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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Geadas atingem o Sul do País


Produtores de maçã do Sul do Brasil tiveram um final de semana de “bater o queixo” nos dias 12 e 13 de setembro. Na cidade de Vacaria (RS), por exemplo, as temperaturas chegaram a -2,4°C, inclusive com a ocorrência de geadas. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), as perdas são mais significativas em praças que cultivam a fruta em menores altitudes, uma vez que, nestas regiões, as temperaturas são geralmente mais altas. Em localidades elevadas, por outro lado, as perdas na produção da maçã devem ser pouco intensas.

Também no Sul do País, as lavouras de cenoura sentiram os efeitos do clima na produção. As geadas causaram perda de folhas nas raízes, e as chuvas facilitaram o aparecimento de fungos, como Oídio. Ainda assim, não houve valorização das cenouras locais, devido à oferta nacional elevada.

No caso da uva, o problema foi a chuva. Em Jales (SP), por exemplo, choveu significativamente nos dias 11 e 12, resultando em problemas de qualidade para as frutas colhidas na semana passada. Viticultores relataram rachaduras, podridão e incidência de doenças fúngicas nos parreirais. Apesar dos problemas na qualidade observados na semana, colaboradores consultados pelo Cepea informaram que são problemas pontuais.

Já para o mamão e para a banana, as temperaturas estão elevadas em algumas das regiões produtoras. No caso do mamão, há uma melhora na qualidade, com menor incidência de pinta preta e mancha fisiológica. Contudo, os preços baixos podem fazer com que produtores reduzam os tratos culturais, podendo aumentar a incidência de ácaros. Para a banana, o clima quente tem feito com que haja maior oferta de frutas de segunda qualidade do que de primeira, pois somado à falta de chuvas, o desenvolvimento da fruta está limitado no que se refere a calibre.
No caso da batata e do tomate, a maior parte das regiões que estão colhendo atualmente têm registrado temperaturas elevadas. Neste cenário, a oferta tem sido elevada para ambas as hortaliças, que registraram preços menores na semana passada.

Por Fernanda Geraldini – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Impactos do clima reduzem qualidade dos hortifrutis


A qualidade de algumas frutas e hortaliças tem sido depreciada devido às atuais e diversas condições climáticas no País, conforme agentes de mercado informaram aos analistas de mercado da Hortifruti Brasil na última semana.

A região Sul é uma das mais castigadas pelo clima, principalmente pelo elevado volume de chuva que ocorre desde julho nas regiões produtoras. Com as roças alagadas, fica comprometido, por exemplo, o plantio da cenoura no Rio Grande do Sul.

A região do Vale do Ribeira (SP) já tem passado por maus bocados, já que no início de agosto enchentes danificaram significativa parte dos bananais, e muitos deles deverão ser replantados.

Por enquanto, a batata que tem entrado aos atacados paulistanos está sendo considerada satisfatória e com boa aceitação no mercado. No entanto, o receio de produtores é de que, se a estiagem perdurar por mais tempo nas roças do Sudeste, é provável que o tubérculo comece a perder a cor e, assim, seu valor no mercado.

Para a cultura do tomate, as elevadas temperaturas aceleram a maturação dos frutos, o que faz aumentar ainda mais o volume de tomate ponteiro (de menor calibre), com menor aceitação da ponta consumidora.

Outro produto que tem apresentado padrão abaixo do ideal de comercialização é a manga colhida no Nordeste. O menor tamanho das frutas se deve à limitação de água nos reservatórios para a irrigação dos pomares nordestinos.

Quanto ao comércio, no geral, as elevadas temperaturas durante o inverno têm instigado o consumo de hortifrutis, em especial as frutas. Além disso, outro motivo que tem estimulado o comércio foi o período de recebimento dos salários. O mercado só não foi melhor devido ao feriado de 7 de Setembro na última quarta-feira, quando boa parte dos consumidores reduzem suas compras.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 27 de junho de 2011

“3 F”: Frio, feriado e festa junina reduzem comércio de HF


Os “3 F” (frio, feriado e festa junina) foram os principais motivos para que produtores de frutas e hortaliças vendessem menos suas mercadorias na semana passada.

Os termômetros mais baixos coincidiram com a chegada do inverno no último dia 22. Em seguida, teve feriado de Corpus Christi na quinta-feira, dia 23. E, especificamente no Nordeste, a semana também foi marcada com festividades juninas, bastante tradicionais na região Nordeste, ajudando a tornar o mercado de frutas e hortaliças menos procurado nos últimos dias.

Alguns produtores, inclusive, já previram que o ritmo do mercado iria ser mais lento e reduziram as atividades de colheita, a exemplo dos produtores de uva do Vale do São Francisco.

Para esta semana, pode ocorrer chuvas em algumas regiões do Brasil e deixar as temperaturas ainda mais baixas. Essas condições e o fato de ser a última semana de junho podem fazer com que não ocorra novidades no mercado de hortifrutícolas nesta semana.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Chove granizo em lavoura de tomate de Sumaré


A região de Sumaré (SP), onde há produção de tomate, foi atingida mais uma vez por chuva de granizo ocorrida no último dia 15. Produtores locais estimam que 6,7% da área total da região foi atingida com o fenômeno climático.

Somando o cultivo perdido com granizo do dia 15 com o já ocorrido em abril, além da redução de plantio para esta safra, o número de plantas cultivada nesta safra já é 20% menor que no mesmo período de 2010. Assim, Sumaré deve ofertar menos tomates durante esta temporada.

Frio colabora para qualidade dos hortifrutis

Por mais que a temporada de frio reduza o consumo de hortifrutícolas, especialmente de frutas, as temperaturas mais baixas são favoráveis para o controle da oferta, evitando queda de preço muito bruscas ao produtor, como também colabora para a boa fitossanidade dos frutos.

Nos últimos dias, produtores de mamão, tomate e manga notaram que a maturação dos frutos esteve mais controlada com as temperaturas mais frescas. Aliada ao tempo frio, a ausência de chuva colabora para a qualidade do produto. Isso contribuiu inclusive para a redução nas doenças, como da requeima e da canela-preta em batata, doenças comuns em época de elevada umidade.

A previsão é que as temperaturas continuem amenas nesta semana, mantendo a maturação controlada dos hortifrutícolas. Como é a última semana do mês, neste período normalmente as vendas desaquecem, havendo, portanto, possibilidade de cotações estáveis nesta semana ou, até mesmo, ligeira queda.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

ALERTA: Chuva traz problemas e atrasa mercado na Ceagesp

As chuvas voltaram a trazer problemas para a cidade de São Paulo nesta terça-feira, 11. Houve inundações nos arredores da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), impedindo o acesso e atrasando a abertura do mercado.

Conforme atacadistas consultados hoje pelo Hortifruti/Cepea, as atividades na ceasa foram normalizadas a partir das 10h, atrasando a comercialização de produtos como batata e tomate. Por enquanto, não foram reportados prejuízos nos boxes que comercializam esses produtos.

Equipe Hortifruti Brasil