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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Volta às aulas deve aquecer mercado de banana

Comemorem, bananicultores! Com a maioria das escolas voltando às aulas nesta semana, tudo indica que as vendas de bananas podem se aquecer. As escolas, que são importantes compradoras de banana, devem voltar a demandar fruta do atacado. 

Produtores esperam que as primeiras duas semanas do mês sejam de boas vendas. Isso porque essa é a época que geralmente os consumidores recebem seus salários e a demanda por frutas aumenta. Em julho, as vendas da fruta estiveram abaixo da média nos boxes da Ceagesp, conforme atacadistas informaram ao Hortifruti/Cepea. Com as temperaturas mais baixas e as chuvas ocorridas mais ao início de julho, as visitas à ceasa reduziram. 

 Na primeira semana de agosto, já houve valorização da banana. Em Bom Jesus da Lapa (BA), o preço médio do quilo da nanica foi de R$ 0,70, aumento expressivo de 56%. No Norte de Minas Gerais, a valorização foi de 20%, com a fruta negociada a R$ 0,60/kg. Na Ceagesp, atacadistas venderam a nanica na média de R$ 23,00/cx de 23 kg, aumento de 4% sobre a semana anterior.

Seca muda estratégia de fruticultores no Nordeste

A grave falta de chuva no Nordeste tem causados mudanças na estratégia de cultivo e problemas na produção de frutas na região. Alguns produtores de melão, que deixaram de cultivar a fruta durante o período de entressafra na Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE), voltaram a colher o melão na semana passada. Em função da escassez hídrica, produtores priorizarão os trabalhos com melão amarelo e, caso o clima seja favorável (tempo seco), seguirão com o cultivo das demais variedades da fruta. Até o momento, porém, não há relatos de recuo na área destinada ao na região.

No caso da uva, a seca pode afetar a safra do segundo semestre do Vale do São Francisco (BA/PE). Produtores disseram que os parreirais de algumas propriedades já estão sendo afetados com a falta de água para irrigação. O principal problema está na captação de água do lago Sobradinho, uma vez que seu volume útil está reduzido (estava com 16,7% do nível preenchido com água no último final de semana) e pode se esgotar em setembro caso não chova mais até lá, podendo afetar a produtividade da região. Além disso, a escassez de água já está causando problemas fitossanitários, como o aparecimento de ácaros nas parreiras.

Se por um lado a seca tem tirado o sono de muito produtor, para outros, a falta de chuva pode ser até um aliado. O clima nas duas regiões ofertantes de melancia atualmente, Uruana (GO) e Lagoa da Confusão/Formoso do Araguaia (TO), deve ajudar no desenvolvimento da melancia nesta semana. Isso porque a previsão é de calor, chegando a superar os 35°C nos próximos sete dias (1° a 7 de agosto), segundo a Somar Meteorologia. As noites, por sua vez, podem ser um pouco mais frias, as quais não devem ser suficientes para inibir o desenvolvimento das plantas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Calor impulsiona consumo por frutas “refrescantes”

Foto: Reprodução
As elevadas temperaturas registradas neste início de ano contribuíram para o aumento da procura por frutas em atacados e varejos de todo o País. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) demonstram ser este o verão mais quente já registrado nos últimos 72 anos da série histórica referente ao clima da cidade de São Paulo, grande centro consumidor de HFs, o que faz com que as frutas consideradas “refrescantes”, como é o caso da melancia e do melão, ganhem destaque e sejam consumidas com maior frequência.

Em função da maior demanda, foram registradas altas nas cotações dessas frutas. Na última semana, melão o amarelo tipo 6 e 7 teve valorização de 9% frente à semana anterior, comercializado na média de 28,50/cx de 13 kg. Praticamente todo o melão que chegou ao atacado foi comercializado.

Os preços da melancia também subiram expressivamente. A alta foi de R$ 13,6% na semana passada na Ceagesp, negociada a R$ 1,34/kg (melancia graúda >12 kg). O aumento dos valores da melancia se deram também pela oferta restrita: o Sul está praticamente abastecendo sozinho o mercado com esta fruta.

Chuvas voltam ao Sudeste e Nordeste

Importante polo produtor de frutas e hortaliças, o Nordeste deve receber chuvas nesta semana. Em Irecê (BA), a previsão é de 18 mm de chuvas no acumulado da semana, segundo a Climatempo. O Vale do São Francisco também será favorecido pela chuva, ainda que em menor volume, com cerca de 40 mm. A região vem sofrendo com a falta de chuva há pelo menos três anos, comprometendo a produtividade da hortifruticultura e reduzindo atividades no campo, como a irrigação.

No Sudeste, as chuvas também ocorrerão de forma mais intensa nos próximos dias. Segundo a Somar Meteorologia, as chuvas devem ser praticamente diárias e pouco intensas no estado de São Paulo, o que pode contribuir para a manutenção da umidade no solo. Minas Gerais também poderá registrar chuvas – Minas é outro estado que também vem enfrentando chuvas abaixo da média no Sudeste. 

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Proximidade do calor já influencia em maior procura por frutas


Com a proximidade da estação do calor – a primavera tem início na próxima segunda-feira, dia 22 – o mercado de algumas frutas já começa a ficar mais movimentado. Neste fim de inverno, as temperaturas estão significativamente elevadas, o que já permite que o consumidor aumente suas compras de frutas. O período de recebimento de salários também é outro fator que tem estimulado as compras nos últimos dias. Na última semana, as frutas que tiveram maior procura foram uva, maçã e melão. 

Produtores da região de Jales (SP) aumentaram a oferta de uvas no mercado, mas como o cenário está favorável, as cotações subiram nesta praça. O preço do quilo da uva niagara de Jales foi de R$ 4,04 na última semana, aumento de 12,8% sobre a semana anterior.

A maçã também foi vendida a preços mais elevados. Outro motivo que tem favorecido a valorização desta fruta é que houve redução na oferta da variedade gala. No atacado de São Paulo (Ceagesp), o preço médio da gala foi de R$ 62,50/cx de 18 kg, valor 4% maior frente ao praticado na semana passada.

Houve também maior procura para o melão, mas esses comportamento foi sentido, por enquanto, nas roças do Vale do São Francisco. Como ainda há estoques de melão amarelo nos boxes da Ceagesp, os preços ainda não subiram na ceasa. Já o melão orange teve valorização significativa na semana passada. Os estoques dessa variedade diminuiu no atacado, visto o aquecimento das temperaturas e, consequentemente, aumento na demanda. O melão orange foi comercializado à média de R$ 12,25/cx de 6 kg na Ceagesp na última semana, valorização de 20%.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Copa ainda não estimula consumo de HF em hotéis e restaurantes

Foto: Reprodução

A comercialização de frutas e hortaliças tem sido considerada fraca por muitos agentes de mercado consultados pela Hortifruti Brasil desde a última semana. Um dos principais motivos são os jogos da Copa do Mundo no Brasil, que faz com que muitos brasileiros reduzam seu expediente de trabalho no intuito de acompanhar os jogos, dando preferência para o consumo de outros alimentos e bebidas. Estabelecimentos comerciais também fecham mais cedo durante os dias dos jogos da Seleção Brasileira. É o que deve ocorrer nesta segunda-feira, (23), dia de jogo do Brasil às 17h.

Além disso, e especialmente na última semana, o feriado de Corpus Christi na quinta-feira (19), também interferiu no movimento do mercado. Sem contar também a chegada do inverno no último sábado (21), o que trouxe temperaturas mais baixas em parte do Brasil, condição que normalmente já é um motivo para se consumir menos hortifrutícolas, especialmente as frutas.

Desta maneira, muitos atacadistas tiveram que reduzir seus pedidos para que não acumule mercadorias nos boxes, já que está baixo o fluxo de comercialização.

Havia a expectativa de que a demanda por frutas (como melão, mamão e banana) pelos hotéis e restaurantes, que têm recebido um maior número de turistas estrangeiros e também brasileiros desde o início da Copa do Mundo, pudesse aumentar. Mas, até o momento, o evento esportivo ainda não trouxe benefícios ao setor.

A perspectiva dos comerciantes para esta semana não deve mudar. Ou seja, muitos consumidores ainda optarão por consumir moderadamente as frutas e hortaliças, dando preferência para outros alimentos, como aperitivos e bebidas alcóolicas. Também é a última semana de junho, o que tipicamente já é um período de comércio reduzido.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 6 de maio de 2013

“Frutas da época” começam a atrapalhar vendas de banana


O maior consumo de “frutas da época”, como a tangerina poncã, tem reduzido o consumo de outras frutas, como a banana. Produtores do Vale do Ribeira (SP) já observaram a redução na procura pela banana. Isso porque as frutas de época são mais baratas do que as que estão disponíveis no mercado praticamente o ano todo.

Mesmo com a baixa demanda pela banana, não há uma grande oferta nas roças, o que tem mantido as vendas desta fruta em ritmo razoável.

Quanto à tangerina poncã, a safra iniciou em abril, e os preços estão relativamente altos se comparados com os do mesmo período do ano passado. A redução no número de árvores de poncã de 2012 para cá foi um dos fatores que tem permitido preços mais altos ao produtor.

Batata: preço em abril é o segundo maior desde 2001 

O preço médio da batata em abril foi de R$ 113,64/sc de 50 kg, o maior da série de preços nominais coletada pelo Hortifruti/Cepea desde 2001. A cotação recorde foi praticada no mesmo mês de abril, mas em 2010, quando na ocasião o preço foi de R$ 115,41.

Com a redução de área e produtividade em diversas regiões, os preços da batata têm se elevado mês a mês desde o início do ano. Uma das principais regiões responsáveis pelo aumento das cotações da batata é a Chapada Diamantina (BA), que reduziu área devido à seca e, com isso, passou a demandar grande quantidade de outras regiões. 

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Calor impulsiona consumo de frutas


Devido às elevadas temperaturas na semana passada, a demanda por frutas esteve bastante aquecida. Na cidade de São Paulo, grande centro consumidor, os termômetros no último dia 7 ficaram perto dos 40ºC, conforme apontaram os números do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) atingindo patamar recorde no ano.

Conforme as pesquisas do Cepea, houve maior procura na Ceagesp por praticamente todas as frutas pesquisadas pelo Hortifruti/Cepea, como uva, melão, maçã, mamão, banana e manga.

Outro fator que impulsionou o comércio de frutas foi o período de maior remuneração da população – recebimento dos salários. O retorno das aulas também colaborou para movimentar o mercado nos últimos dias.

No último fim de semana, chuvas ocorreram e amenizaram um pouco o forte calor, causando relativa queda nas temperaturas. Mas a previsão para esta semana é de que o tempo volte a se firmar a partir desta terça-feira, com as temperaturas voltando a se elevar. O mercado nos próximos dias talvez não trabalhe com tanta força como verificado na semana passada, conforme alegaram alguns colaboradores do Hortifruti/Cepea, pois, com a proximidade do Carnaval, a tendência é que o consumo durante o feriado diminua.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil