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sexta-feira, 11 de março de 2016

Enchentes causam perdas significativas na Ceagesp; melancia é a mais afetada

Foto de leitor enviada via WhatApp
Na manhã desta sexta-feira (11/03), atacadistas encontraram a Ceagesp debaixo d’água. Fortes chuvas ocorreram nesta madrugada na capital paulista, causando alagamento no entreposto. Segundo atacadistas consultados, além de prejudicar o trafego de caminhões, as chuvas afetaram sobretudo o setor das frutas, especialmente a melancia. As perdas podem chegar a 70% do total de melancias disponíveis para comercialização – em alguns boxes, contudo, as perdas foram de 100%.

A área de comércio de melancia na Ceagesp localiza-se nas partes mais baixas e, além disso, a forma de exposição (empilhamento das frutas) deixa-as ainda mais suscetíveis. A comercialização de melancia na Ceagesp foi bastante dificultada na maioria dos boxes, mas há expectativa de retorno das atividades amanhã. Contudo, atacadistas temem a continuidade das chuvas intensas em São Paulo, que podem voltar a causar prejuízos no entreposto. Agências meteorológicas indicam chuvas a qualquer hora durante esta sexta-feira na capital. 

Conforme notícias da imprensa, cerca de 30 toneladas de frutas foram perdidas com as fortes chuvas. Atacadistas das áreas com maior probabilidade d alagamento já tentaram se organizar para a realização de uma reforma (com rateio dos custos), porém não houve aprovação da Ceagesp.

Como norma da Ceagesp, as frutas estão sendo descartadas para eliminar o risco de contaminação.

Ilesos pelas enchentes

Algumas das frutas e hortaliças que passaram ilesas pelas inundações na Ceagesp foram a banana e a cenoura. Os boxes de banana não foram tomados pela água por estarem em um nível superior. Assim, a qualidade das frutas não foi afetada. A consequência para os atacadistas foi o atraso dos carregamentos de banana no dia, situação que deve se normalizar ainda hoje.

Quanto os boxes que comercializam a cenoura, também não foram afetados e os atacadistas da raiz conseguiram vender seus produtos normalmente. 

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil


 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Produtores de tomate de Irecê optam pelo cultivo de cebola


A região de Irecê (BA) deve fechar com recuo de 20% na área do tomate neste ano. Essa redução foi causada pela migração para o cultivo da cebola, já que esta cultura vem apresentando bons resultados financeiros, atraindo investimentos de agricultores.

Além disso, outros fatores que desestimularam o cultivo do tomate foram a falta de água, que sempre é uma preocupação nesta região, e a alta incidência de pragas, como a traça do tomateiro, que se intensifica com o clima quente e seco. Mesmo com a redução, a variedade predominante na região continuará sendo o tomate tipo rasteiro para mesa.

O mercado de cebola segue com preços bastante atrativos aos produtor, mas pode aumentar daqui para a frente. Isso porque produtores de Cristalina (GO) começaram a colheita dos bulbos na semana passada. A safra goiana já começa atrasada em cerca de um mês por conta das chuvas durante o plantio nos primeiros meses do ano, limitando o avanço das atividades. O pico de oferta em Cristalina deve ocorrer entre julho e setembro.

Além desta região, o Triângulo Mineiro, Irecê e Vale do São Francisco também estão em plena safra de cebola, porém a oferta destas regiões é extensa e escalonada, não permitindo grandes volumes no mercado. Produtores de Divinolândia e Piedade (SP) devem encerrar a colheita nos próximos 10 dias, enquanto, os de Monte Alto e Taquaritinga, começarão os trabalhos de campo em duas semanas. 
 
Os preços médios da cebola negociada na Ceagesp na semana passada foram de R$ 88,00/sc de 20 kg de caixa 3, redução de 7,4% sobre a semana anterior. Nas roças, o preço do quilo ao produtor variou entre R$ 2,60 e R$ 3,20.  

Por Daiana Braga
Colaboração: Amanda Ribeiro de Andrade

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Preço da cebola recua, mas continua elevado

 
Apesar de ainda estarem em altos patamares, os preços da cebola recuaram significativamente na última semana. O recuo nas cotações deve-se ao aumento da oferta do bulbos nas regiões paulistas de Divinolândia e Piedade, que estão em pico de safra.
 
Outra explicação para a queda dos valores é que os elevados preços no mercado acabam fazendo com que consumidores reduzam as compras de cebola. As festas juninas, especialmente no Nordeste e bastante tradicionais na região, acabam também reduzindo a liquidez dos bulbos.  
 
No acumulado da última semana, a cebola foi comercializada na Ceagesp a R$ 95,00/cx de 20 kg de caixa 3, estável em relação à semana anterior. Nas roças de Divinolândia, o bulbo foi comercializado a R$ 3,08/kg, redução de 12,1%, enquanto, em Piedade, a R$ 3,20/kg, apenas 0,8% menor frente à semana anterior.
Brasil suspende embargo às maçãs e peras argentinas
No último dia 17, o governo brasileiro suspendeu o embargo às maçãs e peras da Argentina. As importações estavam suspensas desde abril deste ano em função da incidência de Cydia pomonella em carregamentos provenientes daquele país. A decisão foi considerada “inesperada”, uma vez que o assunto deveria voltar a ser discutidos apenas em julho.
O anúncio do fim do embargo foi efetuado antes mesmo de autoridades argentinas terem sido notificadas. A situação é bastante favorável aos produtores argentinos, que até o momento haviam deixado de colher 200 mil toneladas dessas frutas nesta temporada, em função da falta de locais adequados para o armazenamento.
Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Melancia miúda valoriza 106% na Ceagesp


As vendas de melancia aumentaram um pouco na última semana na Ceagesp. Já a oferta segue baixa. Esse cenário fez com que as melancias, especialmente a miúda (menor que 10 kg), valorizassem significativamente. As cotações da fruta deste calibre subiram 106,3% na última semana em comparação com a passada, fechando a R$ 0,82/kg. A boa valorização da melancia miúda ocorreu devido à sua quase ausência nas lavouras que estão colhendo atualmente.

Os preços da melancia graúda (maior que 12 kg) também subiram, e foi negociada na central atacadista a média de R$ 1,16/kg, alta de 23,7% na mesma comparação.

Conforme atacadistas, neste período era para haver uma maior quantidade de frutas provenientes de Goiás, mas devido aos problemas durante o plantio, o volume colhido ainda é restrito na região. A oferta de melancia em Itápolis (SP) se torna cada vez mais escassa. Segundo colaboradores, apesar da excelente qualidade, o volume colhido já é bem baixo, e a safra deve se encerrar nos próximos dias.

Para esta semana, apesar de a oferta seguir baixa, os preços podem até recuar um pouco, visto que o período de final de mês normalmente retrai a demanda pela fruta, além dos preços já estarem a nível elevado para o consumidor.

Citros: Fundecitrus estima safra de SP e Triângulo em 278,99 milhões

No dia 19 de maio, o Fundecitrus divulgou a sua primeira estimativa de safra do estado de São Paulo e do Triângulo Mineiro. Segundo a entidade, o cinturão citrícola deve colher 278,99 milhões de caixas de 40,8 kg de laranja na safra 2015/16, considerando-se todas as floradas ocorridas. Com a seca de 2014, o “pegamento” das primeira e da segunda floradas foi limitado em muitos pomares, mas a terceira e a quarta aberturas tiveram melhor desenvolvimento.

Ainda de acordo com o Fundecitrus, 28,78 milhões de caixas correspondem à terceira e a quarta floradas, que deverão ser colhidas no início de 2016. O Fundecitrus fará reestimativas em setembro e dezembro de 2015 e em fevereiro e abril de 2016. 

Ao assumir a responsabilidade pela estimativa de safra de laranja, o Fundecitrus presta importante contribuição ao setor. Em suas divulgações, há detalhamentos não contemplados no trabalho de outras entidades.

 Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Preço do tomate dispara 95% com menor oferta

Os preços do tomate dispararam 95% na última semana, fechando na Ceagesp a R$ 88,22/cx de 23 kg. Essa expressiva alta nos preços foi consequência da redução na oferta do produto, uma vez que a maturação esteve atrasada em todas as lavouras devido ao clima mais frio e às chuvas em algumas regiões. Segundo atacadistas, foi predominante a presença de tomates verdes nos boxes do atacado.

Outro fator que contribuiu com a diminuição na oferta foi o granizo na região de Reserva (PR) no final de abril, que destruiu cerca de 700 mil pés. No Sul de Minas, bactérias também acarretaram em perdas de aproximadamente 700 mil de pés. Para esta semana, as cotações tendem a continuar em patamares elevados, pois segundo a Somar Meteorologia, haverá chuvas na maioria das regiões que colhem no momento (Norte do Paraná, Mogi Guaçu e Sumaré/SP, Araguari/MG e Paty do Alferes/RJ), o que pode continuar segurando a maturação.

Granizo causa perdas de 700 mil pés de tomate em Reserva

Houve granizo na região de Reserva (PR) na segunda quinzena de abril, que segue para o fim da segunda parte da safra de verão. Ocorreram ainda fortes vendavais, que causaram perdas no total de 700 mil pés de tomate. Haviam 500 mil pés que já estavam sendo colhidos e mais 200 mil que ainda partiriam para o primeiro cacho – poucos desses pés era segurados. Deste modo, houve forte redução no volume ofertado nos mercados abastecidos por Reserva, como SP, MG, GO e Curitiba/PR, contribuindo com a alta significativa nos preços.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 16 de março de 2015

Após greve de caminhoneiros, HFs chegam em bons volumes na Ceagesp

Na última semana, aconteceu o que atacadistas receavam: após o término da greve dos caminhoneiros há duas semanas, entraram muitas cargas de frutas e hortaliças de uma vez, causando acúmulo nos boxes da Ceagesp. Esse cenário ocorreu principalmente nos mercado de cenoura e melão.

Com a maior disponibilidade dessas duas culturas, os preços estiveram menores na última semana. Na Ceagesp, a caixa de 29 kg de cenoura foi negociada a R$ 25,71, valor 14,3% menor em comparação com o da semana anterior. Quanto ao melão amarelo tipo 6-7, no acumulado da última semana (9 a 13 de março), foi negociado por R$ 20,67/cx de 13 kg, 3% a menos na mesma comparação.

Manifestações contra o governo influenciam mercado

As manifestações contra o atual governo ocorridas no último domingo (15) em várias cidades do País causaram receio ao setor de HF na última semana. No atacado de São Paulo (Ceagesp), agentes relataram que houve diminuição no volume de compra de muitos feirantes, que temiam por comercialização reduzida no domingo.

Na roça, alguns produtores adiantaram cargas enviadas São Paulo até sexta-feira passada (13). Outros arriscaram enviar no prazo, correndo o risco da carga ficar parada nas estradas, já que havia boatos de que caminhoneiros voltassem a realizar novos protestos. Porém, também houve cancelamentos de cargas por parte de compradores. As vendas de hortifrutícolas deverão ser retomadas normalmente nesta semana.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Granizo ocorre em pomares de maçã no Sul

O Sul do País registrou ocorrência de granizo na última semana. Segundo colaboradores, as cidades mais atingidas pelo fenômeno climático foram Vacaria (RS) e Bom Jesus (SC), cidades que apresentam quantidade significativa de pomares de maçãs.

Ainda não se sabe ao certo qual será a consequência do ocorrido e se haverá perda significativa da maçã gala. Contudo, espera-se que a maçã fuji, caso atingida pelo granizo, ainda possa se recuperar dos danos na casca, tendo em vista que a mesma deverá ser colhida apenas em março. Até o momento, o início da temporada 2014/15 tem apresentado maçãs de boa qualidade, superior à da safra do ano passado.

Preço do tomate dispara 80% na Ceagesp

A oferta de tomate reduziu drasticamente na última semana. Devido à maturação acelerada nas semanas anteriores, produtores de todas as roças que colhem no momento reduziram o ritmo de colheita. Em Caçador (SC), produtores chegaram a ficar dois dias sem colher, uma vez que o fruto ainda não estava pronto para ser comercializado.

A redução de oferta gerou expressiva elevação de 80% nas cotações na semana passada em comparação com a anterior, com o tomate salada AA comercializado à média de R$ 65,28/cx de 18 kg na Ceagesp. Para esta semana, espera-se que as cotações continuem em patamares elevados.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mercado é fraco no fim de mês



Foto: Ceagesp
O período não está muito propício para o comércio de tomate e batata, importantes hortaliças consumidas. Isso porque é fim de mês, quando as compras, de um modo geral, são menos volumosas. Além disso, para o tomate, o padrão de algumas mercadorias está aquém da desejada: boa parte do tomate que chega à Ceagesp está com calibre médio e miúdo. Já a batata está com qualidade satisfatória, mas mesmo assim o mercado está lento. Tudo indica que, com o início do mês, as vendas retomem o ritmo, como normalmente ocorre no período.

Na última semana, o tomate salada 2A foi comercializado na Ceagesp por R$ 29,86/cx de 18 kg, valor 32,4% inferior ao da semana passada. Quanto à batata, o preço médio de comercialização foi de R$ 28,65/sc de 50 kg, redução de 1,3% na última semana em comparação com a passada.

Também bastante consumida, a banana tem tido pouca saída nos últimos dias, também em razão do período de baixa remuneração dos consumidores. Muitos agentes que comercializam a fruta optaram pela manutenção dos preços, com o receio de perder consumidores caso haja reajuste nas cotações. A caixa de 20 kg da banana nanica teve preço médio de R$ 24,40 na última semana, estável em comparação com a semana anterior, enquanto, a prata, a R$ 42,00/cx, ligeiro recuo de 1% na mesma comparação.

Capitão Citrus, o super-herói da citricultura

Para combater a baixa demanda de suco de laranja nos Estados Unidos, o Departamento de Citros da Flórida, em parceria com a Marvel Entertainment, reformulou recentemente o mascote que representa o setor. A grande proposta deste personagem é atingir, através de revistas em quadrinhos do Capitão Citrus, cada vez mais novos consumidores de suco de laranja, sobretudo a nova geração. 
Capitão Citrus - Foto: FloridaCtrus.org

A bebida tem perdido espaço na mesa do consumidor norte-americano nos últimos anos, dando espaço para outras bebidas como água de coco, energéticos e de frutas exóticas.

Quer conhecer o Capitão Citrus? Acesse o site:


http://www.floridacitrus.org/captain-citrus/digital-comic/

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil




quinta-feira, 15 de maio de 2014

Após chegar a R$ 100, preço do tomate cai pela metade nesta semana

O tomate já está mais barato nesta semana. Nesta quinta-feira, os preços praticados no atacado de São Paulo (Ceagesp) estiveram entre R$ 45,00 e R$ 50,00/cx de 18 kg, ante os R$ 100,00 negociados na semana passada.

Isso porque, diante dos valores atrativos do tomate, produtores aceleraram a colheita, resultando em oferta de tomates ainda verdes no mercado. Receosos frente aos valores do produto no varejo, consumidores decidiram reduzir suas compras de tomate, chegando a causar sobras do produto. Para não perder a mercadoria, atacadistas e varejistas tiveram que baixar os preços para tentar escoar mais frutos no mercado.

Esse comportamento de queda nas cotações do tomate, no entanto, é pontual. Por mais que as temperaturas tenham subido um pouco nos últimos dias, contribuindo para o desenvolvimento da produção, as temperaturas seguem amenas à noite, as quais controlam a maturação total do tomate.

Por Daiana Braga – Colaboração: Renata Pozelli Sabio

 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Batata: Preço recua mais de R$ 30,00 nesta segunda, mas continua elevado


Nesta segunda-feira, um maior volume de batatas entrou na Ceagesp em comparação com sexta-feira, quando houve poucos envios do tubérculo. De sexta para cá, os valores caíram mais de R$ 30,00/sc por conta dessa maior oferta. Na Ceagesp, o preço médio da batata padrão especial ágata foi de R$ 118,50/sc de 50 kg nesta segunda, redução de 22% ante à sexta-feira. Em comparação com o mesmo período do ano passado, as cotações estão semelhantes, 6,4% maiores, quando na época o produto foi comercializado na Ceagesp por R$ 111,87/sc. Mesmo assim, os valores ainda são considerados elevados, por conta da limitação da oferta nas principais praças produtoras.

 Dentre os motivos para a atual baixa oferta de batata são as chuvas ocorridas no Sul do País na última semana, que afetaram o andamento da colheita. A baixa produtividade nas lavouras mineiras também reduziu a oferta nos últimos dias. Da próxima semana em diante, é esperada que a oferta de tubérculos seja ainda mais restrita. Segundo alguns produtores, devido à estiagem no início do ano, é possível que haja um “buraco” de oferta entre abril e maio, quando há transição entre a safra das águas e a das secas.

 Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 1 de abril de 2014

Alface crespa sobe 200% em 1 ano

O preço médio da alface crespa em março encerrou a R$ 1,47/unidade na Ceagesp, o que representa um expressivo aumento de 200% sobre a média de março do ano passado. Considerando os preços praticados nas roças de Mogi das Cruzes (SP), os valores no mês passado foram de R$ 27,36/cx com 20 unidades, cerca de quatro vezes maior que a cotação média obtida em março/13, de 7,42/cx (268%).


Tais ganhos consideráveis nos preços da folhosa são reflexos do baixo volume de chuva e do forte calor durante quase todo o verão. A hortaliça é uma das mais sensíveis aos impactos climáticos, que prejudicaram a produtividade das alfaces, causaram perdas nas roças e aumentaram a necessidade de irrigação, esta última limitada por conta dos mais baixos níveis dos reservatórios já registrados. Para abril, a previsão de clima mais ameno pode favorecer a produção.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 14 de março de 2014

Alerta de mercado: Cobrança de pedágio na Ceagesp gera tumulto novamente

O início da cobrança dos pedágios na entrada da Ceagesp gerou novas manifestações entre os trabalhadores que estavam no local na manhã desta sexta-feira. Os manifestantes são contra a cobrança de acesso e permanência de veículos ao estacionamento do entreposto, que começou a ser tarifado desde ontem (13).

A movimentação dos manifestantes bloqueou a entrada e saída de caminhões que abastecem com mercadorias na Ceagesp e, consequentemente, as vendas. Segundo atacadistas, alguns boxes pararam de comercializar já de manhã e pretendem estender a paralisação até segunda-feira, 17, se não houver interferência do governo municipal na cobrança das taxas.

Por Daiana Braga – Colaboração: Amanda Rodrigues da Silva

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Alerta de mercado: Pode faltar alface na Ceagesp na semana que vem



Alguns produtores consultados pela HF Brasil nesta sexta-feira informaram que não entregarão alface na Ceagesp na próxima semana. Isso porque houve perdas significativas de folhosas no campo, pois não aguentaram o forte calor e o tempo seco – as chuvas ocorridas no fim de semana foram insuficientes para reverter esse quadro. Uma boa quantidade de pés de alface foi prejudicada, perdendo seu valor comercial e motivando o descarte das mesmas.

As folhosas são bastante sensíveis ao clima, principalmente a variedade americana. Nesta sexta-feira, por exemplo, o preço da americana na Ceagesp foi R$ 35,00/cx com 18 unidades. Esse valor representa aumento de 13% sobre os preços praticados na sexta-feira anterior.

Mesmo que haja falta de alface no mercado, produtores acreditam que os preços não devam subir mais do que os atuais patamares. Caso as cotações fiquem maiores no varejo, muito consumidores poderão não adquirir o produto, optando por outras folhosas ou hortaliças com preços mais em conta.

Por Daiana Braga - Colaboração: Bruna Abrahão Silva
Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Alerta de mercado: Cobrança para entrar na Ceagesp causa protestos


Foto: Ceagesp
Na manhã desta sexta-feira, 31, houve rumores que permissionários da Ceagesp poderiam entrar em greve no início da próxima semana. Conforme alguns agentes da ceasa consultados pela HF Brasil, a categoria pode ter uma reunião ainda hoje para definir se haverá mesmo a paralisação.

O motivo da greve seria o início da cobrança para utilizar o estacionamento da Ceagesp, imposto pela administradora do estacionamento. Um dos portões da Ceagesp esteve bloqueado por cerca de 200 manifestantes na manhã desta sexta-feira, bloqueando a entrada e saída de veículos, o que pode comprometer o abastecimento de frutas e hortaliças no mercado nos próximos dias.

Ainda não há previsão de quando o estacionamento começará a ser cobrado, mas a taxa pode fazer com que atacadistas repassem a cobrança no preço dos alimentos.

Daiana Braga – Equipe HF Brasil

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Começa safra de maçã gala no Sul do País

A colheita de maçã gala foi iniciada na última semana por alguns produtores da região de Fraiburgo (SC) e Vacaria (RS). De acordo com colaboradores, a maçã desta safra está com boa qualidade. Como os pomares praticamente não foram atingidos por adversidades climáticas, como geadas ou granizos, a maior parte da fruta não deve apresentar nenhuma avaria física.

No entanto, as maçãs gala têm apresentado coloração mais clara nesta safra. Segundo agentes do setor, isso acontece devido às temperaturas na região Sul do País (para que a maçã fique mais avermelhada, o ideal é que os dias apresentem temperaturas mais elevadas e as noites sejam mais frias).

A previsão climática para esta semana para as cidades de Fraiburgo e Vacaria é de chuvas, segundo a Somar Meteorologia, fato que pode atrapalhar a colheita das maçãs.

Safra de tahiti deve ser novamente volumosa em 2014 

 Em 2014, a safra principal de lima ácida tahiti (que ocorre principalmente no primeiro semestre) deve ser mais uma vez volumosa, como foi em 2013. A expectativa inicial era de que a temporada deste ano pudesse inclusive superar a produção do ano passado, visto as boas floradas, mas o tempo seco fez com que alguns chumbinhos caíssem.

Neste início de ano, chuva e sol intercalados são ideais para o crescimento dos frutos, mas atualmente o clima no estado de São Paulo está bastante seco. Assim, as primeiras frutas colhidas poderão apresentar baixo calibre.

Com a proximidade do pico de safra de lima ácida tahiti (entre fevereiro e março), a tendência é de preços menores no mercado in natura. Ainda assim, os valores podem ser superiores aos do mesmo período de 2013, principalmente para frutas de calibre adequado e melhor qualidade. Além disso, a boa demanda industrial e o envio de frutas para exportação podem absorver parte do excesso de tahiti, amenizando a queda nas cotações.

Chuva reduz escoamento na Ceagesp 


 Por mais que o clima seco predomine no estado de São Paulo, na capital paulista as chuvas acabaram causando vários pontos de alagamentos na última semana. Um dos locais onde houve contratempos climáticos foi nas proximidades da Ceagesp, fato que impediu maiores pedidos de frutas e hortaliças, como por exemplo a manga. As chuvas deverão ocorrer em menos intensidade nos próximos dias, o que pode contribuir para o escoamento do mercado.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Greve e feriado dificultam vendas na última semana

Foto: Ceagesp
As greves e manifestações que ocorreram nesta semana prejudicaram a entrada e saída dos caminhões nas ceasas das cidades de Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. Com isso, alguns produtores deixaram de colher com receio de acumular mercadoria nas roças.

Antes de chegar à ceasa, muitos caminhões também tiveram dificuldades no trajeto das regiões produtoras até aos atacados, visto que as principais rodovias foram bloqueadas pelos manifestantes. Assim, todo o abastecimento na ponta final foi afetado.

Alguns atacadistas informaram que não chegaram a receber uvas nos primeiros dias da semana, e aguardavam até o fim de semana para o recebimento. Vale lembrar que entre as uvas finas disponíveis no atacado se destacam as provenientes de Jales (SP), que está em início de safra.

Além das manifestações, foi feriado no estado de São Paulo na última quinta, 09, quando a Ceagesp esteve fechada, o que reduziu ainda mais o ritmo do mercado.

Agentes do setor estimam que, caso não haja novas paralisações nesta semana, o mercado pode reaquecer, visto que muitos compradores não adquiriram frutas e hortaliças na semana passada.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 18 de março de 2013

Com chuva, batata tem preço recorde desde 2010



As frequentes chuvas nas regiões produtoras de batata têm limitado as atividades de colheita, causando menor oferta no mercado. Desta forma, os preços bateram novo recorde na semana passada. A batata ágata especial obteve preço médio de R$ 113,00/sc de 50 kg na Ceagesp, valorização de 17,83% frente à média da semana anterior.

Na última sexta-feira, 15, as cotações do tubérculo foram as maiores da última semana, com média de R$ 123,00/sc no atacado paulistano. Este foi o maior preço nominal diário registrado pelo Cepea desde abril de 2010.

Para esta semana, a chuva deve continuar restringindo a oferta de batata.

As chuvas também têm reduzido a oferta de tomate. No entanto, ao contrário do ocorrido com a batata, o preço do tomate esteve menor na última semana por conta da baixa qualidade do produto no mercado: muitos estão manchados, causados pelo excesso de umidade nas lavouras. Mesmo assim, os preços do tomate ainda estão bastante elevados nas gôndolas dos supermercados, e os preços continuam firmes ao redor de R$ 7,00/kg.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil



segunda-feira, 11 de março de 2013

Chuva no Sul reduz oferta de batata e tomate


Com chuvas mais volumosas no Sul na última semana, houve forte aumento nas cotações do tomate. Considerando a média da semana passada, o tomate foi comercializado na Ceagesp por RS 70,23/cx de 22 kg, valorização de 26,6% em relação à semana anterior.

Com os dias chuvosos, houve menor abastecimento do tomate no atacado paulistano, influenciando na alta dos preços. Consequentemente, grande parte dos frutos teve sua qualidade prejudicada, principalmente os que foram ofertados pela região de Caçador (SC), que ficaram manchados e com acidez.

Para esta semana, o tempo deve continuar com chuvas durante toda a semana nas regiões produtoras de Caçador (SC) e também de Itapeva (SP) e Venda Nova do Imigrante (ES), segundo a Somar Meteorologia, acarretando, assim, em uma oferta ainda menor nos atacados. Assim, tanto a oferta quanto a qualidade do tomate podem ser prejudicados.

Também influenciadas pelas fortes chuvas no Sul, a batata também encerrou a semana valorizada. O preço médio da batata negociada na Ceagesp foi de R$ 95,89/sc de 50 kg, alta de 9,3% em comparação com a semana anterior. 

Devido à chuva, a maioria dos bataticultores enfrentou dificuldades de colheita, principalmente os produtores de Guarapuava (PR) e Água Doce (SC). Afetadas pelas condições climáticas, as batatas ofertadas tiveram a qualidade prejudicada, o que não impediu que as cotações subissem. 

Tudo indica que o mercado deve seguir em alta nesta semana, isso porque, segundo a Somar Meteorologia, em Guarapuava e Água Doce deverá continuar chovendo excessivamente, dificultando ainda mais a colheita do tubérculo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil