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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Produção de HF no PR segue prejudicada com chuva

As chuvas em excesso têm prejudicado a produção hortifrutícola no estado do Paraná. Em novembro, por exemplo, o volume de chuvas no acumulado do mês passado foi de 432 mm em Marilândia do Sul, Apucarana e Califórnia (PR), segundo a Somar Meteorologia - regiões tradicionais no cultivo de cenoura. Com a elevada umidade, a produtividade das lavouras da raiz reduziu para 50,27 t/ha.

O plantio nas lavouras de cenoura do Paraná também foi dificultado, devido à dificuldade de preparo do solo. Além disso, também houve problemas na colheita, o que pode fazer com que haja atraso no calendário da safra de verão 2015/16.

Diante deste cenário, dezembro começou com preços elevados. A cenoura "suja" de 29 kg foi comercializada à R$ 21,33 na primeira semana deste mês, 25,5% a mais em comparação à última semana de novembro.

Produtores de uva de Marialva e do Norte do Paraná relataram aumento das perdas desta safra, em função das constantes chuvas que atingem o estado. Especificamente na última semana, rachaduras nas bagas têm sido o principal problema, pressionando as cotações.

Além disso, a necessidade de constantes limpezas nas videiras, como retiradas de folhas e bagas podres, tem elevado os custos com mão de obra, prejudicando ainda mais a rentabilidade do produtor.

Mais chuvas poderão ocorrer no Paraná nesta semana, as quais devem continuam interferindo na produção de HFs.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Preço da maçã em 2014 é maior com pouca fruta de qualidade


As maçãs da safra deste ano do Sul do País (cujo levantamento do Cepea contempla as regiões de Fraiburgo e São Joaquim/SC e Vacaria/RS) estão com calibre mais baixo que o considerado ideal, conforme colaboradores. Além disso, a coloração da variedade gala está mais amarelada. Tudo porque o clima tem sido mais quente que o normal e com baixa incidência de chuva neste ano. Por conta do forte calor, muitas frutas colhidas no Sul acabaram queimando, perdendo valor comercial. Desta forma, alguns produtores que contém frutas de melhor qualidade acabam conseguindo preços mais rentáveis.

Dentre as duas principais variedades de maçã produzidas na região, a fuji está com qualidade melhor que a gala. Por conta disso, a estratégia de produtores do Sul é tentar escoar a maçã gala no mercado pelos menos até setembro, para que não interfira nas negociações da fuji, já que podem conseguir preços mais remuneradores por esta última variedade.

Quanto à colheita da temporada 2014, as atividades da gala encerraram já no final de fevereiro, enquanto que, a da fuji, deve ser encerrada nesta semana.

A produção de maçã tem reduzido desde o ano passado por conta da menor rentabilidade, o que tem refletido nos preços da maçã. De janeiro a abril de 2014, o preço médio da maçã gala foi de R$ 57,74/cx de 18 kg no Sul, 17% maior frente aos valores negociados no mesmo período de 2013 (R$ 49,25/cx). Para a variedade fuji, o aumento foi de 16%, com a fruta negociada a R$ 61,08/cx de 18 kg de janeiro a abril deste ano ante os R$ 52,83/cx do mesmo período do ano passado.

Por Daiana Braga – Colaboração: Flávia Noronha do Nascimento

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Frio traz danos à produção de frutas e hortaliças; PR é o mais afetado

Foto: Divulgação
 
Levantamento realizado pela Hortifruti Brasil constata que o frio intenso nas últimas semanas afetou a produção de cebola, tomate, uva e batata no Sudeste e Sul do País. Ainda é cedo para contabilizar a dimensão das perdas, mas poderá haver impacto na oferta. Algumas áreas de produção tiveram chuva forte, geada e até mesmo neve. No Paraná, foi registrada a ocorrência de “geada negra” (congelamento da parte interna da planta, que escurece e morre). 
 
Segundo apurou a equipe da Hortifruti Brasil, o clima adverso atrasou o transplantio de mudas de cebola nas regiões de Ituporanga (SC) e São José do Norte (RS). Em Irati (PR) e Lebon Régis (SC), onde o semeio já foi realizado, os bulbos podem demorar mais para atingir o ponto de maturação. Dessa forma, a colheita de cebola, que ocorreria em novembro, deve atrasar no Sul do País, principal produtor nacional de cebola.

Também houve perdas na safra de tomate em Reserva (PR). Alguns produtores adiantaram o transplantio para julho ao invés de agosto, com o intuito de escalonar a oferta. Boa parte dessa produção acabou sendo perdida por conta da geada – ainda não há estimativas que quantifiquem essas perdas. De acordo com produtores ouvidos pela Hortifruti Brasil, essas áreas perdidas deverão ser replantadas, o que provavelmente aumentará os gastos do tomaticultor paranaense. Já em outras áreas de produção de tomate, o frio tem apenas diminuído o ritmo de maturação dos frutos, acarretando em maior oferta de tomates verdes no mercado.

Com relação à uva, houve incidência de geada em alguns parreirais do Paraná, que produz uvas finas (itália) e niagara. Em Marialva, produtores que realizaram as podas afirmam que algumas videiras foram queimadas, e que as perdas serão contabilizadas a partir desta semana. Parte dos produtores do estado irá esperar o aumento das temperaturas para realizar novas podas, visando a safra do final de ano. Dependendo do impacto do frio para a safra de fim de ano, período de elevado consumo de uvas, o volume destinado ao mercado pode ser menor, aumentando os preços aos consumidor.
 
Alguns produtores de batata do Paraná, que pretendiam encerrar a safra da seca, tiveram que aguardar mais alguns dias por conta do frio. Choveu muito nas áreas de produção, limitando o acesso do agricultor ao campo. O plantio para a safra das águas 2013/14 não deve ser prejudicado, visto que as atividades terão início somente no começo de agosto.

Se para algumas culturas o frio trouxe prejuízos, para outras, como a maçã, chegou em boa hora. Os pomares estão em dormência e corriam o risco de apresentar brotação prematura. Com o frio, devem continuar em dormência, favorecendo os frutos. Esse período de frio é importante para que macieiras brotem mais uniformes.

No Nordeste, importante polo produtor de frutas, as temperaturas chegaram a cair um pouco, mas não foram prejudiciais à produção. No entanto, produtores nordestinos que enviam mercadorias ao Sudeste relataram que os pedidos foram reduzidos – o consumo de frutas cai com temperaturas baixas.

Os impactos do frio não chegaram a refletir diretamente em aumentos dos preços dos hortifrutícolas. As baixas temperaturas nos principais centros consumidores inibem maiores compras do consumidor, o que acaba limitando um avanço nas cotações. A expectativa é que a volta às aulas possa modificar esse cenário, além do início do mês, aquecendo as vendas nas próximas semanas.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pés de tomates são perdidos com geada no Sul



Este início da primavera foi marcado por uma forte massa de ar polar, derrubando as temperaturas principalmente no Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste na última semana. As temperaturas chegaram a ser negativas em alguns dias, trazendo geada e neve, o que acabou prejudicando a produção de alguns hortifrutícolas, principalmente aqueles produzidos no Sul.

A região produtora de tomate de Caçador (SC) teve parte de suas mudas transplantadas perdidas pelas geadas na última quarta-feira (26). Os prejuízos ainda estão sendo contabilizados, mas agentes do setor calculam que pelo menos 800 mil plantas transplantadas foram perdidas. Ainda segundo estes agentes, mesmo com estas perdas, a área de tomate em Caçador na safra de verão 2012/13 não deve reduzir, pois as plantas serão substituídas durante a safra.

Parte da produção de batata no Sul também chegou a ser prejudicada. A região produtora mais prejudicada com as geadas foi Ibiraiaras/Santa Maria (RS), onde o cultivo foi concluído em meados deste mês. Embora ainda seja cedo para confirmar os danos, agentes estimam que até 20% da área de batata poderão ter sido perdidos.

Em Água Doce (SC) e em Bom Jesus (RS), embora  as temperaturas mínimas tenham ficado em torno de 0°C, algo incomum para setembro, as geadas não afetaram a cultura da batata, visto que apenas uma pequena parcela do plantio já ocorreu nessas regiões, ainda sem brotamento das plantas. Já no Paraná, a intensidade não foi muito alta, de forma que ainda não são estimadas perdas.

São Joaquim (SC) e Vacaria (RS) também registraram geada, e até neve ocorreu em Fraiburgo (SC) e em Palmas (PR), importantes regiões produtoras de maçã. Ainda é cedo para saber a dimensão dos danos para a safra de maçã 2012/13, mas, até o momento, o município de São Joaquim pode registrar perdas de 20%. As cidades da serra catarinense podem ter prejuízos de 50%. Já Fraiburgo deve ser uma das regiões mais prejudicadas pela geada.

O comércio, por sua vez, acabou ficando bastante parado na última semana dada a forte queda nas temperaturas, o que, somada com o fim de mês, desestimulou as compras de HF. O cenário deverá mudar nesta semana, já que a previsão é de elevação das tempeturas e, além disso, começa o período de recebimento dos salários.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil