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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Minuto HF: A chuva de janeiro e os impactos nos HFs (janeiro 2016)

 
Neste primeiro Minuto HF de 2016, a Hortifruti Brasil detalha os impactos da chuvas ocorridas em janeiro em várias regiões produtoras de frutas e hortaliças.

Apesar de serem essenciais à produção, as precipitações causaram alguns prejuízos ao setor, e são motivo de alerta agora em fevereiro.

Assista:
tinyurl.com/minutohf1
 
Equipe Hortifruti Brasil
 
 


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Produção de HF no PR segue prejudicada com chuva

As chuvas em excesso têm prejudicado a produção hortifrutícola no estado do Paraná. Em novembro, por exemplo, o volume de chuvas no acumulado do mês passado foi de 432 mm em Marilândia do Sul, Apucarana e Califórnia (PR), segundo a Somar Meteorologia - regiões tradicionais no cultivo de cenoura. Com a elevada umidade, a produtividade das lavouras da raiz reduziu para 50,27 t/ha.

O plantio nas lavouras de cenoura do Paraná também foi dificultado, devido à dificuldade de preparo do solo. Além disso, também houve problemas na colheita, o que pode fazer com que haja atraso no calendário da safra de verão 2015/16.

Diante deste cenário, dezembro começou com preços elevados. A cenoura "suja" de 29 kg foi comercializada à R$ 21,33 na primeira semana deste mês, 25,5% a mais em comparação à última semana de novembro.

Produtores de uva de Marialva e do Norte do Paraná relataram aumento das perdas desta safra, em função das constantes chuvas que atingem o estado. Especificamente na última semana, rachaduras nas bagas têm sido o principal problema, pressionando as cotações.

Além disso, a necessidade de constantes limpezas nas videiras, como retiradas de folhas e bagas podres, tem elevado os custos com mão de obra, prejudicando ainda mais a rentabilidade do produtor.

Mais chuvas poderão ocorrer no Paraná nesta semana, as quais devem continuam interferindo na produção de HFs.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Com chuva, preço do tomate quase dobra

As chuvas que atingiram as principais regiões produtoras de tomate já começam a impactar nos preços, que estão quase o dobro dos valores da semana passada. Segundo colaboradores do Cepea, as atividades de colheita estão limitadas pelas precipitações, reduzindo a oferta do produto.

Na cidade de Sumaré (SP), por exemplo, as precipitações totalizaram 59,7 mm entre os dias 1º e 4 de novembro, segundo a Somar Meteorologia. Em Araguari (MG), o volume é de 64,8 mm, enquanto em Mogi Guaçu totalizou 48,5 mm.

Assim, a menor oferta geral, somada à aproximação do final de colheita em algumas praças, elevou os preços no atacado paulistano. A média do tomate 2A comercializado na Ceagesp hoje, 05, foi de R$ 56,67/kg, aumento de 89% em relação à sexta-feira da semana passada.

Por Fernanda Geraldini Palmieri

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Clima eleva preço da batata, mas pressiona o de tomate

 
Os preços da batata aumentaram na semana passada por conta das chuvas intensas, que desaceleraram a colheita principalmente nas regiões do Sul de Minas e Vargem Grande do Sul (SP). Na média semanal, o tubérculo foi comercializado na Ceagesp a R$ 76,07/sc de 50 kg, aumento de 20,82% sobre a semana anterior.

As precipitações devem continuar interferindo nas atividades de campo nesta semana, uma vez que as previsões indicam mais uma semana chuvosa nas roças. Nas regiões paulistas – Vargem Grande do Sul e Sudoeste Paulista – pode chover acima de 40 mm, enquanto no Sul de Minas pode superar os 61 mm. Até em regiões onde a seca ainda predominava, como na Chapada Diamantina, também pode chover, mas em volume bem menor, de 7 mm.

Além de interferir na colheita, o clima chuvoso também tem afetado o plantio nas regiões de Água Doce (SC) e Bom Jesus (RS). Produtores dessas praças já estimam atraso de 15 dias nos trabalhos e, se as chuvas persistirem em outubro, pode haver alteração no calendário de colheita.

Já no caso do tomate, o cenário foi um pouco diferente. As elevadas temperaturas nas roças permitiram uma maturação avançada do produto, aumentando a oferta no mercado. Com isso, houve redução de 44% nas cotações do tomate salada 2A, que foi negociado a R$ 23,60/cx de 22 kg na Ceagesp. Além de aumentar a oferta, o tempo quente acabou reduzindo a qualidade do tomate.

Assim como nas lavouras de batata, também pode chover nas de tomate nos próximos dias em Mogi Guaçu e Sumaré (SP), norte do Paraná, Venda Nova do Imigrante (ES), São José de Ubá e Paty do Alferes (RJ) e também na Chapada Diamantina, ainda que nesta última região de forma menos intensa.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Chuvas fortes trazem problemas à produção de HFs


As chuvas voltaram com força na última semana em várias regiões do Brasil. As precipitações atingiram regiões produtoras de HF do Sul e Sudeste, como as de batata, melancia e uva.

Na última semana, o preço da batata na Ceagesp disparou 87% com as chuvas, a R$ 146,17/sc de 50 kg. Além do clima chuvoso, o Sudoeste Paulista entrou em período de entressafra, o que resultou na redução ainda maior da oferta do tubérculo. Além disso, Vargem Grande do Sul não apresenta sinais de que tenha uma área muito grande para ser ofertada ainda nessa temporada.

As fortes chuvas vieram acompanhadas de ventos e granizo em algumas lavouras de melancia de Oscar Bressane, por exemplo, onde choveu entre os dias 7 e 10 deste mês o equivalente a 67% da média climatológica para todo mês de setembro, enquanto que em Marília choveu 70% da média mensal. Segundo agentes, houve prejuízos em algumas lavouras de melancia da região, inclusive com casos de perda de 100% da área plantada. Em outras áreas, por outro lado, os danos foram apenas avarias na casca e/ou perda de folhas e flores.

O clima úmido também afetou a uva da região de Jales (SP). A cotação das uvas finas, como benitaka e itália, foi inferior à da semana anterior devido às chuvas e o frio, afetando o desenvolvimento das bagas. Viticultores relataram que, se continuar chovendo significativamente na região, essas variedades podem ser ainda mais prejudicadas, causando rachaduras, doenças fúngicas e até podridão.

Segundo as previsões meteorológicas, pode continuar chovendo nas regiões produtoras nesta semana, mas de forma menos intensa.

De qualquer forma, especialmente produtores do Sul do País, estavam atentos com o avanço de uma intensa massa de ar frio que chegava no Sul no fim da última semana, que prometia provocar fortes rajadas de vento e declínio acentuado das temperaturas. As previsões indicavam, ainda, que o final de semana que passou poderia ser o mais frio do ano, com possibilidade de geada moderada a forte em algumas regiões. Os impactos desta massa de ar devem ser sentidos nos próximos dias.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Preço da cebola tem acentuada queda, mas ainda é atrativo ao produtor


Após a crescente alta dos preços da cebola em 2015, parece que, agora, o mercado tende a caminhar para o caminho inverso. Na última semana, todas as regiões que estão em colheita tiveram significativa queda nas cotações.

A praça onde houve maior desvalorização do bulbo foi em Irecê (BA), de 26,1%, fechando a semana com preço médio de R$ 2,59/kg. Em Monte Alto (SP), o preço do quilo ao produtor foi de R$ 3,38 na semana passada, queda de 11,6% em relação à semana anterior, enquanto que, em São José do Rio Pardo, o valor foi de R$ 3,15/kg, queda de 19,1% na mesma comparação.

Mesmo em queda, os atuais preços da cebola ainda são considerados bastante remuneradores ao produtor. No mercado, por sua vez, muitos consumidores estão reticentes quanto às compras de cebola, já que os valores apresentado nas gôndolas estão bastante elevados.

A tendência é que neste segundo semestre as cotações reduzam por conta do aumento de oferta em outras importantes regiões produtores de cebola do País, como o Vale do São Francisco e Rio Grande do Norte.

Ainda no setor de cebola, as fortes chuvas ocorridas no Sul do País têm prejudicado o plantio e desenvolvimento dos bulbos. Em Ituporanga (SC) e Irati (PR), a maior parte da área já foi plantada, e a chuva prejudicou a qualidade e aparência das lavouras que já germinaram. Porém ainda não há previsão do quanto isso pode comprometer o resultado final da safra de ambas as regiões. Lebon Régis (SC) e São José do Norte (RS) ainda não terminaram o plantio, e as chuvas ainda podem comprometer o calendário da safra.

A previsão climática indica mais chuvas nas lavouras de cebola a partir de quarta-feira, 22. A previsão de um El Niño com forte intensidade nesse ano pode continuar afetando as áreas de cebola do Sul.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Chuva interfere na colheita de HFs de Sul a Nordeste, reduzindo oferta no mercado


Vem mais chuva por aí! As atividades de colheita poderão ser limitadas pelas precipitações previstas para esta semana em estados do Sul e do Sudeste. Dependendo da intensidade das chuvas, produtores de hortaliças como cebola, batata tomate, e de frutas, como uva e melão, poderão ter que reduzir os trabalhos de campo, uma vez que a umidade dificulta o acesso ao campo. Assim, a oferta desses produtos pode ser menor no mercado nos próximos dias. Além disso, a umidade pode favorecer o surgimento de doenças fúngicas e também reduzir o ritmo de maturação.

A chuva pode atrasar a colheita de cebola em Monte Alto/São José do Rio Pardo (SP) e diminuir o volume que seria ofertado nos próximos dias. Desta forma, esta será mais uma semana de preços elevados de cebola.

A colheita de batata também poderá ser limitada no Paraná, em São Paulo e no Sul de Minas Gerais. Em Ibiraiaras/Santa Maria (RS), no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e em Cristalina (GO), deve chover de forma distribuída, de forma que não comprometerá tanto a colheita.

O tomate também não deve escapar das chuvas, e produtores podem ter que frear o ritmo de colheita em Araguari (MG), Sumaré e Mogi Guaçu (SP), Norte do Paraná, Venda Nova do Imigrante (ES) e São José de Ubá e Paty do Alferes (RJ). Além de atrasar a colheita, o tempo frio ainda reduz a maturação do tomate.

Produtores de uva de Jales (SP) esperavam que os problemas decorrentes das chuvas durante as podas acarretassem em problemas na qualidade. Entretanto, até o momento, a qualidade da uva local é considerada satisfatória por agentes. Contudo, a precipitação acabou afetando a quantidade de cachos por pé, podendo impactar na produtividade média da safra deste ano na região.

Em Natal (RN), produtores de mamão havaí estão recebendo chuvas constantes. Com isso, o manejo e a colheita estão prejudicados, causando redução na oferta da fruta. Além disso, as chuvas contínuas prejudicam a pulverização de fungicidas. Assim, há risco de aparecimento de doenças fúngicas nos mamoeiros.

O outono e inverno de 2015 têm sido um pouco mais úmidos neste ano por conta da atuação do El Niño no País. O fenômeno causa chuva acima da média no Sul e seca em boa parte do Nordeste. Para o Sudeste, as precipitações e as temperaturas também podem ficar acima da média na estação do frio, mas a intensidade do fenômeno ainda é incerta.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Preço do tomate dispara 95% com menor oferta

Os preços do tomate dispararam 95% na última semana, fechando na Ceagesp a R$ 88,22/cx de 23 kg. Essa expressiva alta nos preços foi consequência da redução na oferta do produto, uma vez que a maturação esteve atrasada em todas as lavouras devido ao clima mais frio e às chuvas em algumas regiões. Segundo atacadistas, foi predominante a presença de tomates verdes nos boxes do atacado.

Outro fator que contribuiu com a diminuição na oferta foi o granizo na região de Reserva (PR) no final de abril, que destruiu cerca de 700 mil pés. No Sul de Minas, bactérias também acarretaram em perdas de aproximadamente 700 mil de pés. Para esta semana, as cotações tendem a continuar em patamares elevados, pois segundo a Somar Meteorologia, haverá chuvas na maioria das regiões que colhem no momento (Norte do Paraná, Mogi Guaçu e Sumaré/SP, Araguari/MG e Paty do Alferes/RJ), o que pode continuar segurando a maturação.

Granizo causa perdas de 700 mil pés de tomate em Reserva

Houve granizo na região de Reserva (PR) na segunda quinzena de abril, que segue para o fim da segunda parte da safra de verão. Ocorreram ainda fortes vendavais, que causaram perdas no total de 700 mil pés de tomate. Haviam 500 mil pés que já estavam sendo colhidos e mais 200 mil que ainda partiriam para o primeiro cacho – poucos desses pés era segurados. Deste modo, houve forte redução no volume ofertado nos mercados abastecidos por Reserva, como SP, MG, GO e Curitiba/PR, contribuindo com a alta significativa nos preços.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Chuvas em GO afetam produção de melancia e cenoura

As chuvas fortes ao longo do mês de abril causaram problemas em algumas lavouras de melancia em Goiás, reduzindo a qualidade das frutas. No entanto, produtores não reportaram perdas na produção. Com previsão de queda no volume das chuvas nesta semana no estado, a qualidade, o escoamento e oferta em Goiás podem melhorar daqui para a frente. O volume de chuvas deve ser baixo na primeira semana de maio para as regiões produtoras de melancia em Uruana (GO). O volume acumulado semanal deve chegar a 10 mm, o que pode favorecer a colheita e aumentar a oferta local.

As chuvas em Goiás no mês passado também dificultaram o desenvolvimento normal das cenouras. Conforme explicação de produtores, com elevada umidade as raízes não “afundam” na terra e nem engrossam, deixando-as com aparência fina e miúda, além de criar ambiente propício para o desenvolvimento de “mela”. Diante deste cenário, a oferta de cenouras goianas em maio seja menor por conta da redução na produtividade.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil





segunda-feira, 23 de março de 2015

Chuva interfere no plantio de cebola e na colheita de manga em SP

Produtores de cebola de São José do Rio Pardo e Monte Alto (SP) iniciaram o plantio da nova safra há 15 dias. Tem chovido significativamente em todo o estado nas últimas semanas, o que tem amenizado a forte seca que o estado se encontrava. Porém, as precipitações podem vir a atrasar o calendário paulista.

Para que o plantio ocorra normalmente, é importante que as chuvas sejam um pouco menos volumosas nos próximos dias, apenas o necessário que permita os cebolicultores a continuar as atividades. Entretanto, segundo as previsões da Somar Meteorologia, esta será mais uma semana chuvosa em ambas as praças paulistas. A área, por sua vez, não deverá aumentar nesta temporada, podendo até mesmo cair. Isso porque produtores têm encontrados dificuldades em conseguir crédito e financiamentos nos bancos.

Caso as atividades de plantio ocorram conforme o calendário planejado, a expectativa é que a colheita de cebola em São José do Rio Pardo e Monte Alto seja realizada em julho, atingindo pico de safra em agosto.

Manga paulista é prejudicada pela chuva

O clima chuvoso em São Paulo também interferiu no setor de manga. A umidade tem prejudicado a qualidade das poucas mangas que restam nos pomares de Monte Alto/Taquaritinga. Segundo produtores, a fruta está manchada e, devido às frequentes chuvas que estão ocorrendo nas últimas semanas, torna-se difícil o tratamento fitossanitário.

Mesmo assim, com a baixa disponibilidade de manga na região, produtores estão conseguindo escoar suas frutas com facilidade ao mercado. Além disso e como de costume, as vendas para a indústria aumentaram no final da safra, mas com a baixa oferta de manga da região, a indústria está processando a fruta apenas uma vez por semana. Das frutas que estão nos pés, restam as variedades palmer e keitt para serem colhidas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Tomate: Chuva reduz qualidade e preços caem

As chuvas foram bastante volumosas na última semana, aliviando a seca que assombra a hortifruticultura desde o início de 2014. Mesmo que bastante benéficas, as precipitações acabaram interferindo na qualidade do tomate. Conforme produtores e atacadistas consultados na semana passada, muitos frutos comercializados estiveram manchados, perdendo valor comercial.

Em Itapeva (SP), produtores informaram que, além de manchados, os tomates colhidos também apresentaram rachaduras, impossibilitando a negociação de considerável volume de frutos, que tiveram que ser descartados. Com isso, alguns produtores que iriam colher tomates ponteiros nas próximas semanas podem ficar um período sem colher um volume expressivo, já que a chuva prejudicou principalmente as lavouras médias e avançadas.

Com tomates de baixa qualidade sendo ofertados e o feriado prolongado de Carnaval, os preços recuaram na última semana. Nos dias seguintes ao recesso (19 e 20 de fevereiro), o preço médio na Ceagesp foi de R$ 44,61/cx de 18 kg, redução de 10,24% sobre os valores negociados na semana anterior.

Mais chuvas deverão ocorrer nesta semana, mas em volume bem menor ao ocorrido na última semana. Isso deve fazer com que o clima não interfira tanto na qualidade, e produtores avancem na colheita.

Batata: Com chuva em MG, preço sobe 50% no atacado de BH

Os preços da batata ágata especial no atacado de Belo Horizonte (MG) subiram significativamente na semana passada: 52,65% frente à semana anterior, e os tubérculos foram vendidos por R$ 128,18/sc de 50 kg (considerando os dias 19 e 20 de fevereiro). Já na Ceagesp as cotações do produto ficaram estáveis: R$ 100,38/sc.

A valorização ocorreu porque o atacado mineiro é abastecido principalmente pelas regiões produtoras do próprio estado (Sul de Minas e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba), onde a oferta foi escassa devido às precipitações que dificultaram a colheita nos últimos dias. O mercado de batata é bastante sensível durante o período de chuvas, as quais interrompem as atividades no campo.

Para a próxima semana, novas chuvas ocorrerão em todas as regiões produtoras, segundo a Somar Meteorologia, o que poderá continuar limitando a oferta de batata.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Estiagem afeta produtividade de mamão e banana

Os efeitos da severa estiagem pelo segundo ano consecutivo no Sudeste e, por pelo menos, três anos no Nordeste podem ter trazido prejuízos irreversíveis para a produção de frutas, como é o caso do mamão e da banana. 

A seca tem causado problemas na irrigação nas lavouras do mamão no Espírito Santo e no Sul da Bahia, principais polos produtoras da fruta. Segundo produtores, o nível da água em poços e rios está muito baixo. Dessa forma, a pressão da água bombeada é menor. Com a falta de água e as altas temperaturas, o mamoeiro não “segura” a florada. Assim, a produtividade daqui dois meses deverá ser menor. Tal situação ocorrerá mesmo que haja um volume considerável de precipitação até março/abril.

A produção de banana também pode ser afetada com a falta de chuva. Algumas regiões têm mantido a produção com base na irrigação. Apesar disso, produtores estão preocupados de que tenha racionamento na água utilizada para a irrigação, em regiões como Bom Jesus da Lapa (BA), Norte de Minas Gerais e Vale do São Francisco (BA/PE). Em caso de racionamento para a irrigação em uma dessas regiões, o mercado como um todo pode ser afetado. A falta de água preocupa produtores, pois pode afetar a qualidade da fruta produzida. Sem água, a banana não “engorda” e perde valor comercial, além de reduzir a produtividade.

Chuva pode interferir na colheita nesta semana

Bastante esperadas, as chuvas previstas para esta semana podem contribuir para recuperar um pouco o nível dos reservatórios. Mas, por outro lado, produtores podem ter dificuldades para avançar nas atividades de campo.

Em praticamente todas as regiões produtoras de batata que colhem no momento receberão chuvas, segundo a Somar Meteorologia. São elas: Chapada Diamantina (BA), Guarapuava (PR), Bom Jesus (RS), Água Doce (SC), Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Sul de Minas Gerais.

A colheita da cebola também pode atrasar um pouco. Deverá chover nas roças de Lebon Régis (SC) e nas do Nordeste nos próximos dias.

A colheita de maçã fuji está a todo vapor no Sul, mesmo com as chuvas, as quais têm sido benéficas para o desenvolvimento das frutas. Com o regime de chuva regular no Sul, a previsão inicial de produtores é de que a safra seja de melhor qualidade, com frutas mais graúdas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Calor impulsiona consumo por frutas “refrescantes”

Foto: Reprodução
As elevadas temperaturas registradas neste início de ano contribuíram para o aumento da procura por frutas em atacados e varejos de todo o País. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) demonstram ser este o verão mais quente já registrado nos últimos 72 anos da série histórica referente ao clima da cidade de São Paulo, grande centro consumidor de HFs, o que faz com que as frutas consideradas “refrescantes”, como é o caso da melancia e do melão, ganhem destaque e sejam consumidas com maior frequência.

Em função da maior demanda, foram registradas altas nas cotações dessas frutas. Na última semana, melão o amarelo tipo 6 e 7 teve valorização de 9% frente à semana anterior, comercializado na média de 28,50/cx de 13 kg. Praticamente todo o melão que chegou ao atacado foi comercializado.

Os preços da melancia também subiram expressivamente. A alta foi de R$ 13,6% na semana passada na Ceagesp, negociada a R$ 1,34/kg (melancia graúda >12 kg). O aumento dos valores da melancia se deram também pela oferta restrita: o Sul está praticamente abastecendo sozinho o mercado com esta fruta.

Chuvas voltam ao Sudeste e Nordeste

Importante polo produtor de frutas e hortaliças, o Nordeste deve receber chuvas nesta semana. Em Irecê (BA), a previsão é de 18 mm de chuvas no acumulado da semana, segundo a Climatempo. O Vale do São Francisco também será favorecido pela chuva, ainda que em menor volume, com cerca de 40 mm. A região vem sofrendo com a falta de chuva há pelo menos três anos, comprometendo a produtividade da hortifruticultura e reduzindo atividades no campo, como a irrigação.

No Sudeste, as chuvas também ocorrerão de forma mais intensa nos próximos dias. Segundo a Somar Meteorologia, as chuvas devem ser praticamente diárias e pouco intensas no estado de São Paulo, o que pode contribuir para a manutenção da umidade no solo. Minas Gerais também poderá registrar chuvas – Minas é outro estado que também vem enfrentando chuvas abaixo da média no Sudeste. 

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Chuva no Vale do São Francisco preocupa produtores

As chuvas no Nordeste na última semana deixaram produtores de frutas e hortaliças em alerta, especialmente no Vale do São Francisco, a mais importante região produtora de HFs do Nordeste. Praticamente todas as culturas produzidas na região e acompanhadas pelo Cepea sofreram algum impacto com as precipitações, conforme relatos de produtores.

A colheita de cebola no Vale do São Francisco chegou a ser interrompida na última semana por conta da umidade. Desta forma, foram comercializadas principalmente as cebolas que já estavam nas beneficiadoras. De qualquer forma, as precipitações podem depreciar a qualidade das cebolas que serão colhidas.

Para a manga, como a maioria dos produtores nordestinos está preparando os pomares para a safra 2015, as precipitações atrapalham as induções florais e as floradas.

Outra cultura que também teve seus trabalhos de campo reduzidos foi o melão. Quando ocorrem chuvas, a retirada dos melões nas roças não ocorre, o que pode gerar atrasos na comercialização. Além disso, a fruta fica com menor calibre, e acaba perdendo espaço para as frutas maiores, como as do polo produtor Rio Grande do Norte/Ceará.

A qualidade da uva colhida na região também foi afetada diante das chuvas dos últimos dias. As variedades mais prejudicadas foram as sem sementes, como a uva thompson, que são mais sensíveis aos impactos climáticos. 

Para alívio da hortifruticultura, pelo menos nos próximos 15 dias não há previsão de novas chuvas no Vale do São Francisco, segundo a Somar Meteorologia. Desta forma, as atividades de campo, bem como a qualidade dos hortifrutícolas, podem melhorar já nesta semana. 

Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil


 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Chuva se concentra no Nordeste do País

A semana deve ser chuvosa no Vale do São Francisco, segundo a Somar Meteorologia, importante região produtora de frutas do Nordeste, sobretudo para exportação (manga e uva). Algumas precipitações já foram observadas na região na última semana, o que já animou produtores da região. Mesmo em baixo volume, as chuvas já amenizaram um pouco a situação, sobretudo do solo, que estava muito seco por conta da longa estiagem na região.

Além do Vale do São Francisco, as chuvas também marcarão presença em Irecê e na Chapada Diamantina (BA), algumas das principais regiões produtoras de hortaliças, como cenoura, cebola e batata. Se por um lado a previsão de chuva pode interferir um pouco nas atividades de campo, por outra pode favorecer o aumento dos investimentos para a próxima safra.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Retorno das chuvas traz alívio para a hortifruticultura do Sudeste


A tão esperada chuva voltou ao Sudeste na última semana, após a longa e mais severa seca já ocorrida na região. Apesar de ainda não serem volumosas, as precipitações já trouxeram alívio para produtores de frutas e hortaliças na região, sobretudo no estado de São Paulo.

As chuvas registradas na última semana em praticamente todo o cinturão paulista de laranja trouxeram certo ânimo aos produtores. As frutas que estão prontas para a colheita já estão mais revigoradas, o que tem permitido maior remuneração. Isso já tem reduzido o valor de venda da laranja irrigada quanto à de sequeiro. Há duas semanas, a laranja irrigada estava sendo vendida por até R$ 5,00 a mais que as de sequeiro e, na última semana, essa diferença caiu para R$ 2,00.

Produtores que manga em São Paulo também comemoram o fim da seca. Na região de Monte Alto, umas das principais produtoras da fruta, choveu cerca de 90 mm nesta semana. Assim como a laranja, a qualidade da manga também deve melhorar, sobretudo no calibre, já que as frutas comercializadas até então estava miúdas.

Com a chuva, o cenário também é otimista para a banana. O Vale do Ribeira, importante região produtora da fruta do País, vinha lutando contra os efeitos negativos do calor e da seca, e com o aumento da umidade, já se espera que bananas de melhor qualidade no mercado.

Além de São Paulo, outros estados do Sudeste que igualmente enfrentavam a falta de chuva, também foram beneficiados pelas chuvas dos últimos dias, como Minas Gerais. Pela primeira vez no ano, o Cerrado Mineiro recebeu chuvas de boa intensidade – a região é uma das principais produtoras de cenoura do País. As lavouras que estão com estágio elevado de desenvolvimento não conseguiram se recuperar, pois as cenouras tiveram dificuldades de engrossar com a seca.

Mas produtores mineiros estão otimistas de que haja continuidade das chuvas, as quais podem melhorar a qualidade da raiz. Além disso, precipitações mais regulares poderão recuperar a área da safra de verão de cenoura do Cerrado Mineiro, que pode ter reduzido 5% por conta dos efeitos da estiagem. 

A chuva também alcançou o estado do Espírito Santo. Produtores de mamão do estado informaram ao Cepea que a qualidade da fruta está melhorando: houve melhora no calibre da fruta, que estavam abaixo do ideal para comercialização. Além disso, os pés de mamão passaram a produzir mais, pois a maturação foi acelerada por conta também das elevadas temperaturas no estado capixaba. Mesmo que as chuvas sejam bem-vindas, produtores de mamão devem ficar atentos caso haja excesso de umidade, o que pode permitir o surgimento de doenças fúngicas, desvalorizando a fruta do Espírito Santo.

Neste início de semana, uma frente fria está atuando sobre o Sudeste e deve trazer bons volumes de chuva, sobretudo para o Espírito Santo, segundo previsões da Climatempo. Fortes pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas fortes de vento são previstos em todo o estado mas principalmente no centro-norte capixaba. 

Para São Paulo e Minas Gerais, alguma nebulosidade ainda pode ocorrer nesta segunda-feira, 10, mas o tempo firme volta a predominar até meados desta semana. A partir de quinta-feira, 12, novas precipitações deverão ocorrer nos estados, com risco, inclusive, de temporais, conforme prevê a Climatempo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 12 de agosto de 2014

El Niño não se confirma, e chuva no Sudeste pode voltar na primavera


Foto: Divulgação
As últimas análises climáticas indicam que, de fato, não houve a ocorrência do El Niño no Brasil. O que ocorreu foi o aquecimento das águas do Oceano Pacífico (o que causa a formação do El Niño) em meados do primeiro semestre do ano, o que provocou chuvas acima da média na região Sul em julho. No entanto, segundo explicações da Somar Meteorologia, o aquecimento durou menos de cinco meses consecutivos, período necessário para que haja confirmação do El Niño.

Ainda conforme a Somar, o que tem ocorrido nos últimos meses, na verdade, é o desaquecimento do Oceano Pacífico, condição que deve permitir com que as chuvas reduzam gradativamente no Sul do País daqui para a frente. A região ainda deve receber algumas frentes frias no decorrer de agosto, mas em volume bem menor em comparação com o do primeiro semestre.

Desta forma, o cenário climático de seca no Sudeste neste inverno deve continuar, e a situação só deve se reverter com o início da primeira, em setembro – período do retorno do regime de chuva. Vale lembrar, no entanto, que o Sudeste enfrenta uma longa e atípica seca desde o início do ano. No último verão, por exemplo, o índice pluviométrico ficou bem abaixo do normal, o que explica os mais baixos índices dos reservatórios da história. Quanto ao Nordeste, a estiagem ainda continuará, com exceção da faixa leste da região.

Para as hortaliças, as chuvas são aguardadas com ansiedade, uma vez que o plantio da temporada de verão começa agora neste segundo semestre, e a disponibilidade de água será fundamental para a realização das atividades de campo.

Já para as frutas, as chuvas precisam ocorrer o quanto antes, especialmente na região Sudeste. Para a laranja do estado de São Paulo, por exemplo, as floradas da próxima safra começam a brotar entre agosto e setembro, e é necessário um bom volume pluviométrico para induzir essas floradas. A continuidade da chuva é muito importante também após a fase de floração dos pomares para que haja bom desenvolvimento dos chumbinhos (frutos em formação), além de contribuir para a boa vitalidade das plantas.

Por Daiana Braga e Renata Pozelli Sabio
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

BATATA: Tempo firme favorece colheita e preço cai

Com o tempo firme desde meados da semana passada, a colheita de batata está a todo vapor nas principais regiões produtoras que colhem no momento. São elas: Sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Vargem Grande do Sul (SP), Sudoeste Paulista, Chapada Diamantina (BA) e Cristalina (GO).

Com o andamento das atividades no campo, um bom volume do tubérculo tem sido enviado ao mercado. Como resultado, os preços vêm reduzindo da semana passada para cá. Nesta segunda-feira, 04, os preços da batata ágata especial nas roças estão de R$ 20,00 a R$ 25,00/sc de 50 kg. Na Ceagesp, o preço médio foi de cerca de R$ 34,00/sc. De uma forma geral, as batatas estão com boa qualidade, incluindo as do Sul de Minas, cujos produtores estavam ofertando até semana passada tubérculos de baixo calibre.

Agosto é marcado pelo pico de oferta do produto, e boa parte dos produtores dessas regiões intensifica a atividade neste mês. Desta forma, os preços podem continuar reduzindo nos próximos dias, a não ser que o mercado absorva boa parte da mercadoria, uma vez que o início do mês é uma época favorável para o consumidor.

TOMATE: Chuva em Araguari reduz qualidade

Por mais que as chuvas sejam bem-vindas no Sudeste, produtores de tomate de Araguari (MG) enfrentaram dificuldades com a chuva ocorrida nos últimos dias na região. Segundo esses agentes, a qualidade do produto ficou aquém do esperado, apresentando manchas e acidez.

Com a redução na qualidade, o tomate desvalorizou em Araguari. Na sexta-feira, 1º, produtores mineiros negociaram o fruto a R$ 30,00/cx de 26 kg; já nesta segunda, as negociações estavam em torno de R$ 20,00/cx. Por enquanto, não houve relatos de problemas nas lavouras nas demais regiões produtoras de tomate.

Por Daiana Braga – Colaboração: Felipe Cardoso e Amanda Rodrigues da Silva

 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Forte chuva no Sul não causa perdas em batata; colheita é paralisada

O Sul do Brasil vem sendo castigado pelas fortes chuvas que ocorrem desde o último fim de semana nos três estados da região, principalmente no Paraná. As enchentes deixaram milhares de pessoas desabrigadas, causando até mortes.
 
Até o momento, as lavouras de batata localizadas no Sul não chegaram a ser perdidas pelas tormentas. As praças produtoras do Sul estão em atividade de colheita da safra de inverno e, por conta da umidade, produtores de Água Doce (SC) e da região de Curitiba (PR) estão com difícil acesso às roças, interferindo no volume colhido.
 
As chuvas poderão reduzir a partir desta quarta-feira na região Sul e, caso o tempo voltar a firmar, produtores dessas regiões retomarão a colheita.
 
O impacto das chuvas ainda não refletiram nos preços. Na última sexta-feira, a saca de 50 kg de batata padrão ágata especial foi negociada a R$ 96,00, enquanto que, nesta terça-feira, os valores estiveram mais baixos, em torno R$ 83,00/sc. Até o fim de semana, entretanto, a interrupção da colheita em algumas regiões no início desta semana poderá resultar em menor volume de batata no mercado, impulsionando os preços.
 
Por Daiana Braga - Colaboração: Amanda Rodrigues da Silva

terça-feira, 29 de abril de 2014

Alerta de mercado: Chuva em excesso traz prejuízos à cebola do Vale do São Francisco

Chuvas volumosas estão ocorrendo na região do Vale do São Francisco desde o início do abril. Mas especialmente do final de semana para cá as precipitações têm causando grande preocupação aos produtores de cebola da região. O Vale começou a colher bons volumes do bulbo há duas semanas.

Conforme alguns produtores já contatados pela equipe HF Brasil nesta terça-feira, 29, apenas no último sábado, 26, alguns propriedades registraram volumes de até 70 mm. Não foram reportados alagamentos nas roças de cebola, mas a umidade dificulta o acesso no campo, reduzindo o ritmo de colheita. Ainda não há dados oficiais, mas o comentário na região nordestina é que as perdas na produção de cebolas em algumas fazendas podem somar de 40% a 50%.

Esse cenário no Vale do São Francisco já refletiu em outras regiões produtoras, como o Sul. Na última semana, o preço médio da cebola do Sul estava entre R$ 0,80/kg e R$ 0,90 kg. Nesta semana, cebolicultores sulistas já estão negociando o produto por até R$ 1,00 kg.

Por enquanto, no Vale do São Francisco, os preços giram em torno de R$ 0,50/kg. Isso porque, apesar de a colheita estar dificultada por conta da pluviosidade, a qualidade de algumas cebolas do Vale está aquém do esperado, em comparação com as cebolas do Sul, Irecê (BA) e das provenientes da Argentina.

Por Daiana Braga – Colaboração: Matheus Marcello Reis