Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Indústria de suco de laranja retoma compras no spot e por contrato


Uma das três grandes indústrias de suco de laranja de São Paulo retomou a compra de laranja na semana passada. As compras são feitas tanto no spot (sem contrato) quanto por contrato de uma safra. As operações no spot envolvem apenas as variedades precoces, ao preço de R$ 10,00/cx de 40,8 kg, colhida e posta na indústria – sem adicional de participação. Já no caso dos contratos de uma safra, o preço não é fixo, dependerá do valor médio de venda do suco de laranja em 2016. 
 
Ainda não há notícias de que outras grandes indústrias estejam realizando novas compras, mas colaboradores do Cepea ligados às processadoras comentam que as outras duas podem entrar no mercado conforme haja maior disponibilidade de frutas com maturação ideal.

As pequenas indústrias também têm feito compras no spot, com os preços condicionados ao rendimento industrial, variando de produtor para produtor. Ainda assim, elas são procuradas por muitos citricultores, principalmente por aqueles que têm propriedades próximas a essas empresas.

Consumo de melancia está bastante reduzido no frio

No inverno, não tem vez para a melancia. Considerada uma das frutas mais refrescante e bastante consumida no verão, poucos consumidores têm se interessado em comprar a fruta nesta estação mais fria. 
 
Por conta disso, os preços da melancia na Ceagesp continuaram registrando queda, como era esperado. Agentes informaram que as temperaturas mais baixas estão travando o mercado e diminuindo as vendas. Além disso, a oferta da fruta está relativamente maior, devido à colheita de novas lavouras em Goiás e à intensificação da colheita no Tocantins.

Para as próximas semanas, a tendência é que as cotações continuem em queda, já que a oferta da fruta deve aumentar nas regiões que estão colhendo. O cenário só deve mudar quando as temperaturas aumentarem novamente, ou seja, a partir de setembro (início da primavera e, portanto, da estação de calor). 

Na média da última semana, o preço do quilo da melancia graúda (>12 kg) foi de R$ 0,72 na Ceagesp, queda de 25,9% sobre o valor negociado na semana anterior.  

Comportamento semelhante tem sido verificado não só para a melancia, mas para as frutas de um modo geral. O ritmo das vendas foi bastante calmo na última semana, refletido sobretudo pelas baixas temperaturas e pelas chuvas, fatores que poucos estimulando o consumo especialmente de frutas. Especificamente em São Paulo, o feriado estadual (9 de Julho, Revolução Constitucionalista) também foi outro motivo que limitou as vendas em todo o estado.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 23 de março de 2015

Chuva interfere no plantio de cebola e na colheita de manga em SP

Produtores de cebola de São José do Rio Pardo e Monte Alto (SP) iniciaram o plantio da nova safra há 15 dias. Tem chovido significativamente em todo o estado nas últimas semanas, o que tem amenizado a forte seca que o estado se encontrava. Porém, as precipitações podem vir a atrasar o calendário paulista.

Para que o plantio ocorra normalmente, é importante que as chuvas sejam um pouco menos volumosas nos próximos dias, apenas o necessário que permita os cebolicultores a continuar as atividades. Entretanto, segundo as previsões da Somar Meteorologia, esta será mais uma semana chuvosa em ambas as praças paulistas. A área, por sua vez, não deverá aumentar nesta temporada, podendo até mesmo cair. Isso porque produtores têm encontrados dificuldades em conseguir crédito e financiamentos nos bancos.

Caso as atividades de plantio ocorram conforme o calendário planejado, a expectativa é que a colheita de cebola em São José do Rio Pardo e Monte Alto seja realizada em julho, atingindo pico de safra em agosto.

Manga paulista é prejudicada pela chuva

O clima chuvoso em São Paulo também interferiu no setor de manga. A umidade tem prejudicado a qualidade das poucas mangas que restam nos pomares de Monte Alto/Taquaritinga. Segundo produtores, a fruta está manchada e, devido às frequentes chuvas que estão ocorrendo nas últimas semanas, torna-se difícil o tratamento fitossanitário.

Mesmo assim, com a baixa disponibilidade de manga na região, produtores estão conseguindo escoar suas frutas com facilidade ao mercado. Além disso e como de costume, as vendas para a indústria aumentaram no final da safra, mas com a baixa oferta de manga da região, a indústria está processando a fruta apenas uma vez por semana. Das frutas que estão nos pés, restam as variedades palmer e keitt para serem colhidas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Laranja: seca prejudica floradas e pode afetar a safra 2015/16

Se por um lado as chuvas são preocupantes no Nordeste, a seca prolongada no Sudeste vem tirando o sono de muito agricultor. As chuvas foram um pouco mais volumosas em novembro, mas ainda bem abaixo da média do mês no estado de São Paulo, mantendo em alerta produtores de laranja quanto à proporção da próxima safra.

Apesar de ainda ser cedo para quantificar o volume a ser colhido na safra 2015/16, citricultores já notam danos nas plantas agravados pelo forte sol e calor, o que prejudica ainda mais o vigor das árvores. Até mesmo nas regiões mais chuvosas e nas fazendas irrigadas há relatos de danos no “pegamento” das floradas. Em algumas áreas, a queda de chumbinhos foi muito intensa e a melhora do volume de frutas vai depender de novas aberturas de flores.
 
Para os próximos 10 dias, a previsão é de chuvas mais regulares, segundo a Climatempo.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Edição de novembro - Especial Uva: niagara toma espaço da uva fina em SP

A Hortifruti Brasil publica o Especial Uva na edição de novembro e analisa a competitividade da uva niagara no estado de São Paulo. São apresentados os custos de produção da variedade em 3 das principais regiões produtoras do estado de São Paulo: Campinas, São Miguel Arcanjo e Jales.

Todo o estudo de competitividade da uva niagara é feito com discussões sobre três sistemas de condução na viticultura paulista: espaldeira, latada e o promissor sistema “Y”.

Leia o estudo completo em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.
 
Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Abaixo do custo, preço da cebola pode começar a subir


Os preços da cebola, que estão abaixo os custos de produção, podem começar a esboçar reação nas próximas semanas. Isso porque produtores de Monte Alto e São José do Rio Pardo (SP) finalizaram a colheita da safra 2013 na semana passada, e Minas Gerais e Goiás diminuíram o volume ofertado.

O que explica a baixa remuneração da cebola em São Paulo é o aumento de área pelo segundo ano consecutivo, o que acumulou oferta do produto no mercado. Os valores foram tão baixos nesta temporada que alguns produtores chegaram até a abandonar algumas lavouras. Na média da safra paulista, os preços foram de R$ 0,46/kg, valor 51% menor que o preço praticado na safra 2012.

Com esse cenário, alguns produtores estão desmotivados e com pouco capital para investir na próxima safra. Assim, as estimativas iniciais indicam que a área destinada ao plantio de cebola na região deve reduzir em 2014.


Já a região do Cerrado, que engloba Minas Gerais e Goiás, deve encerrar suas atividades dentro de 15 dias. Além disso, os produtores da região Sul do País estão armazenando suas mercadorias na expectativa de uma reação dos preços. Assim, a tendência é que o volume de bulbos no País continue reduzindo, o que pode resultar em valorização do produto.

Chove no RN/CE, mas abaixo do ideal

Choveu na última semana no Rio Grande do Norte/Ceará, polo produtor de melão. Embora o acumulado de chuva não tenha sido o suficiente para repor os níveis de água nos poços, as precipitações foram um incentivo para melonicultores.

Para o mês de dezembro, porém, o cultivo do melão ainda é incerto, visto que há receio de escassez de águas nos poços.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Menor produção paulista valoriza poncã neste início da safra



foto: Globo Rural 
 
Os preços da tangerina poncã no mercado paulista iniciaram a safra de 2013 em patamares relativamente altos, superiores aos de 2012.

Segundo citricultores paulistas, os patamares mais altos da poncã neste ano já eram esperados. Boa parte dos produtores relata maior produtividade, devido à característica de alternância da cultura, sendo 2013 de maior produção. Porém, houve redução significativa no número de plantas.

Dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) indicam que o número de plantas no estado de São Paulo diminuiu 8% entre junho e dezembro de 2012, passando para 2,04 milhões (considerando as árvores de variedade poncã). De acordo com produtores, mais plantas podem ter sido removidas no início de 2013, já que parte deles esperou o término da colheita das laranjas para fazer a retirada.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Variações climáticas elevam preços das folhosas em janeiro



Neste primeiro mês de 2013, o clima tem sido chuvoso nas regiões produtoras de alface em São Paulo. A menor incidência de sol tem diminuído o ritmo de crescimento das folhosas. No início do mês, houve ainda ocorrência de granizo na região de Piedade (SP). Com isso, foram observadas folhas rasgadas e de menor porte no mercado, já que produtores acabaram colhendo as folhosas antecipadamente.

A elevada umidade também tem propiciado o aumento de doenças fúngicas e bacterianas. Isso ocasionou uma elevada variação de preços, sobretudo na última semana, fazendo com que alfaces com boa qualidade fossem negociadas a preços mais elevados. A alface americana tem sido comercializada na casa dos R$ 30,00/cx com 18 unidades na última semana. No final de 2012, a mesma variedade foi vendida por volta de R$ 13,50/cx.  

Nos próximos dias, o volume produzido pode cair, e a qualidade das folhosas continuar aquém do esperado, já que as condições climáticas devem ser úmidas e, as temperaturas, mais baixas.

Daiana Braga & Equipe Folhosas – Hortifruti Brasil

segunda-feira, 28 de março de 2011

São Paulo encerra colheita de manga e começa a de uva


O estado de São Paulo, grande produtor de laranja, café e cana-de-açúcar, também é pólo produtor de frutas. Na semana passada, enquanto alguns produtores paulistas de manga se despediam do mercado, produtores de uva davam início às atividades de colheita.

Na região de Monte Alto e Taquaritinga, onde há produção de manga, a maior parte dos produtores encerrou na semana passada a colheita da variedade palmer. Como a oferta era bastante restrita, a variedade teve valorização de 90% na média da última semana, sendo comercializada nas roças locais a R$ 1,25/kg. As atividades das indústrias processadoras de manga também devem se encerrar em breve.

A safra 2010/11 de manga palmer ocorreu entre os meses de dezembro/10 a março e, em termos de produtividade, foi considerada bastante satisfatória ao produtor. Porém, com oferta elevada, os preços pagos pela fruta não foram muito remuneradores.

Cenário semelhante deve ser visto na safra paulista de uva niágara das regiões paulistas de Louveira e Indaiatuba. A qualidade da uva deve ser boa nesta safra devido ao clima favorável nas brotações de fevereiro. A expectativa de produtividade nessa região é de 12 t/ha, ligeiramente maior que a da temporada anterior. O pico de safra deve ocorrer entre maio e junho, com encerramento em julho.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil