quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Edição de dezembro: Anuário 2015-2016

O Anuário 2015-2016 da Hortifruti Brasil já está no ar! Presenteamos nossos leitores com novos canais de comunicação, que facilitarão a todos o acesso às nossas informações e em tempo real: O WhatsApp (19-99107-4710), o Canal do YouTube com o Minuto HF (programa com as principais tendências de mercado) e com o HF em Vídeo (baseado nas edições impressas). Outro projeto é site da HF Brasil (www.hfbrasil.org.br), que será lançado em fevereiro de 2016, que terá atualizações diárias de preços e análises.

Nesta edição, pontuamos vários fatores que pressionaram a rentabilidade do setor em 2015. O aumento generalizado dos insumos com a disparada do dólar, o consumidor brasileiro receoso em ampliar suas compras, a queda da atividade econômica brasileira, a seca prolongada e as chuvas em excesso em diferentes regiões do Brasil e o crédito escasso e mais caro são os principais pontos que marcaram o ano e que continuarão a ser desafios ao setor de HF em 2016.

Esta edição também traz o Caderno de Estatísticas, com série mensal de preços de 2014 e 2015 das 13 culturas.

Para conferir o Anuário 2015-2016, acesse nossa página aqui!

Agradecemos nossos parceiros que nos apoiaram em 2015 e estão presentes nesta edição:

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Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Produção de HF no PR segue prejudicada com chuva

As chuvas em excesso têm prejudicado a produção hortifrutícola no estado do Paraná. Em novembro, por exemplo, o volume de chuvas no acumulado do mês passado foi de 432 mm em Marilândia do Sul, Apucarana e Califórnia (PR), segundo a Somar Meteorologia - regiões tradicionais no cultivo de cenoura. Com a elevada umidade, a produtividade das lavouras da raiz reduziu para 50,27 t/ha.

O plantio nas lavouras de cenoura do Paraná também foi dificultado, devido à dificuldade de preparo do solo. Além disso, também houve problemas na colheita, o que pode fazer com que haja atraso no calendário da safra de verão 2015/16.

Diante deste cenário, dezembro começou com preços elevados. A cenoura "suja" de 29 kg foi comercializada à R$ 21,33 na primeira semana deste mês, 25,5% a mais em comparação à última semana de novembro.

Produtores de uva de Marialva e do Norte do Paraná relataram aumento das perdas desta safra, em função das constantes chuvas que atingem o estado. Especificamente na última semana, rachaduras nas bagas têm sido o principal problema, pressionando as cotações.

Além disso, a necessidade de constantes limpezas nas videiras, como retiradas de folhas e bagas podres, tem elevado os custos com mão de obra, prejudicando ainda mais a rentabilidade do produtor.

Mais chuvas poderão ocorrer no Paraná nesta semana, as quais devem continuam interferindo na produção de HFs.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Frutas de caroço já chegam nas câmaras de maçã

Com a finalização dos estoques de maçãs safra 2014/15, produtores deverão utilizar a infraestrutura das câmaras frias para armazenar as frutas de caroço, bastante demandadas no final do ano.

Porém, neste Natal, ameixas, pêssegos e nectarinas, estarão mais caros. Com as fortes chuvas e o granizo que atingiram o Sul do País, principal região produtora dessas frutas, as perdas foram significativas, de modo que há possibilidade de faltar mercadoria para atender à demanda da época.

Em meio às perdas, produtores atentam para a possibilidade da liberação de recursos para pagar a subvenção do seguro rural, que está menor neste ano. Em reunião com parlamentares e representantes de sindicatos e associações de produtores, na última quinta-feira (26), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que intenciona arrecadar pelo menos R$ 30 milhões para cobrir prejuízos de produtores de uva, maçã e frutas de caroços. A medida é de extrema importância para fruticultores da região.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Minuto HF - A alta do dólar é benéfica ao setor de HF?


A Hortifruti Brasil lança seu primeiro programa Minuto HF, um projeto realizado para todos os interessados no setor de frutas e hortaliças! Neste primeiro programa, falamos sobre o os impactos do dólar no setor de HF.

Para assistir ao vídeo, acesse nossa Página no YouTube aqui!

Essa é uma das novidades que a HF Brasil prepara para os seus leitores em 2016, e as novidades não param por aí! Aguarde!

Dê suas sugestões para os próximos Minuto HF!

Equipe Hortifruti Brasil
 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Pesquisadora do Cepea participa de evento na Costa Rica

A pesquisadora do Cepea Renata Pozelli Sabio está participando nesta semana do XIV Market Information Organization of the Americas, em San Jose, na Costa Rica.
 
O evento acontece de 11 a 13 de novembro, e está sendo organizado pelo Instituto Inter Americano para Cooperação na Agricultura, reunindo representantes dos principais países da América com o objetivo de discutir a importância dos Sistemas de Informação na área de hortifrutis.
 
Na ocasião, a pesquisadora está representando a Hortifruti Brasil, apresentando aos convidados a atual rede de inteligência desenvolvida pelo Projeto na geração de informações relevantes ao setor hortifrutícola do Brasil.
 
 
Fernanda Geraldini - Equipe Hortifruti Brasil

Edição de novembro: Especial Frutas



Neste Especial Frutas, a Hortifruti Brasil discute quatro fatores que podem estimular ou conter o desempenho dos embarques de frutas nos próximos anos: a recente disparada do dólar, a crise hídrica, a disponibilidade de crédito e o consumo dos brasileiros, ou o que chamamos de as "4 Crises".

Especialmente com a forte valorização do dólar e o enfraquecimento da economia brasileira, a exportação se tornou mais atrativa que a venda no mercado doméstico. Mas a competividade e sustentabilidade das exportações nacionais de frutas não pode se apoiar apenas no dólar valorizado. Melhorias ao longo da cadeia produtiva, redução do “Custo Brasil”, mais investimentos em tecnologia e infraestrutura e a formalização de mais acordos comerciais são alguns desafios para o País ser mais competitivo.

Confira a matéria completa e as últimas informações do mercado de frutas e hortaliças na edição de novembro da HF Brasil em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Paralisação dos caminhoneiros já prejudica escoamento de alguns HFs

Foto: Jornal do Sul

A paralisação dos caminhoneiros em diversas rodovias do Brasil já está dificultando a comercialização de HFs. Segundo agentes consultados pelo Cepea, muitos compradores já reduziram as compras, com receio de que as cargas fiquem paradas por muito tempo, podendo perder qualidade ou até mesmo serem perdidas.

No caso da batata, por exemplo, produtores têm evitado comercializar o tubérculo para a região de Belo Horizonte (MG), região onde a paralisação está bastante intensa. Aqueles que ainda enviam para a capital mineira, por sua vez, têm utilizado rotas alternativas para fugir das estradas fechadas pelos manifestantes. Contudo, com o maior tempo de frete, já são relatadas perdas de qualidade em parte das cargas.

Para a laranja paulista, o receio quanto ao escoamento fez com que compradores reduzissem as compras, principalmente aqueles que comercializam com os estados do Sul do Brasil, região onde as manifestações estão mais intensas, além de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Por Fernanda Geraldini Palmieri – Equipe Hortifruti Brasil
 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Produtor de HF tenta escoar produção antes da greve dos caminhoneiros

Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo
Convocados pelo Comando Nacional do Transporte, caminhoneiros autônomos deverão iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 09. Embora a lista de reivindicações da categoria permaneça a de fevereiro (quando também ocorreu greve de abrangência nacional e caminhoneiros pediam a redução do óleo diesel e a criação da tabela do preço mínimo do frete), a pauta da greve agora é outra.

O objetivo principal da greve será pressionar pela renúncia da presidente Dilma Rousseff. Como a organização dos protestos tem ocorrido por fora dos sindicatos – caminhoneiros têm utilizado as redes sociais para se organizar –, é difícil estimar a adesão.

A greve poderá impactar o abastecimento de vários setores, incluindo a distribuição nacional de frutas e hortaliças. Preocupados, alguns produtores de frutas têm procurado escoar um maior volume de mercadorias nesta sexta-feira antes da possível greve.

A Hortifruti Brasil continua atenta às notícias quanto à greve dos caminhoneiros, e manterão os leitores informados nos próximos dias.

Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Com chuva, preço do tomate quase dobra

As chuvas que atingiram as principais regiões produtoras de tomate já começam a impactar nos preços, que estão quase o dobro dos valores da semana passada. Segundo colaboradores do Cepea, as atividades de colheita estão limitadas pelas precipitações, reduzindo a oferta do produto.

Na cidade de Sumaré (SP), por exemplo, as precipitações totalizaram 59,7 mm entre os dias 1º e 4 de novembro, segundo a Somar Meteorologia. Em Araguari (MG), o volume é de 64,8 mm, enquanto em Mogi Guaçu totalizou 48,5 mm.

Assim, a menor oferta geral, somada à aproximação do final de colheita em algumas praças, elevou os preços no atacado paulistano. A média do tomate 2A comercializado na Ceagesp hoje, 05, foi de R$ 56,67/kg, aumento de 89% em relação à sexta-feira da semana passada.

Por Fernanda Geraldini Palmieri

Gepol, da Esalq/USP, realiza evento sobre hortícolas especializadas; saiba mais


O Grupos de Estudos e Prática em Olericultura (GEPOL-ESALQ/USP) realiza no dia 18 de novembro o evento "Agronegócio de Hortícolas Especializadas", no Anfiteatro Salim Simão, no Departamento de Horticultura da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz").

A pesquisadora do Cepea Renata Pozelli Sabio participará do evento com palestra intitulada "Mercado de Mini e Baby Hortaliças".
 
Para quem se interessar, o cartaz oficial está abaixo, mas é possível também obter informações pelo e-mail gepol@usp.br.

 
Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Menor demanda por frango e iogurte no Nordeste afeta vendas de... melão! Entenda o por quê


 
A falta de caminhões para o transporte de melões tem sido assunto frequente no Nordeste do País. A crise econômica pode ser apontada como um dos principais fatores para este cenário. Isso porque, além dos preços elevados de combustíveis e pedágios, que acabam tornando o transporte de melões pouco atrativo para caminhoneiros, o desaquecimento do mercado brasileiro reflete diretamente na demanda de produtos, como o iogurte e o frango.

Estes produtos são enviados ao Nordeste por meio de caminhões refrigerados que transportam, na volta (frete de retorno), os melões para o Sudeste e Sul. Assim, a menor demanda por iogurte e produtos refrigerados faz com que menos caminhões cheguem ao Nordeste, distribuindo, consequentemente, menos frutas para demais regiões do País. 



Gosta de caipirinha? Então prepare seu bolso!

A lima ácida tahiti tem sido negociada no mercado paulista a valores recordes. Neste mês, o preço da caixa de 27 kg registrou média de R$ 79,71, o maior patamar nominal da série história do Cepea, iniciada em 1996. O Cepea chegou a coletar negócios a R$ 120,00/cx de 27 kg em outubro.

Apesar dos valores recordes, poucos são os produtores que conseguem aproveitar este bom momento, já que a maior parte desses agentes já finalizou a colheita e/ou detém baixo volume para comercialização. Ainda assim, o comentário de agentes do setor é que os preços de venda da tahiti (considerando-se a média parcial deste ano, até outubro) superem os custos médios de produção.

O impulso para as fortes altas nas cotações da tahiti vem da entressafra no estado de São Paulo, principal produtor da fruta do Brasil. Apesar de ser comum a redução da oferta neste período, desde o ano passado observa-se que a disponibilidade da fruta neste período é ainda menor que o usual – principalmente devido a fatores climáticos.

Equipe Hortifruti Brasil

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

800 mil pés de tomate são perdidos com granizo em Sumaré

 
Ocorreu granizo na região de Sumaré (SP) na quinta feira (22), que comprometeu boa parte da produção de tomate da segunda parte da temporada de inverno. Segundo relatos dos produtores, a princípio 800 mil dos 2 milhões de pés correspondentes à segunda parte da safra foram perdidos (40% do total cultivado no período), trazendo prejuízo para quase todos os produtores da região.

A maior parte dos produtores da região possui algum tipo de seguro para produção, mas, mesmo assim, estão desestimulados para novos investimentos.

Produtores indicam que haverá uma redução de cerca de 10 caminhões de tomate ofertados por dia devido ao ocorrido, fazendo com que a oferta em Sumaré fique comprometida até o fim safra, em dezembro. Produtores que não tiveram sua produção afetada pelo granizo e têm produção para vender podem se beneficiar com melhores preços, mas consumidores terão que arcar com preços mais altos nas gôndolas.

Proibição de Paraquat preocupa produtores de banana

Um dos assuntos bastante comentados na mídia nesta foi a proibição do Paraquat pela Anvisa, um herbicida que é amplamente utilizado na agricultura brasileira, inclusive na produção de hortifrutícolas. Segundo alguns estudos, o contato com este produto traz prejuízos à saúde.

Alguns produtores de banana foram consultados pelo Cepea para comentar sobre a proibição do herbicida. Alguns deles estão preocupados com a possível proibição. Segundo eles, o herbicida não tem um substituto único. Dessa forma, teria que ser substituído por uma série de outros produtos.

Isso acarretaria em um aumento no custo de produção. Vale ressaltar que, em 2015, outros fatores já estão elevando o custo de produção no setor de HF, como a elevada taxa de câmbio e a alta nos preços dos combustíveis e da energia elétrica.
 
Equipe Hortifruti Brasil


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Edição de outubro: Especial Batata

Trazemos na edição de outubro mais uma edição de custo de produção da batata, avaliado em face da crise econômica/fiscal e política que o País atravessa. Para esta edição, a HF Brasil fez a análise comparativa de duas escalas de produção em Vargem Grande do Sul (SP) (100 e 350 hectares) e de outras duas no Sul de Minas (8 hectares na safra das águas com 20 hectares na safra de inverno).

No balanço, a perspectiva é que os custos de produção na bataticultura se mantenham elevados em 2016 diante do aumento do dólar, da energia elétrica e do combustível. Neste Especial Batata, a HF Brasil sugere alternativas para que a atividade seja sustentável.

Também trazemos nesta edição as informações atualizadas do setor de frutas e hortaliças. Leia a edição de outubro na íntegra na página da HF Brasil em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Racionamento de água no Vale do São Francisco é adiado para fim de novembro

Reservatório de Sobradinho / Foto: Divulgação
O racionamento de água no Vale do São Francisco (BA/PE), previsto para acontecer a partir do final deste mês, foi suspenso, segundo nota divulgada pelo Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC) na última semana.

O aumento da vazão da barragem Três Marias para 500 m3/s desde o 28 de setembro possibilitará a manutenção dos níveis toleráveis para captação no reservatório de Sobradinho, o que permite, então, que a água não seja racionada por ora. Além disso, a previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é de que Sobradinho, o principal reservatório baiano, atingirá a cota de 380,8 metros em 30 de novembro, sendo este volume suficiente para que ocorram operações de captação.

Assim, produtores do Vale do São Francisco poderão continuar, pelo menos até novembro, com as atividades de irrigação na fruticultura. De qualquer forma, continua o alerta quanto ao uso de água na região: até o final da semana passada, o reservatório de Sobradinho contava apenas com 7,2% do seu volume útil.

A possibilidade de racionamento preocupava os produtores de fruta da região, que poderiam ter a produção prejudicada. No caso do melão, por exemplo, apesar de não terem que racionar água, produtores já têm dificuldade para irrigar a cultura, de modo que a área destinada ao plantio da fruta já é menor.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Clima eleva preço da batata, mas pressiona o de tomate

 
Os preços da batata aumentaram na semana passada por conta das chuvas intensas, que desaceleraram a colheita principalmente nas regiões do Sul de Minas e Vargem Grande do Sul (SP). Na média semanal, o tubérculo foi comercializado na Ceagesp a R$ 76,07/sc de 50 kg, aumento de 20,82% sobre a semana anterior.

As precipitações devem continuar interferindo nas atividades de campo nesta semana, uma vez que as previsões indicam mais uma semana chuvosa nas roças. Nas regiões paulistas – Vargem Grande do Sul e Sudoeste Paulista – pode chover acima de 40 mm, enquanto no Sul de Minas pode superar os 61 mm. Até em regiões onde a seca ainda predominava, como na Chapada Diamantina, também pode chover, mas em volume bem menor, de 7 mm.

Além de interferir na colheita, o clima chuvoso também tem afetado o plantio nas regiões de Água Doce (SC) e Bom Jesus (RS). Produtores dessas praças já estimam atraso de 15 dias nos trabalhos e, se as chuvas persistirem em outubro, pode haver alteração no calendário de colheita.

Já no caso do tomate, o cenário foi um pouco diferente. As elevadas temperaturas nas roças permitiram uma maturação avançada do produto, aumentando a oferta no mercado. Com isso, houve redução de 44% nas cotações do tomate salada 2A, que foi negociado a R$ 23,60/cx de 22 kg na Ceagesp. Além de aumentar a oferta, o tempo quente acabou reduzindo a qualidade do tomate.

Assim como nas lavouras de batata, também pode chover nas de tomate nos próximos dias em Mogi Guaçu e Sumaré (SP), norte do Paraná, Venda Nova do Imigrante (ES), São José de Ubá e Paty do Alferes (RJ) e também na Chapada Diamantina, ainda que nesta última região de forma menos intensa.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Volume Útil de Sobradinho preocupa produtores do Vale do São Francisco



 Com a escassez de chuvas na nascente do Rio São Francisco, em Minas Gerais, produtores de frutas do Vale do São Francisco (PE/BA) já se preocupam com a possibilidade de racionamento de água. O volume útil do reservatório de Sobradinho, principal responsável pelo fornecimento de água para irrigação na região do Vale, está em um nível preocupante – 9,2% no dia 23/09.

O Distrito de Irrigação Nilo Coelho alerta sobre possibilidade de racionamento já a partir de 26 de outubro, se o volume útil chegar a 5,14%. O racionamento visa evitar o corte total de água para irrigação, que pode acontecer em novembro este nível atinja 3,14%. Produtores receberão em seus lotes um calendário informando as condições e horários permitidos para o uso da água.

No caso das frutas acompanhadas pelo Cepea, este cenário pode impactar na produção de uva, manga e melão. No caso da uva, a falta d’água pode prejudicar a produção de uva local no início de 2016, visto que pode atrasar a poda e prejudicar o desenvolvimento da fruta.

Para o melão, produtores que não possuem poços particulares e que não plantam em regiões próximas a rios já enfrentam dificuldades para a captação de água. Inclusive, a produção da fruta no Vale já tem sido impactada, principalmente com redução de produtividade.

A manga da região, que colhe o ano todo, pode ter problemas com relação à qualidade, principalmente no crescimento do fruto a ser colhido até o final do ano. Além disso, pode impactar também na produção de 2016.

Por Fernanda Geraldini - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Geadas atingem o Sul do País


Produtores de maçã do Sul do Brasil tiveram um final de semana de “bater o queixo” nos dias 12 e 13 de setembro. Na cidade de Vacaria (RS), por exemplo, as temperaturas chegaram a -2,4°C, inclusive com a ocorrência de geadas. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), as perdas são mais significativas em praças que cultivam a fruta em menores altitudes, uma vez que, nestas regiões, as temperaturas são geralmente mais altas. Em localidades elevadas, por outro lado, as perdas na produção da maçã devem ser pouco intensas.

Também no Sul do País, as lavouras de cenoura sentiram os efeitos do clima na produção. As geadas causaram perda de folhas nas raízes, e as chuvas facilitaram o aparecimento de fungos, como Oídio. Ainda assim, não houve valorização das cenouras locais, devido à oferta nacional elevada.

No caso da uva, o problema foi a chuva. Em Jales (SP), por exemplo, choveu significativamente nos dias 11 e 12, resultando em problemas de qualidade para as frutas colhidas na semana passada. Viticultores relataram rachaduras, podridão e incidência de doenças fúngicas nos parreirais. Apesar dos problemas na qualidade observados na semana, colaboradores consultados pelo Cepea informaram que são problemas pontuais.

Já para o mamão e para a banana, as temperaturas estão elevadas em algumas das regiões produtoras. No caso do mamão, há uma melhora na qualidade, com menor incidência de pinta preta e mancha fisiológica. Contudo, os preços baixos podem fazer com que produtores reduzam os tratos culturais, podendo aumentar a incidência de ácaros. Para a banana, o clima quente tem feito com que haja maior oferta de frutas de segunda qualidade do que de primeira, pois somado à falta de chuvas, o desenvolvimento da fruta está limitado no que se refere a calibre.
No caso da batata e do tomate, a maior parte das regiões que estão colhendo atualmente têm registrado temperaturas elevadas. Neste cenário, a oferta tem sido elevada para ambas as hortaliças, que registraram preços menores na semana passada.

Por Fernanda Geraldini – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Chuvas fortes trazem problemas à produção de HFs


As chuvas voltaram com força na última semana em várias regiões do Brasil. As precipitações atingiram regiões produtoras de HF do Sul e Sudeste, como as de batata, melancia e uva.

Na última semana, o preço da batata na Ceagesp disparou 87% com as chuvas, a R$ 146,17/sc de 50 kg. Além do clima chuvoso, o Sudoeste Paulista entrou em período de entressafra, o que resultou na redução ainda maior da oferta do tubérculo. Além disso, Vargem Grande do Sul não apresenta sinais de que tenha uma área muito grande para ser ofertada ainda nessa temporada.

As fortes chuvas vieram acompanhadas de ventos e granizo em algumas lavouras de melancia de Oscar Bressane, por exemplo, onde choveu entre os dias 7 e 10 deste mês o equivalente a 67% da média climatológica para todo mês de setembro, enquanto que em Marília choveu 70% da média mensal. Segundo agentes, houve prejuízos em algumas lavouras de melancia da região, inclusive com casos de perda de 100% da área plantada. Em outras áreas, por outro lado, os danos foram apenas avarias na casca e/ou perda de folhas e flores.

O clima úmido também afetou a uva da região de Jales (SP). A cotação das uvas finas, como benitaka e itália, foi inferior à da semana anterior devido às chuvas e o frio, afetando o desenvolvimento das bagas. Viticultores relataram que, se continuar chovendo significativamente na região, essas variedades podem ser ainda mais prejudicadas, causando rachaduras, doenças fúngicas e até podridão.

Segundo as previsões meteorológicas, pode continuar chovendo nas regiões produtoras nesta semana, mas de forma menos intensa.

De qualquer forma, especialmente produtores do Sul do País, estavam atentos com o avanço de uma intensa massa de ar frio que chegava no Sul no fim da última semana, que prometia provocar fortes rajadas de vento e declínio acentuado das temperaturas. As previsões indicavam, ainda, que o final de semana que passou poderia ser o mais frio do ano, com possibilidade de geada moderada a forte em algumas regiões. Os impactos desta massa de ar devem ser sentidos nos próximos dias.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Edição de setembro: Comunicação digital se torna ferramenta de negócio em HF


O tema de capa da edição de setembro da HF Brasil com certeza já faz parte da vida de muitas pessoas: a comunicação digital. O setor de frutas e hortaliças está aproveitando essas conveniências e, cada vez mais, a comunicação digital tem se tornado uma aliada para as atividades de todo o setor hortifruticultor.

Ainda nesta edição, leia as últimas informações de mercado e de como o setor tem lidado com a escassez de água em muitas regiões do Brasil, com a atual crise econômica brasileira e com aumento do dólar.

Leia a matéria completa e a demais informações de mercado de HF na edição de setembro, disponível em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Agradecemos nossos parceiros desta edição:

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Feltrin
Pecege
Seminis
Syngenta

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 8 de setembro de 2015

El Niño deve ser um dos mais fortes das últimas décadas


O El Niño deverá ser intenso neste ano. Segundo meteorologistas do Cptec/Inpe, as medições do aquecimento do Oceano Pacífico estão se comportando de maneira semelhante a 1998, quando a temperatura das águas ficou 5°C acima do normal. O El Niño que está atuando no Brasil pode ser um dos mais intensos das últimas décadas. Neste ano, o Oceano já está 4°C mais quente do que a média. Especialistas acreditam que as temperaturas podem aumentar ainda mais ou pelo menos se manter nos próximos meses. O fenômeno é responsável por intensificar a seca no Nordeste do País e causar chuva em excesso no Sul.

O cenário preocupa melonicultores nordestinos, que costumam intensificar o plantio a partir de setembro para terem volume de fruta suficiente para abastecer os mercados interno e externo para as festas de final de ano. Assim, em meio a este cenário, produtores do Rio Grande do Norte/Ceará poderão reduzir a área destinada ao plantio do melão durante o pico de plantio da nova safra.

Com relação ao Vale do São Francisco (BA/PE), dados da Chesf apresentam nova redução da vazão do Reservatório de Sobradinho, que nesta semana passou a operar com apenas 12,1% de sua capacidade. De acordo com produtores da fruta, a escassez de água ainda não tem atrapalhado a irrigação, de modo que os melões apresentam boa qualidade. Porém, as duas praças já apresentaram reduções significativas da produtividade na parcial deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Para os produtores de maçã, maleicultores afirmaram que as chuvas no Sul até então não ocasionaram danos aos pomares. Ao contrário, a chuva era desejada durante o período de dormência das macieiras. Em setembro, no entanto, as chuvas podem ocasionar impactos negativos à produção. Isso porque, com as precipitações, as abelhas responsáveis pela polinização não conseguem realizar o transporte dos grãos de pólen, impossibilitando a fecundação das flores.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Participe do Movimento Compre do Pequeno Negócio!

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio Às Micro e Pequena Empresas) lançou neste ano uma iniciativa muito bacana, o “Movimento Compre do Pequeno Negócio”.
 
Essa iniciativa tem como principal objetivo incentivar a população a optar por produtos e serviços do micro e pequeno negócio. O intuito é valorizar o comércio local, promover o desenvolvimento social e econômico, e o consumidor que participar contribui com o fortalecimento dos pequenos empreendedores.
 
O Movimento terá como marco o dia 5 de outubro, Dia da Micro Empresa, que defende o consumo de produtos de pequenos empreendedores neste dia. Para participar, ainda dá tempo! O empreendedor pode se cadastrar no site www.compredopequeno.com.br e, assim, o consumidor pode encontrar no site o estabelecimento mais próximo (que pode ser o seu!) para adquirir seu produto ou serviço.

Conforme o Sebrae, o Brasil conta com 10 milhões de microempreendedores, que representam mais de 95% das empresas de produtos e serviços do País.

Além do site, o Movimento também tem página no Facebook, procure por "Compre do Pequeno".

Participe! Curta! Compartilhe! Compre do pequeno negócio!

Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil




segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Batata: Clima favorável adianta colheita da safra de inverno


A colheita de batata da safra de inverno 2015 em Vargem Grande do Sul (SP) segue em bom ritmo. Até agosto, metade da temporada havia sido colhida na região. O planejamento dos produtores era colher pelo menos 35% da produção até este mês, mas as condições favoráveis permitiram o bom andamento das atividades de campo. Produtores paulistas devem colher até 40% da produção em setembro.

O clima seco nas últimas semanas também tem permitido que as atividades de colheita de batata prosseguissem em bom ritmo em Cristalina (GO). A estimativa média é que até o final de agosto 48% da área já tenha sido colhida desde o início da colheita, em abril. Em setembro, o ritmo na região deve continuar a todo vapor, e produtores esperam colher 27% da área.

Na última semana, especificamente, as chuvas acabaram interrompendo a colheita do tubérculo no estado de São Paulo, sobretudo no Sudoeste Paulista, que também colhe a safra de inverno. 

Com o menor ritmo de colheita por conta do tempo úmido, os preços acabaram aumentando na Ceagesp. O preço médio da saca de 50 kg foi de R$ 76,30, aumento de 10,5% na última semana frente à passada. 

Para esta próxima semana, não há previsão de chuvas, segundo preveem as agências meteorológicas. Assim, a oferta de batata deve voltar a aumentar no mercado, refletindo em valores mais baixos.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Exportações de maçã são 36% maiores neste ano


Alguns produtores de maçã do Sul informaram que já comercializaram mais frutas neste ano em relação ao mesmo período de 2014. Desta forma, na primeira quinzena de agosto os estoques da fruta estavam menores neste ano. Esse incremento é decorrente do crescimento das exportações: a melhor qualidade da fruta produzida neste ano e o câmbio favorável foram alguns dos principais motivos para o bom desempenho das exportações da fruta.

De janeiro a julho deste ano, foram enviadas um pouco mais de 60 mil toneladas de maçã, 35,8% a mais se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Esse bom desempenho é, na verdade, uma recuperação das exportações de 2014, que foram menores no ano passado.

Quanto ao mercado doméstico, a partir deste mês produtores deverão vender um maior volume da fuji, uma vez que, no ano passado, aqueles que seguraram a variedade até o final do ano tiveram alguns problemas com podridão. Assim, a venda da variedade deverá acontecer mais cedo neste ano. Com relação à gala, produtores acreditam que terão fruta para abastecer o mercado até dezembro, se a qualidade se mantiver boa até lá.

Com calor em pleno inverno, aumenta procura por melão e melancia

Altamente recomendadas em períodos de temperaturas elevadas, as vendas de melão e melancia foram impulsionadas na última semana, conforme atacadistas da Ceagesp. O clima quente é o principal motivo deste cenário e, por serem ricas em água, são uma das frutas mais procuradas em dias de calor.

 
Apesar do mercado mais aquecido para o melão, as cotações não apresentaram alterações frente à última semana. Isso porque, com o início da colheita no Rio Grande do Norte/Ceará, atacadistas receberam um maior volume da fruta e trabalham com estoques mais elevados do melão. Na última semana, o melão amarelo padrão 6 e 7 foi vendido no atacado por R$ 23,50/cx de 13 kg, ligeiro aumento de 1% sobre a semana anterior.

A melancia graúda (< 12 kg) foi negociada na Ceagesp por R$ 1,39/kg, aumento de R$ 10,9% na semana passada frente à anterior. Segundo agentes, a demanda poderia ter sido ainda maior devido ao clima quente, mas os altos preços da fruta no mercado tem limitado um pouco as compras.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Edição de agosto: A vez dos HFs “feios”!

Na edição de agosto, a Hortifruti Brasil buscou entender as campanhas europeias que incentivam o consumo de frutas e hortaliças “feias”, ou seja, deformados ou fora do padrão ideal de comercialização. Além disso, traz à tona uma reflexão sobre perdas e desperdício de alimentos.
Leia também nas Seções as últimas informações de mercado das frutas e hortaliças, além dos impactos do El Niño, atual cenário econômico brasileiro e a recente disparada do dólar.

A edição de agosto completa já está disponível em nosso site, confira!
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.
 
Para a edição de setembro, estamos preparando uma matéria sobre as redes sociais como instrumento de negócio. Aguardem!

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil
(19) 3429-8808

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

III Congresso Latino Americano e do Caribe de Bananas e Plátanos

Participe do III Congresso Latino-Americano e do Caribe de Bananas e Plátanos, que acontecerá em Corupá (SC) de 18 a 20 de agosto. Este evento internacional ocorre pela primeira vez no Brasil e é promovido pela Rede da América Latina e Caribe para a Pesquisa e Desenvolvimento da Banana (MUSALAC).

 O tema deste ano será “Desafios e oportunidades frente a variabilidade climática”, e estarão presentes 42 pesquisadores de 17 Países como Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela.
 
As inscrições e demais informações podem ser consultadas no site www.asbanco.com.br.
 
Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Uva: Crise hídrica pode interferir nas exportações do Vale do São Francisco

A crise hídrica no Vale do São Francisco (BA/PE) preocupa os viticultores já há um tempo e tem sido cada vez mais grave neste ano. Esse cenário de seca severa pode, inclusive, interferir até mesmo nas exportações.

Se a qualidade das uvas não atingirem os padrões para exportação, poderão ser destinadas ao mercado interno, podendo desvalorizar a fruta. Além disso, a falta de água pode aumentar os custos, pois conforme viticultores informaram ao Hortifruti/Cepea, podem ter que aumentar os tratos culturais. Disseram, ainda, que muitos viticultores que não costumam exportam iriam fazê-lo este ano, devido ao dólar e euro mais remuneradores. Mas, se a qualidade for de fato prejudicada, poderá limitar os efeitos do câmbio favorável.

O último dado da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), de 6 de agosto, mostra que o nível de água do reservatório de Sobradinho, localizado da Bahia e que abastece a região do Vale, está em 15,6% de sua capacidade. Se esta situação não melhorar, poderá causar um racionamento de água nos próximos meses.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

PMA Fresh Connections reúne especialistas da área de HF; veja como participar

Ocorre no dia 20 de agosto a PMA Fresh Connections, evento que reúne executivos da indústria, representantes do governo e potenciais compradores e fornecedores que operam no Brasil. O evento será realizado no Espaço APAS, centro de Convenções, em São Paulo.

O evento é realizado pela Produce Marketing Association (PMA), e os convidados das palestras são especialistas locais e globais que compartilharão experiências sobre as tendências dos consumidores que direcionem à demanda de seus produtores, contribuindo para que os presentes tenham seus negócios mais competitivos no mercado global.

Quem tiver interesse em participar, acesse o site oficial do PMA Fresh Connections em
http://www.pmafreshconnections.com.br/2015/pprincipal.html e obtenha informações sobre inscrição, programação completa e mapa do local.

O que é a Produce Marketing Association (PMA)?
Fundada em 1949, a Produce Marketing Association é uma associação de negócios que representa cerca de 2.800 empresas de todos os segmentos da Cadeia da Produção global de Frutas, Vegetais e Flores. Os membros utilizam os serviços da PMA durante todo o ano para as soluções de negócios que necessitam para aumentar as vendas e consumo, construir fortes relacionamentos profissionais, e expandir suas oportunidades de negócio.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil 
 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Volta às aulas deve aquecer mercado de banana

Comemorem, bananicultores! Com a maioria das escolas voltando às aulas nesta semana, tudo indica que as vendas de bananas podem se aquecer. As escolas, que são importantes compradoras de banana, devem voltar a demandar fruta do atacado. 

Produtores esperam que as primeiras duas semanas do mês sejam de boas vendas. Isso porque essa é a época que geralmente os consumidores recebem seus salários e a demanda por frutas aumenta. Em julho, as vendas da fruta estiveram abaixo da média nos boxes da Ceagesp, conforme atacadistas informaram ao Hortifruti/Cepea. Com as temperaturas mais baixas e as chuvas ocorridas mais ao início de julho, as visitas à ceasa reduziram. 

 Na primeira semana de agosto, já houve valorização da banana. Em Bom Jesus da Lapa (BA), o preço médio do quilo da nanica foi de R$ 0,70, aumento expressivo de 56%. No Norte de Minas Gerais, a valorização foi de 20%, com a fruta negociada a R$ 0,60/kg. Na Ceagesp, atacadistas venderam a nanica na média de R$ 23,00/cx de 23 kg, aumento de 4% sobre a semana anterior.

Seca muda estratégia de fruticultores no Nordeste

A grave falta de chuva no Nordeste tem causados mudanças na estratégia de cultivo e problemas na produção de frutas na região. Alguns produtores de melão, que deixaram de cultivar a fruta durante o período de entressafra na Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE), voltaram a colher o melão na semana passada. Em função da escassez hídrica, produtores priorizarão os trabalhos com melão amarelo e, caso o clima seja favorável (tempo seco), seguirão com o cultivo das demais variedades da fruta. Até o momento, porém, não há relatos de recuo na área destinada ao na região.

No caso da uva, a seca pode afetar a safra do segundo semestre do Vale do São Francisco (BA/PE). Produtores disseram que os parreirais de algumas propriedades já estão sendo afetados com a falta de água para irrigação. O principal problema está na captação de água do lago Sobradinho, uma vez que seu volume útil está reduzido (estava com 16,7% do nível preenchido com água no último final de semana) e pode se esgotar em setembro caso não chova mais até lá, podendo afetar a produtividade da região. Além disso, a escassez de água já está causando problemas fitossanitários, como o aparecimento de ácaros nas parreiras.

Se por um lado a seca tem tirado o sono de muito produtor, para outros, a falta de chuva pode ser até um aliado. O clima nas duas regiões ofertantes de melancia atualmente, Uruana (GO) e Lagoa da Confusão/Formoso do Araguaia (TO), deve ajudar no desenvolvimento da melancia nesta semana. Isso porque a previsão é de calor, chegando a superar os 35°C nos próximos sete dias (1° a 7 de agosto), segundo a Somar Meteorologia. As noites, por sua vez, podem ser um pouco mais frias, as quais não devem ser suficientes para inibir o desenvolvimento das plantas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Esquentou? Aumenta procura por alface crespa


Bastou as temperaturas subirem um pouquinho para que as vendas de alface melhorassem na última semana. Tanto é que a alface crespa, uma das mais consumidas, valorizou nada mais nada menos que 50% em Ibiúna (SP) na média da última semana em comparação com semana anterior, a R$ 12,50/cx com 20 unidades.
 
Em Mogi das Cruzes, também houve aumento das cotações, mas em menor proporção: 9% a mais, fechando a semana a R$ 10,00/cx. As alfaces de Mogi das Cruzes foram mais afetadas pela chuva e frio que ocorrem desde o início do plantio da safra de inverno, em abril.

Além disso, com as chuvas no Sul do País, compradores dessa região estão buscando folhosas no atacado paulistano (Ceagesp). A crespa foi negociada na Ceagesp por R$ 18,00/cx com 24 unidades, valorização de 9% em uma semana. 

A expectativa é que a procura aumente nas próximas semanas, pois com a finalização das férias, as vendas para as escolas irão aquecer.

Por Daiana Braga – Colaboração: Mariana Coutinho Silva
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Preço da cebola tem acentuada queda, mas ainda é atrativo ao produtor


Após a crescente alta dos preços da cebola em 2015, parece que, agora, o mercado tende a caminhar para o caminho inverso. Na última semana, todas as regiões que estão em colheita tiveram significativa queda nas cotações.

A praça onde houve maior desvalorização do bulbo foi em Irecê (BA), de 26,1%, fechando a semana com preço médio de R$ 2,59/kg. Em Monte Alto (SP), o preço do quilo ao produtor foi de R$ 3,38 na semana passada, queda de 11,6% em relação à semana anterior, enquanto que, em São José do Rio Pardo, o valor foi de R$ 3,15/kg, queda de 19,1% na mesma comparação.

Mesmo em queda, os atuais preços da cebola ainda são considerados bastante remuneradores ao produtor. No mercado, por sua vez, muitos consumidores estão reticentes quanto às compras de cebola, já que os valores apresentado nas gôndolas estão bastante elevados.

A tendência é que neste segundo semestre as cotações reduzam por conta do aumento de oferta em outras importantes regiões produtores de cebola do País, como o Vale do São Francisco e Rio Grande do Norte.

Ainda no setor de cebola, as fortes chuvas ocorridas no Sul do País têm prejudicado o plantio e desenvolvimento dos bulbos. Em Ituporanga (SC) e Irati (PR), a maior parte da área já foi plantada, e a chuva prejudicou a qualidade e aparência das lavouras que já germinaram. Porém ainda não há previsão do quanto isso pode comprometer o resultado final da safra de ambas as regiões. Lebon Régis (SC) e São José do Norte (RS) ainda não terminaram o plantio, e as chuvas ainda podem comprometer o calendário da safra.

A previsão climática indica mais chuvas nas lavouras de cebola a partir de quarta-feira, 22. A previsão de um El Niño com forte intensidade nesse ano pode continuar afetando as áreas de cebola do Sul.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Edição de julho - Ervas & Especiarias: O complemento que faz a diferença!

A Hortifruti Brasil aborda na edição e julho um mercado ainda bastante informal no Brasil, mas que tem crescido ano a ano: o de ervas e especiarias. A Matéria de Capa deste mês traz informações que contextualizam esse mercado tão rico de sabores e podem despertar o interesse de produtores e comerciantes.

Na matéria, são apresentadas informações mais precisas sobre as especiarias pimenta-do-reino, as pimentas do gênero Capsicum, (nativas do Brasil) e o gengibre e também a respeito das ervas coentro e orégano. São apontadas as regiões nacionais onde são produzidas ou de onde são importadas e os cuidados com a produção, segundo profissionais do setor.
 
Ainda nesta edição, os analistas de mercado mostram os últimos acontecimentos de mercado de frutas e hortaliças, com destaque para a influência do El Niño na produção! Fique de olho!

Conheça mais sobre o mercado de ervas e especiarias e se atualize do mercado de HF com a Hortifruti Brasil! A edição de julho está disponível em www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.
Boa leitura!
 
Equipe Hortifruti Brasil

Indústria de suco de laranja retoma compras no spot e por contrato


Uma das três grandes indústrias de suco de laranja de São Paulo retomou a compra de laranja na semana passada. As compras são feitas tanto no spot (sem contrato) quanto por contrato de uma safra. As operações no spot envolvem apenas as variedades precoces, ao preço de R$ 10,00/cx de 40,8 kg, colhida e posta na indústria – sem adicional de participação. Já no caso dos contratos de uma safra, o preço não é fixo, dependerá do valor médio de venda do suco de laranja em 2016. 
 
Ainda não há notícias de que outras grandes indústrias estejam realizando novas compras, mas colaboradores do Cepea ligados às processadoras comentam que as outras duas podem entrar no mercado conforme haja maior disponibilidade de frutas com maturação ideal.

As pequenas indústrias também têm feito compras no spot, com os preços condicionados ao rendimento industrial, variando de produtor para produtor. Ainda assim, elas são procuradas por muitos citricultores, principalmente por aqueles que têm propriedades próximas a essas empresas.

Consumo de melancia está bastante reduzido no frio

No inverno, não tem vez para a melancia. Considerada uma das frutas mais refrescante e bastante consumida no verão, poucos consumidores têm se interessado em comprar a fruta nesta estação mais fria. 
 
Por conta disso, os preços da melancia na Ceagesp continuaram registrando queda, como era esperado. Agentes informaram que as temperaturas mais baixas estão travando o mercado e diminuindo as vendas. Além disso, a oferta da fruta está relativamente maior, devido à colheita de novas lavouras em Goiás e à intensificação da colheita no Tocantins.

Para as próximas semanas, a tendência é que as cotações continuem em queda, já que a oferta da fruta deve aumentar nas regiões que estão colhendo. O cenário só deve mudar quando as temperaturas aumentarem novamente, ou seja, a partir de setembro (início da primavera e, portanto, da estação de calor). 

Na média da última semana, o preço do quilo da melancia graúda (>12 kg) foi de R$ 0,72 na Ceagesp, queda de 25,9% sobre o valor negociado na semana anterior.  

Comportamento semelhante tem sido verificado não só para a melancia, mas para as frutas de um modo geral. O ritmo das vendas foi bastante calmo na última semana, refletido sobretudo pelas baixas temperaturas e pelas chuvas, fatores que poucos estimulando o consumo especialmente de frutas. Especificamente em São Paulo, o feriado estadual (9 de Julho, Revolução Constitucionalista) também foi outro motivo que limitou as vendas em todo o estado.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Chuva interfere na colheita de HFs de Sul a Nordeste, reduzindo oferta no mercado


Vem mais chuva por aí! As atividades de colheita poderão ser limitadas pelas precipitações previstas para esta semana em estados do Sul e do Sudeste. Dependendo da intensidade das chuvas, produtores de hortaliças como cebola, batata tomate, e de frutas, como uva e melão, poderão ter que reduzir os trabalhos de campo, uma vez que a umidade dificulta o acesso ao campo. Assim, a oferta desses produtos pode ser menor no mercado nos próximos dias. Além disso, a umidade pode favorecer o surgimento de doenças fúngicas e também reduzir o ritmo de maturação.

A chuva pode atrasar a colheita de cebola em Monte Alto/São José do Rio Pardo (SP) e diminuir o volume que seria ofertado nos próximos dias. Desta forma, esta será mais uma semana de preços elevados de cebola.

A colheita de batata também poderá ser limitada no Paraná, em São Paulo e no Sul de Minas Gerais. Em Ibiraiaras/Santa Maria (RS), no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e em Cristalina (GO), deve chover de forma distribuída, de forma que não comprometerá tanto a colheita.

O tomate também não deve escapar das chuvas, e produtores podem ter que frear o ritmo de colheita em Araguari (MG), Sumaré e Mogi Guaçu (SP), Norte do Paraná, Venda Nova do Imigrante (ES) e São José de Ubá e Paty do Alferes (RJ). Além de atrasar a colheita, o tempo frio ainda reduz a maturação do tomate.

Produtores de uva de Jales (SP) esperavam que os problemas decorrentes das chuvas durante as podas acarretassem em problemas na qualidade. Entretanto, até o momento, a qualidade da uva local é considerada satisfatória por agentes. Contudo, a precipitação acabou afetando a quantidade de cachos por pé, podendo impactar na produtividade média da safra deste ano na região.

Em Natal (RN), produtores de mamão havaí estão recebendo chuvas constantes. Com isso, o manejo e a colheita estão prejudicados, causando redução na oferta da fruta. Além disso, as chuvas contínuas prejudicam a pulverização de fungicidas. Assim, há risco de aparecimento de doenças fúngicas nos mamoeiros.

O outono e inverno de 2015 têm sido um pouco mais úmidos neste ano por conta da atuação do El Niño no País. O fenômeno causa chuva acima da média no Sul e seca em boa parte do Nordeste. Para o Sudeste, as precipitações e as temperaturas também podem ficar acima da média na estação do frio, mas a intensidade do fenômeno ainda é incerta.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 30 de junho de 2015

Produtores de tomate de Irecê optam pelo cultivo de cebola


A região de Irecê (BA) deve fechar com recuo de 20% na área do tomate neste ano. Essa redução foi causada pela migração para o cultivo da cebola, já que esta cultura vem apresentando bons resultados financeiros, atraindo investimentos de agricultores.

Além disso, outros fatores que desestimularam o cultivo do tomate foram a falta de água, que sempre é uma preocupação nesta região, e a alta incidência de pragas, como a traça do tomateiro, que se intensifica com o clima quente e seco. Mesmo com a redução, a variedade predominante na região continuará sendo o tomate tipo rasteiro para mesa.

O mercado de cebola segue com preços bastante atrativos aos produtor, mas pode aumentar daqui para a frente. Isso porque produtores de Cristalina (GO) começaram a colheita dos bulbos na semana passada. A safra goiana já começa atrasada em cerca de um mês por conta das chuvas durante o plantio nos primeiros meses do ano, limitando o avanço das atividades. O pico de oferta em Cristalina deve ocorrer entre julho e setembro.

Além desta região, o Triângulo Mineiro, Irecê e Vale do São Francisco também estão em plena safra de cebola, porém a oferta destas regiões é extensa e escalonada, não permitindo grandes volumes no mercado. Produtores de Divinolândia e Piedade (SP) devem encerrar a colheita nos próximos 10 dias, enquanto, os de Monte Alto e Taquaritinga, começarão os trabalhos de campo em duas semanas. 
 
Os preços médios da cebola negociada na Ceagesp na semana passada foram de R$ 88,00/sc de 20 kg de caixa 3, redução de 7,4% sobre a semana anterior. Nas roças, o preço do quilo ao produtor variou entre R$ 2,60 e R$ 3,20.  

Por Daiana Braga
Colaboração: Amanda Ribeiro de Andrade

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Preço da cebola recua, mas continua elevado

 
Apesar de ainda estarem em altos patamares, os preços da cebola recuaram significativamente na última semana. O recuo nas cotações deve-se ao aumento da oferta do bulbos nas regiões paulistas de Divinolândia e Piedade, que estão em pico de safra.
 
Outra explicação para a queda dos valores é que os elevados preços no mercado acabam fazendo com que consumidores reduzam as compras de cebola. As festas juninas, especialmente no Nordeste e bastante tradicionais na região, acabam também reduzindo a liquidez dos bulbos.  
 
No acumulado da última semana, a cebola foi comercializada na Ceagesp a R$ 95,00/cx de 20 kg de caixa 3, estável em relação à semana anterior. Nas roças de Divinolândia, o bulbo foi comercializado a R$ 3,08/kg, redução de 12,1%, enquanto, em Piedade, a R$ 3,20/kg, apenas 0,8% menor frente à semana anterior.
Brasil suspende embargo às maçãs e peras argentinas
No último dia 17, o governo brasileiro suspendeu o embargo às maçãs e peras da Argentina. As importações estavam suspensas desde abril deste ano em função da incidência de Cydia pomonella em carregamentos provenientes daquele país. A decisão foi considerada “inesperada”, uma vez que o assunto deveria voltar a ser discutidos apenas em julho.
O anúncio do fim do embargo foi efetuado antes mesmo de autoridades argentinas terem sido notificadas. A situação é bastante favorável aos produtores argentinos, que até o momento haviam deixado de colher 200 mil toneladas dessas frutas nesta temporada, em função da falta de locais adequados para o armazenamento.
Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 16 de junho de 2015

Visite a HF Brasil na Hortitec!

Prezado leitor,
 
Se estiver se programando para ir à Hortitec, não deixe de visitar nosso estande! Já está quase tudo pronto para recebê-lo!
 
A Hortitec fica em Holambra (SP) e começa amanhã, quarta dia 17, e vai até sexta!
 
Aguardamos sua visita!
 


Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil
(19) 3429-8808

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Edição de junho: Especial Tomate

A Hortifruti Brasil apresenta na edição de junho o Especial Tomate, o tradicional estudo sobre a evolução dos custos de produção de tomate em importantes regiões produtoras, como em Mogi Guaçu/SP (safras de inverno 2014 e 2015) e de Caçador/SC (safras de verão 2013/14 e 2014/15).

Mesmo com o aumento expressivo dos custos, produtores até conseguiram obter rentabilidade positiva nos últimos anos, graças ao ganho de produtividade e os preços elevados do tomate no mercado. No entanto, o montante financeiro para se investir em tomate ficou muito maior.

Leia a matéria completa e todas as informações do mercado das 13 frutas e hortaliças estudadas pela Hortifruti Brasil em www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil
(19) 3429-8808

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Maturação do tomate avança e pressiona cotações


Após um longo período de baixa oferta e altos preços do tomate no mercado, as cotações recuaram quase 38% na última semana frente às da semana anterior, e foi negociado a R$ 40,92/cx 22 kg na Ceagesp.

Este recuo foi consequência do clima mais quente nas lavouras há duas semanas, que regularizou a maturação dos frutos – que estava atrasada por conta da ligeira queda nas temperaturas –, e elevou a oferta de tomate. Além disso, começou na última semana a comercialização do tomate tipo rasteiro no atacado paulistano. Esta variedade possui um preço inferior ao do tipo salada AA, prejudicando, portanto, as vendas.

Para esta semana, há possibilidade de as cotações subirem, pois, segundo produtores, o clima voltou a esfriar um pouco nas lavouras nos últimos dias, atrasando a maturação nas roças paulistas de Mogi Guaçu e Sumaré. Além disso, o mercado tende estar mais aquecido a partir do dia 05, pois como de costume, as vendas melhoram em época de recebimento dos salários.

A Fanta laranja agora é de maçã

Em função da mudança na legislação brasileira na fabricação de bebidas, que reduziu de 10% para 5% o porcentual mínimo de suco de laranja presente em refrigerantes com o sabor desta fruta, empresas têm utilizado como base outros sabores de suco. Dentre eles, o suco de maçã é o favorito, uma vez que seu preço se encontra atrativo no mercado desde o embargo russo à maçã produzida na Polônia, que fez com que os estoques europeus da fruta se elevassem, pressionando as cotações.

Na prática, portanto, a Fanta laranja agora é de maçã! A mudança não é feita somente para a Fanta: outros refrigerantes sabor laranja, como a Sukita e Skin, também reduziram a presença do suco de laranja em suas bebidas. Com isso, estimativas de agentes do setor apontam para a redução da demanda por suco de laranja da ordem de 3,7 milhões de caixas de laranja de 40,8 quilos em todo o País.

Por outro lado, o aumento do porcentual de suco nos néctares de laranja, que passou de 30% para 40% em janeiro deste ano, ajuda a amenizar o quadro negativo para a citricultura. Para produtores de maçã, porém, o cenário é positivo, uma vez que esta mudança na legislação abre portas para novos mercados para o suco de maçã – o mercado interno, atualmente representa entre 10% e 15% para o produto, o que pode aumentar, já que a indústria de refrigerantes no Brasil é de grande importância.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil