terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A HF Brasil está de férias!

Caros leitores,
 
A equipe Hortifruti Brasil estará de férias nas semanas do Natal e Ano Novo, e retomaremos nossas atividades a partir do dia 5 de janeiro de 2015.
 
Enquanto isso, escreva para nós sobre seus planos para o próximo ano. Você pode responder nossa enquete AQUI, e sua resposta poderá ser publicada na próxima edição da revista Hortifruti Brasil (fevereiro).
 
Não deixe de ler também a retrospectiva de 2014 e as projeções para 2015 das 12 frutas e hortaliças acompanhadas pela HF Brasil no Anuário 2014-2015, disponível em: www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.
 
Desejamos a todos um 2015 cheio de realizações!
 
Equipe Hortifruti Brasil



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014 - Hortaliças são prejudicadas pela seca no Sudeste e Nordeste

Pesquisadores do Hortifruti/Cepea avaliaram os impactos do clima nas hortaliças ao longo de 2014. Para algumas delas, o clima atípico deste ano causou perdas na produção e reduziu a qualidade, além de alterar o calendário de oferta. Leia a seguir.

PRIMEIRO SEMESTRE: No início de 2014, quando foram colhidas as safras de verão e das águas, o pouco volume de chuva e o forte calor geraram grandes perdas na hortifruticultura. Além das folhosas em São Paulo, a batata no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba também foi bastante afetada. Houve forte quebra de produtividade e a perda de pelo menos 1.000 hectares. Por outro lado, o clima menos úmido neste período favoreceu a produtividade das lavouras de tomate e cenoura, que foi elevada. No caso de tomate, a finalização da colheita foi até adiantada em importantes regiões do Sudeste (Itapeva/SP) e do Sul (Caçador/SC). Em contrapartida, ao longo do primeiro semestre, choveu em excesso no Rio Grande do Sul, o que prejudicou a produtividade de cebola e batata.

SEGUNDO SEMESTRE: O inverno foi mais seco que o normal no Sudeste, elevando a incidência de pragas em tomate, folhosas e batata e impactando na qualidade desses produtos. No caso do tomate e da batata, houve redução de área e também da produtividade. A partir de julho, as viroses foram controladas e a produtividade aumentou. A produção de cenoura apresentou boa produtividade até meados de outubro, quando a seca começou a prejudicar as lavouras em Minas Gerais.

O início do plantio da safra das águas e de verão 2014/15 de hortaliças no Sudeste também foi prejudicado pela falta de chuvas. No Sul, o cenário foi contrário ao observado nas demais regiões, com excesso de água atrapalhando o desenvolvimento das lavouras de cenoura, cebola e batata. Na região Nordeste, apesar da seca, não foi registrada redução da área de tomate nem de batata em 2014. Contudo, houve diminuição da área de cebola e, na Bahia, o cultivo de cenoura apresentou ligeiro recuo no segundo semestre.

MESMO ENFRENTANDO PROBLEMAS CLIMÁTICOS, HORTALIÇAS FECHA 2014 COM SALDO POSITIVO

Em geral, tomaticultores obtiveram resultados positivos, embora tenha sido um ano de desafios por conta do clima e as margens tenham sido pressionadas em alguns meses (julho a setembro) pela oferta elevada. Para os bataticultores, em média, o resultado foi positivo até julho – exceto para aqueles que tiveram quebras acentuadas por falta de água –, pois as cotações se mantiveram em patamares elevados. Entre agosto e outubro, os preços da batata despencaram, ficando abaixo dos custos, devido ao excesso de oferta na safra de inverno; a partir de novembro, voltaram a se elevar. Para cebola, o ano todo foi rentável, mesmo com o grande volume importado (atípico) no segundo semestre. Produtores de cenoura e folhosas obtiveram bons resultados no início do ano, mas de junho a setembro as margens foram negativas. 

Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Edição de dezembro: Anuário 2014-2015


O Anuário 2014-2015 da Hortifruti Brasil já está no ar! E é com muito orgulho que apresentamos a você o nosso lançamento para 2015: o Projeto Melancia, realizado em parceria com a Syngenta e décima terceira cultura de que a HF Brasil irá acompanhar a partir do ano que vem!

Além deste lançamento, trazemos para você no Anuário 2014-2015 os principais acontecimentos do mercado das 12 frutas e hortaliças já acompanhadas e perspectivas para 2015. Por mais um ano, não teve como fugir: o clima acabou “pegando para valer” o setor hortifrutícola, interferindo no calendário de produção de muitas culturas, na oferta e na qualidade dos produtos. Esta edição também traz o Caderno de Estatísticas, com série mensal de preços de 2013 e 2014 das 12 culturas.

Para conferir o Anuário 2014-2015 e a estreia da Seção Melancia, acesse a página da Hortifruti Brasil
AQUI!
 
Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil
(19) 3429-8808

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014 - Clima afeta qualidade e preços da fruticultura

O clima foi um dos grandes responsáveis por afetar a produção de frutas em 2014. O calendário de produção, a oferta e a qualidade foram influenciados especialmente diante da forte seca no Sudeste e Nordeste e chuvas em excesso no Sul. Com isso, o Hortifruti/Cepea traçou um panorama do impacto do clima na produção de frutas ao longo deste ano. Confira a seguir.

SUL E SUDESTE – Entre as frutas colhidas na primeira parte do ano, houve prejuízos à qualidade da manga e perdas de produção da banana em São Paulo. No Sul, as altas temperaturas de janeiro resultaram em queda de frutos verdes e queimadura pelo sol para a cultura da maçã. As chuvas de verão ocorreram com mais intensidade somente no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul. No estado capixaba, houve alagamento de algumas áreas de mamão, acarretando perdas.

Já para as frutas colhidas no segundo semestre, como o mamão, a banana, a manga e os citros, o principal dano decorrente da falta de chuva foi o baixo calibre. No caso dos cítricos, as frutas murcharam e parte da produção paulista teve sua colheita adiantada, sendo vendida basicamente a indústria. A uva de Jales (SP) e Pirapora (MG) enfrentou o excesso de calor, que reduziu a produtividade dos parreirais e dificultou o ganho de cor das bagas, sobretudo das variedades benitaka e rubi.

Com a falta de água em SP, os pomares de manga e citros passaram por grande estresse hídrico. Assim, as primeiras chuvas que chegaram em setembro no Sudeste induziram as floradas dessas culturas. Porém, a irregularidade das precipitações dificultou o “pegamento” das flores e enchimento dos frutos, o que pode ocasionar prejuízos à safra 2014/15 de manga e 2015/16 de citros. No Sul, a maçã também teve problema com o “pegamento” das flores, desta vez causado pelo excesso de chuva durante a polinização.

NORDESTE – a situação mais crítica foi vista em Mossoró (RN), onde se cultiva melão, e em Livramento de Nossa Senhora/Dom Basílio (BA), região produtora de manga. Nessas praças, as chuvas não são regulares há pelo menos três anos e, em 2014, houve redução de área de cultivo e também queda da produtividade. No Vale do São Francisco (BA/PE), a produção de uva diminuiu no segundo semestre deste ano frente a 2013, podendo chegar em quebra de 20%, mas a causa foram as chuvas ocorridas em abril/maio, durante a brotação. O calor excessivo no final de 2014, por sua vez, está causando abortamento de flores, o que deve influenciar a safra do Vale no primeiro semestre de 2015. Para as demais frutas deste polo produtor, a rentabilidade foi positiva, sem grandes impactos do clima sobre a produção.
Na próxima semana, a Hortifruti Brasil publicará no blog o release sobre os impactos do clima nas hortaliças.
 
Por Equipe Frutas - Hortifruti/Cepea
 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Sul de MG inicia colheita de batata da safra de verão 14/15

Importante região produtora de batata, o Sul de Minas Gerais deve iniciar a colheita da safra das águas 2014/15 nesta semana. Por enquanto, serão colhidas em dezembro cerca de 5% da área total cultivada com batata na temporada. O cultivo na região se estendeu de agosto até novembro, e durante esse período a estiagem acabou limitando a área, devendo causar algum impacto à produtividade. As estimativas iniciais são de quebra de 10% a 20% na safra local.

De acordo com produtores mineiros, em algumas áreas choveu mais que em outras durante o cultivo. Assim, o impacto na produtividade deverá ser pontual, sendo mais acentuada em áreas onde não há irrigação. Além da redução na safra, o Sul de Minas Gerais poderá colher batatas de menor qualidade.

Enquanto produtores de Minas Gerais estão dando início à safra de verão, bataticultores do Sudoeste Paulista devem finalizar a de inverno neste mês. Falta 25% da safra para ser colhida, que deve ocorrer ainda nesta primeira quinzena.

Produtores paulistas estão satisfeitos com os resultados da safra devido às cotações estarem acima dos custos de produção. Essa situação permite aos produtores do Sudoeste Paulista recuperar o prejuízo da temporada passada, ou pelo menos parte dele. O resultado só não é melhor porque as altas temperaturas registradas em outubro e novembro prejudicaram a qualidade do tubérculo.
Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil
 
 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Chuva no Vale do São Francisco preocupa produtores

As chuvas no Nordeste na última semana deixaram produtores de frutas e hortaliças em alerta, especialmente no Vale do São Francisco, a mais importante região produtora de HFs do Nordeste. Praticamente todas as culturas produzidas na região e acompanhadas pelo Cepea sofreram algum impacto com as precipitações, conforme relatos de produtores.

A colheita de cebola no Vale do São Francisco chegou a ser interrompida na última semana por conta da umidade. Desta forma, foram comercializadas principalmente as cebolas que já estavam nas beneficiadoras. De qualquer forma, as precipitações podem depreciar a qualidade das cebolas que serão colhidas.

Para a manga, como a maioria dos produtores nordestinos está preparando os pomares para a safra 2015, as precipitações atrapalham as induções florais e as floradas.

Outra cultura que também teve seus trabalhos de campo reduzidos foi o melão. Quando ocorrem chuvas, a retirada dos melões nas roças não ocorre, o que pode gerar atrasos na comercialização. Além disso, a fruta fica com menor calibre, e acaba perdendo espaço para as frutas maiores, como as do polo produtor Rio Grande do Norte/Ceará.

A qualidade da uva colhida na região também foi afetada diante das chuvas dos últimos dias. As variedades mais prejudicadas foram as sem sementes, como a uva thompson, que são mais sensíveis aos impactos climáticos. 

Para alívio da hortifruticultura, pelo menos nos próximos 15 dias não há previsão de novas chuvas no Vale do São Francisco, segundo a Somar Meteorologia. Desta forma, as atividades de campo, bem como a qualidade dos hortifrutícolas, podem melhorar já nesta semana. 

Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil


 

Laranja: seca prejudica floradas e pode afetar a safra 2015/16

Se por um lado as chuvas são preocupantes no Nordeste, a seca prolongada no Sudeste vem tirando o sono de muito agricultor. As chuvas foram um pouco mais volumosas em novembro, mas ainda bem abaixo da média do mês no estado de São Paulo, mantendo em alerta produtores de laranja quanto à proporção da próxima safra.

Apesar de ainda ser cedo para quantificar o volume a ser colhido na safra 2015/16, citricultores já notam danos nas plantas agravados pelo forte sol e calor, o que prejudica ainda mais o vigor das árvores. Até mesmo nas regiões mais chuvosas e nas fazendas irrigadas há relatos de danos no “pegamento” das floradas. Em algumas áreas, a queda de chumbinhos foi muito intensa e a melhora do volume de frutas vai depender de novas aberturas de flores.
 
Para os próximos 10 dias, a previsão é de chuvas mais regulares, segundo a Climatempo.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Preço da tahiti bate recorde em novembro

O preço da lima ácida tahiti já é recorde na parcial de novembro. Apenas na última semana, os valores da fruta estiveram a R$ 73,58/cx de 27 kg, colhida. Considerando o mês de novembro, este valor é o maior já registrado de toda a série histórica do Cepea, que teve início em 1996. A maior cotação já verificada para o mês foi de R$ 46,64 em 2008.

O que explica os recordes históricos é a falta de fruta de qualidade no mercado – sem contar que é período de entressafra. Boa parte da tahiti negociada está com baixo calibre devido à forte seca no estado de São Paulo este ano. No entanto, aquele produtor que tinha frutas mais graúdas conseguiu vendê-la por mais de R$ 100,00/cx. A maioria dos produtores, no entanto, tem negociado a valores bem mais baixos, mas ainda assim é considerado satisfatório, o que segue motivando produtores a colherem a fruta antecipadamente. 
Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil
 

PR inicia colheita de uva focando no fim do ano

Produtores de uva das regiões de Marialva e do norte do estado do Paraná (Uraí, Assaí e Bandeirantes) começaram a colheita nas últimas semanas. Boa parte desses produtores foca sua produção nas festas de fim de ano, quando a uva é uma das frutas mais consumidas nesta época, competindo no mercado com as frutas de caroço.

A safra paranaense começou com qualidade satisfatória, graças ao clima seco nos últimos meses nas regiões produtoras. Desta forma, a expectativa é que os viticultores ofertem uvas de boa qualidade até o fim do ano. Durante o desenvolvimento dos parreirais, no entanto, houve ocorrência de ventos fortes durante o período de brotação em Marialva e no norte do estado, o que pode ter diminuído a produtividade dos parreirais. Com isso, viticultores esperam que a produtividade média desta safra de final de ano seja menor frente às anteriores.
 
Com o início das atividades de campo nas regiões paranaenses, os preços da uva no mercado reduziram nos últimos dias. O preço médio da uva itália em Marialva foi de R$ 3,50/kg na última semana, queda de 8,4% frente à última semana. No norte do PR, a variedade foi comercializada a R$ 3,90, redução de R$ 2,5% na mesma comparação. 
 
Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil


 

Chuva se concentra no Nordeste do País

A semana deve ser chuvosa no Vale do São Francisco, segundo a Somar Meteorologia, importante região produtora de frutas do Nordeste, sobretudo para exportação (manga e uva). Algumas precipitações já foram observadas na região na última semana, o que já animou produtores da região. Mesmo em baixo volume, as chuvas já amenizaram um pouco a situação, sobretudo do solo, que estava muito seco por conta da longa estiagem na região.

Além do Vale do São Francisco, as chuvas também marcarão presença em Irecê e na Chapada Diamantina (BA), algumas das principais regiões produtoras de hortaliças, como cenoura, cebola e batata. Se por um lado a previsão de chuva pode interferir um pouco nas atividades de campo, por outra pode favorecer o aumento dos investimentos para a próxima safra.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

I Workshop em Mecanização Agrícola, do Gelq/Esalq

Clique no cartaz para melhor visualização
O Grupo de Estudos Luiz de Queiroz (Gelq) convida-o para o evento "I Workshop em Mecanização Agrícola - Tecnologia de aplicação", que ocorrerá no dia 22 de novembro de 2014, a partir das 7h30 nas dependências da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ/USP), no auditório “Maracanã” e nas dependências da CASE, em Piracicaba (SP).

Este evento tem como objetivo apresentar as técnicas mais recentes relacionadas à aplicação de produtos fitossanitários. Serão apresentadas aulas teóricas práticas que abordarão as áreas de maquinário, regulagem, aplicação e manutenção. O objetivo ao final do curso é a de que os participantes saiam do Workshop sendo capazes de realizar todas as operações envolvidas no processo de aplicação de produtos fitossinatários de maneira eficiente e segura.

As inscrições podem ser feitas pelo site:
http://fealq.org.br/informacoes-do-evento/?id=196.
 
 Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

Edição de novembro - Especial Uva: niagara toma espaço da uva fina em SP

A Hortifruti Brasil publica o Especial Uva na edição de novembro e analisa a competitividade da uva niagara no estado de São Paulo. São apresentados os custos de produção da variedade em 3 das principais regiões produtoras do estado de São Paulo: Campinas, São Miguel Arcanjo e Jales.

Todo o estudo de competitividade da uva niagara é feito com discussões sobre três sistemas de condução na viticultura paulista: espaldeira, latada e o promissor sistema “Y”.

Leia o estudo completo em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.
 
Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Retorno das chuvas traz alívio para a hortifruticultura do Sudeste


A tão esperada chuva voltou ao Sudeste na última semana, após a longa e mais severa seca já ocorrida na região. Apesar de ainda não serem volumosas, as precipitações já trouxeram alívio para produtores de frutas e hortaliças na região, sobretudo no estado de São Paulo.

As chuvas registradas na última semana em praticamente todo o cinturão paulista de laranja trouxeram certo ânimo aos produtores. As frutas que estão prontas para a colheita já estão mais revigoradas, o que tem permitido maior remuneração. Isso já tem reduzido o valor de venda da laranja irrigada quanto à de sequeiro. Há duas semanas, a laranja irrigada estava sendo vendida por até R$ 5,00 a mais que as de sequeiro e, na última semana, essa diferença caiu para R$ 2,00.

Produtores que manga em São Paulo também comemoram o fim da seca. Na região de Monte Alto, umas das principais produtoras da fruta, choveu cerca de 90 mm nesta semana. Assim como a laranja, a qualidade da manga também deve melhorar, sobretudo no calibre, já que as frutas comercializadas até então estava miúdas.

Com a chuva, o cenário também é otimista para a banana. O Vale do Ribeira, importante região produtora da fruta do País, vinha lutando contra os efeitos negativos do calor e da seca, e com o aumento da umidade, já se espera que bananas de melhor qualidade no mercado.

Além de São Paulo, outros estados do Sudeste que igualmente enfrentavam a falta de chuva, também foram beneficiados pelas chuvas dos últimos dias, como Minas Gerais. Pela primeira vez no ano, o Cerrado Mineiro recebeu chuvas de boa intensidade – a região é uma das principais produtoras de cenoura do País. As lavouras que estão com estágio elevado de desenvolvimento não conseguiram se recuperar, pois as cenouras tiveram dificuldades de engrossar com a seca.

Mas produtores mineiros estão otimistas de que haja continuidade das chuvas, as quais podem melhorar a qualidade da raiz. Além disso, precipitações mais regulares poderão recuperar a área da safra de verão de cenoura do Cerrado Mineiro, que pode ter reduzido 5% por conta dos efeitos da estiagem. 

A chuva também alcançou o estado do Espírito Santo. Produtores de mamão do estado informaram ao Cepea que a qualidade da fruta está melhorando: houve melhora no calibre da fruta, que estavam abaixo do ideal para comercialização. Além disso, os pés de mamão passaram a produzir mais, pois a maturação foi acelerada por conta também das elevadas temperaturas no estado capixaba. Mesmo que as chuvas sejam bem-vindas, produtores de mamão devem ficar atentos caso haja excesso de umidade, o que pode permitir o surgimento de doenças fúngicas, desvalorizando a fruta do Espírito Santo.

Neste início de semana, uma frente fria está atuando sobre o Sudeste e deve trazer bons volumes de chuva, sobretudo para o Espírito Santo, segundo previsões da Climatempo. Fortes pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas fortes de vento são previstos em todo o estado mas principalmente no centro-norte capixaba. 

Para São Paulo e Minas Gerais, alguma nebulosidade ainda pode ocorrer nesta segunda-feira, 10, mas o tempo firme volta a predominar até meados desta semana. A partir de quinta-feira, 12, novas precipitações deverão ocorrer nos estados, com risco, inclusive, de temporais, conforme prevê a Climatempo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

MG envia prata para a Europa

Nesta semana, Portugal receberá o primeiro contêiner de banana prata produzida na região Norte de Minas Gerais. Após dois anos de pesquisas para encontrar o ponto certo de colheita, assim como para desenvolver técnicas de refrigeração ideais para que a fruta chegasse em boas condições para consumo na Europa, o embarque foi finalmente efetuado no dia 15 de outubro.

O projeto, desenvolvido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) com apoio do Sebrae/MG, objetiva abrir portas para a exportação da fruta mineira. Caso bem sucedido, a região será a primeira do País a exportar a variedade prata.

Além do norte mineiro, Santa Catarina também exporta bananas, mas para os países do Mercosul.

Laranja irrigada custa até R$ 5,00/cx a mais no mercado de mesa

Citricultores paulistas continuam preocupados com a falta de chuvas, que vem prejudicando a qualidade das frutas de mesa. Neste fim de semana, algumas localidades do estado receberam chuvas um pouco mais intensas, enquanto, em outras, as precipitações ainda foram insignificantes.

As laranjas murchas e de menor tamanho são menos aceitas e acabam tendo preços mais baixos. Em alguns casos, a diferença de valor entre a fruta irrigada e a de sequeiro chega a R$ 5,00/cx de 40,8 kg no mercado in natura de São Paulo.

Um alento é a previsão de chuvas para esta semana nas regiões paulistas, cujos volumes devem ser mais significativos que os verificados na maior parte do mês de outubro. Segundo a Somar Meteorologia, em Limeira, deve chover 74 mm entre o dia 1º e 9; em Araraquara, 96 mm, enquanto em Avaré são esperados 75 mm. Já em Bebedouro, o acumulado no período deve ser menor, de 42 mm.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Preço da batata finalmente sobe

Após meses de preços abaixo do custo de produção, os valores da batata vêm reagindo desde meados da semana passada, cenário que continua no início desta. Na última sexta-feira, 24, por exemplo, os preços praticados nas roças não ultrapassavam os R$ 30,00/sc de 50 kg. Já nesta segunda, alguns produtores já venderam o produto na casa dos R$ 40,00/sc.

O que explica a recuperação das cotações da batata é que importantes praças que cultivam na safra de inverno estão finalizando as atividades de campo, como Vargem Grande do Sul (SP), Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Sul de Minas Gerais. Com o encerramento da temporada de inverno, tudo indica que os preços possam, enfim, superar os custos nas roças ainda nesta semana, proporcionando alívio aos produtores que ainda estão comercializando o tubérculo.

Diante desse cenário otimista, quem poderá se beneficiar com melhores cotações são produtores do Sudoeste Paulista, que começaram a safra de inverno na semana passada.

Preço da tahiti bate recorde

Os preços da lima ácida tahiti têm subido com força no estado de São Paulo. O valor diário da última quinta-feira, 23, de R$ 76,73/cx de 27 kg, colhida, foi o maior, em termos nominais, de toda a série de preços do Cepea para este produto, iniciada em 1996. 

Segundo colaboradores do Cepea, apesar de ser comum a redução da disponibilidade da fruta neste período do ano, em 2014, a diminuição foi mais acentuada pela seca. As limas que deveriam estar sendo colhidas apresentam crescimento atrasado, já que a falta de chuvas prejudicou seu enchimento. Com isso, parte das frutas está murcha e amarelando mais rapidamente.

Com a expressiva alta nos preços, alguns produtores chegaram a antecipar a colheita da tahiti, que ainda estava miúda, mas tiveram dificuldade em comercializá-la. Isso porque compradores reduziram significativamente os valores pagos para estes padrões da fruta.

Para as próximas semanas, a oferta de tahiti deve seguir baixa. Até o fim do ano, pode ser que a oferta de lima tahiti aumente um pouco, mas não de forma significativa, o que ainda pode permitir preços bastante atrativos para o produtor. De qualquer forma, a caipirinha consumida nas festividades de fim de ano poderá ter um preço um pouco “ácido” para o consumidor.

Fusão da Cutrale-Safra e Chiquita é aprovada

Foi aprovada na última sexta-feira a fusão da Cutrale em parceria com o Banco Safra com a norte-americana Chiquita, considerada até então a “gigante das bananas”. A fusão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da Chiquita. A transação ainda passará por questões regulatórias, e o acordo pode ser selado no fim deste ano ou começo de 2015.

A aprovação de compra da Cutrale-Safra ocorreu após a Chiquita recusar o acordo com a irlandesa Fyffes, importadora de frutas exóticas. 

Por Daiana Braga – Colaboração: Felipe Cardoso
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Frutas de caroço começam a ganhar destaque no mercado


Frutas como a manga e o melão já começaram a disputar a atenção do consumidor com outras frutas típicas da estação de calor: pêssego, nectarina e ameixa, as chamadas frutas de caroço. Essas frutas são bastante procuradas principalmente para o consumo durante as festividades de fim de ano.

Alguns atacadistas consultados na semana passada informaram que as frutas de caroço têm chegado na Ceagesp em maior volume. Com isso, muitos consumidores optam por essas frutas, gerando concorrência com frutas mais tradicionais. Segundo expectativas de agentes do setor, o volume dessas frutas deve aumentar gradativamente até janeiro.

Com essa competitividade, a elevação nas cotações do melão e da manga foi limitada na semana passada. O melão amarelo tipo 6 e 7 fechou a semana na média de R$ 22,00/cx de 13 kg, valor 1% inferior ao registrado na semana anterior. A manga palmer teve desvalorização de 2% na Ceagesp, comercializada a R$ 3,06/kg.


 Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Edição de outubro: 10 anos de Especial Batata

Na edição de outubro, o Especial Batata completa 10 anos, sendo que as oito últimas edições foram especialmente dedicadas à análise da gestão sustentável da bataticultura.

Na edição de 2014, a Hortifruti Brasil avalia o desempenho da rentabilidade da bataticultura e a evolução dos custos de produção em duas importantes regiões produtoras: Vargem Grande do Sul (SP) e Sul de Minas Gerais.

Acompanhe as apurações detalhadas no site do Cepea:
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Além da matéria sobre gestão sustentável da bataticultura, na edição de outubro você também pode ficar informado com as análises de mercado das 12 frutas e hortaliças de estudo da HF Brasil.
 
Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Batata: Estiagem deve provocar recuo de área no Sul de Minas

A longa estiagem, especialmente no Sudeste do Brasil, já é um fator limitante na safra das águas 2014/15 de batata da região do Sul de Minas Gerais.

A seca na região mineira tem “segurado” maiores investimentos dos produtores mineiros, que provavelmente manteriam a área em relação à temporada passada (devido aos bons resultados da última temporada das águas e à boa oferta de batata-semente). 

Nas atuais condições climáticas, a chance de perdas de área de batata já cultivadas é muito alta. Isso porque não há expectativa de chuvas para esta semana e, como a maior parte das áreas do Sul de Minas não é irrigada, estas ficam susceptíveis a tais condições climáticas (quente e com baixa umidade). Entretanto, a alta oferta de semente no Sul de Minas facilita o replantio de possíveis áreas perdidas devido sua alta disponibilidade e baixo preço das sementes na região. 

O que pode reverter o cenário são as esperadas chuvas a partir do fim de outubro, o que pode estimular produtores a intensificar o plantio. Mas, por enquanto, a expectativa é de que a área cultivada possa ser menor. 

O plantio de batata no Sul de Minas, que começou em agosto e segue até novembro, está em estágio avançado, e estima-se que 70% da área já tenha sido plantada até a última semana.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Chuvas induzem novas floradas em citros, mas podem prejudicar as de maçã


Florada de laranja/Foto:
Mário Roberto Moraes
Apesar de a quantidade ainda não ter sido suficiente para suprir o déficit hídrico, as chuvas verificadas em praticamente todo o estado de São Paulo nas últimas semanas (as mais volumosas até então) já trouxeram benefícios ao desenvolvimento dos pomares de laranja. Além de recuperar parte do vigor, as plantas registraram boas floradas após as precipitações.

Sem previsão de chuvas para os próximos dias, é possível que a incidência de “estrelinha” (também conhecida como podridão floral) seja baixa. Isso porque a chuva intercalada com sol é benéfica ao “pegamento” das floradas. Neste cenário, produtores paulistas podem reduzir, ou até mesmo não realizar, aplicações para controle do Colletotrichum, fungo causador da “estrelinha”.

Por outro lado, as chuvas abaixo da média durante boa parte de 2014 fizeram com que o solo ficasse bastante seco, debilitando as plantas de laranja. Dessa forma, o otimismo gerado pelas boas floradas acaba sendo limitado por temores quanto ao “pegamento”, que pode ser prejudicado pelo menor vigor das árvores.

Além de São Paulo, as chuvas também ocorreram no Sul do País na última semana. Nas regiões produtoras de maçã, os pomares encontram-se na etapa da florada e polinização e, assim, as chuvas podem ser prejudiciais tanto à sanidade da flor quanto ao calendário de atividades.

Contudo, ainda é cedo para concluir quais serão os efeitos das precipitações. Segundo colaboradores, nas semanas anteriores, com o baixo volume pluviométrico, foi possível realizar aplicações de defensivos nos pomares, a fim de se prevenir a sarna da macieira. Quanto à polinização, agentes do setor afirmam que poderá ocorrer atraso, pois as chuvas também têm ocorrido no período da manhã – quando as abelhas realizam a polinização.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mercado é fraco no fim de mês



Foto: Ceagesp
O período não está muito propício para o comércio de tomate e batata, importantes hortaliças consumidas. Isso porque é fim de mês, quando as compras, de um modo geral, são menos volumosas. Além disso, para o tomate, o padrão de algumas mercadorias está aquém da desejada: boa parte do tomate que chega à Ceagesp está com calibre médio e miúdo. Já a batata está com qualidade satisfatória, mas mesmo assim o mercado está lento. Tudo indica que, com o início do mês, as vendas retomem o ritmo, como normalmente ocorre no período.

Na última semana, o tomate salada 2A foi comercializado na Ceagesp por R$ 29,86/cx de 18 kg, valor 32,4% inferior ao da semana passada. Quanto à batata, o preço médio de comercialização foi de R$ 28,65/sc de 50 kg, redução de 1,3% na última semana em comparação com a passada.

Também bastante consumida, a banana tem tido pouca saída nos últimos dias, também em razão do período de baixa remuneração dos consumidores. Muitos agentes que comercializam a fruta optaram pela manutenção dos preços, com o receio de perder consumidores caso haja reajuste nas cotações. A caixa de 20 kg da banana nanica teve preço médio de R$ 24,40 na última semana, estável em comparação com a semana anterior, enquanto, a prata, a R$ 42,00/cx, ligeiro recuo de 1% na mesma comparação.

Capitão Citrus, o super-herói da citricultura

Para combater a baixa demanda de suco de laranja nos Estados Unidos, o Departamento de Citros da Flórida, em parceria com a Marvel Entertainment, reformulou recentemente o mascote que representa o setor. A grande proposta deste personagem é atingir, através de revistas em quadrinhos do Capitão Citrus, cada vez mais novos consumidores de suco de laranja, sobretudo a nova geração. 
Capitão Citrus - Foto: FloridaCtrus.org

A bebida tem perdido espaço na mesa do consumidor norte-americano nos últimos anos, dando espaço para outras bebidas como água de coco, energéticos e de frutas exóticas.

Quer conhecer o Capitão Citrus? Acesse o site:


http://www.floridacitrus.org/captain-citrus/digital-comic/

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil




segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Exportações de frutas do Nordeste ganham força


Exportadores do Nordeste, especialmente de melão e de uva, estão intensificando o envio de frutas ao mercado externo. Segundo levantamentos do Hortifruti/Cepea, estão sendo destinados ao mercado internacional cerca de 70% do total da produção de melões da região da Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE), e os outros 30% estão sendo comercializados no mercado interno. Com a menor oferta de melão no mercado brasileiro, as cotações foram maiores na última semana. O amarelo tipo 6 e 7 foi comercializado à média de R$ 20,25/cx de 13 kg, valorização de 10% frente à semana anterior.

Os envios de uva do Vale do São Francisco também têm sido mais aquecidos nos últimos dias, contribuindo para uma menor oferta no mercado doméstico. No entanto, os valores praticados pela uva no mercado nacional podem limitar os envios da uva ao exterior neste segundo semestre. O Vale do São Francisco conta com menor volume de uvas neste ano por conta da quebra de safra na região. Na última semana, a região comercializou o quilo da crimson embalada por volta de R$ 7,00 enquanto que, da thompson embalada, a R$ 6,00 – ambas sem sementes.

Brasil pode exportar manga diretamente à Rússia

Há possibilidade de o Brasil enviar mangas diretamente à Rússia, conforme discutido em conferência entre empresas russas e brasileiras na última semana, realizado pelo Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF). Caso a negociações diretas sejam concretizadas, o país russo pode pagar bons preços pela manga brasileira. Cerca de 75% do volume total de manga exportado pelo Brasil é para a Europa, porém não se sabe quanto desse total acaba sendo destinado à Rússia.

Além disso, há também preocupações em torno da ”saúde” da fruta. Devido sua sensibilidade, a qualidade da manga poderia ser afetada durante a logística, visto a grande dimensão geográfica da Rússia. A preferência dos russos é pela variedade tommy, o que é positivo para o Brasil, que tem esta variedade como uma de suas produções mais fortes. A exportação direta para a Rússia também pode favorecer produtores brasileiros, visto que há uma preocupação do setor quanto à safra da Espanha, que começa em setembro, além do Peru e Equador. Além disso, a Espanha tem potencial para torna-se uma grande concorrente do Brasil no mercado europeu, sobretudo para as variedades com menos fibras - as preferidas no continente.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Qual o perigo de consumir a cera das maçãs?



Nesta semana, ganhou destaque nas redes sociais a divulgação de um vídeo questionando as ceras usadas em frutas para consumo in natura – na situação em questão, foi abordado o uso em maçãs. No vídeo, uma consumidora raspava a casca da fruta com uma faca, mostrando a cera extraída e argumentando que poderia ser prejudicial à saúde. O vídeo teve mais de 60 mil compartilhamentos, com muitos consumidores desavisados divulgando a informação.

No site Reclame Aqui, a empresa produtora das maçãs em questão respondeu aos consumidores, afirmando seguir as normas da legislação vigente e não aplicar nenhum produto químico nas maçãs depois de colhidas – apenas a imersão em água clorada para higienização. Assim, foi esclarecido que a cera presente nas maçãs é natural, e serve para proteção da fruta contra a transpiração excessiva e murchamento rápido.

A ABPM (Associação Brasileira de Produtores de Maçã) também esclareceu que a camada natural de cera nas maçãs pode variar de espessura, de acordo com a variedade da fruta, a época de colheita, o período em que a fruta ficou armazenada, a região de produção e as condições climáticas durante o desenvolvimento do pomar.

Esclarecido este “mito”, a Hortifruti Brasil espera que não haja impacto negativo no consumo de maçãs.
 
Por Fernanda Geraldini e Letícia Julião

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Proximidade do calor já influencia em maior procura por frutas


Com a proximidade da estação do calor – a primavera tem início na próxima segunda-feira, dia 22 – o mercado de algumas frutas já começa a ficar mais movimentado. Neste fim de inverno, as temperaturas estão significativamente elevadas, o que já permite que o consumidor aumente suas compras de frutas. O período de recebimento de salários também é outro fator que tem estimulado as compras nos últimos dias. Na última semana, as frutas que tiveram maior procura foram uva, maçã e melão. 

Produtores da região de Jales (SP) aumentaram a oferta de uvas no mercado, mas como o cenário está favorável, as cotações subiram nesta praça. O preço do quilo da uva niagara de Jales foi de R$ 4,04 na última semana, aumento de 12,8% sobre a semana anterior.

A maçã também foi vendida a preços mais elevados. Outro motivo que tem favorecido a valorização desta fruta é que houve redução na oferta da variedade gala. No atacado de São Paulo (Ceagesp), o preço médio da gala foi de R$ 62,50/cx de 18 kg, valor 4% maior frente ao praticado na semana passada.

Houve também maior procura para o melão, mas esses comportamento foi sentido, por enquanto, nas roças do Vale do São Francisco. Como ainda há estoques de melão amarelo nos boxes da Ceagesp, os preços ainda não subiram na ceasa. Já o melão orange teve valorização significativa na semana passada. Os estoques dessa variedade diminuiu no atacado, visto o aquecimento das temperaturas e, consequentemente, aumento na demanda. O melão orange foi comercializado à média de R$ 12,25/cx de 6 kg na Ceagesp na última semana, valorização de 20%.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Edição de setembro: Logística - por onde passam os HFs?


Hortifruti Brasil avaliou as condições das estradas e o custo dos fretes nas principais rodovias que levam as frutas e hortaliças até o maior centro de abastecimento, a Ceagesp.
 
Apesar de haver avanços na logística brasileira, o setor ainda tem que enfrentar desafios.

Saiba mais e leia a matéria completa na edição de setembro da Hortifruti Brasil na página do Cepea: 
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Mercado aquece com início de mês; primavera pode estimular consumo ainda maior

 
As vendas de frutas e hortaliças estão mais aquecidas desde a semana passada. A principal explicação é o início do mês, período de recebimento dos salários de boa parte dos consumidores, que estimulam o comércio. Agentes estão otimistas que as vendas podem aumentar consideravelmente a partir deste mês com o início da primavera, quando o consumo, especialmente o de frutas, aumenta.

Além do maior ritmo de vendas de hortifrutis, a menor oferta de algumas frutas e hortaliças e o clima um pouco mais quente em algumas praças consumidoras também foram favoráveis ao consumo. Dentre os HFs beneficiados pelo período foram o melão, cenoura, manga e cebola.

Visto a diminuição da oferta de melão e as altas temperaturas no Nordeste, a demanda pela fruta superou a oferta do Vale do São Francisco nesta semana. Assim, as cotações do melão amarelo na região tiveram aumentos expressivos, superando a expectativa dos produtores da região. Na média semanal, o amarelo foi comercializado por R$ 18,75/cx de 13 kg nas roças do Vale, aumento de 21% sobre o preço médio da semana anterior.

O mercado de cenoura também foi favorecido pelo início do mês. A caixa de 20 kg da classificação 3A foi cotada a R$ 16,75, leve aumento de 1,5% em relação à semana passada. 

Houve melhora na cotação da manga na última semana. Segundo atacadistas da Ceagesp, o volume da fruta que chega à ceasa está baixo. O preço da manga tommy teve aumento de 11% na semana passada frente à anterior, enquanto a palmer subiu 27%. Com a valorização, já se observa frutas verdes chegando à central de abastecimento e, se este volume aumentar, pode ter redução nos preços nos próximos dias.

Outra cultura que está com oferta nacional limitada é a cebola. Os preços subiram em todas as regiões analisadas pelo Hortifruti/Cepea, e o aumento foi maior no Vale do São Francisco. A média semanal da cebola foi de R$ 1,42/kg na roça nordestina, alta de 67% em relação à média da semana passada.

Preços do tomate e da uva reduzem com oferta elevada

Já tomate e uva não tiveram o mesmo bom desempenho de alguns HFs, e tiveram seus preços reduzidos nos últimos dias. Dado o calor nas roças de Araguari (MG) e Mogi Guaçu (SP), a maturação do tomate foi acelerada, permitindo que produtores colhessem um maior volume de tomates. O tomate salada 2A foi comercializado entre 1° e 05/09 à média de R$ 28,59/cx de 18 kg na Ceagesp, valor 20,7% inferior se comparado à semana anterior.

Na viticultura, a safra de Jales (SP) aproxima do pico de safra, previsto para esta semana – deve se estender até o final do mês. Apesar do aumento na oferta de uvas finas na praça paulista, a qualidade satisfatória limitou uma maior desvalorização semanal. Já para a niagara, agentes informaram que a disponibilidade da variedade está menor em comparação à de finas, o que influenciou positivamente nas cotações desta variedade. A uva Itália de Jales foi negociada na última semana a R$ 2,35/kg, queda de 9,6% frente à última; a nigara obteve preço médio de R$ 3,58/kg, aumento de 7,8% na mesma comparação.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Nota de Esclarecimento Citros/Cepea

Face ao uso dos valores da laranja indústria do Cepea para o Leilão de Pepro, esclareceremos:

O Cepea, instituição de pesquisa da Universidade de São Paulo, não tem a responsabilidade de definir prêmios de quaisquer leilões de subvenção do Governo Federal. Cabe à Conab – Companhia Nacional de Abastecimento - tal definição.

Desde outubro de 1994, o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, pesquisa e divulga diariamente preços da laranja negociada entre produtores e indústria. Os preços divulgados em nosso site (
www.cepea.esalq.usp.br) referem-se à média aritmética simples e têm o propósito se servir como “média” ou referência do mercado.

O Cepea está à disposição da Companhia para apoiá-la na definição da metodologia do prêmio da citricultura com todo o conteúdo que reunimos em nossas pesquisas ao longo de 20 anos.

Atenciosamente,
Margarete BoteonProfessora Esalq/USP; Coordenadora do Projeto Citros/Cepea

Fernanda Geraldini
Caroline Lorenzi
Larissa Pagliuca
Equipe Citros CEPEA/ESALQ - USP
www.cepea.esalq.usp.br/citros
hfcitros@usp.br
Fone:(19)3429-8807

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Preço da batata e do tomate está abaixo do custo de produção

Dois dos principais produtos que não faltam na mesa do consumidor, batata e tomate, estão com preços significativamente baixos. Devido às altas temperaturas nas lavouras de tomate, sobretudo em Araguari (MG), a maturação tem sido acelerada, o que aumenta a oferta do produto no mercado.

A disponibilidade do tomate é tão grande que alguns atacadistas de Belo Horizonte (MG) chegaram a vender a caixa do tomate por apenas R$ 9,00. Além da elevada oferta, as vendas também estiveram fracas. Na Ceagesp (SP), o preço médio do tomate 2A foi de R$ 23,94/cx de 18 kg, queda de 26,7% em comparação com o da semana anterior.

A colheita de batata também segue em bom ritmo, dado o clima favorável aos trabalhos de campo. Produtores de Vargem Grande do Sul (SP) e do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba devem colher até o final do mês praticamente metade de suas áreas destinada à bataticultura. Com a redução dos preços de julho para cá, os valores da batata chegaram a ficar abaixo dos custos de produção.

Diante deste cenário, produtores de Vargem Grande do Sul podem desacelerar a colheita em setembro na expectativa de obter melhor remuneração. Nas roças paulistas, a batata padrão ágata especial foi comercializada por volta de R$ 15,00/sc na sexta-feira passada, 22.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Laranja: Flórida pode colher safra 2014/15 abaixo de 100 milhões de caixas


Na quinta-feira da semana passada, 14, foram divulgadas as estimativas privadas da safra de laranja da Flórida referentes à safra 2014/15, que deve começar a ser colhida em outubro. 

A multinacional Louis Dreyfus Commodities estimou que a colheita deve totalizar 96,6 milhões de caixas, 7,5% menos que a temporada anterior. Já Elisabeth Steger, consultora de citros de Orlando, foi mais pessimista, estimando que o estado norte-americano pode colher apenas 89 milhões de caixas, queda de 14,7%. 

O motivo para a redução é novamente o efeito do greening na produtividade dos pomares, que tem causado aumento na taxa de queda prematura de frutos, bem como laranjas de calibre menor. 

Se o cenário de menor oferta na Flórida se confirmar, é possível que a Flórida precise importar mais suco de laranja brasileiro, na tentativa de manter os estoques locais em bons níveis. Este aumento, contudo, pode ser limitado pela baixa demanda por suco de laranja no varejo americano.

Maçã: Geada ocorre no Sul, mas frio é benéfico

Houve geada no Sul do País de quarta para quinta-feira da última semana. O estado do Rio Grande do Sul foi o mais afetado pelo fenômeno climatológico, em especial a região de Caxias do Sul, onde parte dos pomares de maçãs precoces já estava na etapa de frutificação e parte ainda com flores. 

Dependendo da intensidade da geada, há possibilidade de redução no volume de frutas colhidas na próxima safra, segundo comentaram alguns agentes. Contudo, há o receio de que apenas algumas flores tenham sido queimadas pelo frio, de modo que a produção possa ser compensada pelas floradas tardias, mas ainda é cedo para confirmar a informação. 

Por outro lado, os pomares de gala e fuji foram beneficiados pelo frio, tendo em vista que estão em fase de dormência. Produtores seguem, também, contando as horas de frio – em Fraiburgo (SC), maleicultores puderam respirar um pouco aliviados com essa onde de frio, já que a região vinha contando com baixas Unidades de Frio até a semana passada. Segundo a previsão de agências climáticas, uma nova onda de frio intensa é esperada para o final de agosto (a partir do dia 24).

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Hortifruti Brasil lança a Seção Eletrônica de Folhosas


A Hortifruti Brasil começará a divulgar a partir da próxima segunda-feira, dia 18, os preços das alfaces crespa, lisa e americana através da Seção Eletrônica de Folhosas. As cotações das demais 11 frutas e hortaliças de pesquisa do Hortifruti/Cepea já são enviadas aos cadastrados em nossa Comunidade Eletrônica desde 2008, e agora chega a vez das folhosas.

O levantamento dos preços das alfaces no atacado de São Paulo (Ceagesp) é diário, enquanto que nas roças de São Paulo (regiões de Mogi das Cruzes e Ibiúna) ocorre uma vez por semana.

A Seção Eletrônica de Folhosas, assim como as demais, serão enviadas toda-segunda-feira aos cadastrados, e os preços correspondem aos coletados na semana anterior.

Para começar a receber os preços das folhosas, basta fazer um cadastro gratuito em nossa Comunidade Eletrônica AQUI. Se você já recebe as demais Seções Eletrônicas e também quer receber a de alface, basta acessar seu cadastro (
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil/comunidade) e selecionar a opção “Folhosas”. Se tiver dúvidas quanto ao recebimento, entre em contato com a equipe através do e-mail hfcepea@usp.br ou pelo telefone (19) 3429-8808.

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

El Niño não se confirma, e chuva no Sudeste pode voltar na primavera


Foto: Divulgação
As últimas análises climáticas indicam que, de fato, não houve a ocorrência do El Niño no Brasil. O que ocorreu foi o aquecimento das águas do Oceano Pacífico (o que causa a formação do El Niño) em meados do primeiro semestre do ano, o que provocou chuvas acima da média na região Sul em julho. No entanto, segundo explicações da Somar Meteorologia, o aquecimento durou menos de cinco meses consecutivos, período necessário para que haja confirmação do El Niño.

Ainda conforme a Somar, o que tem ocorrido nos últimos meses, na verdade, é o desaquecimento do Oceano Pacífico, condição que deve permitir com que as chuvas reduzam gradativamente no Sul do País daqui para a frente. A região ainda deve receber algumas frentes frias no decorrer de agosto, mas em volume bem menor em comparação com o do primeiro semestre.

Desta forma, o cenário climático de seca no Sudeste neste inverno deve continuar, e a situação só deve se reverter com o início da primeira, em setembro – período do retorno do regime de chuva. Vale lembrar, no entanto, que o Sudeste enfrenta uma longa e atípica seca desde o início do ano. No último verão, por exemplo, o índice pluviométrico ficou bem abaixo do normal, o que explica os mais baixos índices dos reservatórios da história. Quanto ao Nordeste, a estiagem ainda continuará, com exceção da faixa leste da região.

Para as hortaliças, as chuvas são aguardadas com ansiedade, uma vez que o plantio da temporada de verão começa agora neste segundo semestre, e a disponibilidade de água será fundamental para a realização das atividades de campo.

Já para as frutas, as chuvas precisam ocorrer o quanto antes, especialmente na região Sudeste. Para a laranja do estado de São Paulo, por exemplo, as floradas da próxima safra começam a brotar entre agosto e setembro, e é necessário um bom volume pluviométrico para induzir essas floradas. A continuidade da chuva é muito importante também após a fase de floração dos pomares para que haja bom desenvolvimento dos chumbinhos (frutos em formação), além de contribuir para a boa vitalidade das plantas.

Por Daiana Braga e Renata Pozelli Sabio
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Edição de agosto: O setor de embalagens de HFs no Brasil


A Matéria de Capa da edição de agosto da Hortifruti Brasil traz uma avaliação do segmento de embalagens para hortifrutícolas no País e apresenta as vantagens e desvantagens de cada material, as exigências dos diferentes compradores e as tendências.

Os analistas de mercado da HF Brasil também trazem nesta edição as últimas informações de mercado das 12 frutas e hortaliças de estudo da equipe.

Leia a edição completa na página da Hortifruti Brasil:
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Boa leitura!

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

BATATA: Tempo firme favorece colheita e preço cai

Com o tempo firme desde meados da semana passada, a colheita de batata está a todo vapor nas principais regiões produtoras que colhem no momento. São elas: Sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Vargem Grande do Sul (SP), Sudoeste Paulista, Chapada Diamantina (BA) e Cristalina (GO).

Com o andamento das atividades no campo, um bom volume do tubérculo tem sido enviado ao mercado. Como resultado, os preços vêm reduzindo da semana passada para cá. Nesta segunda-feira, 04, os preços da batata ágata especial nas roças estão de R$ 20,00 a R$ 25,00/sc de 50 kg. Na Ceagesp, o preço médio foi de cerca de R$ 34,00/sc. De uma forma geral, as batatas estão com boa qualidade, incluindo as do Sul de Minas, cujos produtores estavam ofertando até semana passada tubérculos de baixo calibre.

Agosto é marcado pelo pico de oferta do produto, e boa parte dos produtores dessas regiões intensifica a atividade neste mês. Desta forma, os preços podem continuar reduzindo nos próximos dias, a não ser que o mercado absorva boa parte da mercadoria, uma vez que o início do mês é uma época favorável para o consumidor.

TOMATE: Chuva em Araguari reduz qualidade

Por mais que as chuvas sejam bem-vindas no Sudeste, produtores de tomate de Araguari (MG) enfrentaram dificuldades com a chuva ocorrida nos últimos dias na região. Segundo esses agentes, a qualidade do produto ficou aquém do esperado, apresentando manchas e acidez.

Com a redução na qualidade, o tomate desvalorizou em Araguari. Na sexta-feira, 1º, produtores mineiros negociaram o fruto a R$ 30,00/cx de 26 kg; já nesta segunda, as negociações estavam em torno de R$ 20,00/cx. Por enquanto, não houve relatos de problemas nas lavouras nas demais regiões produtoras de tomate.

Por Daiana Braga – Colaboração: Felipe Cardoso e Amanda Rodrigues da Silva

 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

COMUNICADO AOS LEITORES

Caros leitores,

Funcionários da Esalq/USP continuam em greve nesta quarta-feira, 30, e bloquearam as imediações do prédio de Economia, Administração e Sociologia, onde está localizado o Cepea. Como estamos com acesso restrito, peço a todos que se precisarem entrar em contato conosco, estamos à disposição pelos e-mails
hfcepea@usp.br ou hortifrutibrasil@gmail.com.

Agradecemos a compreensão de todos, e assim que as atividades estiverem normalizadas, informaremos através de nossas redes sociais.

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Batata: Mesmo com estiagem, safra de inverno deve ter boa produtividade


Embora a safra de inverno tenha iniciado com produtividade abaixo do potencial em algumas regiões como Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Vargem Grande do Sul (SP) – enquanto a região mineira começou a safra em junho, a paulista começou neste mês – a expectativa é que no decorrer da temporada o volume colhido atinja os níveis normais.

No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a produtividade média em julho está próxima do potencial, de 35 t/ha na média. Já em Vargem Grande do Sul, após o início de safra com produtividade comprometida devido ao calor durante o plantio e sementes de baixa qualidade, as áreas de batata colhidas desde a semana passada já apresentaram melhora, e poderá atingir o potencial nas próximas.

Vale lembrar que ainda há o risco de falta d’água no decorrer da safra, o que poderá prejudicar as lavouras. Com a influência no El Niño no País, as chuvas, que normalmente retornam ao Sudeste a partir do final de outubro, podem atrasar, agravando ainda mais a seca na região.

Cristalina (GO), que oferta batata praticamente o ano todo, não teve problemas em sua safra. Produtores relataram que a região apresenta excelente qualidade e produtividade, em média de 42,5 t/ha. 


Cebola: Falta de água dificulta plantio em Mossoró

 
Se a seca prolongada no primeiro semestre é atípica em São Paulo e em parte de Minas Gerais, no Nordeste esse cenário não é novo. Mesmo assim, produtores de cebola de Mossoró (RN) estão com dificuldades em realizar o plantio da cebola, dado o baixo índice de chuva na região, o que dificulta a irrigação e o preparo do solo.

Devido à falta de água, as atividades de plantio de cebola estão lentas e, até o momento, só foram plantados cerca de 50 hectares, enquanto que no mesmo período da safra passada já haviam sido plantadas 300 hectares. Com isso, a expectativa de área plantada, que era em torno de 700 hectares, não ocorrerá, chegando ao máximo 400/500 hectares.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Folhosas: Com seca, produtor pode optar pela hidroponia

A seca continua preocupando os produtores de folhosas das regiões de Mogi das Cruzes e Ibiúna (SP). A situação crítica de falta de água é consequência do volume de água reduzido do Alto Tietê, já que não chove um volume expressivo desde abril. Assim, a solução que alguns produtores relataram para essa problemática foi a possibilidade de troca de alface na terra por cultivo de alface hidropônica, que reutiliza água durante o ciclo, enquanto, de outros produtores, por outras culturas, como brócolis e milho.

 

Tomate: Produtores de Sumaré negociam para continuar irrigação

Não há previsão de chuvas para as principais regiões produtoras de tomate nesta semana. Essa condição pode atrapalhar ainda mais o transplantio de mudas em Sumaré (SP), região que enfrenta problemas com falta d’água há algumas semanas.

Segundo colaboradores, a prefeitura da cidade está tentando tomar posse das represas particulares que abastecem, entre outros, os produtores de tomate da região, e direcioná-las para o abastecimento de água da população, o que desfavoreceria ainda mais a produção na região. Produtores estão em negociação para poderem utilizar pelo menos metade das represas disponíveis.

Maçã: Com dormência, “frio” é contabilizado

Com a chegada do inverno no Brasil, os pomares de maçã do Sul do País estão entrando em período de dormência. Na última semana, a maior parte dos pomares de Fraiburgo e São Joaquim (SC) e Vacaria (RS) já estava em dormência. As atividades de campo de inverno (podas de formação e produção, manejo das plantas de cobertura do solo e arqueamento de ramos da macieira) têm se intensificado, devido à condição climatológica favorável – na última semana de junho, por outro lado, choveu bom volume no Sul, atrasando essas atividades.

Com os pomares em dormência, começou a ser realizada, também, a contagem de horas de frio ou unidades de frio (UF), considerando temperaturas iguais ou abaixo a 7,2°C. São necessárias de 500 a 600 horas de frio ou 1.040 a 1.155 UF para uma brotação uniforme na primavera.

Laranja: Primeiro Pepro de 14/15 tem arremate de apenas 45% dos lotes

O primeiro leilão de Pepro da safra 2014/15 foi realizado quinta, 10, pelo Governo Federal e teve arremate de apenas 45% dos prêmios ofertados. Já era esperado esse cenário, visto que muitos produtores não tiveram tempo hábil para o preparo da documentação.

Ao todo, foram arrematados prêmios para 1,351 milhão de caixas, sendo oferecidos exclusivamente para citricultores do estado de São Paulo. O prêmio inicial, de R$ 3,53/caixa, foi mantido, visto que a adesão foi menor que o volume ofertado.

A expectativa é que o próximo leilão ocorra ainda neste mês, o que pode permitir maior adesão nas operações. Produtores consideraram benéfica a iniciativa, visto que deve proporcionar uma melhora na remuneração da temporada, principalmente para os pequenos e médios citricultores.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

 

Edição de julho: Agentes do bem - Biológicos entram em ação!

O controle de pragas e doenças na hortifruticultura por meio de agentes biológicos e/ou microbiológico é o tema de capa da edição de julho da Hortifruti Brasil. O Controle Biológico tem crescido significativamente e vem atraindo cada vez mais produtores e grandes empresas de insumos agrícolas.

A Hortifruti Brasil procurou analisar de forma clara o suficiente para que todos os nossos leitores se inteirem sobre o assunto, formem suas opiniões e vislumbrem oportunidades.

Leia a matéria na íntegra em
http://www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil, além das últimas informações de mercado das 12 frutas e hortaliças de estudo da equipe.

Boa leitura!
 
Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tomate: Safra de Sumaré é ameaçada pela seca


Sumaré (SP) é uma das regiões que iriam iniciar, agora em julho, o transplantio de suas mudas de tomate da segunda parte da safra de inverno. Porém, o município está sendo ameaçado pela seca. Produtores da região, que já prepararam seus solos e já compraram suas mudas, talvez não poderão utilizar a água dos reservatórios para irrigação.

Caso isso aconteça, a maior parte dos produtores alega que não irá realizar o transplantio, uma vez que sem água há risco elevado de perder as plantas no campo. A informação de que produtores poderão ou não usar a água dos reservatórios será confirmada nesta semana.

Mesmo com início do mês, vendas são fracas

As vendas de frutas e hortaliças melhoraram um pouco do final de semana para cá, mas nem se compara com as negociações que normalmente ocorrem no início do mês.

As temperaturas mais baixas por conta da estação do frio, feriados, a realização da Copa do Mundo no Brasil e a antecipação das férias escolares são os fatores que deixam o mercado mais fraco.

Como parte dos consumidores deve receber os salários ainda esta semana, é possível que as negociações ainda ganhem um pouco de ritmo nos próximos dias. Mas muitos colaboradores consultados pela Hortifruti Brasil acreditam que apenas no final de julho/início de agosto é que as vendas podem ganhar fôlego com o retorno das aulas.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 1 de julho de 2014

Consumo por folhosas está abaixo do esperado durante a Copa


A grande aposta no setor de alface era de que o consumo, especialmente de folhosas especiais, pudesse aquecer durante a Copa do Mundo no Brasil. Passado metade do evento, esse cenário ainda não foi confirmado no setor. Pelo contrário, as vendas estão abaixo do esperado, conforme agentes consultados pela HF Brasil.

Tanto a produção de alface orgânica quanto a de minimamente processadas, que foram as principais apostas para alavancar as vendas, ainda não tiveram o resultado esperado. Apenas a comercialização voltada para os restaurantes nas cidades-sedes tiveram algum impacto, mas, mesmo assim, está abaixo da expectativa inicial e não chegou a movimentar o mercado de folhosas.

Para as variedades convencionais, acaba havendo sobras nos atacados, devido à baixa procura pela folhosas. Nos dias em que a Seleção Brasileira joga, o mercado é ainda mais lento, visto que a grande maioria dos estabelecimentos encerram o expediente horas antes dos jogos.

Como é a primeira semana do mês, pode ser que as vendas se intensifiquem nos próximos dias, mas não de forma significativa, pois durante a estação do frio o consumo tipicamente é menor.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Copa ainda não estimula consumo de HF em hotéis e restaurantes

Foto: Reprodução

A comercialização de frutas e hortaliças tem sido considerada fraca por muitos agentes de mercado consultados pela Hortifruti Brasil desde a última semana. Um dos principais motivos são os jogos da Copa do Mundo no Brasil, que faz com que muitos brasileiros reduzam seu expediente de trabalho no intuito de acompanhar os jogos, dando preferência para o consumo de outros alimentos e bebidas. Estabelecimentos comerciais também fecham mais cedo durante os dias dos jogos da Seleção Brasileira. É o que deve ocorrer nesta segunda-feira, (23), dia de jogo do Brasil às 17h.

Além disso, e especialmente na última semana, o feriado de Corpus Christi na quinta-feira (19), também interferiu no movimento do mercado. Sem contar também a chegada do inverno no último sábado (21), o que trouxe temperaturas mais baixas em parte do Brasil, condição que normalmente já é um motivo para se consumir menos hortifrutícolas, especialmente as frutas.

Desta maneira, muitos atacadistas tiveram que reduzir seus pedidos para que não acumule mercadorias nos boxes, já que está baixo o fluxo de comercialização.

Havia a expectativa de que a demanda por frutas (como melão, mamão e banana) pelos hotéis e restaurantes, que têm recebido um maior número de turistas estrangeiros e também brasileiros desde o início da Copa do Mundo, pudesse aumentar. Mas, até o momento, o evento esportivo ainda não trouxe benefícios ao setor.

A perspectiva dos comerciantes para esta semana não deve mudar. Ou seja, muitos consumidores ainda optarão por consumir moderadamente as frutas e hortaliças, dando preferência para outros alimentos, como aperitivos e bebidas alcóolicas. Também é a última semana de junho, o que tipicamente já é um período de comércio reduzido.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 10 de junho de 2014

Edição de junho: Especial Citros

 
A Hortifruti Brasil acaba de lançar o Especial Citros 2014 mas, agora, na edição completa de junho, com as Seções com análise de mercado das 12 culturas-alvo da publicação.

O Especial Citros analisa o futuro da citricultura e subsidia os produtores quanto a manter, ampliar, diminuir ou sair da atividade. A edição ainda reúne opiniões bem fundamentadas obtidas pela Hortifruti Brasil em entrevistas com produtores/colaboradores do Projeto Citros/Cepea, consultores e representantes de entidades de classe.

Leia a edição de junho completa na página do Cepea:

 
Daiana Braga - Equipe HF Brasil

Forte chuva no Sul não causa perdas em batata; colheita é paralisada

O Sul do Brasil vem sendo castigado pelas fortes chuvas que ocorrem desde o último fim de semana nos três estados da região, principalmente no Paraná. As enchentes deixaram milhares de pessoas desabrigadas, causando até mortes.
 
Até o momento, as lavouras de batata localizadas no Sul não chegaram a ser perdidas pelas tormentas. As praças produtoras do Sul estão em atividade de colheita da safra de inverno e, por conta da umidade, produtores de Água Doce (SC) e da região de Curitiba (PR) estão com difícil acesso às roças, interferindo no volume colhido.
 
As chuvas poderão reduzir a partir desta quarta-feira na região Sul e, caso o tempo voltar a firmar, produtores dessas regiões retomarão a colheita.
 
O impacto das chuvas ainda não refletiram nos preços. Na última sexta-feira, a saca de 50 kg de batata padrão ágata especial foi negociada a R$ 96,00, enquanto que, nesta terça-feira, os valores estiveram mais baixos, em torno R$ 83,00/sc. Até o fim de semana, entretanto, a interrupção da colheita em algumas regiões no início desta semana poderá resultar em menor volume de batata no mercado, impulsionando os preços.
 
Por Daiana Braga - Colaboração: Amanda Rodrigues da Silva