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terça-feira, 8 de setembro de 2015

El Niño deve ser um dos mais fortes das últimas décadas


O El Niño deverá ser intenso neste ano. Segundo meteorologistas do Cptec/Inpe, as medições do aquecimento do Oceano Pacífico estão se comportando de maneira semelhante a 1998, quando a temperatura das águas ficou 5°C acima do normal. O El Niño que está atuando no Brasil pode ser um dos mais intensos das últimas décadas. Neste ano, o Oceano já está 4°C mais quente do que a média. Especialistas acreditam que as temperaturas podem aumentar ainda mais ou pelo menos se manter nos próximos meses. O fenômeno é responsável por intensificar a seca no Nordeste do País e causar chuva em excesso no Sul.

O cenário preocupa melonicultores nordestinos, que costumam intensificar o plantio a partir de setembro para terem volume de fruta suficiente para abastecer os mercados interno e externo para as festas de final de ano. Assim, em meio a este cenário, produtores do Rio Grande do Norte/Ceará poderão reduzir a área destinada ao plantio do melão durante o pico de plantio da nova safra.

Com relação ao Vale do São Francisco (BA/PE), dados da Chesf apresentam nova redução da vazão do Reservatório de Sobradinho, que nesta semana passou a operar com apenas 12,1% de sua capacidade. De acordo com produtores da fruta, a escassez de água ainda não tem atrapalhado a irrigação, de modo que os melões apresentam boa qualidade. Porém, as duas praças já apresentaram reduções significativas da produtividade na parcial deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Para os produtores de maçã, maleicultores afirmaram que as chuvas no Sul até então não ocasionaram danos aos pomares. Ao contrário, a chuva era desejada durante o período de dormência das macieiras. Em setembro, no entanto, as chuvas podem ocasionar impactos negativos à produção. Isso porque, com as precipitações, as abelhas responsáveis pela polinização não conseguem realizar o transporte dos grãos de pólen, impossibilitando a fecundação das flores.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Batata: Clima favorável adianta colheita da safra de inverno


A colheita de batata da safra de inverno 2015 em Vargem Grande do Sul (SP) segue em bom ritmo. Até agosto, metade da temporada havia sido colhida na região. O planejamento dos produtores era colher pelo menos 35% da produção até este mês, mas as condições favoráveis permitiram o bom andamento das atividades de campo. Produtores paulistas devem colher até 40% da produção em setembro.

O clima seco nas últimas semanas também tem permitido que as atividades de colheita de batata prosseguissem em bom ritmo em Cristalina (GO). A estimativa média é que até o final de agosto 48% da área já tenha sido colhida desde o início da colheita, em abril. Em setembro, o ritmo na região deve continuar a todo vapor, e produtores esperam colher 27% da área.

Na última semana, especificamente, as chuvas acabaram interrompendo a colheita do tubérculo no estado de São Paulo, sobretudo no Sudoeste Paulista, que também colhe a safra de inverno. 

Com o menor ritmo de colheita por conta do tempo úmido, os preços acabaram aumentando na Ceagesp. O preço médio da saca de 50 kg foi de R$ 76,30, aumento de 10,5% na última semana frente à passada. 

Para esta próxima semana, não há previsão de chuvas, segundo preveem as agências meteorológicas. Assim, a oferta de batata deve voltar a aumentar no mercado, refletindo em valores mais baixos.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Preço do tomate dispara 95% com menor oferta

Os preços do tomate dispararam 95% na última semana, fechando na Ceagesp a R$ 88,22/cx de 23 kg. Essa expressiva alta nos preços foi consequência da redução na oferta do produto, uma vez que a maturação esteve atrasada em todas as lavouras devido ao clima mais frio e às chuvas em algumas regiões. Segundo atacadistas, foi predominante a presença de tomates verdes nos boxes do atacado.

Outro fator que contribuiu com a diminuição na oferta foi o granizo na região de Reserva (PR) no final de abril, que destruiu cerca de 700 mil pés. No Sul de Minas, bactérias também acarretaram em perdas de aproximadamente 700 mil de pés. Para esta semana, as cotações tendem a continuar em patamares elevados, pois segundo a Somar Meteorologia, haverá chuvas na maioria das regiões que colhem no momento (Norte do Paraná, Mogi Guaçu e Sumaré/SP, Araguari/MG e Paty do Alferes/RJ), o que pode continuar segurando a maturação.

Granizo causa perdas de 700 mil pés de tomate em Reserva

Houve granizo na região de Reserva (PR) na segunda quinzena de abril, que segue para o fim da segunda parte da safra de verão. Ocorreram ainda fortes vendavais, que causaram perdas no total de 700 mil pés de tomate. Haviam 500 mil pés que já estavam sendo colhidos e mais 200 mil que ainda partiriam para o primeiro cacho – poucos desses pés era segurados. Deste modo, houve forte redução no volume ofertado nos mercados abastecidos por Reserva, como SP, MG, GO e Curitiba/PR, contribuindo com a alta significativa nos preços.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014 - Hortaliças são prejudicadas pela seca no Sudeste e Nordeste

Pesquisadores do Hortifruti/Cepea avaliaram os impactos do clima nas hortaliças ao longo de 2014. Para algumas delas, o clima atípico deste ano causou perdas na produção e reduziu a qualidade, além de alterar o calendário de oferta. Leia a seguir.

PRIMEIRO SEMESTRE: No início de 2014, quando foram colhidas as safras de verão e das águas, o pouco volume de chuva e o forte calor geraram grandes perdas na hortifruticultura. Além das folhosas em São Paulo, a batata no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba também foi bastante afetada. Houve forte quebra de produtividade e a perda de pelo menos 1.000 hectares. Por outro lado, o clima menos úmido neste período favoreceu a produtividade das lavouras de tomate e cenoura, que foi elevada. No caso de tomate, a finalização da colheita foi até adiantada em importantes regiões do Sudeste (Itapeva/SP) e do Sul (Caçador/SC). Em contrapartida, ao longo do primeiro semestre, choveu em excesso no Rio Grande do Sul, o que prejudicou a produtividade de cebola e batata.

SEGUNDO SEMESTRE: O inverno foi mais seco que o normal no Sudeste, elevando a incidência de pragas em tomate, folhosas e batata e impactando na qualidade desses produtos. No caso do tomate e da batata, houve redução de área e também da produtividade. A partir de julho, as viroses foram controladas e a produtividade aumentou. A produção de cenoura apresentou boa produtividade até meados de outubro, quando a seca começou a prejudicar as lavouras em Minas Gerais.

O início do plantio da safra das águas e de verão 2014/15 de hortaliças no Sudeste também foi prejudicado pela falta de chuvas. No Sul, o cenário foi contrário ao observado nas demais regiões, com excesso de água atrapalhando o desenvolvimento das lavouras de cenoura, cebola e batata. Na região Nordeste, apesar da seca, não foi registrada redução da área de tomate nem de batata em 2014. Contudo, houve diminuição da área de cebola e, na Bahia, o cultivo de cenoura apresentou ligeiro recuo no segundo semestre.

MESMO ENFRENTANDO PROBLEMAS CLIMÁTICOS, HORTALIÇAS FECHA 2014 COM SALDO POSITIVO

Em geral, tomaticultores obtiveram resultados positivos, embora tenha sido um ano de desafios por conta do clima e as margens tenham sido pressionadas em alguns meses (julho a setembro) pela oferta elevada. Para os bataticultores, em média, o resultado foi positivo até julho – exceto para aqueles que tiveram quebras acentuadas por falta de água –, pois as cotações se mantiveram em patamares elevados. Entre agosto e outubro, os preços da batata despencaram, ficando abaixo dos custos, devido ao excesso de oferta na safra de inverno; a partir de novembro, voltaram a se elevar. Para cebola, o ano todo foi rentável, mesmo com o grande volume importado (atípico) no segundo semestre. Produtores de cenoura e folhosas obtiveram bons resultados no início do ano, mas de junho a setembro as margens foram negativas. 

Equipe Hortifruti Brasil

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014 - Clima afeta qualidade e preços da fruticultura

O clima foi um dos grandes responsáveis por afetar a produção de frutas em 2014. O calendário de produção, a oferta e a qualidade foram influenciados especialmente diante da forte seca no Sudeste e Nordeste e chuvas em excesso no Sul. Com isso, o Hortifruti/Cepea traçou um panorama do impacto do clima na produção de frutas ao longo deste ano. Confira a seguir.

SUL E SUDESTE – Entre as frutas colhidas na primeira parte do ano, houve prejuízos à qualidade da manga e perdas de produção da banana em São Paulo. No Sul, as altas temperaturas de janeiro resultaram em queda de frutos verdes e queimadura pelo sol para a cultura da maçã. As chuvas de verão ocorreram com mais intensidade somente no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul. No estado capixaba, houve alagamento de algumas áreas de mamão, acarretando perdas.

Já para as frutas colhidas no segundo semestre, como o mamão, a banana, a manga e os citros, o principal dano decorrente da falta de chuva foi o baixo calibre. No caso dos cítricos, as frutas murcharam e parte da produção paulista teve sua colheita adiantada, sendo vendida basicamente a indústria. A uva de Jales (SP) e Pirapora (MG) enfrentou o excesso de calor, que reduziu a produtividade dos parreirais e dificultou o ganho de cor das bagas, sobretudo das variedades benitaka e rubi.

Com a falta de água em SP, os pomares de manga e citros passaram por grande estresse hídrico. Assim, as primeiras chuvas que chegaram em setembro no Sudeste induziram as floradas dessas culturas. Porém, a irregularidade das precipitações dificultou o “pegamento” das flores e enchimento dos frutos, o que pode ocasionar prejuízos à safra 2014/15 de manga e 2015/16 de citros. No Sul, a maçã também teve problema com o “pegamento” das flores, desta vez causado pelo excesso de chuva durante a polinização.

NORDESTE – a situação mais crítica foi vista em Mossoró (RN), onde se cultiva melão, e em Livramento de Nossa Senhora/Dom Basílio (BA), região produtora de manga. Nessas praças, as chuvas não são regulares há pelo menos três anos e, em 2014, houve redução de área de cultivo e também queda da produtividade. No Vale do São Francisco (BA/PE), a produção de uva diminuiu no segundo semestre deste ano frente a 2013, podendo chegar em quebra de 20%, mas a causa foram as chuvas ocorridas em abril/maio, durante a brotação. O calor excessivo no final de 2014, por sua vez, está causando abortamento de flores, o que deve influenciar a safra do Vale no primeiro semestre de 2015. Para as demais frutas deste polo produtor, a rentabilidade foi positiva, sem grandes impactos do clima sobre a produção.
Na próxima semana, a Hortifruti Brasil publicará no blog o release sobre os impactos do clima nas hortaliças.
 
Por Equipe Frutas - Hortifruti/Cepea
 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Retorno das chuvas traz alívio para a hortifruticultura do Sudeste


A tão esperada chuva voltou ao Sudeste na última semana, após a longa e mais severa seca já ocorrida na região. Apesar de ainda não serem volumosas, as precipitações já trouxeram alívio para produtores de frutas e hortaliças na região, sobretudo no estado de São Paulo.

As chuvas registradas na última semana em praticamente todo o cinturão paulista de laranja trouxeram certo ânimo aos produtores. As frutas que estão prontas para a colheita já estão mais revigoradas, o que tem permitido maior remuneração. Isso já tem reduzido o valor de venda da laranja irrigada quanto à de sequeiro. Há duas semanas, a laranja irrigada estava sendo vendida por até R$ 5,00 a mais que as de sequeiro e, na última semana, essa diferença caiu para R$ 2,00.

Produtores que manga em São Paulo também comemoram o fim da seca. Na região de Monte Alto, umas das principais produtoras da fruta, choveu cerca de 90 mm nesta semana. Assim como a laranja, a qualidade da manga também deve melhorar, sobretudo no calibre, já que as frutas comercializadas até então estava miúdas.

Com a chuva, o cenário também é otimista para a banana. O Vale do Ribeira, importante região produtora da fruta do País, vinha lutando contra os efeitos negativos do calor e da seca, e com o aumento da umidade, já se espera que bananas de melhor qualidade no mercado.

Além de São Paulo, outros estados do Sudeste que igualmente enfrentavam a falta de chuva, também foram beneficiados pelas chuvas dos últimos dias, como Minas Gerais. Pela primeira vez no ano, o Cerrado Mineiro recebeu chuvas de boa intensidade – a região é uma das principais produtoras de cenoura do País. As lavouras que estão com estágio elevado de desenvolvimento não conseguiram se recuperar, pois as cenouras tiveram dificuldades de engrossar com a seca.

Mas produtores mineiros estão otimistas de que haja continuidade das chuvas, as quais podem melhorar a qualidade da raiz. Além disso, precipitações mais regulares poderão recuperar a área da safra de verão de cenoura do Cerrado Mineiro, que pode ter reduzido 5% por conta dos efeitos da estiagem. 

A chuva também alcançou o estado do Espírito Santo. Produtores de mamão do estado informaram ao Cepea que a qualidade da fruta está melhorando: houve melhora no calibre da fruta, que estavam abaixo do ideal para comercialização. Além disso, os pés de mamão passaram a produzir mais, pois a maturação foi acelerada por conta também das elevadas temperaturas no estado capixaba. Mesmo que as chuvas sejam bem-vindas, produtores de mamão devem ficar atentos caso haja excesso de umidade, o que pode permitir o surgimento de doenças fúngicas, desvalorizando a fruta do Espírito Santo.

Neste início de semana, uma frente fria está atuando sobre o Sudeste e deve trazer bons volumes de chuva, sobretudo para o Espírito Santo, segundo previsões da Climatempo. Fortes pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas fortes de vento são previstos em todo o estado mas principalmente no centro-norte capixaba. 

Para São Paulo e Minas Gerais, alguma nebulosidade ainda pode ocorrer nesta segunda-feira, 10, mas o tempo firme volta a predominar até meados desta semana. A partir de quinta-feira, 12, novas precipitações deverão ocorrer nos estados, com risco, inclusive, de temporais, conforme prevê a Climatempo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Proximidade do calor já influencia em maior procura por frutas


Com a proximidade da estação do calor – a primavera tem início na próxima segunda-feira, dia 22 – o mercado de algumas frutas já começa a ficar mais movimentado. Neste fim de inverno, as temperaturas estão significativamente elevadas, o que já permite que o consumidor aumente suas compras de frutas. O período de recebimento de salários também é outro fator que tem estimulado as compras nos últimos dias. Na última semana, as frutas que tiveram maior procura foram uva, maçã e melão. 

Produtores da região de Jales (SP) aumentaram a oferta de uvas no mercado, mas como o cenário está favorável, as cotações subiram nesta praça. O preço do quilo da uva niagara de Jales foi de R$ 4,04 na última semana, aumento de 12,8% sobre a semana anterior.

A maçã também foi vendida a preços mais elevados. Outro motivo que tem favorecido a valorização desta fruta é que houve redução na oferta da variedade gala. No atacado de São Paulo (Ceagesp), o preço médio da gala foi de R$ 62,50/cx de 18 kg, valor 4% maior frente ao praticado na semana passada.

Houve também maior procura para o melão, mas esses comportamento foi sentido, por enquanto, nas roças do Vale do São Francisco. Como ainda há estoques de melão amarelo nos boxes da Ceagesp, os preços ainda não subiram na ceasa. Já o melão orange teve valorização significativa na semana passada. Os estoques dessa variedade diminuiu no atacado, visto o aquecimento das temperaturas e, consequentemente, aumento na demanda. O melão orange foi comercializado à média de R$ 12,25/cx de 6 kg na Ceagesp na última semana, valorização de 20%.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 12 de agosto de 2014

El Niño não se confirma, e chuva no Sudeste pode voltar na primavera


Foto: Divulgação
As últimas análises climáticas indicam que, de fato, não houve a ocorrência do El Niño no Brasil. O que ocorreu foi o aquecimento das águas do Oceano Pacífico (o que causa a formação do El Niño) em meados do primeiro semestre do ano, o que provocou chuvas acima da média na região Sul em julho. No entanto, segundo explicações da Somar Meteorologia, o aquecimento durou menos de cinco meses consecutivos, período necessário para que haja confirmação do El Niño.

Ainda conforme a Somar, o que tem ocorrido nos últimos meses, na verdade, é o desaquecimento do Oceano Pacífico, condição que deve permitir com que as chuvas reduzam gradativamente no Sul do País daqui para a frente. A região ainda deve receber algumas frentes frias no decorrer de agosto, mas em volume bem menor em comparação com o do primeiro semestre.

Desta forma, o cenário climático de seca no Sudeste neste inverno deve continuar, e a situação só deve se reverter com o início da primeira, em setembro – período do retorno do regime de chuva. Vale lembrar, no entanto, que o Sudeste enfrenta uma longa e atípica seca desde o início do ano. No último verão, por exemplo, o índice pluviométrico ficou bem abaixo do normal, o que explica os mais baixos índices dos reservatórios da história. Quanto ao Nordeste, a estiagem ainda continuará, com exceção da faixa leste da região.

Para as hortaliças, as chuvas são aguardadas com ansiedade, uma vez que o plantio da temporada de verão começa agora neste segundo semestre, e a disponibilidade de água será fundamental para a realização das atividades de campo.

Já para as frutas, as chuvas precisam ocorrer o quanto antes, especialmente na região Sudeste. Para a laranja do estado de São Paulo, por exemplo, as floradas da próxima safra começam a brotar entre agosto e setembro, e é necessário um bom volume pluviométrico para induzir essas floradas. A continuidade da chuva é muito importante também após a fase de floração dos pomares para que haja bom desenvolvimento dos chumbinhos (frutos em formação), além de contribuir para a boa vitalidade das plantas.

Por Daiana Braga e Renata Pozelli Sabio
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

BATATA: Tempo firme favorece colheita e preço cai

Com o tempo firme desde meados da semana passada, a colheita de batata está a todo vapor nas principais regiões produtoras que colhem no momento. São elas: Sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Vargem Grande do Sul (SP), Sudoeste Paulista, Chapada Diamantina (BA) e Cristalina (GO).

Com o andamento das atividades no campo, um bom volume do tubérculo tem sido enviado ao mercado. Como resultado, os preços vêm reduzindo da semana passada para cá. Nesta segunda-feira, 04, os preços da batata ágata especial nas roças estão de R$ 20,00 a R$ 25,00/sc de 50 kg. Na Ceagesp, o preço médio foi de cerca de R$ 34,00/sc. De uma forma geral, as batatas estão com boa qualidade, incluindo as do Sul de Minas, cujos produtores estavam ofertando até semana passada tubérculos de baixo calibre.

Agosto é marcado pelo pico de oferta do produto, e boa parte dos produtores dessas regiões intensifica a atividade neste mês. Desta forma, os preços podem continuar reduzindo nos próximos dias, a não ser que o mercado absorva boa parte da mercadoria, uma vez que o início do mês é uma época favorável para o consumidor.

TOMATE: Chuva em Araguari reduz qualidade

Por mais que as chuvas sejam bem-vindas no Sudeste, produtores de tomate de Araguari (MG) enfrentaram dificuldades com a chuva ocorrida nos últimos dias na região. Segundo esses agentes, a qualidade do produto ficou aquém do esperado, apresentando manchas e acidez.

Com a redução na qualidade, o tomate desvalorizou em Araguari. Na sexta-feira, 1º, produtores mineiros negociaram o fruto a R$ 30,00/cx de 26 kg; já nesta segunda, as negociações estavam em torno de R$ 20,00/cx. Por enquanto, não houve relatos de problemas nas lavouras nas demais regiões produtoras de tomate.

Por Daiana Braga – Colaboração: Felipe Cardoso e Amanda Rodrigues da Silva

 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Preço da maçã em 2014 é maior com pouca fruta de qualidade


As maçãs da safra deste ano do Sul do País (cujo levantamento do Cepea contempla as regiões de Fraiburgo e São Joaquim/SC e Vacaria/RS) estão com calibre mais baixo que o considerado ideal, conforme colaboradores. Além disso, a coloração da variedade gala está mais amarelada. Tudo porque o clima tem sido mais quente que o normal e com baixa incidência de chuva neste ano. Por conta do forte calor, muitas frutas colhidas no Sul acabaram queimando, perdendo valor comercial. Desta forma, alguns produtores que contém frutas de melhor qualidade acabam conseguindo preços mais rentáveis.

Dentre as duas principais variedades de maçã produzidas na região, a fuji está com qualidade melhor que a gala. Por conta disso, a estratégia de produtores do Sul é tentar escoar a maçã gala no mercado pelos menos até setembro, para que não interfira nas negociações da fuji, já que podem conseguir preços mais remuneradores por esta última variedade.

Quanto à colheita da temporada 2014, as atividades da gala encerraram já no final de fevereiro, enquanto que, a da fuji, deve ser encerrada nesta semana.

A produção de maçã tem reduzido desde o ano passado por conta da menor rentabilidade, o que tem refletido nos preços da maçã. De janeiro a abril de 2014, o preço médio da maçã gala foi de R$ 57,74/cx de 18 kg no Sul, 17% maior frente aos valores negociados no mesmo período de 2013 (R$ 49,25/cx). Para a variedade fuji, o aumento foi de 16%, com a fruta negociada a R$ 61,08/cx de 18 kg de janeiro a abril deste ano ante os R$ 52,83/cx do mesmo período do ano passado.

Por Daiana Braga – Colaboração: Flávia Noronha do Nascimento

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Após chegar a R$ 100, preço do tomate cai pela metade nesta semana

O tomate já está mais barato nesta semana. Nesta quinta-feira, os preços praticados no atacado de São Paulo (Ceagesp) estiveram entre R$ 45,00 e R$ 50,00/cx de 18 kg, ante os R$ 100,00 negociados na semana passada.

Isso porque, diante dos valores atrativos do tomate, produtores aceleraram a colheita, resultando em oferta de tomates ainda verdes no mercado. Receosos frente aos valores do produto no varejo, consumidores decidiram reduzir suas compras de tomate, chegando a causar sobras do produto. Para não perder a mercadoria, atacadistas e varejistas tiveram que baixar os preços para tentar escoar mais frutos no mercado.

Esse comportamento de queda nas cotações do tomate, no entanto, é pontual. Por mais que as temperaturas tenham subido um pouco nos últimos dias, contribuindo para o desenvolvimento da produção, as temperaturas seguem amenas à noite, as quais controlam a maturação total do tomate.

Por Daiana Braga – Colaboração: Renata Pozelli Sabio

 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Semana Santa pode estimular procura por hortaliças


A Semana Santa já tem influenciado no escoamento de alguns hortifrutícolas desde a semana passada. O movimento no atacado e nos principais centros de varejo tem reduzido para alguns alimentos, sobretudo para as frutas, já que nesta época alguns dos principais produtos que compõem a lista de compra do consumidor são o bacalhau e ovos de Páscoa. 

Por outro lado, pode haver boa procura por hortaliças como a batata, cebola, tomate e cenoura, já que são alguns dos principais acompanhamentos dos pratos típicos consumidos durante os feriados. 

A batata, especialmente, está com preços bastantes elevados. Cabe ao consumidor analisar a aquisição deste produto para o consumo no feriado religioso. 

Na última semana, o preço médio da batata ágata especial foi de R$ 132,33/sc de 50 kg na Ceagesp, sendo que, na sexta-feira, 11, a média girou em torno de R$ 150,00/sc. Isso porque pouco é o volume de batata que está sendo colhido nas roças. Além de o Triângulo Mineiro Alto/Paranaíba, Guarapuava (PR) e Água Doce (SC), reduzirem o ritmo de colheita nos últimos dias, as chuvas previstas para esta semana podem limitar ainda mais as atividades no campo, sobretudo na região Sul.

Previsão de geada no Sul nesta semana

Além da chuva, havia previsão de geada em regiões mais altas do Sul do País para esta semana. O fenômeno pode ocorrer nas regiões produtoras de batata, como Água Doce (SC), Bom Jesus (RS) e Guarapuava (PR). 

A semana já começou com a madrugada mais fria do ano. Na serra catarinense, já foram reportadas geadas leves e temperaturas negativas nesta madrugada, segundo a imprensa local.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Alerta de mercado: Pode faltar alface na Ceagesp na semana que vem



Alguns produtores consultados pela HF Brasil nesta sexta-feira informaram que não entregarão alface na Ceagesp na próxima semana. Isso porque houve perdas significativas de folhosas no campo, pois não aguentaram o forte calor e o tempo seco – as chuvas ocorridas no fim de semana foram insuficientes para reverter esse quadro. Uma boa quantidade de pés de alface foi prejudicada, perdendo seu valor comercial e motivando o descarte das mesmas.

As folhosas são bastante sensíveis ao clima, principalmente a variedade americana. Nesta sexta-feira, por exemplo, o preço da americana na Ceagesp foi R$ 35,00/cx com 18 unidades. Esse valor representa aumento de 13% sobre os preços praticados na sexta-feira anterior.

Mesmo que haja falta de alface no mercado, produtores acreditam que os preços não devam subir mais do que os atuais patamares. Caso as cotações fiquem maiores no varejo, muito consumidores poderão não adquirir o produto, optando por outras folhosas ou hortaliças com preços mais em conta.

Por Daiana Braga - Colaboração: Bruna Abrahão Silva
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Forte calor em janeiro deixa setor de HF em alerta


O forte calor que tem ocorrido em boa parte do Brasil tem deixado produtores de frutas e hortaliças em alerta. Historicamente, nos Sul e Sudeste, por exemplo, o mês de janeiro costuma ser bastante chuvoso, mas o cenário tem sido o oposto: a seca predominou durante todo o mês de janeiro, com chuvas mal distribuídas.

Isso ocorre porque há um bloqueio atmosférico que impede o avanço de frentes frias ao País, segundo explicações da Somar Meteorologia. Pelo menos até a primeira quinzena de fevereiro, as temperaturas continuarão elevadas, com chuvas isoladas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A previsão é que a umidade aumente apenas na segunda quinzena do mês, mas pouco aliviará o forte calor que predomina desde o início de 2014.

Para as hortaliças, os impactos do forte calor e chuvas insuficientes estão a seguir. Para o tomate, a maturação dos frutos acelerou em janeiro, aumentando a oferta no mercado. Algumas regiões estão em pico de safra de verão, como Itapeva (SP), Caçador e Urubici (SC), Chapada Diamantina (BA) e Reserva (PR). Vale lembrar que Venda Nova do Imigrante (ES) sofreu com enchentes em dezembro, e muitas áreas de tomates foram perdidas.

A batata que tem chegado ao atacado de São Paulo (Ceagesp) está com qualidade baixa por conta da seca, sobretudo as provenientes do Sul de Minas Gerais.

Em São Paulo, produtores de cebola têm relatado problemas para o preparo do solo para o plantio, sobretudo de bulbinhos em Divinolândia e Piedade (SP). Para o melhor preparo do solo, produtores relataram que é necessário usar mais irrigação.

A alface é uma das culturas mais afetadas pelo forte calor, já que são bastante sensíveis. Muitos produtores de São Paulo têm relatado elevada incidência de queima de folhas.

Dentre as frutas que mais foram influenciadas pelo clima, as altas temperaturas têm acelerado a maturação da banana nanica no Vale do Ribeira (SP). A variedade tem amadurecido mais rápido, mas apresentado baixo calibre.

Para o mamão, ainda não houve grandes impactos no Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia, e a colheita segue normalmente. No estado capixaba, áreas de mamão foram perdidas por conta das enchentes, e produtores já estão repondo parte das áreas.

Uma análise mais aprofundada do clima e seu impacto nos hortifrutícolas serão publicados na edição de fevereiro da HF Brasil. Aguarde!

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Adversidades climáticas ameaçam produção de maçã no Sul

A região Sul do País, em especial o estado de Santa Catarina, foi atingida por chuvas de granizo e fortes ventanias na última semana. São Joaquim (SC), importante região produtora de maçã, foi atingida por um tornado. De acordo com colaboradores, no entanto, o tornado não chegou até os pomares, mas as macieiras foram prejudicadas pelo granizo. Ainda não se sabe o quanto da produção da safra de maçã na região será afetada, e agentes devem contabilizar as perdas até o final do mês.

Enfim, preço da cebola reage 
 
Assim como informado no blog na última semana, as cotações da cebola começaram a reagir nos últimos dias. Os preços subiram devido à diminuição da oferta nacional após o término da safra paulista de Monte Alto e São José do Rio Pardo e a diminuição do volume de bulbos ofertados pelo Cerrado (que compreende as safras de Minas Gerais e Goiás). Essas duas praças devem estar em atividade de colheita por pelo menos mais umas duas semanas. Até o fim do ano, a oferta de cebola no mercado pode ser restrita, dando margem para maior remuneração ao produtor. Há duas semanas, produtores estavam negociando o bulbo a preços inferiores do custo.

Cenoura em MG dobra de preço 
 
Assim como os produtores de cebola, aqueles que cultivam a cenoura também estavam negociando o produto a preços mais baixos dos gastos para se produzir a cultura. Na última semana, no entanto, os preços da cenoura também subiram consideravelmente. Somente na região no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a valorização da raiz foi de R$ 103%, saltando de R$ 3,20/cx “suja” de 29 kg para R$ 6,50/cx na última semana.

O bom desempenho deve-se à maior procura pela raiz e da proximidade do final da safra, de modo geral. O clima chuvoso nas últimas semanas também foi outro fator para a menor oferta da cenoura no mercado, visto que a umidade interfere no andamento da colheita.

Daiana Braga 
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Maçã: Em plena primavera, geada ocorre em pomares de SC


As chuvas na semana passada têm trazido danos aos produtores, especialmente no Sul do País. O estado mais atingido foi o de Santa Catarina, onde em mais de 70 municípios ocorreram enchentes, conforme noticiado na imprensa.

Quanto às culturas produzidas no Sul, os pomares de maçã não foram atingidos pela chuva. No entanto, houve geada durante a madrugada. Segundo a Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (AMAP), ainda não se sabe ao certo qual será o impacto dessas geadas nos pomares catarinenses – a contabilização deverá ocorrer nesta semana.

Tomate: chuva atrasa início do transplantio da safra de verão

Para o tomate, o transplantio da safra de verão em Caçador e Urubici (SC), que tipicamente começa mais tarde que as demais regiões, as atividades deverão ser ainda mais tardias. Isso porque a primavera neste ano começou mais fria e chuvosa em comparação com a do ano passado.

Em Urubuci, especialmente, as temperaturas são mais baixas devido à elevada altitude. Assim, produtores desta região devem iniciar o transplantio de tomate em outubro. Em Caçador, as mudas começaram a ser levadas a campo nesta segunda quinzena de setembro.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Elevado preço de hortaliças favorece procura por cenoura


Devido ao elevado preços de algumas hortaliças, como batata, cebola e, principalmente, de tomate, muitos consumidores procuraram adquirir outros produtos que estiveram com preços mais em conta. A cenoura, por exemplo, foi uma boa alternativa para o consumidor, que adquiriram mais raízes na última semana. Esse cenário fez com que os preços desta hortaliça tivessem reação nos últimos dias.  

O preço médio da caixa de 29 kg de cenoura “suja” foi R$ 34,33 na última semana em Minas Gerais, aumento de 20% sobre a semana anterior.  

Tomate caro permite boa rentabilidade na safra de verão

Os brasileiros têm acompanhado atentos a evolução dos preços do tomate ao longo das últimas semanas. Nos últimos dias, no entanto, os preços do fruto reduziram de forma significativa nas roças, mesmo com as chuvas e a oferta bastante reduzida. Isso porque a demanda tem sido cada vez menor pelo produto visto os elevados preços nas gôndolas, aquecendo o mercado de outros vegetais, como a cenoura.  

As elevadas cotações do tomate, que registram recorde em março, tem permitido rentabilidade bastante positiva aos produtores que cultivam na safra de verão.

Entre novembro/12 e março/13, o preço médio da caixa de 22-25 kg do tomate salada na roça, ponderado pela quantidade e qualidade do fruto colhida ao mês foi R$ 38,99, valor 130% superior ao mínimo estimado por produtores para a produção da mesma – R$ 16,97/cx.
Nesta semana, apenas Araguari (MG) deve receber chuvas, o que pode interferir na colheita de tomate. Já nas demais praças, como Itapeva (SP), Caçador (SC) e Venda Nova do Imigrante (ES), a previsão é de tempo aberto, o que pode contribuir para o avanço das atividades de campo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Variações climáticas elevam preços das folhosas em janeiro



Neste primeiro mês de 2013, o clima tem sido chuvoso nas regiões produtoras de alface em São Paulo. A menor incidência de sol tem diminuído o ritmo de crescimento das folhosas. No início do mês, houve ainda ocorrência de granizo na região de Piedade (SP). Com isso, foram observadas folhas rasgadas e de menor porte no mercado, já que produtores acabaram colhendo as folhosas antecipadamente.

A elevada umidade também tem propiciado o aumento de doenças fúngicas e bacterianas. Isso ocasionou uma elevada variação de preços, sobretudo na última semana, fazendo com que alfaces com boa qualidade fossem negociadas a preços mais elevados. A alface americana tem sido comercializada na casa dos R$ 30,00/cx com 18 unidades na última semana. No final de 2012, a mesma variedade foi vendida por volta de R$ 13,50/cx.  

Nos próximos dias, o volume produzido pode cair, e a qualidade das folhosas continuar aquém do esperado, já que as condições climáticas devem ser úmidas e, as temperaturas, mais baixas.

Daiana Braga & Equipe Folhosas – Hortifruti Brasil

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pouca chuva pode reduzir volume de HF



Mesmo com chuvas mais frequentes desde novembro no Nordeste, ainda são necessários maiores volumes de precipitações para compensar o longo período de seca. Em Livramento de Nossa Senhora (BA), onde há produção de manga palmer, um pouco mais de 100 mm de chuva foi registrado em novembro, segundo a Tempo Agora.

Produtores de manga ainda não iniciaram os tratos culturais para a safra do próximo ano, uma vez que a aplicação de indutores florais depende de boa quantidade de água disponível. Em alguns pomares de palmer, já foram observadas floração espontânea. Porém, mangicultores de Livramento de Nossa Senhora ainda não conseguem estimar qual será exatamente o período de colheita do primeiro semestre de 2013. Quanto ao volume, as expectativas são de baixa produção justamente pela falta de água.

Com o clima seco nos últimos meses, produtores de batata do Sul de Minas Gerais devem iniciar a safra das águas mais ao final do ano, ou seja, com cerca de 20 dias de atraso. O volume de batata ofertado pelo sul mineiro, que normalmente é de 20% em dezembro, deverá ser de apenas 5%.

O período de estiagem nos pomares de laranja de São Paulo poderá impactar na produção da safra 2013/14 (julho-13/junho-14). Em quase todas as regiões produtoras de laranja, a abertura das flores foi seguida por períodos de sol intenso e pouca chuva, o que prejudicou o “pegamento” da florada. Nos pomares que contaram com irrigação, os impactos foram minimizados, havendo “pegamento” de boa parte da florada, mas, mesmo nestas propriedades, citricultores acreditam que dificilmente a produção superará a de 2012/13.

Além de questões climáticas, a diminuição dos tratos culturais em virtude da baixa remuneração neste ano também poderá acarretar em menor produção de laranja na próxima temporada.

Chuva intensa traz prejuízos à viticultura paulista

Em contraste com algumas regiões produtoras de frutas e hortaliças necessitando de maior volume hídrico, algumas áreas produtoras de uva no estado de São Paulo receberam chuvas intensas na última semana, trazendo prejuízos. Isso porque muitos produtores estão se preparando para a colheita da fruta com o intuito de ofertá-la para as festas de fim de ano, período de consumo aquecido de uva.

Na região de Jundiaí, por exemplo, pancadas de chuva chegaram a rachar as bagas, fazendo com que alguns produtores perdessem quase todo o parreiral. Por enquanto, os prejuízos dos viticultores paulistas ainda não foram contabilizados.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil