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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Com chuva, preço do tomate quase dobra

As chuvas que atingiram as principais regiões produtoras de tomate já começam a impactar nos preços, que estão quase o dobro dos valores da semana passada. Segundo colaboradores do Cepea, as atividades de colheita estão limitadas pelas precipitações, reduzindo a oferta do produto.

Na cidade de Sumaré (SP), por exemplo, as precipitações totalizaram 59,7 mm entre os dias 1º e 4 de novembro, segundo a Somar Meteorologia. Em Araguari (MG), o volume é de 64,8 mm, enquanto em Mogi Guaçu totalizou 48,5 mm.

Assim, a menor oferta geral, somada à aproximação do final de colheita em algumas praças, elevou os preços no atacado paulistano. A média do tomate 2A comercializado na Ceagesp hoje, 05, foi de R$ 56,67/kg, aumento de 89% em relação à sexta-feira da semana passada.

Por Fernanda Geraldini Palmieri

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

800 mil pés de tomate são perdidos com granizo em Sumaré

 
Ocorreu granizo na região de Sumaré (SP) na quinta feira (22), que comprometeu boa parte da produção de tomate da segunda parte da temporada de inverno. Segundo relatos dos produtores, a princípio 800 mil dos 2 milhões de pés correspondentes à segunda parte da safra foram perdidos (40% do total cultivado no período), trazendo prejuízo para quase todos os produtores da região.

A maior parte dos produtores da região possui algum tipo de seguro para produção, mas, mesmo assim, estão desestimulados para novos investimentos.

Produtores indicam que haverá uma redução de cerca de 10 caminhões de tomate ofertados por dia devido ao ocorrido, fazendo com que a oferta em Sumaré fique comprometida até o fim safra, em dezembro. Produtores que não tiveram sua produção afetada pelo granizo e têm produção para vender podem se beneficiar com melhores preços, mas consumidores terão que arcar com preços mais altos nas gôndolas.

Proibição de Paraquat preocupa produtores de banana

Um dos assuntos bastante comentados na mídia nesta foi a proibição do Paraquat pela Anvisa, um herbicida que é amplamente utilizado na agricultura brasileira, inclusive na produção de hortifrutícolas. Segundo alguns estudos, o contato com este produto traz prejuízos à saúde.

Alguns produtores de banana foram consultados pelo Cepea para comentar sobre a proibição do herbicida. Alguns deles estão preocupados com a possível proibição. Segundo eles, o herbicida não tem um substituto único. Dessa forma, teria que ser substituído por uma série de outros produtos.

Isso acarretaria em um aumento no custo de produção. Vale ressaltar que, em 2015, outros fatores já estão elevando o custo de produção no setor de HF, como a elevada taxa de câmbio e a alta nos preços dos combustíveis e da energia elétrica.
 
Equipe Hortifruti Brasil


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Preço da nanica em SC cai pela sexta semana consecutiva

As cotações da banana nanica continuaram em baixa na última semana, mesmo com a baixa oferta. Segundo bananicultores, mesmo com queda na produtividade, há sobra de frutas em algumas roças. No Norte de Santa Catarina, a fruta desvalorizou 10% na semana passada frente à anterior, a R$ 0,30/kg. Com isso, a região chegou à sexta semana de queda consecutiva nas cotações desta variedade. Apenas no Vale do Ribeira (SP) os preços continuam estáveis, com o quilo da fruta a R$ 0,70.

Produtores esperavam que o mês de maio começasse com procura mais aquecida que a do mês anterior. Por outro lado, atacadistas informaram que a queda na demanda foi evidente e que o mercado “esfriou” na primeira quinzena de maio. Além da menor procura pela fruta, a maior oferta de frutas concorrentes, como a tangerina poncã, e a crise econômica continuam afetando o consumo.

Somadas a isso, as baixas temperaturas e as garoas em São Paulo fizeram as compras diminuírem na Ceagesp. Tanto produtores quanto atacadistas estão preocupados e desanimados com o mercado de banana nanica. Um aumento na oferta pode fazer com que as cotações cheguem a patamares abaixo do custo de produção.

Chuva de granizo prejudica lavouras em Sumaré

No último dia 10, o granizo atingiu algumas lavouras de tomate na região de Sumaré (SP). Outra região produtora de tomate, Reserva (PR), também sofreu com os efeitos do granizo no final de abril, fenômeno que causou perdas de 700 mil pés de tomate.
 
Os prejuízos em Sumaré ainda não foram contabilizados, porém produtores acreditam que houve perdas em torno de 300 mil pés. Algumas lavouras tiveram perda total, o que obrigou os tomateiros a acionarem o seguro. Já outras lavouras atingidas, onde ainda está sendo realizada a colheita, poderão produzir frutos de baixa qualidade.
 
O preço em Sumaré, que já se mostra elevado – a média da última semana foi de R$ 87,50/cx de 23 kg para o salada AA – poderá subir mais nesta semana, já que há uma tendência de nova redução na oferta.
Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Folhosas: Com seca, produtor pode optar pela hidroponia

A seca continua preocupando os produtores de folhosas das regiões de Mogi das Cruzes e Ibiúna (SP). A situação crítica de falta de água é consequência do volume de água reduzido do Alto Tietê, já que não chove um volume expressivo desde abril. Assim, a solução que alguns produtores relataram para essa problemática foi a possibilidade de troca de alface na terra por cultivo de alface hidropônica, que reutiliza água durante o ciclo, enquanto, de outros produtores, por outras culturas, como brócolis e milho.

 

Tomate: Produtores de Sumaré negociam para continuar irrigação

Não há previsão de chuvas para as principais regiões produtoras de tomate nesta semana. Essa condição pode atrapalhar ainda mais o transplantio de mudas em Sumaré (SP), região que enfrenta problemas com falta d’água há algumas semanas.

Segundo colaboradores, a prefeitura da cidade está tentando tomar posse das represas particulares que abastecem, entre outros, os produtores de tomate da região, e direcioná-las para o abastecimento de água da população, o que desfavoreceria ainda mais a produção na região. Produtores estão em negociação para poderem utilizar pelo menos metade das represas disponíveis.

Maçã: Com dormência, “frio” é contabilizado

Com a chegada do inverno no Brasil, os pomares de maçã do Sul do País estão entrando em período de dormência. Na última semana, a maior parte dos pomares de Fraiburgo e São Joaquim (SC) e Vacaria (RS) já estava em dormência. As atividades de campo de inverno (podas de formação e produção, manejo das plantas de cobertura do solo e arqueamento de ramos da macieira) têm se intensificado, devido à condição climatológica favorável – na última semana de junho, por outro lado, choveu bom volume no Sul, atrasando essas atividades.

Com os pomares em dormência, começou a ser realizada, também, a contagem de horas de frio ou unidades de frio (UF), considerando temperaturas iguais ou abaixo a 7,2°C. São necessárias de 500 a 600 horas de frio ou 1.040 a 1.155 UF para uma brotação uniforme na primavera.

Laranja: Primeiro Pepro de 14/15 tem arremate de apenas 45% dos lotes

O primeiro leilão de Pepro da safra 2014/15 foi realizado quinta, 10, pelo Governo Federal e teve arremate de apenas 45% dos prêmios ofertados. Já era esperado esse cenário, visto que muitos produtores não tiveram tempo hábil para o preparo da documentação.

Ao todo, foram arrematados prêmios para 1,351 milhão de caixas, sendo oferecidos exclusivamente para citricultores do estado de São Paulo. O prêmio inicial, de R$ 3,53/caixa, foi mantido, visto que a adesão foi menor que o volume ofertado.

A expectativa é que o próximo leilão ocorra ainda neste mês, o que pode permitir maior adesão nas operações. Produtores consideraram benéfica a iniciativa, visto que deve proporcionar uma melhora na remuneração da temporada, principalmente para os pequenos e médios citricultores.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tomate: Safra de Sumaré é ameaçada pela seca


Sumaré (SP) é uma das regiões que iriam iniciar, agora em julho, o transplantio de suas mudas de tomate da segunda parte da safra de inverno. Porém, o município está sendo ameaçado pela seca. Produtores da região, que já prepararam seus solos e já compraram suas mudas, talvez não poderão utilizar a água dos reservatórios para irrigação.

Caso isso aconteça, a maior parte dos produtores alega que não irá realizar o transplantio, uma vez que sem água há risco elevado de perder as plantas no campo. A informação de que produtores poderão ou não usar a água dos reservatórios será confirmada nesta semana.

Mesmo com início do mês, vendas são fracas

As vendas de frutas e hortaliças melhoraram um pouco do final de semana para cá, mas nem se compara com as negociações que normalmente ocorrem no início do mês.

As temperaturas mais baixas por conta da estação do frio, feriados, a realização da Copa do Mundo no Brasil e a antecipação das férias escolares são os fatores que deixam o mercado mais fraco.

Como parte dos consumidores deve receber os salários ainda esta semana, é possível que as negociações ainda ganhem um pouco de ritmo nos próximos dias. Mas muitos colaboradores consultados pela Hortifruti Brasil acreditam que apenas no final de julho/início de agosto é que as vendas podem ganhar fôlego com o retorno das aulas.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vento e chuva prejudicam regiões produtoras de tomate

Os fortes ventos e a chuva ocorridos no penúltimo fim-de-semana trouxeram prejuízos às lavouras de tomate na região de Sumaré (SP). As fortes rajadas causaram a queda das plantas estacadas. Produtores da região estimam que as perdas devam chegar a 15% do total da área cultivada.

A região fluminense de Paty de Alferes, que também sofreu com fortes chuvas de granizo na semana retrasada, contabilizou perdas de aproximadamente 50% de sua produção de tomate.

Tanto Sumaré quanto Paty do Alferes estão colhendo a segunda parte da safra de inverno de tomates, que iniciou em outubro e deve se estender até o final do ano.

O clima também trouxe impacto, mas em menor proporção, ao mercado consumidor de frutas e hortaliças, no geral. As temperaturas mais amenas registradas nos últimos dias aliadas ao feriado de Finados afastaram um poucos os consumidores do mercado. O mercado ainda é atrativo nesta semana, visto que ainda é período de recebimento dos salários e o mercado pode ser movimentado.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Chove granizo em lavoura de tomate de Sumaré


A região de Sumaré (SP), onde há produção de tomate, foi atingida mais uma vez por chuva de granizo ocorrida no último dia 15. Produtores locais estimam que 6,7% da área total da região foi atingida com o fenômeno climático.

Somando o cultivo perdido com granizo do dia 15 com o já ocorrido em abril, além da redução de plantio para esta safra, o número de plantas cultivada nesta safra já é 20% menor que no mesmo período de 2010. Assim, Sumaré deve ofertar menos tomates durante esta temporada.

Frio colabora para qualidade dos hortifrutis

Por mais que a temporada de frio reduza o consumo de hortifrutícolas, especialmente de frutas, as temperaturas mais baixas são favoráveis para o controle da oferta, evitando queda de preço muito bruscas ao produtor, como também colabora para a boa fitossanidade dos frutos.

Nos últimos dias, produtores de mamão, tomate e manga notaram que a maturação dos frutos esteve mais controlada com as temperaturas mais frescas. Aliada ao tempo frio, a ausência de chuva colabora para a qualidade do produto. Isso contribuiu inclusive para a redução nas doenças, como da requeima e da canela-preta em batata, doenças comuns em época de elevada umidade.

A previsão é que as temperaturas continuem amenas nesta semana, mantendo a maturação controlada dos hortifrutícolas. Como é a última semana do mês, neste período normalmente as vendas desaquecem, havendo, portanto, possibilidade de cotações estáveis nesta semana ou, até mesmo, ligeira queda.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil