças do Vale, aumento de 21% sobre o preço médio da semana anterior.

O mercado de cenoura também foi favorecido pelo início do mês. A caixa de 20 kg da classificação 3A foi cotada a R$ 16,75, leve aumento de 1,5% em relação à semana passada. 

Houve melhora na cotação da manga na última semana. Segundo atacadistas da Ceagesp, o volume da fruta que chega à ceasa está baixo. O preço da manga tommy teve aumento de 11% na semana passada frente à anterior, enquanto a palmer subiu 27%. Com a valorização, já se observa frutas verdes chegando à central de abastecimento e, se este volume aumentar, pode ter redução nos preços nos próximos dias.

Outra cultura que está com oferta nacional limitada é a cebola. Os preços subiram em todas as regiões analisadas pelo Hortifruti/Cepea, e o aumento foi maior no Vale do São Francisco. A média semanal da cebola foi de R$ 1,42/kg na roça nordestina, alta de 67% em relação à média da semana passada.

Preços do tomate e da uva reduzem com oferta elevada

Já tomate e uva não tiveram o mesmo bom desempenho de alguns HFs, e tiveram seus preços reduzidos nos últimos dias. Dado o calor nas roças de Araguari (MG) e Mogi Guaçu (SP), a maturação do tomate foi acelerada, permitindo que produtores colhessem um maior volume de tomates. O tomate salada 2A foi comercializado entre 1° e 05/09 à média de R$ 28,59/cx de 18 kg na Ceagesp, valor 20,7% inferior se comparado à semana anterior.

Na viticultura, a safra de Jales (SP) aproxima do pico de safra, previsto para esta semana – deve se estender até o final do mês. Apesar do aumento na oferta de uvas finas na praça paulista, a qualidade satisfatória limitou uma maior desvalorização semanal. Já para a niagara, agentes informaram que a disponibilidade da variedade está menor em comparação à de finas, o que influenciou positivamente nas cotações desta variedade. A uva Itália de Jales foi negociada na última semana a R$ 2,35/kg, queda de 9,6% frente à última; a nigara obteve preço médio de R$ 3,58/kg, aumento de 7,8% na mesma comparação.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Batata e bacalhau, combinação certeira na Semana Santa


Foto: CulturaMix.com
O  mercado começou a se preparar para Semana Santa desde a semana passada. Muitos compradores providenciaram os pedidos nas roças na última semana e no início desta para abastecer o varejo, visando abastecer o feriado prolongado. As compras estiveram aquecidas especialmente para as hortaliças, como batata, tomate, cebola e cenoura.

Nem mesmo os elevados preços da batata têm inibido a procura do consumidor. O aumento das vendas de batata é comum no feriado de Semana Santa por conta do aumento do consumo do bacalhau, no qual o tubérculo é o principal acompanhamento. Na média desta semana, a batata ágata especial foi negociada a R$ 158,67/sc de 50 kg na Ceagesp, valorização de 19,9% sobre a média da semana passada e 45% maior sobre o valor praticado na Semana Santa de 2013, quando o tubérculo foi negociado a R$ 108,92/sc.

Na Semana Santa, normalmente os preços da batata são um pouco mais elevados, mas o que tem contribuído de fato para isso é a baixa oferta disponível nas roças. No momento, as principais regiões ofertantes são Guarapuava (PR) e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Na região paranaense, as chuvas dos últimos dias dificultaram as atividades no campo. Já no Triângulo, o clima esteve mais firme, mas, mesmo assim, não há um grande volume de batata a ser colhido por conta da quebra de safra e à menor produtividade devido à seca e ao calor em fevereiro e março.

Dentre as frutas, a lima ácida tahiti também se destaca no mercado nestes feriados. A fruta é bastante usada como tempero nos pratos típicos consumidos nesta época. Mesmo em pleno pico de safra, a tahiti está com preços firmes, inclusive maiores em relação ao mesmo período do ano passado. Nesta semana, a caixa de 27 kg, colhida, girou em torno de R$ 12,00. De janeiro a março, a média da tahiti na roça foi de R$ 9,53/cx, valor 66% superior ao do mesmo período de 2013. Os principais motivos para sustentar as cotações são a demanda da indústria de suco e as exportações aquecidas.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Semana Santa pode estimular procura por hortaliças


A Semana Santa já tem influenciado no escoamento de alguns hortifrutícolas desde a semana passada. O movimento no atacado e nos principais centros de varejo tem reduzido para alguns alimentos, sobretudo para as frutas, já que nesta época alguns dos principais produtos que compõem a lista de compra do consumidor são o bacalhau e ovos de Páscoa. 

Por outro lado, pode haver boa procura por hortaliças como a batata, cebola, tomate e cenoura, já que são alguns dos principais acompanhamentos dos pratos típicos consumidos durante os feriados. 

A batata, especialmente, está com preços bastantes elevados. Cabe ao consumidor analisar a aquisição deste produto para o consumo no feriado religioso. 

Na última semana, o preço médio da batata ágata especial foi de R$ 132,33/sc de 50 kg na Ceagesp, sendo que, na sexta-feira, 11, a média girou em torno de R$ 150,00/sc. Isso porque pouco é o volume de batata que está sendo colhido nas roças. Além de o Triângulo Mineiro Alto/Paranaíba, Guarapuava (PR) e Água Doce (SC), reduzirem o ritmo de colheita nos últimos dias, as chuvas previstas para esta semana podem limitar ainda mais as atividades no campo, sobretudo na região Sul.

Previsão de geada no Sul nesta semana

Além da chuva, havia previsão de geada em regiões mais altas do Sul do País para esta semana. O fenômeno pode ocorrer nas regiões produtoras de batata, como Água Doce (SC), Bom Jesus (RS) e Guarapuava (PR). 

A semana já começou com a madrugada mais fria do ano. Na serra catarinense, já foram reportadas geadas leves e temperaturas negativas nesta madrugada, segundo a imprensa local.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Chuva no Nordeste nesta semana é bem-vinda


O Vale do São Francisco, importante polo produtor de frutas, deve ter bom volume de chuva nesta semana. Na soma da semana, pode chover 88 mm em Juazeiro (BA) e 85 em Petrolina (PE), conforme os dados da Somar Meteorologia. A chuva será benéfica para a região, visto o longo período de estiagem que não só o Vale enfrenta, mas quase todo o Nordeste.

Na Bahia, em regiões como Irecê e João Dourado, área com produção de hortaliças, como a cenoura, a previsão da Somar é de 79 mm de chuva, o que pode contribuir com o aumento do nível de água nos reservatórios. Como o Nordeste vem passando por um longo período de seca, são importantes chuvas regulares daqui para a frente para que a situação hídrica normalize na região.

Frutas de caroço começam a disputar mercado com HFs


Há um mês de começar as festas de fim de ano, um maior volume de frutas de caroço tem chegado nos centros atacadistas de São Paulo, entrando na disputa com as frutas e hortaliças. Esse é um dos fatores que tem limitado a negociação com o melão. Além disso, boa parte da oferta de melão amarelo oferecida ao mercado está graúda, enquanto consumidores preferem a fruta de menor calibre.

Pomares do RS são afetados por granizo


A região Sul do País tem passado por problemas climáticos há duas semanas. Na última semana, a região de Vacaria (RS), que produz maçãs, recebeu temporal que, de acordo com uma notícia veiculada pela imprensa local, trouxe chuvas de granizo e rajadas de vento que atingiram 80 km/h. Segundo colaboradores, ainda não há dados concretos sobre a proporção das perdas nas macieiras, que devem ser contabilizadas nesta semana.

Daiana Braga – Equipe HF Brasil

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Adversidades climáticas ameaçam produção de maçã no Sul

A região Sul do País, em especial o estado de Santa Catarina, foi atingida por chuvas de granizo e fortes ventanias na última semana. São Joaquim (SC), importante região produtora de maçã, foi atingida por um tornado. De acordo com colaboradores, no entanto, o tornado não chegou até os pomares, mas as macieiras foram prejudicadas pelo granizo. Ainda não se sabe o quanto da produção da safra de maçã na região será afetada, e agentes devem contabilizar as perdas até o final do mês.

Enfim, preço da cebola reage 
 
Assim como informado no blog na última semana, as cotações da cebola começaram a reagir nos últimos dias. Os preços subiram devido à diminuição da oferta nacional após o término da safra paulista de Monte Alto e São José do Rio Pardo e a diminuição do volume de bulbos ofertados pelo Cerrado (que compreende as safras de Minas Gerais e Goiás). Essas duas praças devem estar em atividade de colheita por pelo menos mais umas duas semanas. Até o fim do ano, a oferta de cebola no mercado pode ser restrita, dando margem para maior remuneração ao produtor. Há duas semanas, produtores estavam negociando o bulbo a preços inferiores do custo.

Cenoura em MG dobra de preço 
 
Assim como os produtores de cebola, aqueles que cultivam a cenoura também estavam negociando o produto a preços mais baixos dos gastos para se produzir a cultura. Na última semana, no entanto, os preços da cenoura também subiram consideravelmente. Somente na região no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a valorização da raiz foi de R$ 103%, saltando de R$ 3,20/cx “suja” de 29 kg para R$ 6,50/cx na última semana.

O bom desempenho deve-se à maior procura pela raiz e da proximidade do final da safra, de modo geral. O clima chuvoso nas últimas semanas também foi outro fator para a menor oferta da cenoura no mercado, visto que a umidade interfere no andamento da colheita.

Daiana Braga 
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Batata: Irati e de Sudoeste terminam plantio e devem ofertar em novembro


Irati (PR), região produtora de batata, encerrou na última semana o cultivo da safra das águas 201/13, atividade que iniciou em setembro. Geralmente, em setembro, o volume cultivado de batata na região é um pouco menor, mas neste ano produtores optaram por plantar uma área um pouco maior nesse mês por conta das boas condições climáticas. Durante todo o plantio em Irati, produtores não encontraram dificuldades para a prática, assim, é esperada boa produtividade na região. Irati deve iniciar a colheita da safra das águas em novembro. 

Enquanto os paranaenses focam na safra das águas, o Sudoeste Paulista concentram suas atividades na safra de inverno 2013. Até o fim do mês, produtores desta região devem cultivar toda a safra de batata prevista. Houve chuvas durante o plantio no Sudoeste Paulista, o que chegou a comprometer as atividades no campo, mas sem trazer danos à produção futura. Assim como Irati, o Sudoeste Paulista deve iniciar a colheita também em novembro. Tudo indica que a oferta de batata tende a ser elevada no fim do ano.

Cebola e cenoura: baixa produtividade e elevada oferta reduzem preço

Por conta da elevada produtividade e da boa oferta, os preços da cenoura alcançaram os menores preços do ano na Ceagesp. Na média da última semana, a caixa “suja” com 20 kg de cenoura foi comercializada no atacado por R$ 17,12. Na roça, produtores têm comercializado a raiz a preços abaixo do custo. 


Produtores de cebola também estão enfrentando um período de baixa remuneração. Isso porque também há elevada disponibilidade do bulbo no mercado, tendo em vista a boa produtividade nas roças devido ao bom comportamento climático. A previsão é que a oferta de cebola e de cenoura reduza em novembro. 
Foto: Walmir Varela
Maçã: Florada e polinização seguem a todo vapor no Sul

Nas últimas semanas, o clima tem sido favorável para as atividades de campo dos pomares de maçã do Sul. As regiões de São Joaquim (SC), Fraiburgo (SC) e Vacaria (RS) não têm enfrentado adversidades climáticas. Com isso, a florada e a polinização dos pomares dessas regiões estão com bom ritmo, com previsão de término para o final de outubro. 


Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Preços das principais hortaliças sobem


As principais hortaliças pesquisas pelo Hortifruti/Cepea apresentaram valorização na última semana, como é o caso da batata, tomate e cenoura.

Mesmo que algumas regiões estejam em período de safra, os preços da batata continuam firmes acima dos R$ 100,00/sc. Na semana passada, houve valorização de R$ 14,8% na média semanal frente à da semana passada, a R$ 101,08/sc de 50 kg.

Isso se deve principalmente à redução de oferta de batata no Sudoeste Paulista, que está em período de transição entre a safra das secas e a de inverno. Outro fator que contribuiu para a valorização da batata foi que alguns produtores de Vargem Grande do Sul (SP) reduziram o ritmo de colheita desde o final da semana passada, na intenção de impedir uma desvalorização muito forte do tubérculo.
 

Outro produto que valorizou significativamente foi o tomate. Na última semana, o aumento foi de expressivos 107,5%, com o tomate salada 2A cotado a R$ 44,53/cx na Ceagesp. Com o tempo frio durante a noite, principalmente nas roças paulistas, a maturação do fruto ocorreu mais lentamente no período, resultando em queda no volume no mercado.

No entanto, dificilmente os preços do tomate alcançarão novos recordes de preços, como os verificados no início do ano. Os valores podem recuar ainda nesta semana caso a proporção de tomates verdes siga elevada nesta semana. As temperaturas reduziram um pouco desde o último fim de semana, e a previsão é que até o fim desta semana os termômetros caiam ainda mais, segundo previsões da Somar Meteorologia.

Além disso, a oferta de tomate rasteiro, que tem aumentado nos últimos dias, pode atrapalhar as vendas das outras variedades devido às suas cotações mais acessíveis.
Para a cenoura, as chuvas que ocorreram em Minas Gerais em meados de abril impediram o plantio em alguns dias, refletindo, então, em menor quantidade ofertada neste início de safra de inverno. Como a oferta de raízes está baixa na região, as cenouras têm sido colhidas de forma antecipada por parte dos produtores, em busca de aproveitar os preços mais atrativos.

Em MG, a caixa “suja” de 29 kg de cenoura foi comercializada a R$ 25,00, aumento de 48,5% frente à semana anterior. Para esta semana, a previsão é de que as cotações se mantenham, já que já estão em patamares elevados e o volume ainda deve permanecer baixo.

Banana: Brasil suspende, por enquanto, importações do Equador
 

 No último dia 07, a Confederação Nacional dos Bananicultores (Conaban) junto a políticos participaram de um debate no palácio do Itamaraty sobre as importações de banana do Equador. No debate, estavam presentes produtores das principais regiões acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea – Vale do Ribeira (SP), Norte de Santa Catarina, Norte de Minas Gerais e Bom Jesus da Lapa (BA). 
 
O principal ponto contra a importação é que a fruta do Equador pode trazer alguns riscos fitossanitários. Além disso, o Brasil produz banana suficiente para atender a todo o mercado interno. Com isso, produtores conseguiram, por enquanto, barrar as importações de banana do Equador. Porém, o Ministério da Agricultura ainda cita que o acordo com o país vizinho pode trazer benefícios para a balança comercial.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Elevado preço de hortaliças favorece procura por cenoura


Devido ao elevado preços de algumas hortaliças, como batata, cebola e, principalmente, de tomate, muitos consumidores procuraram adquirir outros produtos que estiveram com preços mais em conta. A cenoura, por exemplo, foi uma boa alternativa para o consumidor, que adquiriram mais raízes na última semana. Esse cenário fez com que os preços desta hortaliça tivessem reação nos últimos dias.  

O preço médio da caixa de 29 kg de cenoura “suja” foi R$ 34,33 na última semana em Minas Gerais, aumento de 20% sobre a semana anterior.  

Tomate caro permite boa rentabilidade na safra de verão

Os brasileiros têm acompanhado atentos a evolução dos preços do tomate ao longo das últimas semanas. Nos últimos dias, no entanto, os preços do fruto reduziram de forma significativa nas roças, mesmo com as chuvas e a oferta bastante reduzida. Isso porque a demanda tem sido cada vez menor pelo produto visto os elevados preços nas gôndolas, aquecendo o mercado de outros vegetais, como a cenoura.  

As elevadas cotações do tomate, que registram recorde em março, tem permitido rentabilidade bastante positiva aos produtores que cultivam na safra de verão.

Entre novembro/12 e março/13, o preço médio da caixa de 22-25 kg do tomate salada na roça, ponderado pela quantidade e qualidade do fruto colhida ao mês foi R$ 38,99, valor 130% superior ao mínimo estimado por produtores para a produção da mesma – R$ 16,97/cx.
Nesta semana, apenas Araguari (MG) deve receber chuvas, o que pode interferir na colheita de tomate. Já nas demais praças, como Itapeva (SP), Caçador (SC) e Venda Nova do Imigrante (ES), a previsão é de tempo aberto, o que pode contribuir para o avanço das atividades de campo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

2013 começa em alta para alguns hortifrutícolas


Algumas frutas e hortaliças pesquisadas pelo grupo Hortifruti/Cepea iniciaram 2013 com o pé direito. Um dos principais motivos é redução na oferta de produtos como cenoura devido à transição de safra (boa parte da safra de inverno está finalizada e a de verão está sendo iniciada aos poucos), tomate, cebola e banana prata, sendo esta última bastante escassa no mercado.

Já para outras frutas, como mamão, melão e maçã, o ano começou em baixa, tendência que ocorre desde dezembro, mês quando o consumo é maior para outras frutas típicas da época. Além disso, o período de férias escolares também estimula um baixo consumo de frutas, uma vez que algumas delas são consumidas nas merendas.

Vendas de uva no fim de 2012 ficam abaixo das de 2011

Ao contrário do que muitos produtores esperavam, o desempenho das vendas de uva no fim do ano ficou abaixo do esperado. Em comparação com o mesmo período de ano 2011, os preços da uva no fim de 2012 estiveram mais baixos em praças como o Paraná e Louveira/Indaiatuba (SP).

Os principais argumentos para os preços mais baixos foram a elevada oferta de uvas finas no Paraná e as geadas nas praças paulistas no início de dezembro, causando perdas aos produtores.

Chuva dificulta colheita de batata no PR, mas colabora com reservatórios

As chuvas nas últimas semanas têm atrapalhado a colheita de batata, como na região de Guarapuava (PR). Conforme os números da Tempo Agora, nos últimos 30 dias (sem contar o último fim de semana), foram contabilizados 200 mm de chuva na região, chegando a interromper as atividades de campo por alguns momentos.

No entanto, um bom volume de chuva é bem-vindo para recuperar o nível dos reservatórios, visto que o ano de 2012 foi bem mais seco que os anteriores no estado paranaense. Mesmo com as diversidades climáticas, a qualidade do tubérculo é muito boa na região, o que, além das chuvas, contribui para o aumento das cotações da batata.

Produtores de maçã do Sul também relataram atraso na colheita dado o clima chuvoso. Enquanto a disponibilidade de gala está limitada, sua ausência tem sido compensada pela variedade eva. A Somar Meteorologia prevê que, até o final de janeiro, o tempo voltará a ser mais seco no Sul, contribuindo para o avanço da colheita de maçã sobretudo no Rio Grande do Sul.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Seca prejudica safra 2012 de hortaliças


foto: Igepri.org

A escassez de chuva em várias regiões do Brasil está prejudicando o desenvolvimento da safra de hortaliças deste ano. Até mesmo em áreas que tipicamente utilizam a irrigação, a prática não está amenizando, pois o volume armazenado de água não é suficiente.

Assim, produtores de batata de Ibiraiaras/Santa Marisa (RS) já esperam uma redução de até 50% na produtividade da temporada das secas neste ano em comparação com a de 2011.

Com o clima quente e seco desde fevereiro, a safra de cebola de variedade bulbinho de Divinolândia (SP), que inicia no próximo mês, deve ter uma produtividade inferior à do ano passado. Os bulbinhos foram todos transplantados em fevereiro e apresentavam boa qualidade. No período de desenvolvimento, porém, choveu aproximadamente metade do que era esperado. Com o menor volume pluviométrico e as altas temperaturas, a germinação foi prejudicada.

Com isso, mesmo com a área cultivada de bulbinhos sendo semelhante a 2011, é esperada uma menor produção neste ano em São Paulo.

O Nordeste é uma das regiões que mais sofrem com a seca nestes últimos meses. Tanto a produção de cebola quanto a de cenoura já estão bastante prejudicadas em termos de produtividade e plantio.

Para o tomate, os principais efeitos da seca é o atraso no semeio e, principalmente, a aceleração da maturação dos frutos, o que torna a oferta do produto bastante significativa no mercado, pressionando os preços ao produtor.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Procura por hortaliças aumenta na Semana Santa


Os feriados de Paixão de Cristo e Páscoa na semana passada estimularam o comércio de hortaliças, sobretudo de batata, cebola e cenoura – a batata, por exemplo, é um dos principais acompanhamentos de pratos típicos consumidos durante estes feriados. Apenas no mercado de tomate é que as vendas não foram tão intensas nos últimos dias.

No mercado de batata, especificamente, a boa demanda não resultou em valorização tão expressiva do tubérculo. Na média da semana passada (02 a 05), a batata ágata especial foi comercializada na Ceagesp a R$ 45,38/sc de 50 kg, aumento de apenas 6,5% em relação à semana anterior. Isso porque há elevada oferta proveniente do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, principal região ofertante de batata no momento.

Já o ritmo de mercado de frutas foi bastante calmo durante a Semana Santa. A maioria dos agentes de mercado esperava essa queda na procura, já que tradicionalmente neste período o consumo de frutas é baixo.

Com essa baixa liquidez, atacadistas controlaram os pedidos de frutas, até porque na semana passada havia acúmulo de mercadoria na Ceagesp, reflexo ainda da greve na ceasa no final de março. Alguns produtores, inclusive, evitaram os grandes atacados e enviaram suas frutas diretamente aos supermercados.

De modo geral, agentes esperam que nesta semana as vendas possam ser impulsionadas, visto que é ainda período de recebimento de salários.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil