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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Menor demanda por frango e iogurte no Nordeste afeta vendas de... melão! Entenda o por quê


 
A falta de caminhões para o transporte de melões tem sido assunto frequente no Nordeste do País. A crise econômica pode ser apontada como um dos principais fatores para este cenário. Isso porque, além dos preços elevados de combustíveis e pedágios, que acabam tornando o transporte de melões pouco atrativo para caminhoneiros, o desaquecimento do mercado brasileiro reflete diretamente na demanda de produtos, como o iogurte e o frango.

Estes produtos são enviados ao Nordeste por meio de caminhões refrigerados que transportam, na volta (frete de retorno), os melões para o Sudeste e Sul. Assim, a menor demanda por iogurte e produtos refrigerados faz com que menos caminhões cheguem ao Nordeste, distribuindo, consequentemente, menos frutas para demais regiões do País. 



Gosta de caipirinha? Então prepare seu bolso!

A lima ácida tahiti tem sido negociada no mercado paulista a valores recordes. Neste mês, o preço da caixa de 27 kg registrou média de R$ 79,71, o maior patamar nominal da série história do Cepea, iniciada em 1996. O Cepea chegou a coletar negócios a R$ 120,00/cx de 27 kg em outubro.

Apesar dos valores recordes, poucos são os produtores que conseguem aproveitar este bom momento, já que a maior parte desses agentes já finalizou a colheita e/ou detém baixo volume para comercialização. Ainda assim, o comentário de agentes do setor é que os preços de venda da tahiti (considerando-se a média parcial deste ano, até outubro) superem os custos médios de produção.

O impulso para as fortes altas nas cotações da tahiti vem da entressafra no estado de São Paulo, principal produtor da fruta do Brasil. Apesar de ser comum a redução da oferta neste período, desde o ano passado observa-se que a disponibilidade da fruta neste período é ainda menor que o usual – principalmente devido a fatores climáticos.

Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Volta às aulas deve aquecer mercado de banana

Comemorem, bananicultores! Com a maioria das escolas voltando às aulas nesta semana, tudo indica que as vendas de bananas podem se aquecer. As escolas, que são importantes compradoras de banana, devem voltar a demandar fruta do atacado. 

Produtores esperam que as primeiras duas semanas do mês sejam de boas vendas. Isso porque essa é a época que geralmente os consumidores recebem seus salários e a demanda por frutas aumenta. Em julho, as vendas da fruta estiveram abaixo da média nos boxes da Ceagesp, conforme atacadistas informaram ao Hortifruti/Cepea. Com as temperaturas mais baixas e as chuvas ocorridas mais ao início de julho, as visitas à ceasa reduziram. 

 Na primeira semana de agosto, já houve valorização da banana. Em Bom Jesus da Lapa (BA), o preço médio do quilo da nanica foi de R$ 0,70, aumento expressivo de 56%. No Norte de Minas Gerais, a valorização foi de 20%, com a fruta negociada a R$ 0,60/kg. Na Ceagesp, atacadistas venderam a nanica na média de R$ 23,00/cx de 23 kg, aumento de 4% sobre a semana anterior.

Seca muda estratégia de fruticultores no Nordeste

A grave falta de chuva no Nordeste tem causados mudanças na estratégia de cultivo e problemas na produção de frutas na região. Alguns produtores de melão, que deixaram de cultivar a fruta durante o período de entressafra na Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE), voltaram a colher o melão na semana passada. Em função da escassez hídrica, produtores priorizarão os trabalhos com melão amarelo e, caso o clima seja favorável (tempo seco), seguirão com o cultivo das demais variedades da fruta. Até o momento, porém, não há relatos de recuo na área destinada ao na região.

No caso da uva, a seca pode afetar a safra do segundo semestre do Vale do São Francisco (BA/PE). Produtores disseram que os parreirais de algumas propriedades já estão sendo afetados com a falta de água para irrigação. O principal problema está na captação de água do lago Sobradinho, uma vez que seu volume útil está reduzido (estava com 16,7% do nível preenchido com água no último final de semana) e pode se esgotar em setembro caso não chova mais até lá, podendo afetar a produtividade da região. Além disso, a escassez de água já está causando problemas fitossanitários, como o aparecimento de ácaros nas parreiras.

Se por um lado a seca tem tirado o sono de muito produtor, para outros, a falta de chuva pode ser até um aliado. O clima nas duas regiões ofertantes de melancia atualmente, Uruana (GO) e Lagoa da Confusão/Formoso do Araguaia (TO), deve ajudar no desenvolvimento da melancia nesta semana. Isso porque a previsão é de calor, chegando a superar os 35°C nos próximos sete dias (1° a 7 de agosto), segundo a Somar Meteorologia. As noites, por sua vez, podem ser um pouco mais frias, as quais não devem ser suficientes para inibir o desenvolvimento das plantas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Calor impulsiona consumo por frutas “refrescantes”

Foto: Reprodução
As elevadas temperaturas registradas neste início de ano contribuíram para o aumento da procura por frutas em atacados e varejos de todo o País. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) demonstram ser este o verão mais quente já registrado nos últimos 72 anos da série histórica referente ao clima da cidade de São Paulo, grande centro consumidor de HFs, o que faz com que as frutas consideradas “refrescantes”, como é o caso da melancia e do melão, ganhem destaque e sejam consumidas com maior frequência.

Em função da maior demanda, foram registradas altas nas cotações dessas frutas. Na última semana, melão o amarelo tipo 6 e 7 teve valorização de 9% frente à semana anterior, comercializado na média de 28,50/cx de 13 kg. Praticamente todo o melão que chegou ao atacado foi comercializado.

Os preços da melancia também subiram expressivamente. A alta foi de R$ 13,6% na semana passada na Ceagesp, negociada a R$ 1,34/kg (melancia graúda >12 kg). O aumento dos valores da melancia se deram também pela oferta restrita: o Sul está praticamente abastecendo sozinho o mercado com esta fruta.

Chuvas voltam ao Sudeste e Nordeste

Importante polo produtor de frutas e hortaliças, o Nordeste deve receber chuvas nesta semana. Em Irecê (BA), a previsão é de 18 mm de chuvas no acumulado da semana, segundo a Climatempo. O Vale do São Francisco também será favorecido pela chuva, ainda que em menor volume, com cerca de 40 mm. A região vem sofrendo com a falta de chuva há pelo menos três anos, comprometendo a produtividade da hortifruticultura e reduzindo atividades no campo, como a irrigação.

No Sudeste, as chuvas também ocorrerão de forma mais intensa nos próximos dias. Segundo a Somar Meteorologia, as chuvas devem ser praticamente diárias e pouco intensas no estado de São Paulo, o que pode contribuir para a manutenção da umidade no solo. Minas Gerais também poderá registrar chuvas – Minas é outro estado que também vem enfrentando chuvas abaixo da média no Sudeste. 

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Chuva no Vale do São Francisco preocupa produtores

As chuvas no Nordeste na última semana deixaram produtores de frutas e hortaliças em alerta, especialmente no Vale do São Francisco, a mais importante região produtora de HFs do Nordeste. Praticamente todas as culturas produzidas na região e acompanhadas pelo Cepea sofreram algum impacto com as precipitações, conforme relatos de produtores.

A colheita de cebola no Vale do São Francisco chegou a ser interrompida na última semana por conta da umidade. Desta forma, foram comercializadas principalmente as cebolas que já estavam nas beneficiadoras. De qualquer forma, as precipitações podem depreciar a qualidade das cebolas que serão colhidas.

Para a manga, como a maioria dos produtores nordestinos está preparando os pomares para a safra 2015, as precipitações atrapalham as induções florais e as floradas.

Outra cultura que também teve seus trabalhos de campo reduzidos foi o melão. Quando ocorrem chuvas, a retirada dos melões nas roças não ocorre, o que pode gerar atrasos na comercialização. Além disso, a fruta fica com menor calibre, e acaba perdendo espaço para as frutas maiores, como as do polo produtor Rio Grande do Norte/Ceará.

A qualidade da uva colhida na região também foi afetada diante das chuvas dos últimos dias. As variedades mais prejudicadas foram as sem sementes, como a uva thompson, que são mais sensíveis aos impactos climáticos. 

Para alívio da hortifruticultura, pelo menos nos próximos 15 dias não há previsão de novas chuvas no Vale do São Francisco, segundo a Somar Meteorologia. Desta forma, as atividades de campo, bem como a qualidade dos hortifrutícolas, podem melhorar já nesta semana. 

Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil


 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Chuva se concentra no Nordeste do País

A semana deve ser chuvosa no Vale do São Francisco, segundo a Somar Meteorologia, importante região produtora de frutas do Nordeste, sobretudo para exportação (manga e uva). Algumas precipitações já foram observadas na região na última semana, o que já animou produtores da região. Mesmo em baixo volume, as chuvas já amenizaram um pouco a situação, sobretudo do solo, que estava muito seco por conta da longa estiagem na região.

Além do Vale do São Francisco, as chuvas também marcarão presença em Irecê e na Chapada Diamantina (BA), algumas das principais regiões produtoras de hortaliças, como cenoura, cebola e batata. Se por um lado a previsão de chuva pode interferir um pouco nas atividades de campo, por outra pode favorecer o aumento dos investimentos para a próxima safra.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Exportações de frutas do Nordeste ganham força


Exportadores do Nordeste, especialmente de melão e de uva, estão intensificando o envio de frutas ao mercado externo. Segundo levantamentos do Hortifruti/Cepea, estão sendo destinados ao mercado internacional cerca de 70% do total da produção de melões da região da Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE), e os outros 30% estão sendo comercializados no mercado interno. Com a menor oferta de melão no mercado brasileiro, as cotações foram maiores na última semana. O amarelo tipo 6 e 7 foi comercializado à média de R$ 20,25/cx de 13 kg, valorização de 10% frente à semana anterior.

Os envios de uva do Vale do São Francisco também têm sido mais aquecidos nos últimos dias, contribuindo para uma menor oferta no mercado doméstico. No entanto, os valores praticados pela uva no mercado nacional podem limitar os envios da uva ao exterior neste segundo semestre. O Vale do São Francisco conta com menor volume de uvas neste ano por conta da quebra de safra na região. Na última semana, a região comercializou o quilo da crimson embalada por volta de R$ 7,00 enquanto que, da thompson embalada, a R$ 6,00 – ambas sem sementes.

Brasil pode exportar manga diretamente à Rússia

Há possibilidade de o Brasil enviar mangas diretamente à Rússia, conforme discutido em conferência entre empresas russas e brasileiras na última semana, realizado pelo Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF). Caso a negociações diretas sejam concretizadas, o país russo pode pagar bons preços pela manga brasileira. Cerca de 75% do volume total de manga exportado pelo Brasil é para a Europa, porém não se sabe quanto desse total acaba sendo destinado à Rússia.

Além disso, há também preocupações em torno da ”saúde” da fruta. Devido sua sensibilidade, a qualidade da manga poderia ser afetada durante a logística, visto a grande dimensão geográfica da Rússia. A preferência dos russos é pela variedade tommy, o que é positivo para o Brasil, que tem esta variedade como uma de suas produções mais fortes. A exportação direta para a Rússia também pode favorecer produtores brasileiros, visto que há uma preocupação do setor quanto à safra da Espanha, que começa em setembro, além do Peru e Equador. Além disso, a Espanha tem potencial para torna-se uma grande concorrente do Brasil no mercado europeu, sobretudo para as variedades com menos fibras - as preferidas no continente.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 12 de agosto de 2014

El Niño não se confirma, e chuva no Sudeste pode voltar na primavera


Foto: Divulgação
As últimas análises climáticas indicam que, de fato, não houve a ocorrência do El Niño no Brasil. O que ocorreu foi o aquecimento das águas do Oceano Pacífico (o que causa a formação do El Niño) em meados do primeiro semestre do ano, o que provocou chuvas acima da média na região Sul em julho. No entanto, segundo explicações da Somar Meteorologia, o aquecimento durou menos de cinco meses consecutivos, período necessário para que haja confirmação do El Niño.

Ainda conforme a Somar, o que tem ocorrido nos últimos meses, na verdade, é o desaquecimento do Oceano Pacífico, condição que deve permitir com que as chuvas reduzam gradativamente no Sul do País daqui para a frente. A região ainda deve receber algumas frentes frias no decorrer de agosto, mas em volume bem menor em comparação com o do primeiro semestre.

Desta forma, o cenário climático de seca no Sudeste neste inverno deve continuar, e a situação só deve se reverter com o início da primeira, em setembro – período do retorno do regime de chuva. Vale lembrar, no entanto, que o Sudeste enfrenta uma longa e atípica seca desde o início do ano. No último verão, por exemplo, o índice pluviométrico ficou bem abaixo do normal, o que explica os mais baixos índices dos reservatórios da história. Quanto ao Nordeste, a estiagem ainda continuará, com exceção da faixa leste da região.

Para as hortaliças, as chuvas são aguardadas com ansiedade, uma vez que o plantio da temporada de verão começa agora neste segundo semestre, e a disponibilidade de água será fundamental para a realização das atividades de campo.

Já para as frutas, as chuvas precisam ocorrer o quanto antes, especialmente na região Sudeste. Para a laranja do estado de São Paulo, por exemplo, as floradas da próxima safra começam a brotar entre agosto e setembro, e é necessário um bom volume pluviométrico para induzir essas floradas. A continuidade da chuva é muito importante também após a fase de floração dos pomares para que haja bom desenvolvimento dos chumbinhos (frutos em formação), além de contribuir para a boa vitalidade das plantas.

Por Daiana Braga e Renata Pozelli Sabio
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Preço da cebola sobe mais de 80% com pouca oferta no Brasil


Os preços da cebola no Nordeste tiveram acentuada alta na última semana. A média semanal foi de R$ 0,99/kg da caixa 3, valor 81,2% superior ao registrado na semana retrasada. Isso é resultado da pouca oferta no mercado nacional, reforçada pelo final da safra do Sul.

As chuvas que vinham prejudicando a produção nas últimas semanas no Vale do São Francisco diminuíram a intensidade na última semana. Mas, segundo colaboradores, as perdas até o momento já somam até 40% em algumas propriedades por conta da umidade.

A tendência é que a partir desta semana aumente a oferta de cebola no mercado, já que algumas praças do Cerrado mineiro e goiano iniciaram a colheita aos poucos na semana passada. Isso pode fazer com que as cotações do bulbo sejam pressionadas.

Por enquanto, a Argentina é principal responsável por abastecer o mercado brasileiro. Apenas na última semana, cerca de 300 carretas de cebola atravessaram a fronteira, o que representa 50% a mais que na semana anterior, de acordo com importadores. Na última semana, o preço médio da cebola argentina ficou em média a R$ 32,80/sc de 20 kg de caixa 3, na Ceagesp, valor 6,50% superior ao registrado na semana anterior.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Chuva no Nordeste nesta semana é bem-vinda


O Vale do São Francisco, importante polo produtor de frutas, deve ter bom volume de chuva nesta semana. Na soma da semana, pode chover 88 mm em Juazeiro (BA) e 85 em Petrolina (PE), conforme os dados da Somar Meteorologia. A chuva será benéfica para a região, visto o longo período de estiagem que não só o Vale enfrenta, mas quase todo o Nordeste.

Na Bahia, em regiões como Irecê e João Dourado, área com produção de hortaliças, como a cenoura, a previsão da Somar é de 79 mm de chuva, o que pode contribuir com o aumento do nível de água nos reservatórios. Como o Nordeste vem passando por um longo período de seca, são importantes chuvas regulares daqui para a frente para que a situação hídrica normalize na região.

Frutas de caroço começam a disputar mercado com HFs


Há um mês de começar as festas de fim de ano, um maior volume de frutas de caroço tem chegado nos centros atacadistas de São Paulo, entrando na disputa com as frutas e hortaliças. Esse é um dos fatores que tem limitado a negociação com o melão. Além disso, boa parte da oferta de melão amarelo oferecida ao mercado está graúda, enquanto consumidores preferem a fruta de menor calibre.

Pomares do RS são afetados por granizo


A região Sul do País tem passado por problemas climáticos há duas semanas. Na última semana, a região de Vacaria (RS), que produz maçãs, recebeu temporal que, de acordo com uma notícia veiculada pela imprensa local, trouxe chuvas de granizo e rajadas de vento que atingiram 80 km/h. Segundo colaboradores, ainda não há dados concretos sobre a proporção das perdas nas macieiras, que devem ser contabilizadas nesta semana.

Daiana Braga – Equipe HF Brasil

segunda-feira, 25 de março de 2013

Chuva no Nordeste é bem-vinda, mas também preocupa


Um maior volume de chuva tem ocorrido em regiões do Nordeste, como no Vale do São Francisco, Petrolina (PE), Juazeiro e Livramento de Nossa Senhora (BA). Essas são importantes regiões produtoras de frutas da região, como uva, manga e melão.  

Embora a umidade seja favorável para a reposição dos lençóis freáticos e para a população local, a umidade pode acarretar problemas na qualidade e também no ritmo de colheita, sobretudo no Vale do São Francisco. Por enquanto, ainda não foram reportados grandes problemas na produção local. No entanto, mais chuvas são previstas para essas regiões por pelo menos nos próximos 15 dias, conforme a Somar Meteorologia. 

Semana Santa deve aquecer procura por batata e tomate
 
A aproximação da Semana Santa tem estimulado o consumidor a comprar mais tomate e batata, conforme observado na semana passada. Os dois produtos seguem bastante valorizado há algumas semanas, por conta do tempo chuvoso nas roças, que tem limitado as atividades no campo. Além disso, no caso do tomate, o clima tem prejudicado a qualidade do fruto, que chega ao mercado manchado. Isso faz com que o tomate de melhor coloração fique ainda mais valorizado. Na média da semana passada, o tomate salada AA na Ceagesp foi comercializado a R$ 87,60/cx de 22 kg, aumento significativo de 42,79% sobre a média da semana anterior.
 
Quanto à batata, o preço esteve um pouco menor na semana passada, mas continua acima dos R$ 100,00/sc de 50 kg. Tudo indica que o tubérculo continue valorizado nesta semana, visto que é um produto bastante utilizado no acompanhamento de pratos consumidos na Semana Santa. O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba é a principal região que está enviando batata à Ceagesp, e as previsões são de chuva nesta região, o que pode fazer com que a colheita seja mais limitada, sustentando os preços.
 
Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Chuvas finalmente chegam ao Nordeste



Após praticamente o ano inteiro de clima seco, o Nordeste volta a receber chuvas em regiões produtoras de frutas e hortaliças. As chuvas são bastante bem-vindas na região, uma vez que os poços na região estão em níveis bastante baixos.

Ao longo desta semana, um bom volume pluviométrico deve ocorrer na Chapada Diamantina (BA), conforme a Tempo Agora, onde há produção de tomate. Caso as precipitações sejam regulares, o volume hídrico no solo e nos reservatórios deverá ser recuperado ao longo do mês, permitindo a retomada do ritmo do cultivo de tomate, que estava reduzido desde setembro. Por outro lado, as atividades de colheita poderão ser interrompidas em alguns momentos por conta das precipitações, reduzindo o volume colhido na Chapada Diamantina.

Em Irecê (BA), também há previsão de chuva para os próximos 10 dias. Porém, para não prejudicar o final da temporada de cebola, produtores devem adiantar a colheita e formar um pequeno estoque de bulbos. Essa estratégia tem o intuito de garantir a oferta de cebolas no início do mês e não perder maior quantidade de cebola na roça, já que chuvas intensas inviabilizam atividades de campo.

Produtores de manga de Livramento de Nossa Senhora (BA) estão mais confiantes para a safra de 2013, pois as chuvas também devem chegar nesta região. Neste ano, Livramento de Nossa Senhora foi impactada pela seca durante grande parte de 2012 – foram praticamente oito meses sem chuvas significativas. Em decorrência disto, a irrigação para a mangicultura chegou a ser suspensa.

Chuvas devem ocorrer novamente em outros momentos de novembro, caracterizando um mês chuvoso no Nordeste. Já em regiões onde chuvas ocorreram de forma mais constante, como Sul e Sudeste, o clima deverá ser firme nos próximos dias, conforme a Somar Meteorologia.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Negociações são mais intensas nas regiões produtoras



Foto: Ceagesp 

Boa parte da produção de frutas e hortaliças produzidas no Brasil é destinada à Ceagesp, maior centro atacadista brasileiro, que, por sua vez, responde pelo abastecimento dos principais centros consumidores, como Sudeste e Sul. Mesmo com grande variedade de hortifrutícolas disponível para comercialização, as negociações na Ceagesp não foram tão intensas na última semana.

Foi observado, no entanto, um maior comércio nas próprias regiões produtoras. O melão produzido no Nordeste foi negociado no mercado local e até mesmo enviado ao mercado externo; a liquidez da maçã foi maior nos mercados do Sul e, o mamão no Espírito Santo, foi mais aceito nos centros de comércio capixabas.

Com a aproximação do fim do mês, pouco pode ser o  movimento no mercado ao longo desta semana. Ainda há previsão de chuva a partir de quarta-feira, 24, o que pode pesar na decisão de compra dos consumidores.

Preço do tomate despenca

Após o preço do tomate alcançar recordes em julho e agosto, na semana passada as cotações tiveram quedas expressivas. De uma semana para outra, o preço esteve 50% menor, com média semanal de R$ 25,65/cx de 22 kg na Ceagesp (de 15 a 19/10).

Essa forte desvalorização aconteceu principalmente pelo aumento da oferta no mercado. Com as altas temperaturas e pancadas de chuva que ocorreram nas últimas semanas, a maturação dos tomates foi acelerada, fazendo com que o volume colhido aumentasse significativamente. Além disso, segundo atacadistas, a terceira semana do mês é a mais fraca em termos de volume de vendas, o que ajudou a derrubar o preço.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ausência de chuva no Nordeste preocupa fruticultura local



Foto: Divulgação

Praticamente desde o início do ano chuvas significativas não ocorrem no Nordeste. Nas últimas semanas, a baixa umidade tem aumentado a preocupação de produtores de frutas na região, como mamão e manga. Para a uva, a seca ainda não tem sido um grande problema ao setor, pois parte da produção nordestina é irrigada.

No Oeste da Bahia, ode há produção de mamão formosa, de março até setembro, o índice pluviométrico foi de apenas 57,8 mm, volume 83% ao considerado normal para o período, conforme os números da Tempo Agora. Isso tem ocasionado maior incidência de doenças e praças no mamão, depreciando a qualidade e reduzindo seu valor comercial. 

Para a manga, a seca em Livramento de Nossa Senhora (BA) também está trazendo consequências negativas. As mangas estão murchando e produtores estão perdendo parte significativa da produção. Assim, como tentativa de minimizar as perdas, produtores colocaram todas as frutas que já estavam no ponto ideal de comercialização no mercado nesta semana, pressionando as cotações se comparado às anteriores.

Pelo menos nesta semana, as previsões da Somar Meteorologia indicam continuidade de tempo seco no Nordeste. Chuvas isoladas podem ocorrem na última semana de outubro, como no Oeste da Bahia. Quanto ao centro-sul do Brasil, as condições de chuva aumentam no Sudeste e Centro-Oeste a partir da semana que vem, condições que persistem até o fim do mês e confirmam o retorno gradual das águas, prevê a Somar. 

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Falta de água em Livramento deve continuar


A seca em Livramento de Nossa Senhora (BA) tem prejudicado a produção e o calibre da manga. O volume de água da barragem desta região encontra-se baixo e o tempo de irrigação – hoje correspondente a dois dias por semana – deve ser reduzido para apenas um a partir de setembro, caso não chova. 

Produtores consultados pelo Projeto Hortifruti Brasil comentam que apenas um dia de irrigação é insuficiente para que a planta possa apresentar uma boa produtividade. 

Este cenário ainda deve influenciar a produção de manga na região nos próximos anos. Isso porque, ainda que a irrigação fosse incrementada, levaria até dois anos para a mangueira voltar a produzir como antes. Quanto aos preços, em Livramento, a manga palmer foi comercializada em média a R$ 1,44/kg na semana passada, valorização de 6% frente à anterior.

Equipe Hortifruti Brasil

domingo, 24 de junho de 2012

Chuva e frio interrompem colheita e reduzem comércio

As vendas de frutas e hortaliças foram bastante limitadas na semana passada nos principais centros consumidores. As chuvas intensas e a queda nas temperaturas foram os principais motivos para a desaceleração do comércio no setor. 

As chuvas interromperam, inclusive, a colheita de batata em regiões como o Sudoeste Paulista e nas paranaenses de Curitiba e São Mateus do Sul. Na Ceagesp, a saca de 50 kg da batata ágata ultrapassou os R$ 60,00 na última semana. As atividades de campo de tomate, como em Sumaré (SP), também foram bastante reduzidas devido ao tempo chuvoso. Por conta do clima, a valorização do tomate salada AA na Ceagesp foi de 65% na média da semana, com a caixa de 23 kg fechando a semana na média de R$ 46,36.

Além do clima, outro fator que também diminuiu não só o consumo, mas também o ritmo das atividades no campo, foram as festas juninas, bastante tradicionais no Nordeste.

HF Brasil realiza V Simpósio na Hortitec
 

Entre os dias 20 e 22 de junho, toda a equipe da Hortifruti Brasil, do Cepea/Esalq-USP, esteve na 19ª Hortitec, feira que acontece anualmente em Holambra (SP). Na quinta-feira (21), a equipe realizou V Simpósio Econômico Hortifruti Brasil de Frutas & Hortaliças, ciclo de palestras sobre as projeções de mercado de todos os produtos acompanhados pelo grupo.

As palestras de frutas e hortaliças ministradas no Simpósio serão disponibilizadas no site do Cepea a partir desta semana.

No estande da Hortifruti Brasil, a equipe recebeu os mais diversos agentes de mercado no setor de hortifrutis, promovendo a interação entre os analistas e os produtores, a troca de informações e o encontro com parceiros e novos leitores da revista.

Na Sala do Produtor, dentro no estande, foram realizadas reuniões com grupo de produtores e os analistas da Hortifruti Brasil, como uma forma de aproximar cada vez mais o grupo de pesquisa ao seu principal público-alvo: o setor produtivo de frutas e hortaliças. 

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Com chuva no Nordeste até maio, cenário é de cautela para as frutas


O Nordeste deve entrar em período chuvoso nessa segunda quinzena do mês, podendo se estender até maio, segundo prevê a agência Somar Meteorologia.

Se as chuvas se prolongarem até lá, o cenário é pouco favorável para a produção de uva no Vale do São Francisco. Por mais que sejam poucas nesse período, a colheita chega a ser dificultada. Pior que isso, o clima chuvoso é ruim para as podas dos parreirais cuja produção é destinada à exportação, podas estas que ocorrem principalmente em maio na região. As chuvas nesse período podem reduzir a produtividade, a qualidade e aumentar os custos com tratos culturais da uva do Vale do São Francisco.

O cenário é de atenção também aos produtores de manga de Livramento de Nossa Senhora (BA). Produtores seguem com receio de que a safra seja prejudicada, pois parte deles não está conseguindo induzir seus pomares devido às altas temperaturas. Por outro lado, a chuva é bem-vinda em Livramento, uma vez que o reservatório local está com baixo nível de água.

A região Sul, que já vem recebendo um bom volume de chuva nas últimas semanas, também deve continuar recebendo mais precipitações nos próximos dias. Essa condição pode atrapalhar um pouco a colheita de batata em Água Doce (SC) e Guarapuava (PR).

A chuva deve continuar em praticamente todas as regiões produtoras de tomate nesta semana. Com esse cenário, a qualidade dos frutos deve continuar prejudicada, visto que o clima quente e chuvoso acaba manchando o tomate, além de aumentar a incidência de bactérias nas plantas.

Vendavais atingem bananais do Vale do Ribeira

No início da semana passada, fortes vendavais atingiram a região de banana do Vale do Ribeira (SP), derrubando parte dos cachos que estavam se desenvolvendo em Sete Barras, Cajati, e Eldorado. Dessa maneira, existe a expectativa de que a produção durante o pico de safra (que acontecerá em março) seja prejudicada.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil