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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Volume Útil de Sobradinho preocupa produtores do Vale do São Francisco



 Com a escassez de chuvas na nascente do Rio São Francisco, em Minas Gerais, produtores de frutas do Vale do São Francisco (PE/BA) já se preocupam com a possibilidade de racionamento de água. O volume útil do reservatório de Sobradinho, principal responsável pelo fornecimento de água para irrigação na região do Vale, está em um nível preocupante – 9,2% no dia 23/09.

O Distrito de Irrigação Nilo Coelho alerta sobre possibilidade de racionamento já a partir de 26 de outubro, se o volume útil chegar a 5,14%. O racionamento visa evitar o corte total de água para irrigação, que pode acontecer em novembro este nível atinja 3,14%. Produtores receberão em seus lotes um calendário informando as condições e horários permitidos para o uso da água.

No caso das frutas acompanhadas pelo Cepea, este cenário pode impactar na produção de uva, manga e melão. No caso da uva, a falta d’água pode prejudicar a produção de uva local no início de 2016, visto que pode atrasar a poda e prejudicar o desenvolvimento da fruta.

Para o melão, produtores que não possuem poços particulares e que não plantam em regiões próximas a rios já enfrentam dificuldades para a captação de água. Inclusive, a produção da fruta no Vale já tem sido impactada, principalmente com redução de produtividade.

A manga da região, que colhe o ano todo, pode ter problemas com relação à qualidade, principalmente no crescimento do fruto a ser colhido até o final do ano. Além disso, pode impactar também na produção de 2016.

Por Fernanda Geraldini - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Volta às aulas deve aquecer mercado de banana

Comemorem, bananicultores! Com a maioria das escolas voltando às aulas nesta semana, tudo indica que as vendas de bananas podem se aquecer. As escolas, que são importantes compradoras de banana, devem voltar a demandar fruta do atacado. 

Produtores esperam que as primeiras duas semanas do mês sejam de boas vendas. Isso porque essa é a época que geralmente os consumidores recebem seus salários e a demanda por frutas aumenta. Em julho, as vendas da fruta estiveram abaixo da média nos boxes da Ceagesp, conforme atacadistas informaram ao Hortifruti/Cepea. Com as temperaturas mais baixas e as chuvas ocorridas mais ao início de julho, as visitas à ceasa reduziram. 

 Na primeira semana de agosto, já houve valorização da banana. Em Bom Jesus da Lapa (BA), o preço médio do quilo da nanica foi de R$ 0,70, aumento expressivo de 56%. No Norte de Minas Gerais, a valorização foi de 20%, com a fruta negociada a R$ 0,60/kg. Na Ceagesp, atacadistas venderam a nanica na média de R$ 23,00/cx de 23 kg, aumento de 4% sobre a semana anterior.

Seca muda estratégia de fruticultores no Nordeste

A grave falta de chuva no Nordeste tem causados mudanças na estratégia de cultivo e problemas na produção de frutas na região. Alguns produtores de melão, que deixaram de cultivar a fruta durante o período de entressafra na Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE), voltaram a colher o melão na semana passada. Em função da escassez hídrica, produtores priorizarão os trabalhos com melão amarelo e, caso o clima seja favorável (tempo seco), seguirão com o cultivo das demais variedades da fruta. Até o momento, porém, não há relatos de recuo na área destinada ao na região.

No caso da uva, a seca pode afetar a safra do segundo semestre do Vale do São Francisco (BA/PE). Produtores disseram que os parreirais de algumas propriedades já estão sendo afetados com a falta de água para irrigação. O principal problema está na captação de água do lago Sobradinho, uma vez que seu volume útil está reduzido (estava com 16,7% do nível preenchido com água no último final de semana) e pode se esgotar em setembro caso não chova mais até lá, podendo afetar a produtividade da região. Além disso, a escassez de água já está causando problemas fitossanitários, como o aparecimento de ácaros nas parreiras.

Se por um lado a seca tem tirado o sono de muito produtor, para outros, a falta de chuva pode ser até um aliado. O clima nas duas regiões ofertantes de melancia atualmente, Uruana (GO) e Lagoa da Confusão/Formoso do Araguaia (TO), deve ajudar no desenvolvimento da melancia nesta semana. Isso porque a previsão é de calor, chegando a superar os 35°C nos próximos sete dias (1° a 7 de agosto), segundo a Somar Meteorologia. As noites, por sua vez, podem ser um pouco mais frias, as quais não devem ser suficientes para inibir o desenvolvimento das plantas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Chuva interfere na colheita de HFs de Sul a Nordeste, reduzindo oferta no mercado


Vem mais chuva por aí! As atividades de colheita poderão ser limitadas pelas precipitações previstas para esta semana em estados do Sul e do Sudeste. Dependendo da intensidade das chuvas, produtores de hortaliças como cebola, batata tomate, e de frutas, como uva e melão, poderão ter que reduzir os trabalhos de campo, uma vez que a umidade dificulta o acesso ao campo. Assim, a oferta desses produtos pode ser menor no mercado nos próximos dias. Além disso, a umidade pode favorecer o surgimento de doenças fúngicas e também reduzir o ritmo de maturação.

A chuva pode atrasar a colheita de cebola em Monte Alto/São José do Rio Pardo (SP) e diminuir o volume que seria ofertado nos próximos dias. Desta forma, esta será mais uma semana de preços elevados de cebola.

A colheita de batata também poderá ser limitada no Paraná, em São Paulo e no Sul de Minas Gerais. Em Ibiraiaras/Santa Maria (RS), no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e em Cristalina (GO), deve chover de forma distribuída, de forma que não comprometerá tanto a colheita.

O tomate também não deve escapar das chuvas, e produtores podem ter que frear o ritmo de colheita em Araguari (MG), Sumaré e Mogi Guaçu (SP), Norte do Paraná, Venda Nova do Imigrante (ES) e São José de Ubá e Paty do Alferes (RJ). Além de atrasar a colheita, o tempo frio ainda reduz a maturação do tomate.

Produtores de uva de Jales (SP) esperavam que os problemas decorrentes das chuvas durante as podas acarretassem em problemas na qualidade. Entretanto, até o momento, a qualidade da uva local é considerada satisfatória por agentes. Contudo, a precipitação acabou afetando a quantidade de cachos por pé, podendo impactar na produtividade média da safra deste ano na região.

Em Natal (RN), produtores de mamão havaí estão recebendo chuvas constantes. Com isso, o manejo e a colheita estão prejudicados, causando redução na oferta da fruta. Além disso, as chuvas contínuas prejudicam a pulverização de fungicidas. Assim, há risco de aparecimento de doenças fúngicas nos mamoeiros.

O outono e inverno de 2015 têm sido um pouco mais úmidos neste ano por conta da atuação do El Niño no País. O fenômeno causa chuva acima da média no Sul e seca em boa parte do Nordeste. Para o Sudeste, as precipitações e as temperaturas também podem ficar acima da média na estação do frio, mas a intensidade do fenômeno ainda é incerta.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Estiagem afeta produtividade de mamão e banana

Os efeitos da severa estiagem pelo segundo ano consecutivo no Sudeste e, por pelo menos, três anos no Nordeste podem ter trazido prejuízos irreversíveis para a produção de frutas, como é o caso do mamão e da banana. 

A seca tem causado problemas na irrigação nas lavouras do mamão no Espírito Santo e no Sul da Bahia, principais polos produtoras da fruta. Segundo produtores, o nível da água em poços e rios está muito baixo. Dessa forma, a pressão da água bombeada é menor. Com a falta de água e as altas temperaturas, o mamoeiro não “segura” a florada. Assim, a produtividade daqui dois meses deverá ser menor. Tal situação ocorrerá mesmo que haja um volume considerável de precipitação até março/abril.

A produção de banana também pode ser afetada com a falta de chuva. Algumas regiões têm mantido a produção com base na irrigação. Apesar disso, produtores estão preocupados de que tenha racionamento na água utilizada para a irrigação, em regiões como Bom Jesus da Lapa (BA), Norte de Minas Gerais e Vale do São Francisco (BA/PE). Em caso de racionamento para a irrigação em uma dessas regiões, o mercado como um todo pode ser afetado. A falta de água preocupa produtores, pois pode afetar a qualidade da fruta produzida. Sem água, a banana não “engorda” e perde valor comercial, além de reduzir a produtividade.

Chuva pode interferir na colheita nesta semana

Bastante esperadas, as chuvas previstas para esta semana podem contribuir para recuperar um pouco o nível dos reservatórios. Mas, por outro lado, produtores podem ter dificuldades para avançar nas atividades de campo.

Em praticamente todas as regiões produtoras de batata que colhem no momento receberão chuvas, segundo a Somar Meteorologia. São elas: Chapada Diamantina (BA), Guarapuava (PR), Bom Jesus (RS), Água Doce (SC), Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Sul de Minas Gerais.

A colheita da cebola também pode atrasar um pouco. Deverá chover nas roças de Lebon Régis (SC) e nas do Nordeste nos próximos dias.

A colheita de maçã fuji está a todo vapor no Sul, mesmo com as chuvas, as quais têm sido benéficas para o desenvolvimento das frutas. Com o regime de chuva regular no Sul, a previsão inicial de produtores é de que a safra seja de melhor qualidade, com frutas mais graúdas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Laranja: seca prejudica floradas e pode afetar a safra 2015/16

Se por um lado as chuvas são preocupantes no Nordeste, a seca prolongada no Sudeste vem tirando o sono de muito agricultor. As chuvas foram um pouco mais volumosas em novembro, mas ainda bem abaixo da média do mês no estado de São Paulo, mantendo em alerta produtores de laranja quanto à proporção da próxima safra.

Apesar de ainda ser cedo para quantificar o volume a ser colhido na safra 2015/16, citricultores já notam danos nas plantas agravados pelo forte sol e calor, o que prejudica ainda mais o vigor das árvores. Até mesmo nas regiões mais chuvosas e nas fazendas irrigadas há relatos de danos no “pegamento” das floradas. Em algumas áreas, a queda de chumbinhos foi muito intensa e a melhora do volume de frutas vai depender de novas aberturas de flores.
 
Para os próximos 10 dias, a previsão é de chuvas mais regulares, segundo a Climatempo.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Batata: Estiagem deve provocar recuo de área no Sul de Minas

A longa estiagem, especialmente no Sudeste do Brasil, já é um fator limitante na safra das águas 2014/15 de batata da região do Sul de Minas Gerais.

A seca na região mineira tem “segurado” maiores investimentos dos produtores mineiros, que provavelmente manteriam a área em relação à temporada passada (devido aos bons resultados da última temporada das águas e à boa oferta de batata-semente). 

Nas atuais condições climáticas, a chance de perdas de área de batata já cultivadas é muito alta. Isso porque não há expectativa de chuvas para esta semana e, como a maior parte das áreas do Sul de Minas não é irrigada, estas ficam susceptíveis a tais condições climáticas (quente e com baixa umidade). Entretanto, a alta oferta de semente no Sul de Minas facilita o replantio de possíveis áreas perdidas devido sua alta disponibilidade e baixo preço das sementes na região. 

O que pode reverter o cenário são as esperadas chuvas a partir do fim de outubro, o que pode estimular produtores a intensificar o plantio. Mas, por enquanto, a expectativa é de que a área cultivada possa ser menor. 

O plantio de batata no Sul de Minas, que começou em agosto e segue até novembro, está em estágio avançado, e estima-se que 70% da área já tenha sido plantada até a última semana.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 12 de agosto de 2014

El Niño não se confirma, e chuva no Sudeste pode voltar na primavera


Foto: Divulgação
As últimas análises climáticas indicam que, de fato, não houve a ocorrência do El Niño no Brasil. O que ocorreu foi o aquecimento das águas do Oceano Pacífico (o que causa a formação do El Niño) em meados do primeiro semestre do ano, o que provocou chuvas acima da média na região Sul em julho. No entanto, segundo explicações da Somar Meteorologia, o aquecimento durou menos de cinco meses consecutivos, período necessário para que haja confirmação do El Niño.

Ainda conforme a Somar, o que tem ocorrido nos últimos meses, na verdade, é o desaquecimento do Oceano Pacífico, condição que deve permitir com que as chuvas reduzam gradativamente no Sul do País daqui para a frente. A região ainda deve receber algumas frentes frias no decorrer de agosto, mas em volume bem menor em comparação com o do primeiro semestre.

Desta forma, o cenário climático de seca no Sudeste neste inverno deve continuar, e a situação só deve se reverter com o início da primeira, em setembro – período do retorno do regime de chuva. Vale lembrar, no entanto, que o Sudeste enfrenta uma longa e atípica seca desde o início do ano. No último verão, por exemplo, o índice pluviométrico ficou bem abaixo do normal, o que explica os mais baixos índices dos reservatórios da história. Quanto ao Nordeste, a estiagem ainda continuará, com exceção da faixa leste da região.

Para as hortaliças, as chuvas são aguardadas com ansiedade, uma vez que o plantio da temporada de verão começa agora neste segundo semestre, e a disponibilidade de água será fundamental para a realização das atividades de campo.

Já para as frutas, as chuvas precisam ocorrer o quanto antes, especialmente na região Sudeste. Para a laranja do estado de São Paulo, por exemplo, as floradas da próxima safra começam a brotar entre agosto e setembro, e é necessário um bom volume pluviométrico para induzir essas floradas. A continuidade da chuva é muito importante também após a fase de floração dos pomares para que haja bom desenvolvimento dos chumbinhos (frutos em formação), além de contribuir para a boa vitalidade das plantas.

Por Daiana Braga e Renata Pozelli Sabio
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Batata: Mesmo com estiagem, safra de inverno deve ter boa produtividade


Embora a safra de inverno tenha iniciado com produtividade abaixo do potencial em algumas regiões como Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Vargem Grande do Sul (SP) – enquanto a região mineira começou a safra em junho, a paulista começou neste mês – a expectativa é que no decorrer da temporada o volume colhido atinja os níveis normais.

No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a produtividade média em julho está próxima do potencial, de 35 t/ha na média. Já em Vargem Grande do Sul, após o início de safra com produtividade comprometida devido ao calor durante o plantio e sementes de baixa qualidade, as áreas de batata colhidas desde a semana passada já apresentaram melhora, e poderá atingir o potencial nas próximas.

Vale lembrar que ainda há o risco de falta d’água no decorrer da safra, o que poderá prejudicar as lavouras. Com a influência no El Niño no País, as chuvas, que normalmente retornam ao Sudeste a partir do final de outubro, podem atrasar, agravando ainda mais a seca na região.

Cristalina (GO), que oferta batata praticamente o ano todo, não teve problemas em sua safra. Produtores relataram que a região apresenta excelente qualidade e produtividade, em média de 42,5 t/ha. 


Cebola: Falta de água dificulta plantio em Mossoró

 
Se a seca prolongada no primeiro semestre é atípica em São Paulo e em parte de Minas Gerais, no Nordeste esse cenário não é novo. Mesmo assim, produtores de cebola de Mossoró (RN) estão com dificuldades em realizar o plantio da cebola, dado o baixo índice de chuva na região, o que dificulta a irrigação e o preparo do solo.

Devido à falta de água, as atividades de plantio de cebola estão lentas e, até o momento, só foram plantados cerca de 50 hectares, enquanto que no mesmo período da safra passada já haviam sido plantadas 300 hectares. Com isso, a expectativa de área plantada, que era em torno de 700 hectares, não ocorrerá, chegando ao máximo 400/500 hectares.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Folhosas: Com seca, produtor pode optar pela hidroponia

A seca continua preocupando os produtores de folhosas das regiões de Mogi das Cruzes e Ibiúna (SP). A situação crítica de falta de água é consequência do volume de água reduzido do Alto Tietê, já que não chove um volume expressivo desde abril. Assim, a solução que alguns produtores relataram para essa problemática foi a possibilidade de troca de alface na terra por cultivo de alface hidropônica, que reutiliza água durante o ciclo, enquanto, de outros produtores, por outras culturas, como brócolis e milho.

 

Tomate: Produtores de Sumaré negociam para continuar irrigação

Não há previsão de chuvas para as principais regiões produtoras de tomate nesta semana. Essa condição pode atrapalhar ainda mais o transplantio de mudas em Sumaré (SP), região que enfrenta problemas com falta d’água há algumas semanas.

Segundo colaboradores, a prefeitura da cidade está tentando tomar posse das represas particulares que abastecem, entre outros, os produtores de tomate da região, e direcioná-las para o abastecimento de água da população, o que desfavoreceria ainda mais a produção na região. Produtores estão em negociação para poderem utilizar pelo menos metade das represas disponíveis.

Maçã: Com dormência, “frio” é contabilizado

Com a chegada do inverno no Brasil, os pomares de maçã do Sul do País estão entrando em período de dormência. Na última semana, a maior parte dos pomares de Fraiburgo e São Joaquim (SC) e Vacaria (RS) já estava em dormência. As atividades de campo de inverno (podas de formação e produção, manejo das plantas de cobertura do solo e arqueamento de ramos da macieira) têm se intensificado, devido à condição climatológica favorável – na última semana de junho, por outro lado, choveu bom volume no Sul, atrasando essas atividades.

Com os pomares em dormência, começou a ser realizada, também, a contagem de horas de frio ou unidades de frio (UF), considerando temperaturas iguais ou abaixo a 7,2°C. São necessárias de 500 a 600 horas de frio ou 1.040 a 1.155 UF para uma brotação uniforme na primavera.

Laranja: Primeiro Pepro de 14/15 tem arremate de apenas 45% dos lotes

O primeiro leilão de Pepro da safra 2014/15 foi realizado quinta, 10, pelo Governo Federal e teve arremate de apenas 45% dos prêmios ofertados. Já era esperado esse cenário, visto que muitos produtores não tiveram tempo hábil para o preparo da documentação.

Ao todo, foram arrematados prêmios para 1,351 milhão de caixas, sendo oferecidos exclusivamente para citricultores do estado de São Paulo. O prêmio inicial, de R$ 3,53/caixa, foi mantido, visto que a adesão foi menor que o volume ofertado.

A expectativa é que o próximo leilão ocorra ainda neste mês, o que pode permitir maior adesão nas operações. Produtores consideraram benéfica a iniciativa, visto que deve proporcionar uma melhora na remuneração da temporada, principalmente para os pequenos e médios citricultores.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tomate: Safra de Sumaré é ameaçada pela seca


Sumaré (SP) é uma das regiões que iriam iniciar, agora em julho, o transplantio de suas mudas de tomate da segunda parte da safra de inverno. Porém, o município está sendo ameaçado pela seca. Produtores da região, que já prepararam seus solos e já compraram suas mudas, talvez não poderão utilizar a água dos reservatórios para irrigação.

Caso isso aconteça, a maior parte dos produtores alega que não irá realizar o transplantio, uma vez que sem água há risco elevado de perder as plantas no campo. A informação de que produtores poderão ou não usar a água dos reservatórios será confirmada nesta semana.

Mesmo com início do mês, vendas são fracas

As vendas de frutas e hortaliças melhoraram um pouco do final de semana para cá, mas nem se compara com as negociações que normalmente ocorrem no início do mês.

As temperaturas mais baixas por conta da estação do frio, feriados, a realização da Copa do Mundo no Brasil e a antecipação das férias escolares são os fatores que deixam o mercado mais fraco.

Como parte dos consumidores deve receber os salários ainda esta semana, é possível que as negociações ainda ganhem um pouco de ritmo nos próximos dias. Mas muitos colaboradores consultados pela Hortifruti Brasil acreditam que apenas no final de julho/início de agosto é que as vendas podem ganhar fôlego com o retorno das aulas.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Safra 2014/15 de melão no RN/CE pode reduzir com a seca

Parte do Nordeste, região onde concentra importante área produtora de frutas do Brasil, está recebendo chuvas significativas há algumas semanas. No entanto, esse não é o cenário que ocorre no maior polo produtor de melão do País, o Rio Grande do Norte/Ceará. Conforme colaboradores consultados, pouco é o volume de chuva que tem ocorrido nesta região. E esse cenário não é de hoje: há três anos o regime de chuva está sendo insuficiente em algumas regiões.

Mesmo que a cultura do melão não necessite de grandes volumes de água, é preciso que haja uma quantidade suficiente de água para que produtores realizem adequadamente a irrigação e os tratos culturais. Os níveis dos reservatórios estão baixos desde meados de 2013, o que compromete os trabalhos de irrigação.

Em Mossoró (RN), por exemplo, o volume de chuva observado em abril foi de 42,6 mm, sendo que a média histórica é de que chova nesse mês 195,1 mm, segundo dados da Somar Meteorologia. As chuvas em março foram um pouco mais significativas, mas mesmo assim não compensou a longa seca na região. Nesta mesma região potiguar, choveu o equivalente a 226,9 mm em março, sendo que a média histórica para o mês é de 151 mm.

Dado esse comportamento climático no Rio Grande do Norte/Ceará, a área destinada ao cultivo de melão pode reduzir na próxima safra 2014/15.

Produtores seguem na expectativa que o clima possa ser mais úmido ainda neste mês de maio. No entanto, com a sinalização da ocorrência do El Niño no Brasil para julho e agosto, a falta de chuva ainda será um problema que produtores de melão terão de enfrentar. Isso porque o El Niño traz chuva abaixo da média histórica ao Nordeste e concentra mais no Sul e Sudeste.

Quanto ao Vale do São Francisco, outra região importante de produção de melão, o clima não tem sido um problema aos produtores locais. Em abril, as precipitações somaram 180,3 mm conforme a Somar, e a média histórica é de 51,4 mm. Além disso, o Vale do São Francisco é contemplado pelo rio São Francisco.

Por Daiana Braga – Colaboração: Flávia Noronha do Nascimento

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Veja o que o clima já impactou nos hortifrutícolas


O forte calor, recorde das últimas décadas, e a falta de chuva já estão causando prejuízos ao setor de frutas e hortaliças. E especialistas em meteorologia ainda não sabem dizer com clareza quando as chuvas retomarão seu regime normal, nem qual o volume que poderá ocorrer. O cenário climático ainda não deverá mudar nesta semana, mas precipitações um pouco mais volumosas poderão ocorrer a partir de meados da semana que vem, mas ainda não compensarão o déficit hídrico que o País enfrenta.

As regiões hortifrutícolas que têm recebido maior volume de chuva são parte do Nordeste e o extremo sul do Rio Grande do Sul.

A HF Brasil tem ouvido produtores e demais envolvidos na produção e comercialização de hortifrutícolas, e os impactos do clima estão a seguir.

 
Falta de água reduz rendimento das frutas, mas beneficia produção de manga
 
Reservatórios de água em seus mais baixos níveis, que impedem a irrigação, coloração inadequada e maturação precoce (que acarreta em menor calibre) são os principais impactos causados às frutas analisadas pela HF Brasil.
 
Por mais que a água seja necessária, a ausência dela ainda não tem sido um grande problema aos produtores paulistas de manga. O clima quente e seco tem, inclusive, ajudado na qualidade da manga nesta safra, como em Monte Alto/Taquaritinga. As mangas estão se desenvolvendo com boa qualidade, sem apresentar doenças. No entanto, algumas mangas estão sendo colhidas ainda verdes. 

Já para parte dos produtores de melão de Mossoró (RN) e Quixeré (CE) já reduziu o plantio por conta da escassez de água. Isso porque a água dos reservatórios estão nos seus mais baixos níveis históricos. Conforme produtores, o ideal seria que chovesse 800 mm para normalizar o nível dos reservatórios da região.

Nem mesmo as regiões mais frias do Sul conseguiram escapar do forte calor – o Sul registra as maiores temperaturas em relação às demais regiões do País. A safra de maçã do Sul tem intensificado a cada semana, e as primeiras galas colhidas estão apresentando cor mais amarelada por conta das altas temperaturas. Para que a maçã obtenha coloração mais avermelhada, são necessárias temperaturas mais baixas durante a noite, o que não tem ocorrido. Outra fruta que também está com coloração afetada é a uva de São Miguel Arcanjo e Pilar do Sul (SP). A variedade mais afetada é a rubi, que está mais branca que o comum. Muitas bagas também estão murchando. 
 
A banana e o mamão são frutas que estão alcançando a maturação ideal para mercado, acelerada pelas altas temperaturas, mas estão apresentando tamanho abaixo do ideal. Tem sido registrado menor peso por cacho de banana colhido, o que reduz a produção por hectare. Quanto ao mamão, alguns pés no Espírito Santo que estavam encharcados, morreram. Vale lembrar que o cenário foi o oposto no ES em dezembro: enchentes causaram perdas de área no estado.

Para a manga e para os citros (laranja e lima ácida tahiti), sobretudo os produzidos no estado de São Paulo, as frutas já estão perdendo o vigor. As laranjas colhidas estão ficando murchas, sobretudo as tardias. Ainda não há relatos de fortes impactos da seca sobre a atual produção paulista, mas já há receio sobre a próxima produção 2014/15, cujas laranjas já estão em fase de desenvolvimento. A lima ácida tahiti, em plena safra, também está murchando e com menor calibre.

 
Dentre as hortaliças, cenoura é que apresenta menores perdas

A cenoura é uma das culturas beneficiadas pelo atual clima seco e quente. Pouco tem sido o descarte nas roças de Minas Gerais e de Goiás, e a produtividade tem sido elevada. A previsão era que este início da safra de verão 2013/14 fosse quente e chuvoso, o que compromete a produção. Além disso, houve inclusive redução dos problemas no pós-colheita, como a mela, já que há pouca umidade.

Ao contrário da cenoura, produtores de batata de Ibiraiaras (RS) já somam perdas de cerca de 60% da colheita realizada no fim de janeiro, por conta da redução na qualidade – muitas batatas estão apodrecendo, perdendo seu valor comercial. As folhosas, bastante sensíveis quanto ao atual clima, são as mais afetadas pelo clima. Estão ficando ressecadas e murchas, e chegam ao mercado com baixa qualidade, quando chegam.

O regime insuficiente de chuva pode fazer com que o calendário de colheita de tomate e cebola seja alterado neste ano. Cerca de 20% das mudas de tomates referentes à próxima safra de inverno deveriam ser levadas a campo neste mês, mas caso as chuvas não voltem de maneira regular, a porcentagem pode reduzir. Quanto aos tomates ofertados no mercado, referentes à safra de verão, parte dos frutos estão maduros, mas de cor amarelada.

O plantio da cebola de variedade bulbinho em Divinolândia e Piedade (SP) também está atrasado. O solo seco e a falta de água impedem o início do plantio, e ainda não há previsão para o começo das atividades.

Daiana Braga – Equipe HF Brasil

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Preço da laranja na indústria sobe para até R$ 9,00/cx


Desde o ano passado, produtores de laranja enfrentam o cenário de baixa remuneração pela laranja. Na última semana, no entanto, grandes indústrias de suco de laranja reajustaram o valor da fruta. As pequenas empresas já haviam aumentado os valores pagos aos produtores em meados de setembro, mas a maior parte das grandes indústrias reajustou as cotações apenas no final de outubro, devido à maior necessidade de aquisição da fruta para a fabricação do suco. 
As empresas de grande porte, que até a segunda quinzena de outubro vinham oferecendo em torno de R$ 7,00/cx de 40,8 kg, posta, atualmente, estão adquirindo a fruta entre R$ 7,00 e R$ 9,00/cx. Apesar de os preços ainda serem considerados, por muitos produtores, abaixo do custo de produção, os reajustes já trazem certo alívio aos citricultores.

Mamão: Tendência é de alta nos preços até o fim do ano

A maioria dos mamonicultores espera um final de 2013 e início de 2014 com preços mais remuneradores. A oferta da fruta – que já está demonstrando sinais de queda – pode se manter reduzida até meados de 2014.

Isso porque o mamão que seria colhido nestas próximas semanas já foi colhido e comercializado. Com o clima quente e seco (pouca chuva tem ocorrido nas roças) desde meados de setembro, o amadurecimento da fruta foi acelerado. Somando-se a isso, a falta de sementes de formosa durante maio e agosto pode influenciar em cotações mais remuneradoras não só para o formosa, mas também para o havaí, tendo em vista que a oferta deve ser menor, sobretudo de janeiro a maio. 

Seca no RN/CE preocupa fruticultura local

Os níveis dos poços na região da Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE) continuam a ser uma preocupação para produtores de melão. Segundo colaboradores, a região de Baraúna (RN) já está com níveis considerados como alarmantes. Neste município, não deve haver volume de chuva satisfatório para que este cenário seja revertido, pelo menos nos próximos 15 dias, segundo a Somar Meteorologia.

De acordo com colaboradores, os poços da região devem suprir a demanda para irrigação do melão até meados de dezembro. Caso não haja reposição dos mesmos, é possível tenha redução na área plantada da cultura.

Assim como para o melão, a seca está atrapalhando a cultura do mamão no Rio Grande do Norte. De acordo com agentes, parte dos produtores de Mossoró já está tendo que passar por racionamento e falta de água em suas plantações. Além disso, devido à seca, aumenta o risco de salinização da água disponível.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pouca chuva pode reduzir volume de HF



Mesmo com chuvas mais frequentes desde novembro no Nordeste, ainda são necessários maiores volumes de precipitações para compensar o longo período de seca. Em Livramento de Nossa Senhora (BA), onde há produção de manga palmer, um pouco mais de 100 mm de chuva foi registrado em novembro, segundo a Tempo Agora.

Produtores de manga ainda não iniciaram os tratos culturais para a safra do próximo ano, uma vez que a aplicação de indutores florais depende de boa quantidade de água disponível. Em alguns pomares de palmer, já foram observadas floração espontânea. Porém, mangicultores de Livramento de Nossa Senhora ainda não conseguem estimar qual será exatamente o período de colheita do primeiro semestre de 2013. Quanto ao volume, as expectativas são de baixa produção justamente pela falta de água.

Com o clima seco nos últimos meses, produtores de batata do Sul de Minas Gerais devem iniciar a safra das águas mais ao final do ano, ou seja, com cerca de 20 dias de atraso. O volume de batata ofertado pelo sul mineiro, que normalmente é de 20% em dezembro, deverá ser de apenas 5%.

O período de estiagem nos pomares de laranja de São Paulo poderá impactar na produção da safra 2013/14 (julho-13/junho-14). Em quase todas as regiões produtoras de laranja, a abertura das flores foi seguida por períodos de sol intenso e pouca chuva, o que prejudicou o “pegamento” da florada. Nos pomares que contaram com irrigação, os impactos foram minimizados, havendo “pegamento” de boa parte da florada, mas, mesmo nestas propriedades, citricultores acreditam que dificilmente a produção superará a de 2012/13.

Além de questões climáticas, a diminuição dos tratos culturais em virtude da baixa remuneração neste ano também poderá acarretar em menor produção de laranja na próxima temporada.

Chuva intensa traz prejuízos à viticultura paulista

Em contraste com algumas regiões produtoras de frutas e hortaliças necessitando de maior volume hídrico, algumas áreas produtoras de uva no estado de São Paulo receberam chuvas intensas na última semana, trazendo prejuízos. Isso porque muitos produtores estão se preparando para a colheita da fruta com o intuito de ofertá-la para as festas de fim de ano, período de consumo aquecido de uva.

Na região de Jundiaí, por exemplo, pancadas de chuva chegaram a rachar as bagas, fazendo com que alguns produtores perdessem quase todo o parreiral. Por enquanto, os prejuízos dos viticultores paulistas ainda não foram contabilizados.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ausência de chuva no Nordeste preocupa fruticultura local



Foto: Divulgação

Praticamente desde o início do ano chuvas significativas não ocorrem no Nordeste. Nas últimas semanas, a baixa umidade tem aumentado a preocupação de produtores de frutas na região, como mamão e manga. Para a uva, a seca ainda não tem sido um grande problema ao setor, pois parte da produção nordestina é irrigada.

No Oeste da Bahia, ode há produção de mamão formosa, de março até setembro, o índice pluviométrico foi de apenas 57,8 mm, volume 83% ao considerado normal para o período, conforme os números da Tempo Agora. Isso tem ocasionado maior incidência de doenças e praças no mamão, depreciando a qualidade e reduzindo seu valor comercial. 

Para a manga, a seca em Livramento de Nossa Senhora (BA) também está trazendo consequências negativas. As mangas estão murchando e produtores estão perdendo parte significativa da produção. Assim, como tentativa de minimizar as perdas, produtores colocaram todas as frutas que já estavam no ponto ideal de comercialização no mercado nesta semana, pressionando as cotações se comparado às anteriores.

Pelo menos nesta semana, as previsões da Somar Meteorologia indicam continuidade de tempo seco no Nordeste. Chuvas isoladas podem ocorrem na última semana de outubro, como no Oeste da Bahia. Quanto ao centro-sul do Brasil, as condições de chuva aumentam no Sudeste e Centro-Oeste a partir da semana que vem, condições que persistem até o fim do mês e confirmam o retorno gradual das águas, prevê a Somar. 

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Governo libera porto para entrada de maçãs argentinas


Em julho, algumas licenças e portos brasileiros foram habilitados a receber a maçã da Argentina. O porto de Itaguaí (RJ) foi incluído no dia 14 deste mês na lista dos que estão aptos a receberem a fruta, que são os de Rio Grande (RS), Santos (SP), Suape (PE), Itajaí (SC) e Rio de Janeiro (RJ), segundo notícia veiculada pelo portal Fresh Plaza.

Essa medida foi tomada para que seja facilitado o trabalho de fiscalização das cargas de maçã argentinas, além de aumentar o volume da fruta em nosso mercado. Com isso, o volume da fruta do país vizinho deve aumentar no mercado brasileiro, pressionando as cotações, as quais estão elevadas na Ceagesp.

O volume de maçãs procedente da Argentina no Brasil esteve bastante reduzido ao longo dos primeiros meses deste ano. Entre os fatores responsáveis por isso, estão as motivações políticas que barraram a entrada da fruta, em resposta a restrição imposta pelo governo argentino à entrada de carne brasileira naquele país. Além disso, a praga Cydia pomonella foi detectada em algumas cargas do país vizinho, o que colaborou para o aumento da restrição brasileira.

Flórida: Estimativas privadas apontam aumento na produção de laranja

As primeiras estimativas privadas quando à produção de laranja 2012/13 da Flórida foram divulgadas na semana passada. A consultora de citros Elisabeth Steger estimou produção em 156,7 milhões de caixas de 40,8 kg, enquanto que, a multinacional Louis Dreyfus Commodities, em 165 milhões de caixas.

Esses números representam aumento de 7% e 12,6%, respectivamente, sobre a temporada anterior (2011/12), apontada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 146,5 milhões.

Agentes norte-americanos apostavam mesmo em incremento da produção de laranja, visto que as condições climáticas foram favoráveis para o desenvolvimento dos frutos. Além disso, produtores da Flórida também têm investido em aumento de produtividade dos pomares.

A primeira estimativa oficial, divulgada pelo USDA, deve ser publicada em outubro, mês que inicia a colheita da temporada 2012/13 da Flórida.

Seca em MG prejudica qualidade do mamão

O período de seca no norte de Minas Gerais (normalmente de maio a agosto) começou neste ano um mês antes, em abril, resultando em queda de qualidade do mamão desde o final de junho. Isso é um fator limitante para as vendas, pois reduz o valor comercial da fruta.

Por conta do clima seco, houve maiores relatos de ácaros e mancha fisiológica. Os ácaros causam perdas das folhas, ocasionando maior incidência de raios solares direto no fruto, lesionando a casca do mamão. As áreas mais afetadas são de roças velhas, uma vez que são menos resistentes a doenças. Em julho, houve maiores gastos com tratos culturais, aumentando a frequência do uso de defensivos agrícolas.

Até o final de agosto, não há previsão de chuva no norte de Minas Gerais, agravando a incidência de doenças do mamão mineiro.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 





segunda-feira, 16 de julho de 2012

Falta de água em Livramento deve continuar


A seca em Livramento de Nossa Senhora (BA) tem prejudicado a produção e o calibre da manga. O volume de água da barragem desta região encontra-se baixo e o tempo de irrigação – hoje correspondente a dois dias por semana – deve ser reduzido para apenas um a partir de setembro, caso não chova. 

Produtores consultados pelo Projeto Hortifruti Brasil comentam que apenas um dia de irrigação é insuficiente para que a planta possa apresentar uma boa produtividade. 

Este cenário ainda deve influenciar a produção de manga na região nos próximos anos. Isso porque, ainda que a irrigação fosse incrementada, levaria até dois anos para a mangueira voltar a produzir como antes. Quanto aos preços, em Livramento, a manga palmer foi comercializada em média a R$ 1,44/kg na semana passada, valorização de 6% frente à anterior.

Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Produtores de tomate e cebola em reta final de safra


Produtores de tomate na região de Itapeva (SP) finalizaram a colheita da safra de verão. A colheita era para estender até maio, mas os preços abaixo dos custos de produção desestimularam produtores a continuar a vender seu produto, chegando a “desmanchar” as roças. Venda Nova do Imigrante (ES), outra região que colhe tomate na safra de verão, deve encerrar a safra em maio.

Irati (PR) e Lebon Régis (SC), importantes praças produtoras de cebola, também estão na reta final da safra. Poucos produtores continuam ofertando em ambas as praças, mas em volume reduzido. Em Ituporanga (SC), ainda restam de 10 a 15% do total da safra, que devem ser comercializados até meados de maio.

Nordeste ainda sofre com seca; para a uva, tempo firme favorece maturação 

Chuvas ocorreram em boa parte do País neste fim de semana. No entanto, continua sem chuva na região de Irecê (BA), região que mais sofre com a baixa umidade. A expectativa era de que pelo menos metade do cultivo de cebola já tivesse acontecido até semana passada. A estiagem, porém, não permite os trabalhos de campo. A previsão é de que o clima continue seco por pelo menos nestas duas próximas semanas. Assim, a redução de área de cebolas para o segundo semestre em Irecê pode ser menor que o previsto anteriormente por produtores. 

O tempo seco pode aumentar a incidência de praças em mamoeiros do Rio Grande do Norte. Porém, produtores afirmaram que a qualidade do mamão ainda não teve danos com o período de estiagem, devido ao sistema de irrigação da região. Para as próximas semanas, ainda é previsto tempo firme para os mamoeiros potiguares, e produtores devem continuar focando nos processos de irrigação.

Por mais que a seca seja o maior problema enfrentado por agricultores nordestinos, o tempo seco favorece a maturação adequada da uva na região do Vale do São Francisco. A boa qualidade que tem sido observada na região facilita, por sua vez, o escoamento da fruta. A falta de chuva nos primeiros meses do ano tem demandado maior uso da irrigação, o que supre o déficit hídrico.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Seca prejudica safra 2012 de hortaliças


foto: Igepri.org

A escassez de chuva em várias regiões do Brasil está prejudicando o desenvolvimento da safra de hortaliças deste ano. Até mesmo em áreas que tipicamente utilizam a irrigação, a prática não está amenizando, pois o volume armazenado de água não é suficiente.

Assim, produtores de batata de Ibiraiaras/Santa Marisa (RS) já esperam uma redução de até 50% na produtividade da temporada das secas neste ano em comparação com a de 2011.

Com o clima quente e seco desde fevereiro, a safra de cebola de variedade bulbinho de Divinolândia (SP), que inicia no próximo mês, deve ter uma produtividade inferior à do ano passado. Os bulbinhos foram todos transplantados em fevereiro e apresentavam boa qualidade. No período de desenvolvimento, porém, choveu aproximadamente metade do que era esperado. Com o menor volume pluviométrico e as altas temperaturas, a germinação foi prejudicada.

Com isso, mesmo com a área cultivada de bulbinhos sendo semelhante a 2011, é esperada uma menor produção neste ano em São Paulo.

O Nordeste é uma das regiões que mais sofrem com a seca nestes últimos meses. Tanto a produção de cebola quanto a de cenoura já estão bastante prejudicadas em termos de produtividade e plantio.

Para o tomate, os principais efeitos da seca é o atraso no semeio e, principalmente, a aceleração da maturação dos frutos, o que torna a oferta do produto bastante significativa no mercado, pressionando os preços ao produtor.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil