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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Olimpíadas dos HFs! Última semana de fevereiro é marcada por recordes de preços

2016 é o ano das Olimpíadas no Brasil e também dos hortifrutícolas! Os preços de algumas frutas e hortaliças acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea atingiram patamar recorde na última semana de fevereiro (22 a 26). Frutas como a banana prata (que já havia batido recorde em janeiro), melão amarelo, uva itália, mamão havaí e formosa e, no time das hortaliças, a cenoura, são as culturas que encerram o mês de fevereiro bem mais caras. 

Um dos destaques é a banana prata do Norte de Minas Gerais (onde o valor foi o mais alto da série histórica do Cepea), região com pouca fruta disponível. Na última semana, o valor médio foi de R$ 2,40 para a prata mineira, a maior cotação semanal desde 2001. Este está sendo um ano atípico aos mineiros por conta da seca que atingiu o perímetro no ano passado. Mas o consumidor deverá estar com o bolso preparado pois, até a metade deste ano, o cenário da prata na região deve continuar semelhante: preços altos e baixo volume de frutas.

Também com oferta reduzida, o melão amarelo é outro recordista. Produtores do Vale do São Francisco praticamente não negociaram com atacadistas da Ceagesp e a disponibilidade na praça produtora do RN/CE também está limitada. De 22 a 26 fevereiro, o melão amarelo tipo 6 e 7 foi cotado por R$ 39,60/cx de 13 kg, apresentando aumento de 37% frente à semana anterior. Este é o maior valor semanal nominal de toda a série do Hortifruti/Cepea, que teve início em 2001.

Afetada por perdas na produção por conta de ações climáticas, a viticultura paulista fechou o segundo mês de 2016 com números significativos. Em Pilar do Sul, o preço médio do quilo da uva itália foi de R$ 6,16 e, em São Miguel Arcanjo, de R$ 5,31, os maiores valores desde 2001.

Para o mamão, ambas as variedades – formosa e havaí – bateram recorde nominal na série histórica do Cepea, também iniciada em 2001. No final de 2015, houve estiagem nas regiões produtoras, fazendo com que o abortamento de flores aumentasse muito. Essas floradas que foram perdidas eram para serem colhidas em fevereiro/março. Além disso, com a altas temperaturas, a perda foi intensificada. Como o volume deve se manter baixo nas próximas semanas, os preços também devem se manter elevados, podendo bater novos recordes.

Das hortaliças, apenas a cenoura obteve o melhor resultado na última semana de fevereiro, considerando a série histórica do Cepea, iniciada em 2008. Um dos motivos da menor oferta é que lavouras de São Gotardo, Santa Juliana e Uberaba (MG), os descartes causados pelas chuvas nas últimas semanas chegaram a mais de 40% em certos lotes, uma vez que muitas raízes estiveram bifurcadas. A caixa de cenoura “suja” esteve a R$ 70,00 na Ceagesp na última semana, leve aumento de 2,4%.

Ao que tudo indica, os hortifrutícolas devem continuar com preços elevados em março. Vale destacar que, mesmo que os valores tenham sido históricos, a margem de ganho dos produtores não tem sido tão elevada, visto o aumento generalizados dos custos, como dos insumos, energia elétrica e combustível.

Obs: Os valores mencionados acima são todos em termos nominais, ou seja, sem contar a inflação acumulada dos períodos.
Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Com chuva, preço do tomate quase dobra

As chuvas que atingiram as principais regiões produtoras de tomate já começam a impactar nos preços, que estão quase o dobro dos valores da semana passada. Segundo colaboradores do Cepea, as atividades de colheita estão limitadas pelas precipitações, reduzindo a oferta do produto.

Na cidade de Sumaré (SP), por exemplo, as precipitações totalizaram 59,7 mm entre os dias 1º e 4 de novembro, segundo a Somar Meteorologia. Em Araguari (MG), o volume é de 64,8 mm, enquanto em Mogi Guaçu totalizou 48,5 mm.

Assim, a menor oferta geral, somada à aproximação do final de colheita em algumas praças, elevou os preços no atacado paulistano. A média do tomate 2A comercializado na Ceagesp hoje, 05, foi de R$ 56,67/kg, aumento de 89% em relação à sexta-feira da semana passada.

Por Fernanda Geraldini Palmieri

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Menor demanda por frango e iogurte no Nordeste afeta vendas de... melão! Entenda o por quê


 
A falta de caminhões para o transporte de melões tem sido assunto frequente no Nordeste do País. A crise econômica pode ser apontada como um dos principais fatores para este cenário. Isso porque, além dos preços elevados de combustíveis e pedágios, que acabam tornando o transporte de melões pouco atrativo para caminhoneiros, o desaquecimento do mercado brasileiro reflete diretamente na demanda de produtos, como o iogurte e o frango.

Estes produtos são enviados ao Nordeste por meio de caminhões refrigerados que transportam, na volta (frete de retorno), os melões para o Sudeste e Sul. Assim, a menor demanda por iogurte e produtos refrigerados faz com que menos caminhões cheguem ao Nordeste, distribuindo, consequentemente, menos frutas para demais regiões do País. 



Gosta de caipirinha? Então prepare seu bolso!

A lima ácida tahiti tem sido negociada no mercado paulista a valores recordes. Neste mês, o preço da caixa de 27 kg registrou média de R$ 79,71, o maior patamar nominal da série história do Cepea, iniciada em 1996. O Cepea chegou a coletar negócios a R$ 120,00/cx de 27 kg em outubro.

Apesar dos valores recordes, poucos são os produtores que conseguem aproveitar este bom momento, já que a maior parte desses agentes já finalizou a colheita e/ou detém baixo volume para comercialização. Ainda assim, o comentário de agentes do setor é que os preços de venda da tahiti (considerando-se a média parcial deste ano, até outubro) superem os custos médios de produção.

O impulso para as fortes altas nas cotações da tahiti vem da entressafra no estado de São Paulo, principal produtor da fruta do Brasil. Apesar de ser comum a redução da oferta neste período, desde o ano passado observa-se que a disponibilidade da fruta neste período é ainda menor que o usual – principalmente devido a fatores climáticos.

Equipe Hortifruti Brasil

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

800 mil pés de tomate são perdidos com granizo em Sumaré

 
Ocorreu granizo na região de Sumaré (SP) na quinta feira (22), que comprometeu boa parte da produção de tomate da segunda parte da temporada de inverno. Segundo relatos dos produtores, a princípio 800 mil dos 2 milhões de pés correspondentes à segunda parte da safra foram perdidos (40% do total cultivado no período), trazendo prejuízo para quase todos os produtores da região.

A maior parte dos produtores da região possui algum tipo de seguro para produção, mas, mesmo assim, estão desestimulados para novos investimentos.

Produtores indicam que haverá uma redução de cerca de 10 caminhões de tomate ofertados por dia devido ao ocorrido, fazendo com que a oferta em Sumaré fique comprometida até o fim safra, em dezembro. Produtores que não tiveram sua produção afetada pelo granizo e têm produção para vender podem se beneficiar com melhores preços, mas consumidores terão que arcar com preços mais altos nas gôndolas.

Proibição de Paraquat preocupa produtores de banana

Um dos assuntos bastante comentados na mídia nesta foi a proibição do Paraquat pela Anvisa, um herbicida que é amplamente utilizado na agricultura brasileira, inclusive na produção de hortifrutícolas. Segundo alguns estudos, o contato com este produto traz prejuízos à saúde.

Alguns produtores de banana foram consultados pelo Cepea para comentar sobre a proibição do herbicida. Alguns deles estão preocupados com a possível proibição. Segundo eles, o herbicida não tem um substituto único. Dessa forma, teria que ser substituído por uma série de outros produtos.

Isso acarretaria em um aumento no custo de produção. Vale ressaltar que, em 2015, outros fatores já estão elevando o custo de produção no setor de HF, como a elevada taxa de câmbio e a alta nos preços dos combustíveis e da energia elétrica.
 
Equipe Hortifruti Brasil


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Batata: Clima favorável adianta colheita da safra de inverno


A colheita de batata da safra de inverno 2015 em Vargem Grande do Sul (SP) segue em bom ritmo. Até agosto, metade da temporada havia sido colhida na região. O planejamento dos produtores era colher pelo menos 35% da produção até este mês, mas as condições favoráveis permitiram o bom andamento das atividades de campo. Produtores paulistas devem colher até 40% da produção em setembro.

O clima seco nas últimas semanas também tem permitido que as atividades de colheita de batata prosseguissem em bom ritmo em Cristalina (GO). A estimativa média é que até o final de agosto 48% da área já tenha sido colhida desde o início da colheita, em abril. Em setembro, o ritmo na região deve continuar a todo vapor, e produtores esperam colher 27% da área.

Na última semana, especificamente, as chuvas acabaram interrompendo a colheita do tubérculo no estado de São Paulo, sobretudo no Sudoeste Paulista, que também colhe a safra de inverno. 

Com o menor ritmo de colheita por conta do tempo úmido, os preços acabaram aumentando na Ceagesp. O preço médio da saca de 50 kg foi de R$ 76,30, aumento de 10,5% na última semana frente à passada. 

Para esta próxima semana, não há previsão de chuvas, segundo preveem as agências meteorológicas. Assim, a oferta de batata deve voltar a aumentar no mercado, refletindo em valores mais baixos.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Esquentou? Aumenta procura por alface crespa


Bastou as temperaturas subirem um pouquinho para que as vendas de alface melhorassem na última semana. Tanto é que a alface crespa, uma das mais consumidas, valorizou nada mais nada menos que 50% em Ibiúna (SP) na média da última semana em comparação com semana anterior, a R$ 12,50/cx com 20 unidades.
 
Em Mogi das Cruzes, também houve aumento das cotações, mas em menor proporção: 9% a mais, fechando a semana a R$ 10,00/cx. As alfaces de Mogi das Cruzes foram mais afetadas pela chuva e frio que ocorrem desde o início do plantio da safra de inverno, em abril.

Além disso, com as chuvas no Sul do País, compradores dessa região estão buscando folhosas no atacado paulistano (Ceagesp). A crespa foi negociada na Ceagesp por R$ 18,00/cx com 24 unidades, valorização de 9% em uma semana. 

A expectativa é que a procura aumente nas próximas semanas, pois com a finalização das férias, as vendas para as escolas irão aquecer.

Por Daiana Braga – Colaboração: Mariana Coutinho Silva
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Preço da cebola tem acentuada queda, mas ainda é atrativo ao produtor


Após a crescente alta dos preços da cebola em 2015, parece que, agora, o mercado tende a caminhar para o caminho inverso. Na última semana, todas as regiões que estão em colheita tiveram significativa queda nas cotações.

A praça onde houve maior desvalorização do bulbo foi em Irecê (BA), de 26,1%, fechando a semana com preço médio de R$ 2,59/kg. Em Monte Alto (SP), o preço do quilo ao produtor foi de R$ 3,38 na semana passada, queda de 11,6% em relação à semana anterior, enquanto que, em São José do Rio Pardo, o valor foi de R$ 3,15/kg, queda de 19,1% na mesma comparação.

Mesmo em queda, os atuais preços da cebola ainda são considerados bastante remuneradores ao produtor. No mercado, por sua vez, muitos consumidores estão reticentes quanto às compras de cebola, já que os valores apresentado nas gôndolas estão bastante elevados.

A tendência é que neste segundo semestre as cotações reduzam por conta do aumento de oferta em outras importantes regiões produtores de cebola do País, como o Vale do São Francisco e Rio Grande do Norte.

Ainda no setor de cebola, as fortes chuvas ocorridas no Sul do País têm prejudicado o plantio e desenvolvimento dos bulbos. Em Ituporanga (SC) e Irati (PR), a maior parte da área já foi plantada, e a chuva prejudicou a qualidade e aparência das lavouras que já germinaram. Porém ainda não há previsão do quanto isso pode comprometer o resultado final da safra de ambas as regiões. Lebon Régis (SC) e São José do Norte (RS) ainda não terminaram o plantio, e as chuvas ainda podem comprometer o calendário da safra.

A previsão climática indica mais chuvas nas lavouras de cebola a partir de quarta-feira, 22. A previsão de um El Niño com forte intensidade nesse ano pode continuar afetando as áreas de cebola do Sul.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Preço da cebola recua, mas continua elevado

 
Apesar de ainda estarem em altos patamares, os preços da cebola recuaram significativamente na última semana. O recuo nas cotações deve-se ao aumento da oferta do bulbos nas regiões paulistas de Divinolândia e Piedade, que estão em pico de safra.
 
Outra explicação para a queda dos valores é que os elevados preços no mercado acabam fazendo com que consumidores reduzam as compras de cebola. As festas juninas, especialmente no Nordeste e bastante tradicionais na região, acabam também reduzindo a liquidez dos bulbos.  
 
No acumulado da última semana, a cebola foi comercializada na Ceagesp a R$ 95,00/cx de 20 kg de caixa 3, estável em relação à semana anterior. Nas roças de Divinolândia, o bulbo foi comercializado a R$ 3,08/kg, redução de 12,1%, enquanto, em Piedade, a R$ 3,20/kg, apenas 0,8% menor frente à semana anterior.
Brasil suspende embargo às maçãs e peras argentinas
No último dia 17, o governo brasileiro suspendeu o embargo às maçãs e peras da Argentina. As importações estavam suspensas desde abril deste ano em função da incidência de Cydia pomonella em carregamentos provenientes daquele país. A decisão foi considerada “inesperada”, uma vez que o assunto deveria voltar a ser discutidos apenas em julho.
O anúncio do fim do embargo foi efetuado antes mesmo de autoridades argentinas terem sido notificadas. A situação é bastante favorável aos produtores argentinos, que até o momento haviam deixado de colher 200 mil toneladas dessas frutas nesta temporada, em função da falta de locais adequados para o armazenamento.
Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Maturação do tomate avança e pressiona cotações


Após um longo período de baixa oferta e altos preços do tomate no mercado, as cotações recuaram quase 38% na última semana frente às da semana anterior, e foi negociado a R$ 40,92/cx 22 kg na Ceagesp.

Este recuo foi consequência do clima mais quente nas lavouras há duas semanas, que regularizou a maturação dos frutos – que estava atrasada por conta da ligeira queda nas temperaturas –, e elevou a oferta de tomate. Além disso, começou na última semana a comercialização do tomate tipo rasteiro no atacado paulistano. Esta variedade possui um preço inferior ao do tipo salada AA, prejudicando, portanto, as vendas.

Para esta semana, há possibilidade de as cotações subirem, pois, segundo produtores, o clima voltou a esfriar um pouco nas lavouras nos últimos dias, atrasando a maturação nas roças paulistas de Mogi Guaçu e Sumaré. Além disso, o mercado tende estar mais aquecido a partir do dia 05, pois como de costume, as vendas melhoram em época de recebimento dos salários.

A Fanta laranja agora é de maçã

Em função da mudança na legislação brasileira na fabricação de bebidas, que reduziu de 10% para 5% o porcentual mínimo de suco de laranja presente em refrigerantes com o sabor desta fruta, empresas têm utilizado como base outros sabores de suco. Dentre eles, o suco de maçã é o favorito, uma vez que seu preço se encontra atrativo no mercado desde o embargo russo à maçã produzida na Polônia, que fez com que os estoques europeus da fruta se elevassem, pressionando as cotações.

Na prática, portanto, a Fanta laranja agora é de maçã! A mudança não é feita somente para a Fanta: outros refrigerantes sabor laranja, como a Sukita e Skin, também reduziram a presença do suco de laranja em suas bebidas. Com isso, estimativas de agentes do setor apontam para a redução da demanda por suco de laranja da ordem de 3,7 milhões de caixas de laranja de 40,8 quilos em todo o País.

Por outro lado, o aumento do porcentual de suco nos néctares de laranja, que passou de 30% para 40% em janeiro deste ano, ajuda a amenizar o quadro negativo para a citricultura. Para produtores de maçã, porém, o cenário é positivo, uma vez que esta mudança na legislação abre portas para novos mercados para o suco de maçã – o mercado interno, atualmente representa entre 10% e 15% para o produto, o que pode aumentar, já que a indústria de refrigerantes no Brasil é de grande importância.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Com preços elevados, consumidor reduz compra de cebola

Os elevados preços da cebola que consumidores têm observado no mercado podem reduzir até o fim desta semana. Isso porque as cotações na roça e no atacado de São Paulo (Ceagesp) já tiveram queda na última semana, cenário que pode refletir no varejo nos próximos dias.  

O principal motivo foi o aumento na oferta de bulbos em função do início da colheita em Piedade e Divinolândia (SP), e também no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Além disso, produtores e também comerciantes notaram um desaquecimento do mercado nacional, o que também acabou pressionando os valores do produto. Esse desaquecimento do mercado possivelmente se dá por conta dos patamares muito elevados do preço, o que acaba gerando menor liquidez pelo produto – o consumidor deixa de consumir, ou reduz o consumo em função dos preços muito elevados. Além disso, como de costume, o final do mês também contribuiu um pouco para as vendas mais fracas. 

 Na última semana, o preço da cebola argentina teve queda de 12% na fronteira (Porto Xavier/RS). Até mesmo em Irecê (BA), onde estão sendo colhidas cebolas consideradas “campeãs” de qualidade, as cotações tiveram recuo de 6,7% da cebola beneficiada e de 4,9% na roça.

Com as regiões aumentando o ritmo de colheita de cebolas, a previsão é que os preços recuem um pouco até o fim desta semana. Por outro lado, as chuvas que ocorrem nas lavouras desde o último fim de semana podem interferir um pouco nas atividades de campo no início desta semana, especialmente nas roças de Minas Gerais. 

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Melancia miúda valoriza 106% na Ceagesp


As vendas de melancia aumentaram um pouco na última semana na Ceagesp. Já a oferta segue baixa. Esse cenário fez com que as melancias, especialmente a miúda (menor que 10 kg), valorizassem significativamente. As cotações da fruta deste calibre subiram 106,3% na última semana em comparação com a passada, fechando a R$ 0,82/kg. A boa valorização da melancia miúda ocorreu devido à sua quase ausência nas lavouras que estão colhendo atualmente.

Os preços da melancia graúda (maior que 12 kg) também subiram, e foi negociada na central atacadista a média de R$ 1,16/kg, alta de 23,7% na mesma comparação.

Conforme atacadistas, neste período era para haver uma maior quantidade de frutas provenientes de Goiás, mas devido aos problemas durante o plantio, o volume colhido ainda é restrito na região. A oferta de melancia em Itápolis (SP) se torna cada vez mais escassa. Segundo colaboradores, apesar da excelente qualidade, o volume colhido já é bem baixo, e a safra deve se encerrar nos próximos dias.

Para esta semana, apesar de a oferta seguir baixa, os preços podem até recuar um pouco, visto que o período de final de mês normalmente retrai a demanda pela fruta, além dos preços já estarem a nível elevado para o consumidor.

Citros: Fundecitrus estima safra de SP e Triângulo em 278,99 milhões

No dia 19 de maio, o Fundecitrus divulgou a sua primeira estimativa de safra do estado de São Paulo e do Triângulo Mineiro. Segundo a entidade, o cinturão citrícola deve colher 278,99 milhões de caixas de 40,8 kg de laranja na safra 2015/16, considerando-se todas as floradas ocorridas. Com a seca de 2014, o “pegamento” das primeira e da segunda floradas foi limitado em muitos pomares, mas a terceira e a quarta aberturas tiveram melhor desenvolvimento.

Ainda de acordo com o Fundecitrus, 28,78 milhões de caixas correspondem à terceira e a quarta floradas, que deverão ser colhidas no início de 2016. O Fundecitrus fará reestimativas em setembro e dezembro de 2015 e em fevereiro e abril de 2016. 

Ao assumir a responsabilidade pela estimativa de safra de laranja, o Fundecitrus presta importante contribuição ao setor. Em suas divulgações, há detalhamentos não contemplados no trabalho de outras entidades.

 Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Preço da nanica em SC cai pela sexta semana consecutiva

As cotações da banana nanica continuaram em baixa na última semana, mesmo com a baixa oferta. Segundo bananicultores, mesmo com queda na produtividade, há sobra de frutas em algumas roças. No Norte de Santa Catarina, a fruta desvalorizou 10% na semana passada frente à anterior, a R$ 0,30/kg. Com isso, a região chegou à sexta semana de queda consecutiva nas cotações desta variedade. Apenas no Vale do Ribeira (SP) os preços continuam estáveis, com o quilo da fruta a R$ 0,70.

Produtores esperavam que o mês de maio começasse com procura mais aquecida que a do mês anterior. Por outro lado, atacadistas informaram que a queda na demanda foi evidente e que o mercado “esfriou” na primeira quinzena de maio. Além da menor procura pela fruta, a maior oferta de frutas concorrentes, como a tangerina poncã, e a crise econômica continuam afetando o consumo.

Somadas a isso, as baixas temperaturas e as garoas em São Paulo fizeram as compras diminuírem na Ceagesp. Tanto produtores quanto atacadistas estão preocupados e desanimados com o mercado de banana nanica. Um aumento na oferta pode fazer com que as cotações cheguem a patamares abaixo do custo de produção.

Chuva de granizo prejudica lavouras em Sumaré

No último dia 10, o granizo atingiu algumas lavouras de tomate na região de Sumaré (SP). Outra região produtora de tomate, Reserva (PR), também sofreu com os efeitos do granizo no final de abril, fenômeno que causou perdas de 700 mil pés de tomate.
 
Os prejuízos em Sumaré ainda não foram contabilizados, porém produtores acreditam que houve perdas em torno de 300 mil pés. Algumas lavouras tiveram perda total, o que obrigou os tomateiros a acionarem o seguro. Já outras lavouras atingidas, onde ainda está sendo realizada a colheita, poderão produzir frutos de baixa qualidade.
 
O preço em Sumaré, que já se mostra elevado – a média da última semana foi de R$ 87,50/cx de 23 kg para o salada AA – poderá subir mais nesta semana, já que há uma tendência de nova redução na oferta.
Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Preço do tomate dispara 95% com menor oferta

Os preços do tomate dispararam 95% na última semana, fechando na Ceagesp a R$ 88,22/cx de 23 kg. Essa expressiva alta nos preços foi consequência da redução na oferta do produto, uma vez que a maturação esteve atrasada em todas as lavouras devido ao clima mais frio e às chuvas em algumas regiões. Segundo atacadistas, foi predominante a presença de tomates verdes nos boxes do atacado.

Outro fator que contribuiu com a diminuição na oferta foi o granizo na região de Reserva (PR) no final de abril, que destruiu cerca de 700 mil pés. No Sul de Minas, bactérias também acarretaram em perdas de aproximadamente 700 mil de pés. Para esta semana, as cotações tendem a continuar em patamares elevados, pois segundo a Somar Meteorologia, haverá chuvas na maioria das regiões que colhem no momento (Norte do Paraná, Mogi Guaçu e Sumaré/SP, Araguari/MG e Paty do Alferes/RJ), o que pode continuar segurando a maturação.

Granizo causa perdas de 700 mil pés de tomate em Reserva

Houve granizo na região de Reserva (PR) na segunda quinzena de abril, que segue para o fim da segunda parte da safra de verão. Ocorreram ainda fortes vendavais, que causaram perdas no total de 700 mil pés de tomate. Haviam 500 mil pés que já estavam sendo colhidos e mais 200 mil que ainda partiriam para o primeiro cacho – poucos desses pés era segurados. Deste modo, houve forte redução no volume ofertado nos mercados abastecidos por Reserva, como SP, MG, GO e Curitiba/PR, contribuindo com a alta significativa nos preços.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Sul encerra safra de cebola no azul

Produtores de Ituporanga (SC), uma das principais regiões produtoras de cebola do País, estão no fim da safra de cebola. Até a semana passada, os preços seguiram em bons patamares ao produtor. A média da cebola beneficiada foi de R$ 47,20/sc de 20 kg para a caixa 3, alta de 1,3% em relação à semana anterior. Já o preço médio do quilo do bulbo foi comercializado por R$ 2,00/kg.

Os últimos lotes ofertados em Ituporanga tiveram elevado descarte, devido ao longo período de armazenamento. Esse cenário ainda foi associado ao fato de, durante a temporada, o clima foi chuvoso e, com isso, aumentou o índice de doenças no pós-colheita. Apesar do elevado descarte, a qualidade dos bulbos da praça catarinense estava satisfatória nas últimas semanas, pois eram os bulbos colhidos até o final de janeiro, quando choveu em menos intensidade e, portanto, com menos problemas como bico d’água e podridão.

Com Ituporanga finalizando a safra, apenas alguns produtores do Vale do São Francisco têm oferecido a cebola, adiantando a colheita com a intenção de aproveitar os bons preços no mercado. No entanto, uma parte dos bulbos foi colhida antes de atingir o ciclo completo, e com isso não apresenta o padrão ideal de qualidade.

Por enquanto, a oferta de cebola do Nordeste é bem baixa. Até maio, produtores do Nordeste devem colher apenas 5% da área total da região deve ser colhida. O pico de oferta deverá ocorrer entre os meses de junho e julho, quando serão colhidos cerca de 50% do volume total da safra. Além do Nordeste, as praças de Piedade e Divinolândia (SP) devem dar início à sua colheita e comercialização de bulbinhos entre o final de maio e início de junho.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Preços da batata têm significativa alta com chuva e Semana Santa

As chuvas na semana passada nas regiões de Guarapuava (PR) e Água Doce (SC) paralisaram a colheita, reduzindo a oferta de batatas. Ambas as regiões estão colhendo o tubérculo da safra das águas 2014/15. O clima chuvoso, aliado aos feriados de Sexta-Feira Santa e de Páscoa, período quando há forte aumento na demanda por batatas para o preparo dos pratos típicos, como o bacalhau, gerou acentuado aumento dos preços do tubérculo no decorrer da última semana.

As cotações, inclusive, já vêm há meses em patamares elevados. Segundo atacadistas da Ceagesp, a expectativa era de demanda até maior nos últimos dias, mas possivelmente o patamar muito elevado dos valores da batata pôde ter freado um pouco o consumo. Na Ceagesp, houve aumento de 27,33% nas cotações no acumulado na semana passada em comparação com a anterior, e a batata ágata especial foi comercializada a média de R$ 102,77/cx de 50 kg. Já na ceasa de Belo Horizonte, a elevação foi de 21,72% nas cotações, fechando a semana a R$ 82,30/sc.

Venda de tahiti se aquece, mas preço pouco se altera

Os feriados na semana passada também movimentaram um pouco o mercado de lima ácida tahiti. A fruta é usada tanto como tempero quanto para o preparo de bebidas. Além disso, neste período, produtores costumam reduzir o volume colhido, impactando na oferta disponível.

Ainda assim, os preços da tahiti ficaram estáveis na semana passada, visto que a fruta paulista segue em período de pico de oferta. O valor médio da fruta foi de R$ 8,99/cx de 27 kg, colhida, no acumulado na semana. As indústrias de suco, por sua vez, seguem processando a tahiti, com valores entre R$ 12,00 e R$ 13,00/cx de 40,8 kg, colhida e posta na fábrica.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Após greve de caminhoneiros, HFs chegam em bons volumes na Ceagesp

Na última semana, aconteceu o que atacadistas receavam: após o término da greve dos caminhoneiros há duas semanas, entraram muitas cargas de frutas e hortaliças de uma vez, causando acúmulo nos boxes da Ceagesp. Esse cenário ocorreu principalmente nos mercado de cenoura e melão.

Com a maior disponibilidade dessas duas culturas, os preços estiveram menores na última semana. Na Ceagesp, a caixa de 29 kg de cenoura foi negociada a R$ 25,71, valor 14,3% menor em comparação com o da semana anterior. Quanto ao melão amarelo tipo 6-7, no acumulado da última semana (9 a 13 de março), foi negociado por R$ 20,67/cx de 13 kg, 3% a menos na mesma comparação.

Manifestações contra o governo influenciam mercado

As manifestações contra o atual governo ocorridas no último domingo (15) em várias cidades do País causaram receio ao setor de HF na última semana. No atacado de São Paulo (Ceagesp), agentes relataram que houve diminuição no volume de compra de muitos feirantes, que temiam por comercialização reduzida no domingo.

Na roça, alguns produtores adiantaram cargas enviadas São Paulo até sexta-feira passada (13). Outros arriscaram enviar no prazo, correndo o risco da carga ficar parada nas estradas, já que havia boatos de que caminhoneiros voltassem a realizar novos protestos. Porém, também houve cancelamentos de cargas por parte de compradores. As vendas de hortifrutícolas deverão ser retomadas normalmente nesta semana.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Tomate: Chuva reduz qualidade e preços caem

As chuvas foram bastante volumosas na última semana, aliviando a seca que assombra a hortifruticultura desde o início de 2014. Mesmo que bastante benéficas, as precipitações acabaram interferindo na qualidade do tomate. Conforme produtores e atacadistas consultados na semana passada, muitos frutos comercializados estiveram manchados, perdendo valor comercial.

Em Itapeva (SP), produtores informaram que, além de manchados, os tomates colhidos também apresentaram rachaduras, impossibilitando a negociação de considerável volume de frutos, que tiveram que ser descartados. Com isso, alguns produtores que iriam colher tomates ponteiros nas próximas semanas podem ficar um período sem colher um volume expressivo, já que a chuva prejudicou principalmente as lavouras médias e avançadas.

Com tomates de baixa qualidade sendo ofertados e o feriado prolongado de Carnaval, os preços recuaram na última semana. Nos dias seguintes ao recesso (19 e 20 de fevereiro), o preço médio na Ceagesp foi de R$ 44,61/cx de 18 kg, redução de 10,24% sobre os valores negociados na semana anterior.

Mais chuvas deverão ocorrer nesta semana, mas em volume bem menor ao ocorrido na última semana. Isso deve fazer com que o clima não interfira tanto na qualidade, e produtores avancem na colheita.

Batata: Com chuva em MG, preço sobe 50% no atacado de BH

Os preços da batata ágata especial no atacado de Belo Horizonte (MG) subiram significativamente na semana passada: 52,65% frente à semana anterior, e os tubérculos foram vendidos por R$ 128,18/sc de 50 kg (considerando os dias 19 e 20 de fevereiro). Já na Ceagesp as cotações do produto ficaram estáveis: R$ 100,38/sc.

A valorização ocorreu porque o atacado mineiro é abastecido principalmente pelas regiões produtoras do próprio estado (Sul de Minas e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba), onde a oferta foi escassa devido às precipitações que dificultaram a colheita nos últimos dias. O mercado de batata é bastante sensível durante o período de chuvas, as quais interrompem as atividades no campo.

Para a próxima semana, novas chuvas ocorrerão em todas as regiões produtoras, segundo a Somar Meteorologia, o que poderá continuar limitando a oferta de batata.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Alerta de mercado: Greve no ES faz preço do tomate subir 30% no atacado do RJ

Uma greve de caminhoneiros no Espírito Santo iniciada ontem, 09, dificultou o acesso de caminhões de tomate provenientes de Venda Nova do Imigrante (ES), que rumavam até o atacado da capital do Rio de Janeiro. Os caminhoneiros protestavam contra o aumento do preço da gasolina, o que acabou gerando congestionamentos na BR 101, na altura do km 427, no sul do estado capixaba.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a greve perdurava pelo menos até a manhã desta terça-feira, 10. Com menos carregamento de tomate, atacadistas da ceasa fluminense informaram ao Cepea que tiveram que elevar os preços de venda. Nesta terça, os valores subiram 29%, indo de R$ 41,00/cx de 22 kg negociada ontem para os atuais R$ 56,00/cx.

Produtores de Venda Nova do Imigrante, uma das principais regiões capixabas produtoras de tomate, estão em pleno pico de colheita de tomate da safra de verão 2014/15.  

Por Erika Nunes Duarte e Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Granizo ocorre em pomares de maçã no Sul

O Sul do País registrou ocorrência de granizo na última semana. Segundo colaboradores, as cidades mais atingidas pelo fenômeno climático foram Vacaria (RS) e Bom Jesus (SC), cidades que apresentam quantidade significativa de pomares de maçãs.

Ainda não se sabe ao certo qual será a consequência do ocorrido e se haverá perda significativa da maçã gala. Contudo, espera-se que a maçã fuji, caso atingida pelo granizo, ainda possa se recuperar dos danos na casca, tendo em vista que a mesma deverá ser colhida apenas em março. Até o momento, o início da temporada 2014/15 tem apresentado maçãs de boa qualidade, superior à da safra do ano passado.

Preço do tomate dispara 80% na Ceagesp

A oferta de tomate reduziu drasticamente na última semana. Devido à maturação acelerada nas semanas anteriores, produtores de todas as roças que colhem no momento reduziram o ritmo de colheita. Em Caçador (SC), produtores chegaram a ficar dois dias sem colher, uma vez que o fruto ainda não estava pronto para ser comercializado.

A redução de oferta gerou expressiva elevação de 80% nas cotações na semana passada em comparação com a anterior, com o tomate salada AA comercializado à média de R$ 65,28/cx de 18 kg na Ceagesp. Para esta semana, espera-se que as cotações continuem em patamares elevados.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Batata: Preço recua neste início de ano, mas continua em bons patamares

Após alcançar expressivos R$ 200,00/sc nas semanas do Natal e Ano Novo, o preço da batata recuou na primeira semana de 2015. Mesmo assim, os valores ainda são bastante atrativos ao bataticultor. O produto foi negociado na Ceagesp a R$ 125,28/sc de 50 kg na média de 5 a 9 de janeiro. Os elevados preços do tubérculo são consequência das chuvas intensas que ocorreram nas lavouras, especialmente nas do Sul do País, nas últimas semanas do ano. Quando há precipitações, as atividades de campo são praticamente paralisadas, o que reduz significativamente a oferta de batata no mercado.

Para esta semana, a previsão é de que não ocorram grandes mudanças nos valores. Embora haja previsão de chuva para o Sul nos próximos dias, esta deve ser bem distribuída, não interferindo na colheita. Desta forma, produtores do Paraná que ainda não terminaram a colheita, poderão trabalhar no campo normalmente e encerrar as atividades ainda neste mês – boa parte dos agricultores paranaenses já encerrou a safra em dezembro.

Enquanto bataticultores do Paraná estão para finalizar a temporada, os de Bom Jesus (RS) e Água Doce (SC) devem começar os trabalhos de campo ainda nesta semana. Em Bom Jesus, produtores relatam que o excesso de chuva, granizo e calor causaram danos às lavouras, reduzindo a produtividade em pelo menos 20%. Já em Água Doce, não houve problemas significativos, apenas falta de chuvas em alguns momentos, mas foi compensada com irrigação.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil