segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Às vésperas do Natal, aumenta procura por frutas


Obs: O Hortifruti/Cepea estará de férias de 23/12/13 a 03/01/14. Retornaremos nossas atividades a partir de 6 de janeiro.

Foto: Valter Pereira/PMJ

A comercialização de uva esteve mais intensa desde o fim de semana. De acordo com colaboradores do Cepea, as vendas são intensificadas nesta época para atender o consumo de uva durante as festas de final de ano (Natal e Ano Novo). Diante do mercado aquecido, produtores e atacadistas podem conseguir uma boa remuneração pela fruta. Isso porque as regiões viticultoras de São Paulo e Paraná estão com menor safra neste ano. 

No entanto, mesmo que seja uma época bastante consumidora de uva, muitos produtores focam suas vendas nas festas natalinas, proporcionando grande oferta nas gôndolas dos supermercados. A niagara, por exemplo, foi vendida a preços 19,3% mais baixos, com o quilo a R$ 4,03. Já quem negociou a uva itália conseguiu melhor remuneração na última semana. A variedade subiu 10,7%, comercializada, a R$ 4,65/kg.  
 
O melão é uma fruta que também tem sido bastante procurada neste fim de ano. Houve bom escoamento da fruta no mercado na última semana se comparado com as semanas anteriores, o que fez com que o estoque de melão amarelo reduzisse consideravelmente nos atacados.
   

Na última semana, o melão amarelo tipos 6 e 7, foi cotado a R$ 22,00/cx de 13 kg na Ceagesp, com aumento de 10% frente à semana anterior. De acordo com agentes do setor, além de haver maior procura pela fruta no atacado, a região do Rio Grande do Norte/Ceará reduziu o volume enviado para a capital paulista. O motivo da redução na oferta do polo produtor é o foco em suprir os contratos de exportação.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Anuário 2013-2014: Retrospectiva & Perspectivas


A Hortifruti Brasil acaba de lançar o Anuário 2013-2014

Neste Anuário, você poderá relembrar tudo o que aconteceu no mercado das 12 frutas e hortaliças em 2013, acompanhar a evolução da área de produção e dos preços e as principais perspectivas de mercado para 2014. A edição está disponível em www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

O Caderno de Estatísticas 2012-2013, parte integrante do Anuário e com preços dos últimos 2 anos, também está em nossa página em http://www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil/?page=838.

Para 2014, vamos lançar uma nova Seção na revista: A Radar HF, uma página inteira com análises climáticas, o atual cenário econômico brasileiro, opinião do consumidor, eventos e demais informações que serão importante a toda a hortifruticultura.
 

Desejamos a todos uma ótima passagem de ano e que 2014 seja cheio de realizações!

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

Produtores de uva focam nas festas de fim de ano



As regiões produtoras de uvas de mesa intensificaram a colheita na última semana, visando ofertar um bom volume de uvas para as festas de final de ano. Consumidores já podem encontrar a fruta nas gôndolas a preços um pouco mais baixos que nas semanas anteriores, pois, com a elevada oferta da fruta no mercado, os preços das uvas ofertadas nas regiões apresentaram queda.

A variedade que apresentou um maior recuo nos preços foi a uva niagara. Em Indaiatuba (SP), a queda foi de 36,7% na semana passada frente à anterior, negociada a R$ 3,17/kg. Mesmo com as atividades de colheita com bom ritmo nas propriedades, o período de maior colheita de uva deverá principalmente nesta e na próxima semana. Mesmo com a maior oferta, a procura de uva nesta época também tende a aumentar, e produtores podem obter boa rentabilidade com as vendas.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Chuva no Nordeste nesta semana é bem-vinda


O Vale do São Francisco, importante polo produtor de frutas, deve ter bom volume de chuva nesta semana. Na soma da semana, pode chover 88 mm em Juazeiro (BA) e 85 em Petrolina (PE), conforme os dados da Somar Meteorologia. A chuva será benéfica para a região, visto o longo período de estiagem que não só o Vale enfrenta, mas quase todo o Nordeste.

Na Bahia, em regiões como Irecê e João Dourado, área com produção de hortaliças, como a cenoura, a previsão da Somar é de 79 mm de chuva, o que pode contribuir com o aumento do nível de água nos reservatórios. Como o Nordeste vem passando por um longo período de seca, são importantes chuvas regulares daqui para a frente para que a situação hídrica normalize na região.

Frutas de caroço começam a disputar mercado com HFs


Há um mês de começar as festas de fim de ano, um maior volume de frutas de caroço tem chegado nos centros atacadistas de São Paulo, entrando na disputa com as frutas e hortaliças. Esse é um dos fatores que tem limitado a negociação com o melão. Além disso, boa parte da oferta de melão amarelo oferecida ao mercado está graúda, enquanto consumidores preferem a fruta de menor calibre.

Pomares do RS são afetados por granizo


A região Sul do País tem passado por problemas climáticos há duas semanas. Na última semana, a região de Vacaria (RS), que produz maçãs, recebeu temporal que, de acordo com uma notícia veiculada pela imprensa local, trouxe chuvas de granizo e rajadas de vento que atingiram 80 km/h. Segundo colaboradores, ainda não há dados concretos sobre a proporção das perdas nas macieiras, que devem ser contabilizadas nesta semana.

Daiana Braga – Equipe HF Brasil

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Adversidades climáticas ameaçam produção de maçã no Sul

A região Sul do País, em especial o estado de Santa Catarina, foi atingida por chuvas de granizo e fortes ventanias na última semana. São Joaquim (SC), importante região produtora de maçã, foi atingida por um tornado. De acordo com colaboradores, no entanto, o tornado não chegou até os pomares, mas as macieiras foram prejudicadas pelo granizo. Ainda não se sabe o quanto da produção da safra de maçã na região será afetada, e agentes devem contabilizar as perdas até o final do mês.

Enfim, preço da cebola reage 
 
Assim como informado no blog na última semana, as cotações da cebola começaram a reagir nos últimos dias. Os preços subiram devido à diminuição da oferta nacional após o término da safra paulista de Monte Alto e São José do Rio Pardo e a diminuição do volume de bulbos ofertados pelo Cerrado (que compreende as safras de Minas Gerais e Goiás). Essas duas praças devem estar em atividade de colheita por pelo menos mais umas duas semanas. Até o fim do ano, a oferta de cebola no mercado pode ser restrita, dando margem para maior remuneração ao produtor. Há duas semanas, produtores estavam negociando o bulbo a preços inferiores do custo.

Cenoura em MG dobra de preço 
 
Assim como os produtores de cebola, aqueles que cultivam a cenoura também estavam negociando o produto a preços mais baixos dos gastos para se produzir a cultura. Na última semana, no entanto, os preços da cenoura também subiram consideravelmente. Somente na região no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a valorização da raiz foi de R$ 103%, saltando de R$ 3,20/cx “suja” de 29 kg para R$ 6,50/cx na última semana.

O bom desempenho deve-se à maior procura pela raiz e da proximidade do final da safra, de modo geral. O clima chuvoso nas últimas semanas também foi outro fator para a menor oferta da cenoura no mercado, visto que a umidade interfere no andamento da colheita.

Daiana Braga 
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Abaixo do custo, preço da cebola pode começar a subir


Os preços da cebola, que estão abaixo os custos de produção, podem começar a esboçar reação nas próximas semanas. Isso porque produtores de Monte Alto e São José do Rio Pardo (SP) finalizaram a colheita da safra 2013 na semana passada, e Minas Gerais e Goiás diminuíram o volume ofertado.

O que explica a baixa remuneração da cebola em São Paulo é o aumento de área pelo segundo ano consecutivo, o que acumulou oferta do produto no mercado. Os valores foram tão baixos nesta temporada que alguns produtores chegaram até a abandonar algumas lavouras. Na média da safra paulista, os preços foram de R$ 0,46/kg, valor 51% menor que o preço praticado na safra 2012.

Com esse cenário, alguns produtores estão desmotivados e com pouco capital para investir na próxima safra. Assim, as estimativas iniciais indicam que a área destinada ao plantio de cebola na região deve reduzir em 2014.


Já a região do Cerrado, que engloba Minas Gerais e Goiás, deve encerrar suas atividades dentro de 15 dias. Além disso, os produtores da região Sul do País estão armazenando suas mercadorias na expectativa de uma reação dos preços. Assim, a tendência é que o volume de bulbos no País continue reduzindo, o que pode resultar em valorização do produto.

Chove no RN/CE, mas abaixo do ideal

Choveu na última semana no Rio Grande do Norte/Ceará, polo produtor de melão. Embora o acumulado de chuva não tenha sido o suficiente para repor os níveis de água nos poços, as precipitações foram um incentivo para melonicultores.

Para o mês de dezembro, porém, o cultivo do melão ainda é incerto, visto que há receio de escassez de águas nos poços.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Edição de novembro: Importação de frutas e hortaliças

A Hortifruti Brasil apresenta na edição de outubro as principais frutas e hortaliças frescos importadas na atualidade e avalia quais países parceiros têm ganhado destaque nas transações. O foco é revelar as ameaças e oportunidades que surgem para o produtor brasileiro. 

As frutas mais adquiridas são a pera, frutas de caroço (pêssego, nectarina, ameixa e damasco) e cereja, maçã, uva, citros e kiwi. Juntas, elas representaram pouco mais de 98% dos gastos do Brasil com frutas estrangeiras em 2012. 

Como convidado desta edição, Fabio Florencio Fernandes, do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, comenta sobre as regras para a importação de frutas e hortaliças, sobretudo no que diz respeito à qualidade. 

Veja também os últimos acontecimentos do mercado das 12 frutas e hortaliças acompanhadas pelas Hortifruti Brasil na íntegra na edição de novembro, disponível em www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Preço da laranja na indústria sobe para até R$ 9,00/cx


Desde o ano passado, produtores de laranja enfrentam o cenário de baixa remuneração pela laranja. Na última semana, no entanto, grandes indústrias de suco de laranja reajustaram o valor da fruta. As pequenas empresas já haviam aumentado os valores pagos aos produtores em meados de setembro, mas a maior parte das grandes indústrias reajustou as cotações apenas no final de outubro, devido à maior necessidade de aquisição da fruta para a fabricação do suco. 
As empresas de grande porte, que até a segunda quinzena de outubro vinham oferecendo em torno de R$ 7,00/cx de 40,8 kg, posta, atualmente, estão adquirindo a fruta entre R$ 7,00 e R$ 9,00/cx. Apesar de os preços ainda serem considerados, por muitos produtores, abaixo do custo de produção, os reajustes já trazem certo alívio aos citricultores.

Mamão: Tendência é de alta nos preços até o fim do ano

A maioria dos mamonicultores espera um final de 2013 e início de 2014 com preços mais remuneradores. A oferta da fruta – que já está demonstrando sinais de queda – pode se manter reduzida até meados de 2014.

Isso porque o mamão que seria colhido nestas próximas semanas já foi colhido e comercializado. Com o clima quente e seco (pouca chuva tem ocorrido nas roças) desde meados de setembro, o amadurecimento da fruta foi acelerado. Somando-se a isso, a falta de sementes de formosa durante maio e agosto pode influenciar em cotações mais remuneradoras não só para o formosa, mas também para o havaí, tendo em vista que a oferta deve ser menor, sobretudo de janeiro a maio. 

Seca no RN/CE preocupa fruticultura local

Os níveis dos poços na região da Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE) continuam a ser uma preocupação para produtores de melão. Segundo colaboradores, a região de Baraúna (RN) já está com níveis considerados como alarmantes. Neste município, não deve haver volume de chuva satisfatório para que este cenário seja revertido, pelo menos nos próximos 15 dias, segundo a Somar Meteorologia.

De acordo com colaboradores, os poços da região devem suprir a demanda para irrigação do melão até meados de dezembro. Caso não haja reposição dos mesmos, é possível tenha redução na área plantada da cultura.

Assim como para o melão, a seca está atrapalhando a cultura do mamão no Rio Grande do Norte. De acordo com agentes, parte dos produtores de Mossoró já está tendo que passar por racionamento e falta de água em suas plantações. Além disso, devido à seca, aumenta o risco de salinização da água disponível.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Banana: Chuva não causa estragos no Vale do Ribeira


As fortes chuvas que ocorreram no início da semana passada não chegaram a prejudicar a produção de banana. Pelo contrário: foram benéficas à bananicultura, auxiliando no desenvolvimento dos bananais. 

Em vários municípios de Santa Catarina e no Vale do Ribeira (SP), houve enchentes e granizos. Houve relatos de que algumas plantas em Sete Barras, no Vale do Ribeira, foram destruídas, mas não de forma significativa.

PR tem chuva forte e granizo, mas não afeta batata

A região de Curitiba (PR) também foi atingida por fortes ventos, chuva e granizo. Guarapuava, região paranaense produtora de batata, registrou o mesmo cenário. Ambas as regiões terminam o plantio de batata da safra das águas ainda neste mês. Apesar da situação climática, as lavouras dessas regiões não foram afetadas devido ao estágio inicial de desenvolvimento em que se encontram.
Produtores devem continuam atentos ao clima nesta semana, já que mais chuvas podem atingir o Paraná.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Batata: Irati e de Sudoeste terminam plantio e devem ofertar em novembro


Irati (PR), região produtora de batata, encerrou na última semana o cultivo da safra das águas 201/13, atividade que iniciou em setembro. Geralmente, em setembro, o volume cultivado de batata na região é um pouco menor, mas neste ano produtores optaram por plantar uma área um pouco maior nesse mês por conta das boas condições climáticas. Durante todo o plantio em Irati, produtores não encontraram dificuldades para a prática, assim, é esperada boa produtividade na região. Irati deve iniciar a colheita da safra das águas em novembro. 

Enquanto os paranaenses focam na safra das águas, o Sudoeste Paulista concentram suas atividades na safra de inverno 2013. Até o fim do mês, produtores desta região devem cultivar toda a safra de batata prevista. Houve chuvas durante o plantio no Sudoeste Paulista, o que chegou a comprometer as atividades no campo, mas sem trazer danos à produção futura. Assim como Irati, o Sudoeste Paulista deve iniciar a colheita também em novembro. Tudo indica que a oferta de batata tende a ser elevada no fim do ano.

Cebola e cenoura: baixa produtividade e elevada oferta reduzem preço

Por conta da elevada produtividade e da boa oferta, os preços da cenoura alcançaram os menores preços do ano na Ceagesp. Na média da última semana, a caixa “suja” com 20 kg de cenoura foi comercializada no atacado por R$ 17,12. Na roça, produtores têm comercializado a raiz a preços abaixo do custo. 


Produtores de cebola também estão enfrentando um período de baixa remuneração. Isso porque também há elevada disponibilidade do bulbo no mercado, tendo em vista a boa produtividade nas roças devido ao bom comportamento climático. A previsão é que a oferta de cebola e de cenoura reduza em novembro. 
Foto: Walmir Varela
Maçã: Florada e polinização seguem a todo vapor no Sul

Nas últimas semanas, o clima tem sido favorável para as atividades de campo dos pomares de maçã do Sul. As regiões de São Joaquim (SC), Fraiburgo (SC) e Vacaria (RS) não têm enfrentado adversidades climáticas. Com isso, a florada e a polinização dos pomares dessas regiões estão com bom ritmo, com previsão de término para o final de outubro. 


Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Seminário Mosca Branca - 5 e 6 de novembro


Prezados leitores,
 

A Associação Brasileira da Batata (ABBA), como o apoio da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) está organizando o Seminário Mosca Branca, que acontecerá nos dias 5 e 6 de novembro, no Center Convention, em Uberlândia (MG). 

A programação do evento está disponível no site da ABBA em http://www.abbabatatabrasileira.com.br/2008/eventocapa.asp?id_EVECAT=22.

Mais informações do evento, consulte a ABBA: http://www.abbabatatabrasileira.com.br.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Especial Batata: Em tempos de mão de obra cara, por que não mecanizar?


No Especial Batata de 2013 (edição de outubro), foi elaborada uma análise da oportunidade de reduzir a mão de obra na propriedade de batata, substituindo a colheita semimecanizada pela mecanizada. Boa parte dos produtores no Brasil ainda adota o sistema de colheita semimecanizado, mas cada vez mais a mecanização total tem despertado interesse da bataticultura nacional.

Para acompanhar a sustentabilidade econômica do setor, veja também neste Especial os custos de produção atualizados de Vargem Grande do Sul (SP) e do Sul de Minas Gerais.

Não deixe de acompanhar as informações de mercado das 12 frutas e hortaliças pesquisadas pela Hortifruti Brasil. O Especial Batata já está disponível na página da Hortifruti Brasil, no site do Cepea.

Daiana Braga
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Maçã: Em plena primavera, geada ocorre em pomares de SC


As chuvas na semana passada têm trazido danos aos produtores, especialmente no Sul do País. O estado mais atingido foi o de Santa Catarina, onde em mais de 70 municípios ocorreram enchentes, conforme noticiado na imprensa.

Quanto às culturas produzidas no Sul, os pomares de maçã não foram atingidos pela chuva. No entanto, houve geada durante a madrugada. Segundo a Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (AMAP), ainda não se sabe ao certo qual será o impacto dessas geadas nos pomares catarinenses – a contabilização deverá ocorrer nesta semana.

Tomate: chuva atrasa início do transplantio da safra de verão

Para o tomate, o transplantio da safra de verão em Caçador e Urubici (SC), que tipicamente começa mais tarde que as demais regiões, as atividades deverão ser ainda mais tardias. Isso porque a primavera neste ano começou mais fria e chuvosa em comparação com a do ano passado.

Em Urubuci, especialmente, as temperaturas são mais baixas devido à elevada altitude. Assim, produtores desta região devem iniciar o transplantio de tomate em outubro. Em Caçador, as mudas começaram a ser levadas a campo nesta segunda quinzena de setembro.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Edição de setembro: Seguro Agrícola


O setor hortifrutícola é o segundo entre os produtos agrícolas mais segurados no País. No entanto, o mercado de seguro rural no País é ainda pouco desenvolvido e concentrada em poucas culturas. De qualquer forma, há demanda por parte de produtores para um seguro mais abrangente.

Os prós e os contras do seguro agrícola você pode conferir na edição de setembro da Hortifruti Brasil.  
 
Nesta edição, leia também sobre os últimos acontecimentos do mercado de 12 frutas e hortaliças.  
 
A edição completa está disponível na página da Hortifruti Brasil aqui.  


Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Preços das principais hortaliças sobem


As principais hortaliças pesquisas pelo Hortifruti/Cepea apresentaram valorização na última semana, como é o caso da batata, tomate e cenoura.

Mesmo que algumas regiões estejam em período de safra, os preços da batata continuam firmes acima dos R$ 100,00/sc. Na semana passada, houve valorização de R$ 14,8% na média semanal frente à da semana passada, a R$ 101,08/sc de 50 kg.

Isso se deve principalmente à redução de oferta de batata no Sudoeste Paulista, que está em período de transição entre a safra das secas e a de inverno. Outro fator que contribuiu para a valorização da batata foi que alguns produtores de Vargem Grande do Sul (SP) reduziram o ritmo de colheita desde o final da semana passada, na intenção de impedir uma desvalorização muito forte do tubérculo.
 

Outro produto que valorizou significativamente foi o tomate. Na última semana, o aumento foi de expressivos 107,5%, com o tomate salada 2A cotado a R$ 44,53/cx na Ceagesp. Com o tempo frio durante a noite, principalmente nas roças paulistas, a maturação do fruto ocorreu mais lentamente no período, resultando em queda no volume no mercado.

No entanto, dificilmente os preços do tomate alcançarão novos recordes de preços, como os verificados no início do ano. Os valores podem recuar ainda nesta semana caso a proporção de tomates verdes siga elevada nesta semana. As temperaturas reduziram um pouco desde o último fim de semana, e a previsão é que até o fim desta semana os termômetros caiam ainda mais, segundo previsões da Somar Meteorologia.

Além disso, a oferta de tomate rasteiro, que tem aumentado nos últimos dias, pode atrapalhar as vendas das outras variedades devido às suas cotações mais acessíveis.
Para a cenoura, as chuvas que ocorreram em Minas Gerais em meados de abril impediram o plantio em alguns dias, refletindo, então, em menor quantidade ofertada neste início de safra de inverno. Como a oferta de raízes está baixa na região, as cenouras têm sido colhidas de forma antecipada por parte dos produtores, em busca de aproveitar os preços mais atrativos.

Em MG, a caixa “suja” de 29 kg de cenoura foi comercializada a R$ 25,00, aumento de 48,5% frente à semana anterior. Para esta semana, a previsão é de que as cotações se mantenham, já que já estão em patamares elevados e o volume ainda deve permanecer baixo.

Banana: Brasil suspende, por enquanto, importações do Equador
 

 No último dia 07, a Confederação Nacional dos Bananicultores (Conaban) junto a políticos participaram de um debate no palácio do Itamaraty sobre as importações de banana do Equador. No debate, estavam presentes produtores das principais regiões acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea – Vale do Ribeira (SP), Norte de Santa Catarina, Norte de Minas Gerais e Bom Jesus da Lapa (BA). 
 
O principal ponto contra a importação é que a fruta do Equador pode trazer alguns riscos fitossanitários. Além disso, o Brasil produz banana suficiente para atender a todo o mercado interno. Com isso, produtores conseguiram, por enquanto, barrar as importações de banana do Equador. Porém, o Ministério da Agricultura ainda cita que o acordo com o país vizinho pode trazer benefícios para a balança comercial.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Edição de agosto: Rastreabilidade de frutas e hortaliças


Nesta edição, a Hortifruti Brasil desmistifica o conceito da rastreabilidade de frutas e hortaliças. Mais exigente, o consumidor brasileiro preza cada vez mais por alimentos de qualidade e seguros. Para o produtor, esta pode ser uma ótima oportunidade de ganho de mercado.

Para aprofundar mais sobre esse assunto, convidamos empresas de rastreabilidade, do varejo e do setor produtivo para entender como funciona a rastreabilidade dos hortifrutícolas. O bate-papo você pode conferir no Fórum, a partir da página 35.

Não deixe de acompanhar também nesta edição as últimas informações de mercado das 12 frutas e hortaliças analisadas pela Hortifruti Brasil. A edição na íntegra você pode acessar na página da revista.
 
Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Frio traz danos à produção de frutas e hortaliças; PR é o mais afetado

Foto: Divulgação
 
Levantamento realizado pela Hortifruti Brasil constata que o frio intenso nas últimas semanas afetou a produção de cebola, tomate, uva e batata no Sudeste e Sul do País. Ainda é cedo para contabilizar a dimensão das perdas, mas poderá haver impacto na oferta. Algumas áreas de produção tiveram chuva forte, geada e até mesmo neve. No Paraná, foi registrada a ocorrência de “geada negra” (congelamento da parte interna da planta, que escurece e morre). 
 
Segundo apurou a equipe da Hortifruti Brasil, o clima adverso atrasou o transplantio de mudas de cebola nas regiões de Ituporanga (SC) e São José do Norte (RS). Em Irati (PR) e Lebon Régis (SC), onde o semeio já foi realizado, os bulbos podem demorar mais para atingir o ponto de maturação. Dessa forma, a colheita de cebola, que ocorreria em novembro, deve atrasar no Sul do País, principal produtor nacional de cebola.

Também houve perdas na safra de tomate em Reserva (PR). Alguns produtores adiantaram o transplantio para julho ao invés de agosto, com o intuito de escalonar a oferta. Boa parte dessa produção acabou sendo perdida por conta da geada – ainda não há estimativas que quantifiquem essas perdas. De acordo com produtores ouvidos pela Hortifruti Brasil, essas áreas perdidas deverão ser replantadas, o que provavelmente aumentará os gastos do tomaticultor paranaense. Já em outras áreas de produção de tomate, o frio tem apenas diminuído o ritmo de maturação dos frutos, acarretando em maior oferta de tomates verdes no mercado.

Com relação à uva, houve incidência de geada em alguns parreirais do Paraná, que produz uvas finas (itália) e niagara. Em Marialva, produtores que realizaram as podas afirmam que algumas videiras foram queimadas, e que as perdas serão contabilizadas a partir desta semana. Parte dos produtores do estado irá esperar o aumento das temperaturas para realizar novas podas, visando a safra do final de ano. Dependendo do impacto do frio para a safra de fim de ano, período de elevado consumo de uvas, o volume destinado ao mercado pode ser menor, aumentando os preços aos consumidor.
 
Alguns produtores de batata do Paraná, que pretendiam encerrar a safra da seca, tiveram que aguardar mais alguns dias por conta do frio. Choveu muito nas áreas de produção, limitando o acesso do agricultor ao campo. O plantio para a safra das águas 2013/14 não deve ser prejudicado, visto que as atividades terão início somente no começo de agosto.

Se para algumas culturas o frio trouxe prejuízos, para outras, como a maçã, chegou em boa hora. Os pomares estão em dormência e corriam o risco de apresentar brotação prematura. Com o frio, devem continuar em dormência, favorecendo os frutos. Esse período de frio é importante para que macieiras brotem mais uniformes.

No Nordeste, importante polo produtor de frutas, as temperaturas chegaram a cair um pouco, mas não foram prejudiciais à produção. No entanto, produtores nordestinos que enviam mercadorias ao Sudeste relataram que os pedidos foram reduzidos – o consumo de frutas cai com temperaturas baixas.

Os impactos do frio não chegaram a refletir diretamente em aumentos dos preços dos hortifrutícolas. As baixas temperaturas nos principais centros consumidores inibem maiores compras do consumidor, o que acaba limitando um avanço nas cotações. A expectativa é que a volta às aulas possa modificar esse cenário, além do início do mês, aquecendo as vendas nas próximas semanas.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil