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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Frutas de caroço já chegam nas câmaras de maçã

Com a finalização dos estoques de maçãs safra 2014/15, produtores deverão utilizar a infraestrutura das câmaras frias para armazenar as frutas de caroço, bastante demandadas no final do ano.

Porém, neste Natal, ameixas, pêssegos e nectarinas, estarão mais caros. Com as fortes chuvas e o granizo que atingiram o Sul do País, principal região produtora dessas frutas, as perdas foram significativas, de modo que há possibilidade de faltar mercadoria para atender à demanda da época.

Em meio às perdas, produtores atentam para a possibilidade da liberação de recursos para pagar a subvenção do seguro rural, que está menor neste ano. Em reunião com parlamentares e representantes de sindicatos e associações de produtores, na última quinta-feira (26), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que intenciona arrecadar pelo menos R$ 30 milhões para cobrir prejuízos de produtores de uva, maçã e frutas de caroços. A medida é de extrema importância para fruticultores da região.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Geadas atingem o Sul do País


Produtores de maçã do Sul do Brasil tiveram um final de semana de “bater o queixo” nos dias 12 e 13 de setembro. Na cidade de Vacaria (RS), por exemplo, as temperaturas chegaram a -2,4°C, inclusive com a ocorrência de geadas. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), as perdas são mais significativas em praças que cultivam a fruta em menores altitudes, uma vez que, nestas regiões, as temperaturas são geralmente mais altas. Em localidades elevadas, por outro lado, as perdas na produção da maçã devem ser pouco intensas.

Também no Sul do País, as lavouras de cenoura sentiram os efeitos do clima na produção. As geadas causaram perda de folhas nas raízes, e as chuvas facilitaram o aparecimento de fungos, como Oídio. Ainda assim, não houve valorização das cenouras locais, devido à oferta nacional elevada.

No caso da uva, o problema foi a chuva. Em Jales (SP), por exemplo, choveu significativamente nos dias 11 e 12, resultando em problemas de qualidade para as frutas colhidas na semana passada. Viticultores relataram rachaduras, podridão e incidência de doenças fúngicas nos parreirais. Apesar dos problemas na qualidade observados na semana, colaboradores consultados pelo Cepea informaram que são problemas pontuais.

Já para o mamão e para a banana, as temperaturas estão elevadas em algumas das regiões produtoras. No caso do mamão, há uma melhora na qualidade, com menor incidência de pinta preta e mancha fisiológica. Contudo, os preços baixos podem fazer com que produtores reduzam os tratos culturais, podendo aumentar a incidência de ácaros. Para a banana, o clima quente tem feito com que haja maior oferta de frutas de segunda qualidade do que de primeira, pois somado à falta de chuvas, o desenvolvimento da fruta está limitado no que se refere a calibre.
No caso da batata e do tomate, a maior parte das regiões que estão colhendo atualmente têm registrado temperaturas elevadas. Neste cenário, a oferta tem sido elevada para ambas as hortaliças, que registraram preços menores na semana passada.

Por Fernanda Geraldini – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Exportações de maçã são 36% maiores neste ano


Alguns produtores de maçã do Sul informaram que já comercializaram mais frutas neste ano em relação ao mesmo período de 2014. Desta forma, na primeira quinzena de agosto os estoques da fruta estavam menores neste ano. Esse incremento é decorrente do crescimento das exportações: a melhor qualidade da fruta produzida neste ano e o câmbio favorável foram alguns dos principais motivos para o bom desempenho das exportações da fruta.

De janeiro a julho deste ano, foram enviadas um pouco mais de 60 mil toneladas de maçã, 35,8% a mais se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Esse bom desempenho é, na verdade, uma recuperação das exportações de 2014, que foram menores no ano passado.

Quanto ao mercado doméstico, a partir deste mês produtores deverão vender um maior volume da fuji, uma vez que, no ano passado, aqueles que seguraram a variedade até o final do ano tiveram alguns problemas com podridão. Assim, a venda da variedade deverá acontecer mais cedo neste ano. Com relação à gala, produtores acreditam que terão fruta para abastecer o mercado até dezembro, se a qualidade se mantiver boa até lá.

Com calor em pleno inverno, aumenta procura por melão e melancia

Altamente recomendadas em períodos de temperaturas elevadas, as vendas de melão e melancia foram impulsionadas na última semana, conforme atacadistas da Ceagesp. O clima quente é o principal motivo deste cenário e, por serem ricas em água, são uma das frutas mais procuradas em dias de calor.

 
Apesar do mercado mais aquecido para o melão, as cotações não apresentaram alterações frente à última semana. Isso porque, com o início da colheita no Rio Grande do Norte/Ceará, atacadistas receberam um maior volume da fruta e trabalham com estoques mais elevados do melão. Na última semana, o melão amarelo padrão 6 e 7 foi vendido no atacado por R$ 23,50/cx de 13 kg, ligeiro aumento de 1% sobre a semana anterior.

A melancia graúda (< 12 kg) foi negociada na Ceagesp por R$ 1,39/kg, aumento de R$ 10,9% na semana passada frente à anterior. Segundo agentes, a demanda poderia ter sido ainda maior devido ao clima quente, mas os altos preços da fruta no mercado tem limitado um pouco as compras.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Preço da cebola recua, mas continua elevado

 
Apesar de ainda estarem em altos patamares, os preços da cebola recuaram significativamente na última semana. O recuo nas cotações deve-se ao aumento da oferta do bulbos nas regiões paulistas de Divinolândia e Piedade, que estão em pico de safra.
 
Outra explicação para a queda dos valores é que os elevados preços no mercado acabam fazendo com que consumidores reduzam as compras de cebola. As festas juninas, especialmente no Nordeste e bastante tradicionais na região, acabam também reduzindo a liquidez dos bulbos.  
 
No acumulado da última semana, a cebola foi comercializada na Ceagesp a R$ 95,00/cx de 20 kg de caixa 3, estável em relação à semana anterior. Nas roças de Divinolândia, o bulbo foi comercializado a R$ 3,08/kg, redução de 12,1%, enquanto, em Piedade, a R$ 3,20/kg, apenas 0,8% menor frente à semana anterior.
Brasil suspende embargo às maçãs e peras argentinas
No último dia 17, o governo brasileiro suspendeu o embargo às maçãs e peras da Argentina. As importações estavam suspensas desde abril deste ano em função da incidência de Cydia pomonella em carregamentos provenientes daquele país. A decisão foi considerada “inesperada”, uma vez que o assunto deveria voltar a ser discutidos apenas em julho.
O anúncio do fim do embargo foi efetuado antes mesmo de autoridades argentinas terem sido notificadas. A situação é bastante favorável aos produtores argentinos, que até o momento haviam deixado de colher 200 mil toneladas dessas frutas nesta temporada, em função da falta de locais adequados para o armazenamento.
Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Maturação do tomate avança e pressiona cotações


Após um longo período de baixa oferta e altos preços do tomate no mercado, as cotações recuaram quase 38% na última semana frente às da semana anterior, e foi negociado a R$ 40,92/cx 22 kg na Ceagesp.

Este recuo foi consequência do clima mais quente nas lavouras há duas semanas, que regularizou a maturação dos frutos – que estava atrasada por conta da ligeira queda nas temperaturas –, e elevou a oferta de tomate. Além disso, começou na última semana a comercialização do tomate tipo rasteiro no atacado paulistano. Esta variedade possui um preço inferior ao do tipo salada AA, prejudicando, portanto, as vendas.

Para esta semana, há possibilidade de as cotações subirem, pois, segundo produtores, o clima voltou a esfriar um pouco nas lavouras nos últimos dias, atrasando a maturação nas roças paulistas de Mogi Guaçu e Sumaré. Além disso, o mercado tende estar mais aquecido a partir do dia 05, pois como de costume, as vendas melhoram em época de recebimento dos salários.

A Fanta laranja agora é de maçã

Em função da mudança na legislação brasileira na fabricação de bebidas, que reduziu de 10% para 5% o porcentual mínimo de suco de laranja presente em refrigerantes com o sabor desta fruta, empresas têm utilizado como base outros sabores de suco. Dentre eles, o suco de maçã é o favorito, uma vez que seu preço se encontra atrativo no mercado desde o embargo russo à maçã produzida na Polônia, que fez com que os estoques europeus da fruta se elevassem, pressionando as cotações.

Na prática, portanto, a Fanta laranja agora é de maçã! A mudança não é feita somente para a Fanta: outros refrigerantes sabor laranja, como a Sukita e Skin, também reduziram a presença do suco de laranja em suas bebidas. Com isso, estimativas de agentes do setor apontam para a redução da demanda por suco de laranja da ordem de 3,7 milhões de caixas de laranja de 40,8 quilos em todo o País.

Por outro lado, o aumento do porcentual de suco nos néctares de laranja, que passou de 30% para 40% em janeiro deste ano, ajuda a amenizar o quadro negativo para a citricultura. Para produtores de maçã, porém, o cenário é positivo, uma vez que esta mudança na legislação abre portas para novos mercados para o suco de maçã – o mercado interno, atualmente representa entre 10% e 15% para o produto, o que pode aumentar, já que a indústria de refrigerantes no Brasil é de grande importância.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Demanda por hortaliças pode se aquecer na Semana Santa

Além de chocolate, a Semana Santa é bastante favorável ao consumo de hortaliças. Cebola, cenoura, tomate e, especialmente, a batata, são os principais complementos que compõem os pratos típicos consumidos nos feriados, como o bacalhau. Além disso, é a primeira semana do mês, período de maior volume de compras dado o recebimento dos salários. Colaboradores consultados na semana passada pelo Hortirfruti/Cepea estão otimistas com o aquecimento das vendas nos próximos dias.

A batata é o produto que deve ser mais procurado no mercado. Por enquanto, na última semana, as cotações do produto na Ceagesp estiveram 6% mais baixas, e foi negociado a R$ 80,17/sc. As chuvas previstas nas lavouras de batata desta semana podem limitar as atividades de colheita, o que, junto com os feriados e o início do mês, podem fazer com que os preços do tubérculo subam no mercado. 

Estão suspensas as importações de maçã argentina

O Mapa suspendeu na última terça-feira (24) as importações da maçã e da pera da Argentina, em decorrência da incidência de Cydia pomonella em carregamentos provenientes do país vizinho. A praga, que pode causar elevados prejuízos à agricultura, foi completamente erradicada no Brasil em 2014. Por isso, a ação visa à proteção dos pomares do País e a prevenção de novas contaminações do fruto nacional.

A suspensão das importações será válida até que o sistema da Argentina para a mitigação de riscos relacionados à praga seja adequadamente reavaliado. Uma auditoria nos pomares argentinos estava agendada para o mês de março, porém o governo argentino solicitou mais uma vez o adiamento da auditoria para abril. O Mapa, no entanto, ressalta a importância das inspeções ainda em campo, considerando o período produtivo da maçã, e disse que não aceitará o novo pedido de adiamento.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Granizo ocorre em pomares de maçã no Sul

O Sul do País registrou ocorrência de granizo na última semana. Segundo colaboradores, as cidades mais atingidas pelo fenômeno climático foram Vacaria (RS) e Bom Jesus (SC), cidades que apresentam quantidade significativa de pomares de maçãs.

Ainda não se sabe ao certo qual será a consequência do ocorrido e se haverá perda significativa da maçã gala. Contudo, espera-se que a maçã fuji, caso atingida pelo granizo, ainda possa se recuperar dos danos na casca, tendo em vista que a mesma deverá ser colhida apenas em março. Até o momento, o início da temporada 2014/15 tem apresentado maçãs de boa qualidade, superior à da safra do ano passado.

Preço do tomate dispara 80% na Ceagesp

A oferta de tomate reduziu drasticamente na última semana. Devido à maturação acelerada nas semanas anteriores, produtores de todas as roças que colhem no momento reduziram o ritmo de colheita. Em Caçador (SC), produtores chegaram a ficar dois dias sem colher, uma vez que o fruto ainda não estava pronto para ser comercializado.

A redução de oferta gerou expressiva elevação de 80% nas cotações na semana passada em comparação com a anterior, com o tomate salada AA comercializado à média de R$ 65,28/cx de 18 kg na Ceagesp. Para esta semana, espera-se que as cotações continuem em patamares elevados.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Oferta de maçã ainda é baixa no mercado


Neste início de ano, o volume disponível de maçã na Ceagesp ainda está bastante reduzido. O período de safra da maçã ocorre nos primeiros meses do ano, e as frutas são estocadas em câmaras frias para comercialização ao longo do ano. 

Muitos atacadistas afirmaram ainda não terem recebido fruta da nova safra de gala até a semana passada, e praticamente não há fuji no mercado. Apesar do pouco volume de frutas, as cotações não apresentaram valorização significativa em decorrência da qualidade mais baixa da maçã ofertada nos atacados. Há dificuldade em encontrar fruta de primeira qualidade, o que impede a alta dos preços. Porém, o mercado se mostrou bastante aquecido nos últimos dias, de forma que tudo o que foi recebido teve boa saída na Ceagesp.

Para esta semana, atacadistas já devem receber um maior volume de maçã gala, de modo que as cotações possam apresentar aumento, em função da melhor qualidade da nova temporada.

Chuva no início do ano reduz qualidade da cenoura

Parte das cenouras comercializadas na Ceagesp está com qualidade abaixo do esperado, conforme atacadistas relataram na última semana. Isso porque as chuvas no início do ano nas lavouras, sobretudo em Minas Gerais, causaram “mela” (doença bacteriana que se manifesta na etapa de pós-colheita), manchas escuras e descartes da raiz. Produtores mineiros informaram ao Cepea que os descartem foram de 15 a 20% neste ano. 
Por conta da diminuição da oferta, houve valorização significativa. Na média da última semana, a caixa “suja” de 29 kg ficou em R$ 24,29, valor 45,3% superior em relação à semana anterior. 

Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Chuvas induzem novas floradas em citros, mas podem prejudicar as de maçã


Florada de laranja/Foto:
Mário Roberto Moraes
Apesar de a quantidade ainda não ter sido suficiente para suprir o déficit hídrico, as chuvas verificadas em praticamente todo o estado de São Paulo nas últimas semanas (as mais volumosas até então) já trouxeram benefícios ao desenvolvimento dos pomares de laranja. Além de recuperar parte do vigor, as plantas registraram boas floradas após as precipitações.

Sem previsão de chuvas para os próximos dias, é possível que a incidência de “estrelinha” (também conhecida como podridão floral) seja baixa. Isso porque a chuva intercalada com sol é benéfica ao “pegamento” das floradas. Neste cenário, produtores paulistas podem reduzir, ou até mesmo não realizar, aplicações para controle do Colletotrichum, fungo causador da “estrelinha”.

Por outro lado, as chuvas abaixo da média durante boa parte de 2014 fizeram com que o solo ficasse bastante seco, debilitando as plantas de laranja. Dessa forma, o otimismo gerado pelas boas floradas acaba sendo limitado por temores quanto ao “pegamento”, que pode ser prejudicado pelo menor vigor das árvores.

Além de São Paulo, as chuvas também ocorreram no Sul do País na última semana. Nas regiões produtoras de maçã, os pomares encontram-se na etapa da florada e polinização e, assim, as chuvas podem ser prejudiciais tanto à sanidade da flor quanto ao calendário de atividades.

Contudo, ainda é cedo para concluir quais serão os efeitos das precipitações. Segundo colaboradores, nas semanas anteriores, com o baixo volume pluviométrico, foi possível realizar aplicações de defensivos nos pomares, a fim de se prevenir a sarna da macieira. Quanto à polinização, agentes do setor afirmam que poderá ocorrer atraso, pois as chuvas também têm ocorrido no período da manhã – quando as abelhas realizam a polinização.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Qual o perigo de consumir a cera das maçãs?



Nesta semana, ganhou destaque nas redes sociais a divulgação de um vídeo questionando as ceras usadas em frutas para consumo in natura – na situação em questão, foi abordado o uso em maçãs. No vídeo, uma consumidora raspava a casca da fruta com uma faca, mostrando a cera extraída e argumentando que poderia ser prejudicial à saúde. O vídeo teve mais de 60 mil compartilhamentos, com muitos consumidores desavisados divulgando a informação.

No site Reclame Aqui, a empresa produtora das maçãs em questão respondeu aos consumidores, afirmando seguir as normas da legislação vigente e não aplicar nenhum produto químico nas maçãs depois de colhidas – apenas a imersão em água clorada para higienização. Assim, foi esclarecido que a cera presente nas maçãs é natural, e serve para proteção da fruta contra a transpiração excessiva e murchamento rápido.

A ABPM (Associação Brasileira de Produtores de Maçã) também esclareceu que a camada natural de cera nas maçãs pode variar de espessura, de acordo com a variedade da fruta, a época de colheita, o período em que a fruta ficou armazenada, a região de produção e as condições climáticas durante o desenvolvimento do pomar.

Esclarecido este “mito”, a Hortifruti Brasil espera que não haja impacto negativo no consumo de maçãs.
 
Por Fernanda Geraldini e Letícia Julião

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Laranja: Flórida pode colher safra 2014/15 abaixo de 100 milhões de caixas


Na quinta-feira da semana passada, 14, foram divulgadas as estimativas privadas da safra de laranja da Flórida referentes à safra 2014/15, que deve começar a ser colhida em outubro. 

A multinacional Louis Dreyfus Commodities estimou que a colheita deve totalizar 96,6 milhões de caixas, 7,5% menos que a temporada anterior. Já Elisabeth Steger, consultora de citros de Orlando, foi mais pessimista, estimando que o estado norte-americano pode colher apenas 89 milhões de caixas, queda de 14,7%. 

O motivo para a redução é novamente o efeito do greening na produtividade dos pomares, que tem causado aumento na taxa de queda prematura de frutos, bem como laranjas de calibre menor. 

Se o cenário de menor oferta na Flórida se confirmar, é possível que a Flórida precise importar mais suco de laranja brasileiro, na tentativa de manter os estoques locais em bons níveis. Este aumento, contudo, pode ser limitado pela baixa demanda por suco de laranja no varejo americano.

Maçã: Geada ocorre no Sul, mas frio é benéfico

Houve geada no Sul do País de quarta para quinta-feira da última semana. O estado do Rio Grande do Sul foi o mais afetado pelo fenômeno climatológico, em especial a região de Caxias do Sul, onde parte dos pomares de maçãs precoces já estava na etapa de frutificação e parte ainda com flores. 

Dependendo da intensidade da geada, há possibilidade de redução no volume de frutas colhidas na próxima safra, segundo comentaram alguns agentes. Contudo, há o receio de que apenas algumas flores tenham sido queimadas pelo frio, de modo que a produção possa ser compensada pelas floradas tardias, mas ainda é cedo para confirmar a informação. 

Por outro lado, os pomares de gala e fuji foram beneficiados pelo frio, tendo em vista que estão em fase de dormência. Produtores seguem, também, contando as horas de frio – em Fraiburgo (SC), maleicultores puderam respirar um pouco aliviados com essa onde de frio, já que a região vinha contando com baixas Unidades de Frio até a semana passada. Segundo a previsão de agências climáticas, uma nova onda de frio intensa é esperada para o final de agosto (a partir do dia 24).

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Folhosas: Com seca, produtor pode optar pela hidroponia

A seca continua preocupando os produtores de folhosas das regiões de Mogi das Cruzes e Ibiúna (SP). A situação crítica de falta de água é consequência do volume de água reduzido do Alto Tietê, já que não chove um volume expressivo desde abril. Assim, a solução que alguns produtores relataram para essa problemática foi a possibilidade de troca de alface na terra por cultivo de alface hidropônica, que reutiliza água durante o ciclo, enquanto, de outros produtores, por outras culturas, como brócolis e milho.

 

Tomate: Produtores de Sumaré negociam para continuar irrigação

Não há previsão de chuvas para as principais regiões produtoras de tomate nesta semana. Essa condição pode atrapalhar ainda mais o transplantio de mudas em Sumaré (SP), região que enfrenta problemas com falta d’água há algumas semanas.

Segundo colaboradores, a prefeitura da cidade está tentando tomar posse das represas particulares que abastecem, entre outros, os produtores de tomate da região, e direcioná-las para o abastecimento de água da população, o que desfavoreceria ainda mais a produção na região. Produtores estão em negociação para poderem utilizar pelo menos metade das represas disponíveis.

Maçã: Com dormência, “frio” é contabilizado

Com a chegada do inverno no Brasil, os pomares de maçã do Sul do País estão entrando em período de dormência. Na última semana, a maior parte dos pomares de Fraiburgo e São Joaquim (SC) e Vacaria (RS) já estava em dormência. As atividades de campo de inverno (podas de formação e produção, manejo das plantas de cobertura do solo e arqueamento de ramos da macieira) têm se intensificado, devido à condição climatológica favorável – na última semana de junho, por outro lado, choveu bom volume no Sul, atrasando essas atividades.

Com os pomares em dormência, começou a ser realizada, também, a contagem de horas de frio ou unidades de frio (UF), considerando temperaturas iguais ou abaixo a 7,2°C. São necessárias de 500 a 600 horas de frio ou 1.040 a 1.155 UF para uma brotação uniforme na primavera.

Laranja: Primeiro Pepro de 14/15 tem arremate de apenas 45% dos lotes

O primeiro leilão de Pepro da safra 2014/15 foi realizado quinta, 10, pelo Governo Federal e teve arremate de apenas 45% dos prêmios ofertados. Já era esperado esse cenário, visto que muitos produtores não tiveram tempo hábil para o preparo da documentação.

Ao todo, foram arrematados prêmios para 1,351 milhão de caixas, sendo oferecidos exclusivamente para citricultores do estado de São Paulo. O prêmio inicial, de R$ 3,53/caixa, foi mantido, visto que a adesão foi menor que o volume ofertado.

A expectativa é que o próximo leilão ocorra ainda neste mês, o que pode permitir maior adesão nas operações. Produtores consideraram benéfica a iniciativa, visto que deve proporcionar uma melhora na remuneração da temporada, principalmente para os pequenos e médios citricultores.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Preço da maçã em 2014 é maior com pouca fruta de qualidade


As maçãs da safra deste ano do Sul do País (cujo levantamento do Cepea contempla as regiões de Fraiburgo e São Joaquim/SC e Vacaria/RS) estão com calibre mais baixo que o considerado ideal, conforme colaboradores. Além disso, a coloração da variedade gala está mais amarelada. Tudo porque o clima tem sido mais quente que o normal e com baixa incidência de chuva neste ano. Por conta do forte calor, muitas frutas colhidas no Sul acabaram queimando, perdendo valor comercial. Desta forma, alguns produtores que contém frutas de melhor qualidade acabam conseguindo preços mais rentáveis.

Dentre as duas principais variedades de maçã produzidas na região, a fuji está com qualidade melhor que a gala. Por conta disso, a estratégia de produtores do Sul é tentar escoar a maçã gala no mercado pelos menos até setembro, para que não interfira nas negociações da fuji, já que podem conseguir preços mais remuneradores por esta última variedade.

Quanto à colheita da temporada 2014, as atividades da gala encerraram já no final de fevereiro, enquanto que, a da fuji, deve ser encerrada nesta semana.

A produção de maçã tem reduzido desde o ano passado por conta da menor rentabilidade, o que tem refletido nos preços da maçã. De janeiro a abril de 2014, o preço médio da maçã gala foi de R$ 57,74/cx de 18 kg no Sul, 17% maior frente aos valores negociados no mesmo período de 2013 (R$ 49,25/cx). Para a variedade fuji, o aumento foi de 16%, com a fruta negociada a R$ 61,08/cx de 18 kg de janeiro a abril deste ano ante os R$ 52,83/cx do mesmo período do ano passado.

Por Daiana Braga – Colaboração: Flávia Noronha do Nascimento

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Começa safra de maçã gala no Sul do País

A colheita de maçã gala foi iniciada na última semana por alguns produtores da região de Fraiburgo (SC) e Vacaria (RS). De acordo com colaboradores, a maçã desta safra está com boa qualidade. Como os pomares praticamente não foram atingidos por adversidades climáticas, como geadas ou granizos, a maior parte da fruta não deve apresentar nenhuma avaria física.

No entanto, as maçãs gala têm apresentado coloração mais clara nesta safra. Segundo agentes do setor, isso acontece devido às temperaturas na região Sul do País (para que a maçã fique mais avermelhada, o ideal é que os dias apresentem temperaturas mais elevadas e as noites sejam mais frias).

A previsão climática para esta semana para as cidades de Fraiburgo e Vacaria é de chuvas, segundo a Somar Meteorologia, fato que pode atrapalhar a colheita das maçãs.

Safra de tahiti deve ser novamente volumosa em 2014 

 Em 2014, a safra principal de lima ácida tahiti (que ocorre principalmente no primeiro semestre) deve ser mais uma vez volumosa, como foi em 2013. A expectativa inicial era de que a temporada deste ano pudesse inclusive superar a produção do ano passado, visto as boas floradas, mas o tempo seco fez com que alguns chumbinhos caíssem.

Neste início de ano, chuva e sol intercalados são ideais para o crescimento dos frutos, mas atualmente o clima no estado de São Paulo está bastante seco. Assim, as primeiras frutas colhidas poderão apresentar baixo calibre.

Com a proximidade do pico de safra de lima ácida tahiti (entre fevereiro e março), a tendência é de preços menores no mercado in natura. Ainda assim, os valores podem ser superiores aos do mesmo período de 2013, principalmente para frutas de calibre adequado e melhor qualidade. Além disso, a boa demanda industrial e o envio de frutas para exportação podem absorver parte do excesso de tahiti, amenizando a queda nas cotações.

Chuva reduz escoamento na Ceagesp 


 Por mais que o clima seco predomine no estado de São Paulo, na capital paulista as chuvas acabaram causando vários pontos de alagamentos na última semana. Um dos locais onde houve contratempos climáticos foi nas proximidades da Ceagesp, fato que impediu maiores pedidos de frutas e hortaliças, como por exemplo a manga. As chuvas deverão ocorrer em menos intensidade nos próximos dias, o que pode contribuir para o escoamento do mercado.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Chuva no Nordeste nesta semana é bem-vinda


O Vale do São Francisco, importante polo produtor de frutas, deve ter bom volume de chuva nesta semana. Na soma da semana, pode chover 88 mm em Juazeiro (BA) e 85 em Petrolina (PE), conforme os dados da Somar Meteorologia. A chuva será benéfica para a região, visto o longo período de estiagem que não só o Vale enfrenta, mas quase todo o Nordeste.

Na Bahia, em regiões como Irecê e João Dourado, área com produção de hortaliças, como a cenoura, a previsão da Somar é de 79 mm de chuva, o que pode contribuir com o aumento do nível de água nos reservatórios. Como o Nordeste vem passando por um longo período de seca, são importantes chuvas regulares daqui para a frente para que a situação hídrica normalize na região.

Frutas de caroço começam a disputar mercado com HFs


Há um mês de começar as festas de fim de ano, um maior volume de frutas de caroço tem chegado nos centros atacadistas de São Paulo, entrando na disputa com as frutas e hortaliças. Esse é um dos fatores que tem limitado a negociação com o melão. Além disso, boa parte da oferta de melão amarelo oferecida ao mercado está graúda, enquanto consumidores preferem a fruta de menor calibre.

Pomares do RS são afetados por granizo


A região Sul do País tem passado por problemas climáticos há duas semanas. Na última semana, a região de Vacaria (RS), que produz maçãs, recebeu temporal que, de acordo com uma notícia veiculada pela imprensa local, trouxe chuvas de granizo e rajadas de vento que atingiram 80 km/h. Segundo colaboradores, ainda não há dados concretos sobre a proporção das perdas nas macieiras, que devem ser contabilizadas nesta semana.

Daiana Braga – Equipe HF Brasil

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Adversidades climáticas ameaçam produção de maçã no Sul

A região Sul do País, em especial o estado de Santa Catarina, foi atingida por chuvas de granizo e fortes ventanias na última semana. São Joaquim (SC), importante região produtora de maçã, foi atingida por um tornado. De acordo com colaboradores, no entanto, o tornado não chegou até os pomares, mas as macieiras foram prejudicadas pelo granizo. Ainda não se sabe o quanto da produção da safra de maçã na região será afetada, e agentes devem contabilizar as perdas até o final do mês.

Enfim, preço da cebola reage 
 
Assim como informado no blog na última semana, as cotações da cebola começaram a reagir nos últimos dias. Os preços subiram devido à diminuição da oferta nacional após o término da safra paulista de Monte Alto e São José do Rio Pardo e a diminuição do volume de bulbos ofertados pelo Cerrado (que compreende as safras de Minas Gerais e Goiás). Essas duas praças devem estar em atividade de colheita por pelo menos mais umas duas semanas. Até o fim do ano, a oferta de cebola no mercado pode ser restrita, dando margem para maior remuneração ao produtor. Há duas semanas, produtores estavam negociando o bulbo a preços inferiores do custo.

Cenoura em MG dobra de preço 
 
Assim como os produtores de cebola, aqueles que cultivam a cenoura também estavam negociando o produto a preços mais baixos dos gastos para se produzir a cultura. Na última semana, no entanto, os preços da cenoura também subiram consideravelmente. Somente na região no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a valorização da raiz foi de R$ 103%, saltando de R$ 3,20/cx “suja” de 29 kg para R$ 6,50/cx na última semana.

O bom desempenho deve-se à maior procura pela raiz e da proximidade do final da safra, de modo geral. O clima chuvoso nas últimas semanas também foi outro fator para a menor oferta da cenoura no mercado, visto que a umidade interfere no andamento da colheita.

Daiana Braga 
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Batata: Irati e de Sudoeste terminam plantio e devem ofertar em novembro


Irati (PR), região produtora de batata, encerrou na última semana o cultivo da safra das águas 201/13, atividade que iniciou em setembro. Geralmente, em setembro, o volume cultivado de batata na região é um pouco menor, mas neste ano produtores optaram por plantar uma área um pouco maior nesse mês por conta das boas condições climáticas. Durante todo o plantio em Irati, produtores não encontraram dificuldades para a prática, assim, é esperada boa produtividade na região. Irati deve iniciar a colheita da safra das águas em novembro. 

Enquanto os paranaenses focam na safra das águas, o Sudoeste Paulista concentram suas atividades na safra de inverno 2013. Até o fim do mês, produtores desta região devem cultivar toda a safra de batata prevista. Houve chuvas durante o plantio no Sudoeste Paulista, o que chegou a comprometer as atividades no campo, mas sem trazer danos à produção futura. Assim como Irati, o Sudoeste Paulista deve iniciar a colheita também em novembro. Tudo indica que a oferta de batata tende a ser elevada no fim do ano.

Cebola e cenoura: baixa produtividade e elevada oferta reduzem preço

Por conta da elevada produtividade e da boa oferta, os preços da cenoura alcançaram os menores preços do ano na Ceagesp. Na média da última semana, a caixa “suja” com 20 kg de cenoura foi comercializada no atacado por R$ 17,12. Na roça, produtores têm comercializado a raiz a preços abaixo do custo. 


Produtores de cebola também estão enfrentando um período de baixa remuneração. Isso porque também há elevada disponibilidade do bulbo no mercado, tendo em vista a boa produtividade nas roças devido ao bom comportamento climático. A previsão é que a oferta de cebola e de cenoura reduza em novembro. 
Foto: Walmir Varela
Maçã: Florada e polinização seguem a todo vapor no Sul

Nas últimas semanas, o clima tem sido favorável para as atividades de campo dos pomares de maçã do Sul. As regiões de São Joaquim (SC), Fraiburgo (SC) e Vacaria (RS) não têm enfrentado adversidades climáticas. Com isso, a florada e a polinização dos pomares dessas regiões estão com bom ritmo, com previsão de término para o final de outubro. 


Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Maçã: Em plena primavera, geada ocorre em pomares de SC


As chuvas na semana passada têm trazido danos aos produtores, especialmente no Sul do País. O estado mais atingido foi o de Santa Catarina, onde em mais de 70 municípios ocorreram enchentes, conforme noticiado na imprensa.

Quanto às culturas produzidas no Sul, os pomares de maçã não foram atingidos pela chuva. No entanto, houve geada durante a madrugada. Segundo a Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (AMAP), ainda não se sabe ao certo qual será o impacto dessas geadas nos pomares catarinenses – a contabilização deverá ocorrer nesta semana.

Tomate: chuva atrasa início do transplantio da safra de verão

Para o tomate, o transplantio da safra de verão em Caçador e Urubici (SC), que tipicamente começa mais tarde que as demais regiões, as atividades deverão ser ainda mais tardias. Isso porque a primavera neste ano começou mais fria e chuvosa em comparação com a do ano passado.

Em Urubuci, especialmente, as temperaturas são mais baixas devido à elevada altitude. Assim, produtores desta região devem iniciar o transplantio de tomate em outubro. Em Caçador, as mudas começaram a ser levadas a campo nesta segunda quinzena de setembro.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Frio traz danos à produção de frutas e hortaliças; PR é o mais afetado

Foto: Divulgação
 
Levantamento realizado pela Hortifruti Brasil constata que o frio intenso nas últimas semanas afetou a produção de cebola, tomate, uva e batata no Sudeste e Sul do País. Ainda é cedo para contabilizar a dimensão das perdas, mas poderá haver impacto na oferta. Algumas áreas de produção tiveram chuva forte, geada e até mesmo neve. No Paraná, foi registrada a ocorrência de “geada negra” (congelamento da parte interna da planta, que escurece e morre). 
 
Segundo apurou a equipe da Hortifruti Brasil, o clima adverso atrasou o transplantio de mudas de cebola nas regiões de Ituporanga (SC) e São José do Norte (RS). Em Irati (PR) e Lebon Régis (SC), onde o semeio já foi realizado, os bulbos podem demorar mais para atingir o ponto de maturação. Dessa forma, a colheita de cebola, que ocorreria em novembro, deve atrasar no Sul do País, principal produtor nacional de cebola.

Também houve perdas na safra de tomate em Reserva (PR). Alguns produtores adiantaram o transplantio para julho ao invés de agosto, com o intuito de escalonar a oferta. Boa parte dessa produção acabou sendo perdida por conta da geada – ainda não há estimativas que quantifiquem essas perdas. De acordo com produtores ouvidos pela Hortifruti Brasil, essas áreas perdidas deverão ser replantadas, o que provavelmente aumentará os gastos do tomaticultor paranaense. Já em outras áreas de produção de tomate, o frio tem apenas diminuído o ritmo de maturação dos frutos, acarretando em maior oferta de tomates verdes no mercado.

Com relação à uva, houve incidência de geada em alguns parreirais do Paraná, que produz uvas finas (itália) e niagara. Em Marialva, produtores que realizaram as podas afirmam que algumas videiras foram queimadas, e que as perdas serão contabilizadas a partir desta semana. Parte dos produtores do estado irá esperar o aumento das temperaturas para realizar novas podas, visando a safra do final de ano. Dependendo do impacto do frio para a safra de fim de ano, período de elevado consumo de uvas, o volume destinado ao mercado pode ser menor, aumentando os preços aos consumidor.
 
Alguns produtores de batata do Paraná, que pretendiam encerrar a safra da seca, tiveram que aguardar mais alguns dias por conta do frio. Choveu muito nas áreas de produção, limitando o acesso do agricultor ao campo. O plantio para a safra das águas 2013/14 não deve ser prejudicado, visto que as atividades terão início somente no começo de agosto.

Se para algumas culturas o frio trouxe prejuízos, para outras, como a maçã, chegou em boa hora. Os pomares estão em dormência e corriam o risco de apresentar brotação prematura. Com o frio, devem continuar em dormência, favorecendo os frutos. Esse período de frio é importante para que macieiras brotem mais uniformes.

No Nordeste, importante polo produtor de frutas, as temperaturas chegaram a cair um pouco, mas não foram prejudiciais à produção. No entanto, produtores nordestinos que enviam mercadorias ao Sudeste relataram que os pedidos foram reduzidos – o consumo de frutas cai com temperaturas baixas.

Os impactos do frio não chegaram a refletir diretamente em aumentos dos preços dos hortifrutícolas. As baixas temperaturas nos principais centros consumidores inibem maiores compras do consumidor, o que acaba limitando um avanço nas cotações. A expectativa é que a volta às aulas possa modificar esse cenário, além do início do mês, aquecendo as vendas nas próximas semanas.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Greve dos caminhoneiros dificulta escoamento de frutas e hortaliças

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

A greve de caminhoneiros na semana passada acabou dificultando o escoamento de produtos hortifrutícolas em várias regiões do Brasil. Produtores de batata, melão, mamão, maçã, laranja, uva e manga relataram aos analistas do Hortifruti/Cepea dificuldades na comercialização de seus produtos.

As manifestações limitaram o abastecimento de mercadorias nos atacados de algumas capitais, como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Além disso, houve atraso nas entregas, cancelamento de alguns pedidos, redução na qualidade e até perda de mercadorias, já que algumas das principais rodovias de acesso de produtos agrícolas chegaram a ser bloqueadas.

Assim, alguns produtores frearam o ritmo de colheita com o receio de não conseguiram escoar a produção, acumulando-a nas roças. Alguns produtores tiveram como estratégia traçar rotas alternativas para que as cargas da fruta pudessem chegar aos seus destinos.

Apenas para a banana é que a greve não chegou a afetar fortemente a comercialização da fruta. Em algumas regiões, as cargas até chegaram com atraso ao destino, gerando ligeiro acúmulo para o final da semana. Porém, com a demanda firme (dado o período de recebimento dos salários), esse volume deve ser comercializado em breve. Além disso, não devem ser gerados mais estoques de banana devido à baixa oferta registrada no mercado doméstico nas próximas semanas.

Caminhoneiros ainda pretendem realizar nova greve nesta semana, conforme alguns colaboradores consultados nesta segunda-feira.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil