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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Racionamento de água no Vale do São Francisco é adiado para fim de novembro

Reservatório de Sobradinho / Foto: Divulgação
O racionamento de água no Vale do São Francisco (BA/PE), previsto para acontecer a partir do final deste mês, foi suspenso, segundo nota divulgada pelo Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC) na última semana.

O aumento da vazão da barragem Três Marias para 500 m3/s desde o 28 de setembro possibilitará a manutenção dos níveis toleráveis para captação no reservatório de Sobradinho, o que permite, então, que a água não seja racionada por ora. Além disso, a previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é de que Sobradinho, o principal reservatório baiano, atingirá a cota de 380,8 metros em 30 de novembro, sendo este volume suficiente para que ocorram operações de captação.

Assim, produtores do Vale do São Francisco poderão continuar, pelo menos até novembro, com as atividades de irrigação na fruticultura. De qualquer forma, continua o alerta quanto ao uso de água na região: até o final da semana passada, o reservatório de Sobradinho contava apenas com 7,2% do seu volume útil.

A possibilidade de racionamento preocupava os produtores de fruta da região, que poderiam ter a produção prejudicada. No caso do melão, por exemplo, apesar de não terem que racionar água, produtores já têm dificuldade para irrigar a cultura, de modo que a área destinada ao plantio da fruta já é menor.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Volume Útil de Sobradinho preocupa produtores do Vale do São Francisco



 Com a escassez de chuvas na nascente do Rio São Francisco, em Minas Gerais, produtores de frutas do Vale do São Francisco (PE/BA) já se preocupam com a possibilidade de racionamento de água. O volume útil do reservatório de Sobradinho, principal responsável pelo fornecimento de água para irrigação na região do Vale, está em um nível preocupante – 9,2% no dia 23/09.

O Distrito de Irrigação Nilo Coelho alerta sobre possibilidade de racionamento já a partir de 26 de outubro, se o volume útil chegar a 5,14%. O racionamento visa evitar o corte total de água para irrigação, que pode acontecer em novembro este nível atinja 3,14%. Produtores receberão em seus lotes um calendário informando as condições e horários permitidos para o uso da água.

No caso das frutas acompanhadas pelo Cepea, este cenário pode impactar na produção de uva, manga e melão. No caso da uva, a falta d’água pode prejudicar a produção de uva local no início de 2016, visto que pode atrasar a poda e prejudicar o desenvolvimento da fruta.

Para o melão, produtores que não possuem poços particulares e que não plantam em regiões próximas a rios já enfrentam dificuldades para a captação de água. Inclusive, a produção da fruta no Vale já tem sido impactada, principalmente com redução de produtividade.

A manga da região, que colhe o ano todo, pode ter problemas com relação à qualidade, principalmente no crescimento do fruto a ser colhido até o final do ano. Além disso, pode impactar também na produção de 2016.

Por Fernanda Geraldini - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Uva: Crise hídrica pode interferir nas exportações do Vale do São Francisco

A crise hídrica no Vale do São Francisco (BA/PE) preocupa os viticultores já há um tempo e tem sido cada vez mais grave neste ano. Esse cenário de seca severa pode, inclusive, interferir até mesmo nas exportações.

Se a qualidade das uvas não atingirem os padrões para exportação, poderão ser destinadas ao mercado interno, podendo desvalorizar a fruta. Além disso, a falta de água pode aumentar os custos, pois conforme viticultores informaram ao Hortifruti/Cepea, podem ter que aumentar os tratos culturais. Disseram, ainda, que muitos viticultores que não costumam exportam iriam fazê-lo este ano, devido ao dólar e euro mais remuneradores. Mas, se a qualidade for de fato prejudicada, poderá limitar os efeitos do câmbio favorável.

O último dado da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), de 6 de agosto, mostra que o nível de água do reservatório de Sobradinho, localizado da Bahia e que abastece a região do Vale, está em 15,6% de sua capacidade. Se esta situação não melhorar, poderá causar um racionamento de água nos próximos meses.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 30 de junho de 2015

Produtores de tomate de Irecê optam pelo cultivo de cebola


A região de Irecê (BA) deve fechar com recuo de 20% na área do tomate neste ano. Essa redução foi causada pela migração para o cultivo da cebola, já que esta cultura vem apresentando bons resultados financeiros, atraindo investimentos de agricultores.

Além disso, outros fatores que desestimularam o cultivo do tomate foram a falta de água, que sempre é uma preocupação nesta região, e a alta incidência de pragas, como a traça do tomateiro, que se intensifica com o clima quente e seco. Mesmo com a redução, a variedade predominante na região continuará sendo o tomate tipo rasteiro para mesa.

O mercado de cebola segue com preços bastante atrativos aos produtor, mas pode aumentar daqui para a frente. Isso porque produtores de Cristalina (GO) começaram a colheita dos bulbos na semana passada. A safra goiana já começa atrasada em cerca de um mês por conta das chuvas durante o plantio nos primeiros meses do ano, limitando o avanço das atividades. O pico de oferta em Cristalina deve ocorrer entre julho e setembro.

Além desta região, o Triângulo Mineiro, Irecê e Vale do São Francisco também estão em plena safra de cebola, porém a oferta destas regiões é extensa e escalonada, não permitindo grandes volumes no mercado. Produtores de Divinolândia e Piedade (SP) devem encerrar a colheita nos próximos 10 dias, enquanto, os de Monte Alto e Taquaritinga, começarão os trabalhos de campo em duas semanas. 
 
Os preços médios da cebola negociada na Ceagesp na semana passada foram de R$ 88,00/sc de 20 kg de caixa 3, redução de 7,4% sobre a semana anterior. Nas roças, o preço do quilo ao produtor variou entre R$ 2,60 e R$ 3,20.  

Por Daiana Braga
Colaboração: Amanda Ribeiro de Andrade

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Chuva se concentra no Nordeste do País

A semana deve ser chuvosa no Vale do São Francisco, segundo a Somar Meteorologia, importante região produtora de frutas do Nordeste, sobretudo para exportação (manga e uva). Algumas precipitações já foram observadas na região na última semana, o que já animou produtores da região. Mesmo em baixo volume, as chuvas já amenizaram um pouco a situação, sobretudo do solo, que estava muito seco por conta da longa estiagem na região.

Além do Vale do São Francisco, as chuvas também marcarão presença em Irecê e na Chapada Diamantina (BA), algumas das principais regiões produtoras de hortaliças, como cenoura, cebola e batata. Se por um lado a previsão de chuva pode interferir um pouco nas atividades de campo, por outra pode favorecer o aumento dos investimentos para a próxima safra.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Alerta de mercado: Chuva em excesso traz prejuízos à cebola do Vale do São Francisco

Chuvas volumosas estão ocorrendo na região do Vale do São Francisco desde o início do abril. Mas especialmente do final de semana para cá as precipitações têm causando grande preocupação aos produtores de cebola da região. O Vale começou a colher bons volumes do bulbo há duas semanas.

Conforme alguns produtores já contatados pela equipe HF Brasil nesta terça-feira, 29, apenas no último sábado, 26, alguns propriedades registraram volumes de até 70 mm. Não foram reportados alagamentos nas roças de cebola, mas a umidade dificulta o acesso no campo, reduzindo o ritmo de colheita. Ainda não há dados oficiais, mas o comentário na região nordestina é que as perdas na produção de cebolas em algumas fazendas podem somar de 40% a 50%.

Esse cenário no Vale do São Francisco já refletiu em outras regiões produtoras, como o Sul. Na última semana, o preço médio da cebola do Sul estava entre R$ 0,80/kg e R$ 0,90 kg. Nesta semana, cebolicultores sulistas já estão negociando o produto por até R$ 1,00 kg.

Por enquanto, no Vale do São Francisco, os preços giram em torno de R$ 0,50/kg. Isso porque, apesar de a colheita estar dificultada por conta da pluviosidade, a qualidade de algumas cebolas do Vale está aquém do esperado, em comparação com as cebolas do Sul, Irecê (BA) e das provenientes da Argentina.

Por Daiana Braga – Colaboração: Matheus Marcello Reis

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Manga: Preço da tommy é o maior em 3 anos no primeiro trimestre


Desde 2011, os preços da manga tommy do Vale do São Francisco têm subindo a cada ano, considerando os três primeiros meses do ano. De janeiro a março de 2014, o preço médio ao produtor foi de R$ 1,21/kg, 95% maior em comparação com aquele ano, quando produtores nordestinos comercializaram sua fruta por R$ 0,62/kg. Em comparação com o mesmo período de 2013, as cotações do primeiro trimestre de 2014 estiveram 41% maiores e, ante 2012, 31% mais elevadas.

As altas temperaturas no Nordeste nos últimos anos têm impactado no desenvolvimento das floradas, cujo principal período de floração é entre abril e maio. Além disso, os custos de produção também têm sido maiores, fazendo com que produtores repassem ao valor de venda.

Novamente em 2014, o clima tem sido um dos principais motivos para reduzir a produção de manga na região. Assim, a previsão para abril é que o Vale do São Francisco colha menos manga tommy frente ao seu potencial produtivo, fato que pode proporcionar bons preços ao produtor. No momento, o Vale é a principal região que está ofertando manga ao mercado.
 
Por Daiana Braga - Colaboração: Ana Luisa Pacheco

segunda-feira, 25 de março de 2013

Chuva no Nordeste é bem-vinda, mas também preocupa


Um maior volume de chuva tem ocorrido em regiões do Nordeste, como no Vale do São Francisco, Petrolina (PE), Juazeiro e Livramento de Nossa Senhora (BA). Essas são importantes regiões produtoras de frutas da região, como uva, manga e melão.  

Embora a umidade seja favorável para a reposição dos lençóis freáticos e para a população local, a umidade pode acarretar problemas na qualidade e também no ritmo de colheita, sobretudo no Vale do São Francisco. Por enquanto, ainda não foram reportados grandes problemas na produção local. No entanto, mais chuvas são previstas para essas regiões por pelo menos nos próximos 15 dias, conforme a Somar Meteorologia. 

Semana Santa deve aquecer procura por batata e tomate
 
A aproximação da Semana Santa tem estimulado o consumidor a comprar mais tomate e batata, conforme observado na semana passada. Os dois produtos seguem bastante valorizado há algumas semanas, por conta do tempo chuvoso nas roças, que tem limitado as atividades no campo. Além disso, no caso do tomate, o clima tem prejudicado a qualidade do fruto, que chega ao mercado manchado. Isso faz com que o tomate de melhor coloração fique ainda mais valorizado. Na média da semana passada, o tomate salada AA na Ceagesp foi comercializado a R$ 87,60/cx de 22 kg, aumento significativo de 42,79% sobre a média da semana anterior.
 
Quanto à batata, o preço esteve um pouco menor na semana passada, mas continua acima dos R$ 100,00/sc de 50 kg. Tudo indica que o tubérculo continue valorizado nesta semana, visto que é um produto bastante utilizado no acompanhamento de pratos consumidos na Semana Santa. O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba é a principal região que está enviando batata à Ceagesp, e as previsões são de chuva nesta região, o que pode fazer com que a colheita seja mais limitada, sustentando os preços.
 
Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil