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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Menor demanda por frango e iogurte no Nordeste afeta vendas de... melão! Entenda o por quê


 
A falta de caminhões para o transporte de melões tem sido assunto frequente no Nordeste do País. A crise econômica pode ser apontada como um dos principais fatores para este cenário. Isso porque, além dos preços elevados de combustíveis e pedágios, que acabam tornando o transporte de melões pouco atrativo para caminhoneiros, o desaquecimento do mercado brasileiro reflete diretamente na demanda de produtos, como o iogurte e o frango.

Estes produtos são enviados ao Nordeste por meio de caminhões refrigerados que transportam, na volta (frete de retorno), os melões para o Sudeste e Sul. Assim, a menor demanda por iogurte e produtos refrigerados faz com que menos caminhões cheguem ao Nordeste, distribuindo, consequentemente, menos frutas para demais regiões do País. 



Gosta de caipirinha? Então prepare seu bolso!

A lima ácida tahiti tem sido negociada no mercado paulista a valores recordes. Neste mês, o preço da caixa de 27 kg registrou média de R$ 79,71, o maior patamar nominal da série história do Cepea, iniciada em 1996. O Cepea chegou a coletar negócios a R$ 120,00/cx de 27 kg em outubro.

Apesar dos valores recordes, poucos são os produtores que conseguem aproveitar este bom momento, já que a maior parte desses agentes já finalizou a colheita e/ou detém baixo volume para comercialização. Ainda assim, o comentário de agentes do setor é que os preços de venda da tahiti (considerando-se a média parcial deste ano, até outubro) superem os custos médios de produção.

O impulso para as fortes altas nas cotações da tahiti vem da entressafra no estado de São Paulo, principal produtor da fruta do Brasil. Apesar de ser comum a redução da oferta neste período, desde o ano passado observa-se que a disponibilidade da fruta neste período é ainda menor que o usual – principalmente devido a fatores climáticos.

Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Volta às aulas deve aquecer mercado de banana

Comemorem, bananicultores! Com a maioria das escolas voltando às aulas nesta semana, tudo indica que as vendas de bananas podem se aquecer. As escolas, que são importantes compradoras de banana, devem voltar a demandar fruta do atacado. 

Produtores esperam que as primeiras duas semanas do mês sejam de boas vendas. Isso porque essa é a época que geralmente os consumidores recebem seus salários e a demanda por frutas aumenta. Em julho, as vendas da fruta estiveram abaixo da média nos boxes da Ceagesp, conforme atacadistas informaram ao Hortifruti/Cepea. Com as temperaturas mais baixas e as chuvas ocorridas mais ao início de julho, as visitas à ceasa reduziram. 

 Na primeira semana de agosto, já houve valorização da banana. Em Bom Jesus da Lapa (BA), o preço médio do quilo da nanica foi de R$ 0,70, aumento expressivo de 56%. No Norte de Minas Gerais, a valorização foi de 20%, com a fruta negociada a R$ 0,60/kg. Na Ceagesp, atacadistas venderam a nanica na média de R$ 23,00/cx de 23 kg, aumento de 4% sobre a semana anterior.

Seca muda estratégia de fruticultores no Nordeste

A grave falta de chuva no Nordeste tem causados mudanças na estratégia de cultivo e problemas na produção de frutas na região. Alguns produtores de melão, que deixaram de cultivar a fruta durante o período de entressafra na Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE), voltaram a colher o melão na semana passada. Em função da escassez hídrica, produtores priorizarão os trabalhos com melão amarelo e, caso o clima seja favorável (tempo seco), seguirão com o cultivo das demais variedades da fruta. Até o momento, porém, não há relatos de recuo na área destinada ao na região.

No caso da uva, a seca pode afetar a safra do segundo semestre do Vale do São Francisco (BA/PE). Produtores disseram que os parreirais de algumas propriedades já estão sendo afetados com a falta de água para irrigação. O principal problema está na captação de água do lago Sobradinho, uma vez que seu volume útil está reduzido (estava com 16,7% do nível preenchido com água no último final de semana) e pode se esgotar em setembro caso não chova mais até lá, podendo afetar a produtividade da região. Além disso, a escassez de água já está causando problemas fitossanitários, como o aparecimento de ácaros nas parreiras.

Se por um lado a seca tem tirado o sono de muito produtor, para outros, a falta de chuva pode ser até um aliado. O clima nas duas regiões ofertantes de melancia atualmente, Uruana (GO) e Lagoa da Confusão/Formoso do Araguaia (TO), deve ajudar no desenvolvimento da melancia nesta semana. Isso porque a previsão é de calor, chegando a superar os 35°C nos próximos sete dias (1° a 7 de agosto), segundo a Somar Meteorologia. As noites, por sua vez, podem ser um pouco mais frias, as quais não devem ser suficientes para inibir o desenvolvimento das plantas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Esquentou? Aumenta procura por alface crespa


Bastou as temperaturas subirem um pouquinho para que as vendas de alface melhorassem na última semana. Tanto é que a alface crespa, uma das mais consumidas, valorizou nada mais nada menos que 50% em Ibiúna (SP) na média da última semana em comparação com semana anterior, a R$ 12,50/cx com 20 unidades.
 
Em Mogi das Cruzes, também houve aumento das cotações, mas em menor proporção: 9% a mais, fechando a semana a R$ 10,00/cx. As alfaces de Mogi das Cruzes foram mais afetadas pela chuva e frio que ocorrem desde o início do plantio da safra de inverno, em abril.

Além disso, com as chuvas no Sul do País, compradores dessa região estão buscando folhosas no atacado paulistano (Ceagesp). A crespa foi negociada na Ceagesp por R$ 18,00/cx com 24 unidades, valorização de 9% em uma semana. 

A expectativa é que a procura aumente nas próximas semanas, pois com a finalização das férias, as vendas para as escolas irão aquecer.

Por Daiana Braga – Colaboração: Mariana Coutinho Silva
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Maturação do tomate avança e pressiona cotações


Após um longo período de baixa oferta e altos preços do tomate no mercado, as cotações recuaram quase 38% na última semana frente às da semana anterior, e foi negociado a R$ 40,92/cx 22 kg na Ceagesp.

Este recuo foi consequência do clima mais quente nas lavouras há duas semanas, que regularizou a maturação dos frutos – que estava atrasada por conta da ligeira queda nas temperaturas –, e elevou a oferta de tomate. Além disso, começou na última semana a comercialização do tomate tipo rasteiro no atacado paulistano. Esta variedade possui um preço inferior ao do tipo salada AA, prejudicando, portanto, as vendas.

Para esta semana, há possibilidade de as cotações subirem, pois, segundo produtores, o clima voltou a esfriar um pouco nas lavouras nos últimos dias, atrasando a maturação nas roças paulistas de Mogi Guaçu e Sumaré. Além disso, o mercado tende estar mais aquecido a partir do dia 05, pois como de costume, as vendas melhoram em época de recebimento dos salários.

A Fanta laranja agora é de maçã

Em função da mudança na legislação brasileira na fabricação de bebidas, que reduziu de 10% para 5% o porcentual mínimo de suco de laranja presente em refrigerantes com o sabor desta fruta, empresas têm utilizado como base outros sabores de suco. Dentre eles, o suco de maçã é o favorito, uma vez que seu preço se encontra atrativo no mercado desde o embargo russo à maçã produzida na Polônia, que fez com que os estoques europeus da fruta se elevassem, pressionando as cotações.

Na prática, portanto, a Fanta laranja agora é de maçã! A mudança não é feita somente para a Fanta: outros refrigerantes sabor laranja, como a Sukita e Skin, também reduziram a presença do suco de laranja em suas bebidas. Com isso, estimativas de agentes do setor apontam para a redução da demanda por suco de laranja da ordem de 3,7 milhões de caixas de laranja de 40,8 quilos em todo o País.

Por outro lado, o aumento do porcentual de suco nos néctares de laranja, que passou de 30% para 40% em janeiro deste ano, ajuda a amenizar o quadro negativo para a citricultura. Para produtores de maçã, porém, o cenário é positivo, uma vez que esta mudança na legislação abre portas para novos mercados para o suco de maçã – o mercado interno, atualmente representa entre 10% e 15% para o produto, o que pode aumentar, já que a indústria de refrigerantes no Brasil é de grande importância.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Com preços elevados, consumidor reduz compra de cebola

Os elevados preços da cebola que consumidores têm observado no mercado podem reduzir até o fim desta semana. Isso porque as cotações na roça e no atacado de São Paulo (Ceagesp) já tiveram queda na última semana, cenário que pode refletir no varejo nos próximos dias.  

O principal motivo foi o aumento na oferta de bulbos em função do início da colheita em Piedade e Divinolândia (SP), e também no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Além disso, produtores e também comerciantes notaram um desaquecimento do mercado nacional, o que também acabou pressionando os valores do produto. Esse desaquecimento do mercado possivelmente se dá por conta dos patamares muito elevados do preço, o que acaba gerando menor liquidez pelo produto – o consumidor deixa de consumir, ou reduz o consumo em função dos preços muito elevados. Além disso, como de costume, o final do mês também contribuiu um pouco para as vendas mais fracas. 

 Na última semana, o preço da cebola argentina teve queda de 12% na fronteira (Porto Xavier/RS). Até mesmo em Irecê (BA), onde estão sendo colhidas cebolas consideradas “campeãs” de qualidade, as cotações tiveram recuo de 6,7% da cebola beneficiada e de 4,9% na roça.

Com as regiões aumentando o ritmo de colheita de cebolas, a previsão é que os preços recuem um pouco até o fim desta semana. Por outro lado, as chuvas que ocorrem nas lavouras desde o último fim de semana podem interferir um pouco nas atividades de campo no início desta semana, especialmente nas roças de Minas Gerais. 

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Preço do tomate dispara 95% com menor oferta

Os preços do tomate dispararam 95% na última semana, fechando na Ceagesp a R$ 88,22/cx de 23 kg. Essa expressiva alta nos preços foi consequência da redução na oferta do produto, uma vez que a maturação esteve atrasada em todas as lavouras devido ao clima mais frio e às chuvas em algumas regiões. Segundo atacadistas, foi predominante a presença de tomates verdes nos boxes do atacado.

Outro fator que contribuiu com a diminuição na oferta foi o granizo na região de Reserva (PR) no final de abril, que destruiu cerca de 700 mil pés. No Sul de Minas, bactérias também acarretaram em perdas de aproximadamente 700 mil de pés. Para esta semana, as cotações tendem a continuar em patamares elevados, pois segundo a Somar Meteorologia, haverá chuvas na maioria das regiões que colhem no momento (Norte do Paraná, Mogi Guaçu e Sumaré/SP, Araguari/MG e Paty do Alferes/RJ), o que pode continuar segurando a maturação.

Granizo causa perdas de 700 mil pés de tomate em Reserva

Houve granizo na região de Reserva (PR) na segunda quinzena de abril, que segue para o fim da segunda parte da safra de verão. Ocorreram ainda fortes vendavais, que causaram perdas no total de 700 mil pés de tomate. Haviam 500 mil pés que já estavam sendo colhidos e mais 200 mil que ainda partiriam para o primeiro cacho – poucos desses pés era segurados. Deste modo, houve forte redução no volume ofertado nos mercados abastecidos por Reserva, como SP, MG, GO e Curitiba/PR, contribuindo com a alta significativa nos preços.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Sul encerra safra de cebola no azul

Produtores de Ituporanga (SC), uma das principais regiões produtoras de cebola do País, estão no fim da safra de cebola. Até a semana passada, os preços seguiram em bons patamares ao produtor. A média da cebola beneficiada foi de R$ 47,20/sc de 20 kg para a caixa 3, alta de 1,3% em relação à semana anterior. Já o preço médio do quilo do bulbo foi comercializado por R$ 2,00/kg.

Os últimos lotes ofertados em Ituporanga tiveram elevado descarte, devido ao longo período de armazenamento. Esse cenário ainda foi associado ao fato de, durante a temporada, o clima foi chuvoso e, com isso, aumentou o índice de doenças no pós-colheita. Apesar do elevado descarte, a qualidade dos bulbos da praça catarinense estava satisfatória nas últimas semanas, pois eram os bulbos colhidos até o final de janeiro, quando choveu em menos intensidade e, portanto, com menos problemas como bico d’água e podridão.

Com Ituporanga finalizando a safra, apenas alguns produtores do Vale do São Francisco têm oferecido a cebola, adiantando a colheita com a intenção de aproveitar os bons preços no mercado. No entanto, uma parte dos bulbos foi colhida antes de atingir o ciclo completo, e com isso não apresenta o padrão ideal de qualidade.

Por enquanto, a oferta de cebola do Nordeste é bem baixa. Até maio, produtores do Nordeste devem colher apenas 5% da área total da região deve ser colhida. O pico de oferta deverá ocorrer entre os meses de junho e julho, quando serão colhidos cerca de 50% do volume total da safra. Além do Nordeste, as praças de Piedade e Divinolândia (SP) devem dar início à sua colheita e comercialização de bulbinhos entre o final de maio e início de junho.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Preços da batata têm significativa alta com chuva e Semana Santa

As chuvas na semana passada nas regiões de Guarapuava (PR) e Água Doce (SC) paralisaram a colheita, reduzindo a oferta de batatas. Ambas as regiões estão colhendo o tubérculo da safra das águas 2014/15. O clima chuvoso, aliado aos feriados de Sexta-Feira Santa e de Páscoa, período quando há forte aumento na demanda por batatas para o preparo dos pratos típicos, como o bacalhau, gerou acentuado aumento dos preços do tubérculo no decorrer da última semana.

As cotações, inclusive, já vêm há meses em patamares elevados. Segundo atacadistas da Ceagesp, a expectativa era de demanda até maior nos últimos dias, mas possivelmente o patamar muito elevado dos valores da batata pôde ter freado um pouco o consumo. Na Ceagesp, houve aumento de 27,33% nas cotações no acumulado na semana passada em comparação com a anterior, e a batata ágata especial foi comercializada a média de R$ 102,77/cx de 50 kg. Já na ceasa de Belo Horizonte, a elevação foi de 21,72% nas cotações, fechando a semana a R$ 82,30/sc.

Venda de tahiti se aquece, mas preço pouco se altera

Os feriados na semana passada também movimentaram um pouco o mercado de lima ácida tahiti. A fruta é usada tanto como tempero quanto para o preparo de bebidas. Além disso, neste período, produtores costumam reduzir o volume colhido, impactando na oferta disponível.

Ainda assim, os preços da tahiti ficaram estáveis na semana passada, visto que a fruta paulista segue em período de pico de oferta. O valor médio da fruta foi de R$ 8,99/cx de 27 kg, colhida, no acumulado na semana. As indústrias de suco, por sua vez, seguem processando a tahiti, com valores entre R$ 12,00 e R$ 13,00/cx de 40,8 kg, colhida e posta na fábrica.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Demanda por hortaliças pode se aquecer na Semana Santa

Além de chocolate, a Semana Santa é bastante favorável ao consumo de hortaliças. Cebola, cenoura, tomate e, especialmente, a batata, são os principais complementos que compõem os pratos típicos consumidos nos feriados, como o bacalhau. Além disso, é a primeira semana do mês, período de maior volume de compras dado o recebimento dos salários. Colaboradores consultados na semana passada pelo Hortirfruti/Cepea estão otimistas com o aquecimento das vendas nos próximos dias.

A batata é o produto que deve ser mais procurado no mercado. Por enquanto, na última semana, as cotações do produto na Ceagesp estiveram 6% mais baixas, e foi negociado a R$ 80,17/sc. As chuvas previstas nas lavouras de batata desta semana podem limitar as atividades de colheita, o que, junto com os feriados e o início do mês, podem fazer com que os preços do tubérculo subam no mercado. 

Estão suspensas as importações de maçã argentina

O Mapa suspendeu na última terça-feira (24) as importações da maçã e da pera da Argentina, em decorrência da incidência de Cydia pomonella em carregamentos provenientes do país vizinho. A praga, que pode causar elevados prejuízos à agricultura, foi completamente erradicada no Brasil em 2014. Por isso, a ação visa à proteção dos pomares do País e a prevenção de novas contaminações do fruto nacional.

A suspensão das importações será válida até que o sistema da Argentina para a mitigação de riscos relacionados à praga seja adequadamente reavaliado. Uma auditoria nos pomares argentinos estava agendada para o mês de março, porém o governo argentino solicitou mais uma vez o adiamento da auditoria para abril. O Mapa, no entanto, ressalta a importância das inspeções ainda em campo, considerando o período produtivo da maçã, e disse que não aceitará o novo pedido de adiamento.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Após greve de caminhoneiros, HFs chegam em bons volumes na Ceagesp

Na última semana, aconteceu o que atacadistas receavam: após o término da greve dos caminhoneiros há duas semanas, entraram muitas cargas de frutas e hortaliças de uma vez, causando acúmulo nos boxes da Ceagesp. Esse cenário ocorreu principalmente nos mercado de cenoura e melão.

Com a maior disponibilidade dessas duas culturas, os preços estiveram menores na última semana. Na Ceagesp, a caixa de 29 kg de cenoura foi negociada a R$ 25,71, valor 14,3% menor em comparação com o da semana anterior. Quanto ao melão amarelo tipo 6-7, no acumulado da última semana (9 a 13 de março), foi negociado por R$ 20,67/cx de 13 kg, 3% a menos na mesma comparação.

Manifestações contra o governo influenciam mercado

As manifestações contra o atual governo ocorridas no último domingo (15) em várias cidades do País causaram receio ao setor de HF na última semana. No atacado de São Paulo (Ceagesp), agentes relataram que houve diminuição no volume de compra de muitos feirantes, que temiam por comercialização reduzida no domingo.

Na roça, alguns produtores adiantaram cargas enviadas São Paulo até sexta-feira passada (13). Outros arriscaram enviar no prazo, correndo o risco da carga ficar parada nas estradas, já que havia boatos de que caminhoneiros voltassem a realizar novos protestos. Porém, também houve cancelamentos de cargas por parte de compradores. As vendas de hortifrutícolas deverão ser retomadas normalmente nesta semana.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Oferta de maçã ainda é baixa no mercado


Neste início de ano, o volume disponível de maçã na Ceagesp ainda está bastante reduzido. O período de safra da maçã ocorre nos primeiros meses do ano, e as frutas são estocadas em câmaras frias para comercialização ao longo do ano. 

Muitos atacadistas afirmaram ainda não terem recebido fruta da nova safra de gala até a semana passada, e praticamente não há fuji no mercado. Apesar do pouco volume de frutas, as cotações não apresentaram valorização significativa em decorrência da qualidade mais baixa da maçã ofertada nos atacados. Há dificuldade em encontrar fruta de primeira qualidade, o que impede a alta dos preços. Porém, o mercado se mostrou bastante aquecido nos últimos dias, de forma que tudo o que foi recebido teve boa saída na Ceagesp.

Para esta semana, atacadistas já devem receber um maior volume de maçã gala, de modo que as cotações possam apresentar aumento, em função da melhor qualidade da nova temporada.

Chuva no início do ano reduz qualidade da cenoura

Parte das cenouras comercializadas na Ceagesp está com qualidade abaixo do esperado, conforme atacadistas relataram na última semana. Isso porque as chuvas no início do ano nas lavouras, sobretudo em Minas Gerais, causaram “mela” (doença bacteriana que se manifesta na etapa de pós-colheita), manchas escuras e descartes da raiz. Produtores mineiros informaram ao Cepea que os descartem foram de 15 a 20% neste ano. 
Por conta da diminuição da oferta, houve valorização significativa. Na média da última semana, a caixa “suja” de 29 kg ficou em R$ 24,29, valor 45,3% superior em relação à semana anterior. 

Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Batata: Preço recua neste início de ano, mas continua em bons patamares

Após alcançar expressivos R$ 200,00/sc nas semanas do Natal e Ano Novo, o preço da batata recuou na primeira semana de 2015. Mesmo assim, os valores ainda são bastante atrativos ao bataticultor. O produto foi negociado na Ceagesp a R$ 125,28/sc de 50 kg na média de 5 a 9 de janeiro. Os elevados preços do tubérculo são consequência das chuvas intensas que ocorreram nas lavouras, especialmente nas do Sul do País, nas últimas semanas do ano. Quando há precipitações, as atividades de campo são praticamente paralisadas, o que reduz significativamente a oferta de batata no mercado.

Para esta semana, a previsão é de que não ocorram grandes mudanças nos valores. Embora haja previsão de chuva para o Sul nos próximos dias, esta deve ser bem distribuída, não interferindo na colheita. Desta forma, produtores do Paraná que ainda não terminaram a colheita, poderão trabalhar no campo normalmente e encerrar as atividades ainda neste mês – boa parte dos agricultores paranaenses já encerrou a safra em dezembro.

Enquanto bataticultores do Paraná estão para finalizar a temporada, os de Bom Jesus (RS) e Água Doce (SC) devem começar os trabalhos de campo ainda nesta semana. Em Bom Jesus, produtores relatam que o excesso de chuva, granizo e calor causaram danos às lavouras, reduzindo a produtividade em pelo menos 20%. Já em Água Doce, não houve problemas significativos, apenas falta de chuvas em alguns momentos, mas foi compensada com irrigação.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Frutas de caroço começam a ganhar destaque no mercado


Frutas como a manga e o melão já começaram a disputar a atenção do consumidor com outras frutas típicas da estação de calor: pêssego, nectarina e ameixa, as chamadas frutas de caroço. Essas frutas são bastante procuradas principalmente para o consumo durante as festividades de fim de ano.

Alguns atacadistas consultados na semana passada informaram que as frutas de caroço têm chegado na Ceagesp em maior volume. Com isso, muitos consumidores optam por essas frutas, gerando concorrência com frutas mais tradicionais. Segundo expectativas de agentes do setor, o volume dessas frutas deve aumentar gradativamente até janeiro.

Com essa competitividade, a elevação nas cotações do melão e da manga foi limitada na semana passada. O melão amarelo tipo 6 e 7 fechou a semana na média de R$ 22,00/cx de 13 kg, valor 1% inferior ao registrado na semana anterior. A manga palmer teve desvalorização de 2% na Ceagesp, comercializada a R$ 3,06/kg.


 Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mercado é fraco no fim de mês



Foto: Ceagesp
O período não está muito propício para o comércio de tomate e batata, importantes hortaliças consumidas. Isso porque é fim de mês, quando as compras, de um modo geral, são menos volumosas. Além disso, para o tomate, o padrão de algumas mercadorias está aquém da desejada: boa parte do tomate que chega à Ceagesp está com calibre médio e miúdo. Já a batata está com qualidade satisfatória, mas mesmo assim o mercado está lento. Tudo indica que, com o início do mês, as vendas retomem o ritmo, como normalmente ocorre no período.

Na última semana, o tomate salada 2A foi comercializado na Ceagesp por R$ 29,86/cx de 18 kg, valor 32,4% inferior ao da semana passada. Quanto à batata, o preço médio de comercialização foi de R$ 28,65/sc de 50 kg, redução de 1,3% na última semana em comparação com a passada.

Também bastante consumida, a banana tem tido pouca saída nos últimos dias, também em razão do período de baixa remuneração dos consumidores. Muitos agentes que comercializam a fruta optaram pela manutenção dos preços, com o receio de perder consumidores caso haja reajuste nas cotações. A caixa de 20 kg da banana nanica teve preço médio de R$ 24,40 na última semana, estável em comparação com a semana anterior, enquanto, a prata, a R$ 42,00/cx, ligeiro recuo de 1% na mesma comparação.

Capitão Citrus, o super-herói da citricultura

Para combater a baixa demanda de suco de laranja nos Estados Unidos, o Departamento de Citros da Flórida, em parceria com a Marvel Entertainment, reformulou recentemente o mascote que representa o setor. A grande proposta deste personagem é atingir, através de revistas em quadrinhos do Capitão Citrus, cada vez mais novos consumidores de suco de laranja, sobretudo a nova geração. 
Capitão Citrus - Foto: FloridaCtrus.org

A bebida tem perdido espaço na mesa do consumidor norte-americano nos últimos anos, dando espaço para outras bebidas como água de coco, energéticos e de frutas exóticas.

Quer conhecer o Capitão Citrus? Acesse o site:


http://www.floridacitrus.org/captain-citrus/digital-comic/

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Mercado aquece com início de mês; primavera pode estimular consumo ainda maior

 
As vendas de frutas e hortaliças estão mais aquecidas desde a semana passada. A principal explicação é o início do mês, período de recebimento dos salários de boa parte dos consumidores, que estimulam o comércio. Agentes estão otimistas que as vendas podem aumentar consideravelmente a partir deste mês com o início da primavera, quando o consumo, especialmente o de frutas, aumenta.

Além do maior ritmo de vendas de hortifrutis, a menor oferta de algumas frutas e hortaliças e o clima um pouco mais quente em algumas praças consumidoras também foram favoráveis ao consumo. Dentre os HFs beneficiados pelo período foram o melão, cenoura, manga e cebola.

Visto a diminuição da oferta de melão e as altas temperaturas no Nordeste, a demanda pela fruta superou a oferta do Vale do São Francisco nesta semana. Assim, as cotações do melão amarelo na região tiveram aumentos expressivos, superando a expectativa dos produtores da região. Na média semanal, o amarelo foi comercializado por R$ 18,75/cx de 13 kg nas roças do Vale, aumento de 21% sobre o preço médio da semana anterior.

O mercado de cenoura também foi favorecido pelo início do mês. A caixa de 20 kg da classificação 3A foi cotada a R$ 16,75, leve aumento de 1,5% em relação à semana passada. 

Houve melhora na cotação da manga na última semana. Segundo atacadistas da Ceagesp, o volume da fruta que chega à ceasa está baixo. O preço da manga tommy teve aumento de 11% na semana passada frente à anterior, enquanto a palmer subiu 27%. Com a valorização, já se observa frutas verdes chegando à central de abastecimento e, se este volume aumentar, pode ter redução nos preços nos próximos dias.

Outra cultura que está com oferta nacional limitada é a cebola. Os preços subiram em todas as regiões analisadas pelo Hortifruti/Cepea, e o aumento foi maior no Vale do São Francisco. A média semanal da cebola foi de R$ 1,42/kg na roça nordestina, alta de 67% em relação à média da semana passada.

Preços do tomate e da uva reduzem com oferta elevada

Já tomate e uva não tiveram o mesmo bom desempenho de alguns HFs, e tiveram seus preços reduzidos nos últimos dias. Dado o calor nas roças de Araguari (MG) e Mogi Guaçu (SP), a maturação do tomate foi acelerada, permitindo que produtores colhessem um maior volume de tomates. O tomate salada 2A foi comercializado entre 1° e 05/09 à média de R$ 28,59/cx de 18 kg na Ceagesp, valor 20,7% inferior se comparado à semana anterior.

Na viticultura, a safra de Jales (SP) aproxima do pico de safra, previsto para esta semana – deve se estender até o final do mês. Apesar do aumento na oferta de uvas finas na praça paulista, a qualidade satisfatória limitou uma maior desvalorização semanal. Já para a niagara, agentes informaram que a disponibilidade da variedade está menor em comparação à de finas, o que influenciou positivamente nas cotações desta variedade. A uva Itália de Jales foi negociada na última semana a R$ 2,35/kg, queda de 9,6% frente à última; a nigara obteve preço médio de R$ 3,58/kg, aumento de 7,8% na mesma comparação.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

BATATA: Tempo firme favorece colheita e preço cai

Com o tempo firme desde meados da semana passada, a colheita de batata está a todo vapor nas principais regiões produtoras que colhem no momento. São elas: Sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Vargem Grande do Sul (SP), Sudoeste Paulista, Chapada Diamantina (BA) e Cristalina (GO).

Com o andamento das atividades no campo, um bom volume do tubérculo tem sido enviado ao mercado. Como resultado, os preços vêm reduzindo da semana passada para cá. Nesta segunda-feira, 04, os preços da batata ágata especial nas roças estão de R$ 20,00 a R$ 25,00/sc de 50 kg. Na Ceagesp, o preço médio foi de cerca de R$ 34,00/sc. De uma forma geral, as batatas estão com boa qualidade, incluindo as do Sul de Minas, cujos produtores estavam ofertando até semana passada tubérculos de baixo calibre.

Agosto é marcado pelo pico de oferta do produto, e boa parte dos produtores dessas regiões intensifica a atividade neste mês. Desta forma, os preços podem continuar reduzindo nos próximos dias, a não ser que o mercado absorva boa parte da mercadoria, uma vez que o início do mês é uma época favorável para o consumidor.

TOMATE: Chuva em Araguari reduz qualidade

Por mais que as chuvas sejam bem-vindas no Sudeste, produtores de tomate de Araguari (MG) enfrentaram dificuldades com a chuva ocorrida nos últimos dias na região. Segundo esses agentes, a qualidade do produto ficou aquém do esperado, apresentando manchas e acidez.

Com a redução na qualidade, o tomate desvalorizou em Araguari. Na sexta-feira, 1º, produtores mineiros negociaram o fruto a R$ 30,00/cx de 26 kg; já nesta segunda, as negociações estavam em torno de R$ 20,00/cx. Por enquanto, não houve relatos de problemas nas lavouras nas demais regiões produtoras de tomate.

Por Daiana Braga – Colaboração: Felipe Cardoso e Amanda Rodrigues da Silva

 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tomate: Safra de Sumaré é ameaçada pela seca


Sumaré (SP) é uma das regiões que iriam iniciar, agora em julho, o transplantio de suas mudas de tomate da segunda parte da safra de inverno. Porém, o município está sendo ameaçado pela seca. Produtores da região, que já prepararam seus solos e já compraram suas mudas, talvez não poderão utilizar a água dos reservatórios para irrigação.

Caso isso aconteça, a maior parte dos produtores alega que não irá realizar o transplantio, uma vez que sem água há risco elevado de perder as plantas no campo. A informação de que produtores poderão ou não usar a água dos reservatórios será confirmada nesta semana.

Mesmo com início do mês, vendas são fracas

As vendas de frutas e hortaliças melhoraram um pouco do final de semana para cá, mas nem se compara com as negociações que normalmente ocorrem no início do mês.

As temperaturas mais baixas por conta da estação do frio, feriados, a realização da Copa do Mundo no Brasil e a antecipação das férias escolares são os fatores que deixam o mercado mais fraco.

Como parte dos consumidores deve receber os salários ainda esta semana, é possível que as negociações ainda ganhem um pouco de ritmo nos próximos dias. Mas muitos colaboradores consultados pela Hortifruti Brasil acreditam que apenas no final de julho/início de agosto é que as vendas podem ganhar fôlego com o retorno das aulas.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 1 de julho de 2014

Consumo por folhosas está abaixo do esperado durante a Copa


A grande aposta no setor de alface era de que o consumo, especialmente de folhosas especiais, pudesse aquecer durante a Copa do Mundo no Brasil. Passado metade do evento, esse cenário ainda não foi confirmado no setor. Pelo contrário, as vendas estão abaixo do esperado, conforme agentes consultados pela HF Brasil.

Tanto a produção de alface orgânica quanto a de minimamente processadas, que foram as principais apostas para alavancar as vendas, ainda não tiveram o resultado esperado. Apenas a comercialização voltada para os restaurantes nas cidades-sedes tiveram algum impacto, mas, mesmo assim, está abaixo da expectativa inicial e não chegou a movimentar o mercado de folhosas.

Para as variedades convencionais, acaba havendo sobras nos atacados, devido à baixa procura pela folhosas. Nos dias em que a Seleção Brasileira joga, o mercado é ainda mais lento, visto que a grande maioria dos estabelecimentos encerram o expediente horas antes dos jogos.

Como é a primeira semana do mês, pode ser que as vendas se intensifiquem nos próximos dias, mas não de forma significativa, pois durante a estação do frio o consumo tipicamente é menor.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Copa ainda não estimula consumo de HF em hotéis e restaurantes

Foto: Reprodução

A comercialização de frutas e hortaliças tem sido considerada fraca por muitos agentes de mercado consultados pela Hortifruti Brasil desde a última semana. Um dos principais motivos são os jogos da Copa do Mundo no Brasil, que faz com que muitos brasileiros reduzam seu expediente de trabalho no intuito de acompanhar os jogos, dando preferência para o consumo de outros alimentos e bebidas. Estabelecimentos comerciais também fecham mais cedo durante os dias dos jogos da Seleção Brasileira. É o que deve ocorrer nesta segunda-feira, (23), dia de jogo do Brasil às 17h.

Além disso, e especialmente na última semana, o feriado de Corpus Christi na quinta-feira (19), também interferiu no movimento do mercado. Sem contar também a chegada do inverno no último sábado (21), o que trouxe temperaturas mais baixas em parte do Brasil, condição que normalmente já é um motivo para se consumir menos hortifrutícolas, especialmente as frutas.

Desta maneira, muitos atacadistas tiveram que reduzir seus pedidos para que não acumule mercadorias nos boxes, já que está baixo o fluxo de comercialização.

Havia a expectativa de que a demanda por frutas (como melão, mamão e banana) pelos hotéis e restaurantes, que têm recebido um maior número de turistas estrangeiros e também brasileiros desde o início da Copa do Mundo, pudesse aumentar. Mas, até o momento, o evento esportivo ainda não trouxe benefícios ao setor.

A perspectiva dos comerciantes para esta semana não deve mudar. Ou seja, muitos consumidores ainda optarão por consumir moderadamente as frutas e hortaliças, dando preferência para outros alimentos, como aperitivos e bebidas alcóolicas. Também é a última semana de junho, o que tipicamente já é um período de comércio reduzido.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Impacto da Copa do Mundo no setor de HF diverge opiniões


A Copa do Mundo no Brasil começa nesta quinta-feira, dia 12. Muitos são os turistas que já estão em nosso País, sem contar os muitos brasileiros que viajarão para as cidades-sedes para prestigiar os jogos, os quais deverão movimentar a economia brasileira. Se o setor de turismo promete bombar durante este megaevento, o mesmo pode não ocorrer no mercado de frutas e hortaliças. É o que muitos produtores e agentes de mercado preveem quando foram questionados pela equipe da Hortifruti Brasil nas últimas semanas.

Alguns produtores acreditam que os jogos farão com que o consumidor saia de sua rotina diária, aumentando pontualmente o consumo de alimentos e bebidas, o que não significa que aumentará significativamente o consumo de frutas e hortaliças. O provável aumento do consumo de frutas em hotéis e restaurantes, sobretudo nas cidades que sediarão os jogos da Copa, pode não compensar a diminuição da demanda nos lares. Outro ponto negativo é que a Copa do Mundo não é bem aceita por muitos brasileiros, e que as manifestações contra o evento e recessos de caminhoneiros, por exemplo, possam interferir negativamente na distribuição de alimentos. 

Mas há sim aqueles agentes que estão otimistas com o impacto que a Copa do Mundo pode causar ao setor hortifrutícola, e vêm apostando na produção para abastecer o consumo durante a Copa. O evento pode ser favorável para algumas frutas, como melão, banana e mamão, pelo fato de serem muito comuns em cafés da manhã de hotéis brasileiros. Outro nicho de mercado que poderá ganhar ritmo é o de alfaces especiais, como as minimamente processadas, orgânicas e de tamanho miniaturizados.

Turistas estrangeiros procuram apreciar a culinária local, o que envolve o consumo de frutas tropicais. Uma das grandes apostas do setor é, sem dúvida, o aumento da demanda pelas famosas caipirinhas, sendo que um dos ingredientes principais é a lima ácida tahiti. Os preços da tahiti já começaram a esboçar uma ligeira reação neste início de semana. Na última semana, por exemplo, o preço da caixa de 27 kg, colhida, não passava de R$ 18,00; nesta segunda, alguns produtores já negociaram a R$ 20,00/cx.

De qualquer forma, é necessário aguardar a passagem dos jogos e acompanhar o movimento do mercado, para concluir se, de fato, a Copa do Mundo será uma boa jogada para o setor hortifruticultor.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil