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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Calor impulsiona consumo por frutas “refrescantes”

Foto: Reprodução
As elevadas temperaturas registradas neste início de ano contribuíram para o aumento da procura por frutas em atacados e varejos de todo o País. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) demonstram ser este o verão mais quente já registrado nos últimos 72 anos da série histórica referente ao clima da cidade de São Paulo, grande centro consumidor de HFs, o que faz com que as frutas consideradas “refrescantes”, como é o caso da melancia e do melão, ganhem destaque e sejam consumidas com maior frequência.

Em função da maior demanda, foram registradas altas nas cotações dessas frutas. Na última semana, melão o amarelo tipo 6 e 7 teve valorização de 9% frente à semana anterior, comercializado na média de 28,50/cx de 13 kg. Praticamente todo o melão que chegou ao atacado foi comercializado.

Os preços da melancia também subiram expressivamente. A alta foi de R$ 13,6% na semana passada na Ceagesp, negociada a R$ 1,34/kg (melancia graúda >12 kg). O aumento dos valores da melancia se deram também pela oferta restrita: o Sul está praticamente abastecendo sozinho o mercado com esta fruta.

Chuvas voltam ao Sudeste e Nordeste

Importante polo produtor de frutas e hortaliças, o Nordeste deve receber chuvas nesta semana. Em Irecê (BA), a previsão é de 18 mm de chuvas no acumulado da semana, segundo a Climatempo. O Vale do São Francisco também será favorecido pela chuva, ainda que em menor volume, com cerca de 40 mm. A região vem sofrendo com a falta de chuva há pelo menos três anos, comprometendo a produtividade da hortifruticultura e reduzindo atividades no campo, como a irrigação.

No Sudeste, as chuvas também ocorrerão de forma mais intensa nos próximos dias. Segundo a Somar Meteorologia, as chuvas devem ser praticamente diárias e pouco intensas no estado de São Paulo, o que pode contribuir para a manutenção da umidade no solo. Minas Gerais também poderá registrar chuvas – Minas é outro estado que também vem enfrentando chuvas abaixo da média no Sudeste. 

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Retorno das chuvas traz alívio para a hortifruticultura do Sudeste


A tão esperada chuva voltou ao Sudeste na última semana, após a longa e mais severa seca já ocorrida na região. Apesar de ainda não serem volumosas, as precipitações já trouxeram alívio para produtores de frutas e hortaliças na região, sobretudo no estado de São Paulo.

As chuvas registradas na última semana em praticamente todo o cinturão paulista de laranja trouxeram certo ânimo aos produtores. As frutas que estão prontas para a colheita já estão mais revigoradas, o que tem permitido maior remuneração. Isso já tem reduzido o valor de venda da laranja irrigada quanto à de sequeiro. Há duas semanas, a laranja irrigada estava sendo vendida por até R$ 5,00 a mais que as de sequeiro e, na última semana, essa diferença caiu para R$ 2,00.

Produtores que manga em São Paulo também comemoram o fim da seca. Na região de Monte Alto, umas das principais produtoras da fruta, choveu cerca de 90 mm nesta semana. Assim como a laranja, a qualidade da manga também deve melhorar, sobretudo no calibre, já que as frutas comercializadas até então estava miúdas.

Com a chuva, o cenário também é otimista para a banana. O Vale do Ribeira, importante região produtora da fruta do País, vinha lutando contra os efeitos negativos do calor e da seca, e com o aumento da umidade, já se espera que bananas de melhor qualidade no mercado.

Além de São Paulo, outros estados do Sudeste que igualmente enfrentavam a falta de chuva, também foram beneficiados pelas chuvas dos últimos dias, como Minas Gerais. Pela primeira vez no ano, o Cerrado Mineiro recebeu chuvas de boa intensidade – a região é uma das principais produtoras de cenoura do País. As lavouras que estão com estágio elevado de desenvolvimento não conseguiram se recuperar, pois as cenouras tiveram dificuldades de engrossar com a seca.

Mas produtores mineiros estão otimistas de que haja continuidade das chuvas, as quais podem melhorar a qualidade da raiz. Além disso, precipitações mais regulares poderão recuperar a área da safra de verão de cenoura do Cerrado Mineiro, que pode ter reduzido 5% por conta dos efeitos da estiagem. 

A chuva também alcançou o estado do Espírito Santo. Produtores de mamão do estado informaram ao Cepea que a qualidade da fruta está melhorando: houve melhora no calibre da fruta, que estavam abaixo do ideal para comercialização. Além disso, os pés de mamão passaram a produzir mais, pois a maturação foi acelerada por conta também das elevadas temperaturas no estado capixaba. Mesmo que as chuvas sejam bem-vindas, produtores de mamão devem ficar atentos caso haja excesso de umidade, o que pode permitir o surgimento de doenças fúngicas, desvalorizando a fruta do Espírito Santo.

Neste início de semana, uma frente fria está atuando sobre o Sudeste e deve trazer bons volumes de chuva, sobretudo para o Espírito Santo, segundo previsões da Climatempo. Fortes pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas fortes de vento são previstos em todo o estado mas principalmente no centro-norte capixaba. 

Para São Paulo e Minas Gerais, alguma nebulosidade ainda pode ocorrer nesta segunda-feira, 10, mas o tempo firme volta a predominar até meados desta semana. A partir de quinta-feira, 12, novas precipitações deverão ocorrer nos estados, com risco, inclusive, de temporais, conforme prevê a Climatempo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 12 de agosto de 2014

El Niño não se confirma, e chuva no Sudeste pode voltar na primavera


Foto: Divulgação
As últimas análises climáticas indicam que, de fato, não houve a ocorrência do El Niño no Brasil. O que ocorreu foi o aquecimento das águas do Oceano Pacífico (o que causa a formação do El Niño) em meados do primeiro semestre do ano, o que provocou chuvas acima da média na região Sul em julho. No entanto, segundo explicações da Somar Meteorologia, o aquecimento durou menos de cinco meses consecutivos, período necessário para que haja confirmação do El Niño.

Ainda conforme a Somar, o que tem ocorrido nos últimos meses, na verdade, é o desaquecimento do Oceano Pacífico, condição que deve permitir com que as chuvas reduzam gradativamente no Sul do País daqui para a frente. A região ainda deve receber algumas frentes frias no decorrer de agosto, mas em volume bem menor em comparação com o do primeiro semestre.

Desta forma, o cenário climático de seca no Sudeste neste inverno deve continuar, e a situação só deve se reverter com o início da primeira, em setembro – período do retorno do regime de chuva. Vale lembrar, no entanto, que o Sudeste enfrenta uma longa e atípica seca desde o início do ano. No último verão, por exemplo, o índice pluviométrico ficou bem abaixo do normal, o que explica os mais baixos índices dos reservatórios da história. Quanto ao Nordeste, a estiagem ainda continuará, com exceção da faixa leste da região.

Para as hortaliças, as chuvas são aguardadas com ansiedade, uma vez que o plantio da temporada de verão começa agora neste segundo semestre, e a disponibilidade de água será fundamental para a realização das atividades de campo.

Já para as frutas, as chuvas precisam ocorrer o quanto antes, especialmente na região Sudeste. Para a laranja do estado de São Paulo, por exemplo, as floradas da próxima safra começam a brotar entre agosto e setembro, e é necessário um bom volume pluviométrico para induzir essas floradas. A continuidade da chuva é muito importante também após a fase de floração dos pomares para que haja bom desenvolvimento dos chumbinhos (frutos em formação), além de contribuir para a boa vitalidade das plantas.

Por Daiana Braga e Renata Pozelli Sabio
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Negociações são mais intensas nas regiões produtoras



Foto: Ceagesp 

Boa parte da produção de frutas e hortaliças produzidas no Brasil é destinada à Ceagesp, maior centro atacadista brasileiro, que, por sua vez, responde pelo abastecimento dos principais centros consumidores, como Sudeste e Sul. Mesmo com grande variedade de hortifrutícolas disponível para comercialização, as negociações na Ceagesp não foram tão intensas na última semana.

Foi observado, no entanto, um maior comércio nas próprias regiões produtoras. O melão produzido no Nordeste foi negociado no mercado local e até mesmo enviado ao mercado externo; a liquidez da maçã foi maior nos mercados do Sul e, o mamão no Espírito Santo, foi mais aceito nos centros de comércio capixabas.

Com a aproximação do fim do mês, pouco pode ser o  movimento no mercado ao longo desta semana. Ainda há previsão de chuva a partir de quarta-feira, 24, o que pode pesar na decisão de compra dos consumidores.

Preço do tomate despenca

Após o preço do tomate alcançar recordes em julho e agosto, na semana passada as cotações tiveram quedas expressivas. De uma semana para outra, o preço esteve 50% menor, com média semanal de R$ 25,65/cx de 22 kg na Ceagesp (de 15 a 19/10).

Essa forte desvalorização aconteceu principalmente pelo aumento da oferta no mercado. Com as altas temperaturas e pancadas de chuva que ocorreram nas últimas semanas, a maturação dos tomates foi acelerada, fazendo com que o volume colhido aumentasse significativamente. Além disso, segundo atacadistas, a terceira semana do mês é a mais fraca em termos de volume de vendas, o que ajudou a derrubar o preço.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Chuva retorna às regiões produtoras de hortaliças



As chuvas voltaram na última semana em parte do Brasil, como no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em algumas dessas praças, precipitações não ocorriam desde julho. As chuvas são bem-vindas, pois amenizam o déficit hídrico, mas podem reduzir as atividades realizadas no campo, como o plantio e a colheita.

Nas lavouras de batata, as chuvas continuarão nesta semana nas principais regiões que colhem no momento, como Vargem Grande do Sul (SP) e Sul de Minas Gerais. Isso poderá limitar as atividades de colheita, propiciando menor volume de batata no mercado ao longo de semana. Com expectativa de chuva para essa semana, a colheita em SP poderá não ser tão intensa.

No Sul, as chuvas foram bastante benéficas à cebola. Em Ituporanga (SC), região com maior área cultivada, a mudança no tempo contribuiu para as lavouras, uma vez que o transplantio já havia encerrado desde o final de agosto. Já na praça de São José do Norte (RS) a chuva foi em excesso, mas devido ao transplantio já ter sido realizado, não prejudicou a safra. Em Irati (PR) a precipitação também auxiliou o desenvolvimento das lavouras, que tiveram o plantio direto finalizado na primeira semana de setembro.

Apesar da transição entre o período seco e o período chuvoso, não há garantias de uma regularidade nas chuvas daqui para a frente. Apesar de bem vindas, chuvas em excesso podem acarretar na incidência de bactérias e fungos nas plantas de tomate, prejudicando a produtividade da segunda parte da safra de inverno e o desenvolvimento das plantas da safra de verão.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Seca no RS é favorável para cebola e cenoura


Mesmo com a forte estiagem no Rio Grande do Sul, problemas com a falta de chuva ainda não estão sendo verificados nas lavouras de cebola e cenoura. O tempo seco é favorável para o desenvolvimento, qualidade e colheita das hortaliças.

O clima seco também é benéfico às atividades de campo da maçã no Sul. Na última semana, teve início a safra da variedade gala nos municípios de Fraiburgo (RS) e Vacaria (SC). Até então, produtores estavam comercializando a fruta de baixa qualidade da temporada passada, que estava estocada.

Boa parte do Nordeste também enfrenta seca neste início do ano. Se por um lado a condição é boa para os produtores sulistas, por outro acaba reduzindo o nível dos reservatórios no Nordeste, impedindo a irrigação nas regiões produtoras.

Em cenário oposto ao Sul e Nordeste do País, está o Sudeste, principalmente o estado de Minas Gerais. Chuvas vem ocorrendo frequentemente em todo o estado. No entanto, a chuva deve, finalmente, reduzir nesta semana. O Sul de Minas é a principal região produtora de batata que está fornecendo o tubérculo no momento. Devido ao excesso de umidade desde o início do ano, parte das batatas do Sul de Minas apresenta problemas, como por exemplo podridão-mole.

As fortes chuvas que ocorrem no Sudeste também chegou em algumas regiões produtoras de uva do Paraná. Por conta do impacto das precipitações, algumas bagas foram colhidas já rachadas.

Nesta semana, a chuva continuará a se concentrar no Sudeste e Centro-Oeste, conforme previsões da Somar Meteorologia. O Rio Grande do Sul ainda deve ter baixo volume hídrico, e as precipitações ainda serão irregulares.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Entrevista: Chuva no Sudeste eleva preço do tomate


Na última quinta-feira, 19, Fabrício Quinalia Zagati, da equipe Tomate Cepea/Esalq, concedeu entrevista ao Canal Rural falando sobre o impacto das chuvas nas lavouras de tomate no Sudeste.


Para conferir a entrevista, acesse aqui!



Atenciosamente,

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Chuva alivia um pouco, mas maiores volumes ainda são necessários

A previsão de queda nas temperaturas e de chuvas no Sul e no Sudeste se concretizou no último fim-de-semana. A umidade trouxe um pouco de alívio para algumas regiões produtoras de frutas e hortaliças, visto que a umidade relativa do ar estava bastante baixa.

Até semana passada, o clima estava seco e, as temperaturas, elevadas, cenário que ainda não havia comprometido a produção ou a qualidade dos hortifrutícolas. O calor acabou acelerando a maturação de alguns produtos, como o tomate e o mamão, por exemplo, elevando a oferta no mercado doméstico nos últimos dias.

Nesta segunda, 22, produtores de laranja de São Paulo informaram que as chuvas foram benéficas para os pomares, principalmente para as lavouras mais antigas, as quais as frutas estavam caindo dos pés. No entanto, mais chuvas serão necessárias para que essas lavouras atinjam total vigor. Quando às pomares citrícolas mais novos, esses ainda não tiveram problemas com o tempo seco nem com as temperaturas elevadas.

O clima deverá continuar ameno no Sul e Sudeste neste início de semana e com probabilidade de chuva especialmente no Rio Grande do Sul e Paraná, conforme as previsões da Somar Meteorologia. Ao longo da semana, o clima volta a ficar seco e com elevação das temperaturas.

No Nordeste, como no Vale do São Francisco, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, grande pólo produtor de frutas, o clima na região deverá seguir firme nesta semana. Assim, a continuidade das atividades de campo deve continuar normalmente no Nordeste.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil