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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Exportações de maçã são 36% maiores neste ano


Alguns produtores de maçã do Sul informaram que já comercializaram mais frutas neste ano em relação ao mesmo período de 2014. Desta forma, na primeira quinzena de agosto os estoques da fruta estavam menores neste ano. Esse incremento é decorrente do crescimento das exportações: a melhor qualidade da fruta produzida neste ano e o câmbio favorável foram alguns dos principais motivos para o bom desempenho das exportações da fruta.

De janeiro a julho deste ano, foram enviadas um pouco mais de 60 mil toneladas de maçã, 35,8% a mais se comparado ao mesmo período do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Esse bom desempenho é, na verdade, uma recuperação das exportações de 2014, que foram menores no ano passado.

Quanto ao mercado doméstico, a partir deste mês produtores deverão vender um maior volume da fuji, uma vez que, no ano passado, aqueles que seguraram a variedade até o final do ano tiveram alguns problemas com podridão. Assim, a venda da variedade deverá acontecer mais cedo neste ano. Com relação à gala, produtores acreditam que terão fruta para abastecer o mercado até dezembro, se a qualidade se mantiver boa até lá.

Com calor em pleno inverno, aumenta procura por melão e melancia

Altamente recomendadas em períodos de temperaturas elevadas, as vendas de melão e melancia foram impulsionadas na última semana, conforme atacadistas da Ceagesp. O clima quente é o principal motivo deste cenário e, por serem ricas em água, são uma das frutas mais procuradas em dias de calor.

 
Apesar do mercado mais aquecido para o melão, as cotações não apresentaram alterações frente à última semana. Isso porque, com o início da colheita no Rio Grande do Norte/Ceará, atacadistas receberam um maior volume da fruta e trabalham com estoques mais elevados do melão. Na última semana, o melão amarelo padrão 6 e 7 foi vendido no atacado por R$ 23,50/cx de 13 kg, ligeiro aumento de 1% sobre a semana anterior.

A melancia graúda (< 12 kg) foi negociada na Ceagesp por R$ 1,39/kg, aumento de R$ 10,9% na semana passada frente à anterior. Segundo agentes, a demanda poderia ter sido ainda maior devido ao clima quente, mas os altos preços da fruta no mercado tem limitado um pouco as compras.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Calor impulsiona consumo por frutas “refrescantes”

Foto: Reprodução
As elevadas temperaturas registradas neste início de ano contribuíram para o aumento da procura por frutas em atacados e varejos de todo o País. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) demonstram ser este o verão mais quente já registrado nos últimos 72 anos da série histórica referente ao clima da cidade de São Paulo, grande centro consumidor de HFs, o que faz com que as frutas consideradas “refrescantes”, como é o caso da melancia e do melão, ganhem destaque e sejam consumidas com maior frequência.

Em função da maior demanda, foram registradas altas nas cotações dessas frutas. Na última semana, melão o amarelo tipo 6 e 7 teve valorização de 9% frente à semana anterior, comercializado na média de 28,50/cx de 13 kg. Praticamente todo o melão que chegou ao atacado foi comercializado.

Os preços da melancia também subiram expressivamente. A alta foi de R$ 13,6% na semana passada na Ceagesp, negociada a R$ 1,34/kg (melancia graúda >12 kg). O aumento dos valores da melancia se deram também pela oferta restrita: o Sul está praticamente abastecendo sozinho o mercado com esta fruta.

Chuvas voltam ao Sudeste e Nordeste

Importante polo produtor de frutas e hortaliças, o Nordeste deve receber chuvas nesta semana. Em Irecê (BA), a previsão é de 18 mm de chuvas no acumulado da semana, segundo a Climatempo. O Vale do São Francisco também será favorecido pela chuva, ainda que em menor volume, com cerca de 40 mm. A região vem sofrendo com a falta de chuva há pelo menos três anos, comprometendo a produtividade da hortifruticultura e reduzindo atividades no campo, como a irrigação.

No Sudeste, as chuvas também ocorrerão de forma mais intensa nos próximos dias. Segundo a Somar Meteorologia, as chuvas devem ser praticamente diárias e pouco intensas no estado de São Paulo, o que pode contribuir para a manutenção da umidade no solo. Minas Gerais também poderá registrar chuvas – Minas é outro estado que também vem enfrentando chuvas abaixo da média no Sudeste. 

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Proximidade do calor já influencia em maior procura por frutas


Com a proximidade da estação do calor – a primavera tem início na próxima segunda-feira, dia 22 – o mercado de algumas frutas já começa a ficar mais movimentado. Neste fim de inverno, as temperaturas estão significativamente elevadas, o que já permite que o consumidor aumente suas compras de frutas. O período de recebimento de salários também é outro fator que tem estimulado as compras nos últimos dias. Na última semana, as frutas que tiveram maior procura foram uva, maçã e melão. 

Produtores da região de Jales (SP) aumentaram a oferta de uvas no mercado, mas como o cenário está favorável, as cotações subiram nesta praça. O preço do quilo da uva niagara de Jales foi de R$ 4,04 na última semana, aumento de 12,8% sobre a semana anterior.

A maçã também foi vendida a preços mais elevados. Outro motivo que tem favorecido a valorização desta fruta é que houve redução na oferta da variedade gala. No atacado de São Paulo (Ceagesp), o preço médio da gala foi de R$ 62,50/cx de 18 kg, valor 4% maior frente ao praticado na semana passada.

Houve também maior procura para o melão, mas esses comportamento foi sentido, por enquanto, nas roças do Vale do São Francisco. Como ainda há estoques de melão amarelo nos boxes da Ceagesp, os preços ainda não subiram na ceasa. Já o melão orange teve valorização significativa na semana passada. Os estoques dessa variedade diminuiu no atacado, visto o aquecimento das temperaturas e, consequentemente, aumento na demanda. O melão orange foi comercializado à média de R$ 12,25/cx de 6 kg na Ceagesp na última semana, valorização de 20%.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Alerta de mercado: Se calor continuar, pode ter escassez de tomate no fim do mês


O clima quente e seco que predomina desde o início do ano tem acelerado a maturação do tomate. Por conta disso, produtores de Itapeva (SP) consultados pela HF Brasil nesta quarta-feira informaram que, se o clima continuar favorável para a maturação do fruto, ou seja, com elevadas temperaturas e pouca chuva, a oferta de tomate pode reduzir significativamente no mercado no fim do mês e, inclusive, antecipar o calendário de colheita da safra de verão 2013/14. Normalmente, Itapeva oferta tomates da temporada de verão até maio.

Por enquanto, há muito o que se fazer nas roças. Há muito tomate maduro para ser colhido e comercializado. Desta forma, os preços ainda não tiveram reajuste e seguem estáveis. Na praça paulista, as cotações do tomate salada 2A estiveram nesta tarde em torno R$ 27,00/cx de 25 kg, enquanto que, na Ceagesp, a R$ 55,00/cx de 18 kg. 
 
Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
Colaboração: Bruna Abrhaão Silva

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Veja o que o clima já impactou nos hortifrutícolas


O forte calor, recorde das últimas décadas, e a falta de chuva já estão causando prejuízos ao setor de frutas e hortaliças. E especialistas em meteorologia ainda não sabem dizer com clareza quando as chuvas retomarão seu regime normal, nem qual o volume que poderá ocorrer. O cenário climático ainda não deverá mudar nesta semana, mas precipitações um pouco mais volumosas poderão ocorrer a partir de meados da semana que vem, mas ainda não compensarão o déficit hídrico que o País enfrenta.

As regiões hortifrutícolas que têm recebido maior volume de chuva são parte do Nordeste e o extremo sul do Rio Grande do Sul.

A HF Brasil tem ouvido produtores e demais envolvidos na produção e comercialização de hortifrutícolas, e os impactos do clima estão a seguir.

 
Falta de água reduz rendimento das frutas, mas beneficia produção de manga
 
Reservatórios de água em seus mais baixos níveis, que impedem a irrigação, coloração inadequada e maturação precoce (que acarreta em menor calibre) são os principais impactos causados às frutas analisadas pela HF Brasil.
 
Por mais que a água seja necessária, a ausência dela ainda não tem sido um grande problema aos produtores paulistas de manga. O clima quente e seco tem, inclusive, ajudado na qualidade da manga nesta safra, como em Monte Alto/Taquaritinga. As mangas estão se desenvolvendo com boa qualidade, sem apresentar doenças. No entanto, algumas mangas estão sendo colhidas ainda verdes. 

Já para parte dos produtores de melão de Mossoró (RN) e Quixeré (CE) já reduziu o plantio por conta da escassez de água. Isso porque a água dos reservatórios estão nos seus mais baixos níveis históricos. Conforme produtores, o ideal seria que chovesse 800 mm para normalizar o nível dos reservatórios da região.

Nem mesmo as regiões mais frias do Sul conseguiram escapar do forte calor – o Sul registra as maiores temperaturas em relação às demais regiões do País. A safra de maçã do Sul tem intensificado a cada semana, e as primeiras galas colhidas estão apresentando cor mais amarelada por conta das altas temperaturas. Para que a maçã obtenha coloração mais avermelhada, são necessárias temperaturas mais baixas durante a noite, o que não tem ocorrido. Outra fruta que também está com coloração afetada é a uva de São Miguel Arcanjo e Pilar do Sul (SP). A variedade mais afetada é a rubi, que está mais branca que o comum. Muitas bagas também estão murchando. 
 
A banana e o mamão são frutas que estão alcançando a maturação ideal para mercado, acelerada pelas altas temperaturas, mas estão apresentando tamanho abaixo do ideal. Tem sido registrado menor peso por cacho de banana colhido, o que reduz a produção por hectare. Quanto ao mamão, alguns pés no Espírito Santo que estavam encharcados, morreram. Vale lembrar que o cenário foi o oposto no ES em dezembro: enchentes causaram perdas de área no estado.

Para a manga e para os citros (laranja e lima ácida tahiti), sobretudo os produzidos no estado de São Paulo, as frutas já estão perdendo o vigor. As laranjas colhidas estão ficando murchas, sobretudo as tardias. Ainda não há relatos de fortes impactos da seca sobre a atual produção paulista, mas já há receio sobre a próxima produção 2014/15, cujas laranjas já estão em fase de desenvolvimento. A lima ácida tahiti, em plena safra, também está murchando e com menor calibre.

 
Dentre as hortaliças, cenoura é que apresenta menores perdas

A cenoura é uma das culturas beneficiadas pelo atual clima seco e quente. Pouco tem sido o descarte nas roças de Minas Gerais e de Goiás, e a produtividade tem sido elevada. A previsão era que este início da safra de verão 2013/14 fosse quente e chuvoso, o que compromete a produção. Além disso, houve inclusive redução dos problemas no pós-colheita, como a mela, já que há pouca umidade.

Ao contrário da cenoura, produtores de batata de Ibiraiaras (RS) já somam perdas de cerca de 60% da colheita realizada no fim de janeiro, por conta da redução na qualidade – muitas batatas estão apodrecendo, perdendo seu valor comercial. As folhosas, bastante sensíveis quanto ao atual clima, são as mais afetadas pelo clima. Estão ficando ressecadas e murchas, e chegam ao mercado com baixa qualidade, quando chegam.

O regime insuficiente de chuva pode fazer com que o calendário de colheita de tomate e cebola seja alterado neste ano. Cerca de 20% das mudas de tomates referentes à próxima safra de inverno deveriam ser levadas a campo neste mês, mas caso as chuvas não voltem de maneira regular, a porcentagem pode reduzir. Quanto aos tomates ofertados no mercado, referentes à safra de verão, parte dos frutos estão maduros, mas de cor amarelada.

O plantio da cebola de variedade bulbinho em Divinolândia e Piedade (SP) também está atrasado. O solo seco e a falta de água impedem o início do plantio, e ainda não há previsão para o começo das atividades.

Daiana Braga – Equipe HF Brasil

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Alerta de mercado: Baixa qualidade da cebola de São José do Norte limita vendas


Produtores de São José do Norte (RS) estão com dificuldades em fixar os preços para comercializar a cebola nesta quarta-feira, 5. Isso porque as cebolas colhidas estão com baixa qualidade por conta da umidade na região – tem chovido no extremo sul do Rio Grande do Sul nesta semana, ao contrário de boa parte do Brasil – e também pelo forte calor. A variedade colhida é, em sua maioria, de bola precoce, cuja colheita foi iniciada em novembro.

Parte dos produtores de São José do Norte não contém em suas propriedades infraestrutura para armazenamento dos bulbos, o que deprecia ainda mais a qualidade do produto.

Alguns produtores chegam a enviar suas mercadorias ao mercado, mas os caminhões acabam voltando uma vez que o comprador não está aceitando a mercadoria por conta da qualidade aquém do esperado. Isso causa prejuízos aos produtores de cebola do São José do Norte, que acabam tendo que descartar parte de sua produção.

Daiana Braga – Equipe HF Brasil

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Forte calor em janeiro deixa setor de HF em alerta


O forte calor que tem ocorrido em boa parte do Brasil tem deixado produtores de frutas e hortaliças em alerta. Historicamente, nos Sul e Sudeste, por exemplo, o mês de janeiro costuma ser bastante chuvoso, mas o cenário tem sido o oposto: a seca predominou durante todo o mês de janeiro, com chuvas mal distribuídas.

Isso ocorre porque há um bloqueio atmosférico que impede o avanço de frentes frias ao País, segundo explicações da Somar Meteorologia. Pelo menos até a primeira quinzena de fevereiro, as temperaturas continuarão elevadas, com chuvas isoladas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A previsão é que a umidade aumente apenas na segunda quinzena do mês, mas pouco aliviará o forte calor que predomina desde o início de 2014.

Para as hortaliças, os impactos do forte calor e chuvas insuficientes estão a seguir. Para o tomate, a maturação dos frutos acelerou em janeiro, aumentando a oferta no mercado. Algumas regiões estão em pico de safra de verão, como Itapeva (SP), Caçador e Urubici (SC), Chapada Diamantina (BA) e Reserva (PR). Vale lembrar que Venda Nova do Imigrante (ES) sofreu com enchentes em dezembro, e muitas áreas de tomates foram perdidas.

A batata que tem chegado ao atacado de São Paulo (Ceagesp) está com qualidade baixa por conta da seca, sobretudo as provenientes do Sul de Minas Gerais.

Em São Paulo, produtores de cebola têm relatado problemas para o preparo do solo para o plantio, sobretudo de bulbinhos em Divinolândia e Piedade (SP). Para o melhor preparo do solo, produtores relataram que é necessário usar mais irrigação.

A alface é uma das culturas mais afetadas pelo forte calor, já que são bastante sensíveis. Muitos produtores de São Paulo têm relatado elevada incidência de queima de folhas.

Dentre as frutas que mais foram influenciadas pelo clima, as altas temperaturas têm acelerado a maturação da banana nanica no Vale do Ribeira (SP). A variedade tem amadurecido mais rápido, mas apresentado baixo calibre.

Para o mamão, ainda não houve grandes impactos no Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia, e a colheita segue normalmente. No estado capixaba, áreas de mamão foram perdidas por conta das enchentes, e produtores já estão repondo parte das áreas.

Uma análise mais aprofundada do clima e seu impacto nos hortifrutícolas serão publicados na edição de fevereiro da HF Brasil. Aguarde!

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Calor e início de mês aquecem vendas de HF



Após algumas semanas de mercado calmo, o comércio de frutas e hortaliças foi alavancado na última semana. Dentre os principais fatores estão o período de recebimento dos salários dos consumidores, as elevadas temperaturas e a ausência de chuva, o que impulsionam o consumo.

A demanda por maçã reagiu após semanas com baixo giro de vendas. A boa qualidade também colaborou para impulsionar as negociações, principalmente de maçã gala. Já para a variedade fuji, alguns colaboradores informaram que a fruta está com pouca durabilidade, o que motiva promoções ocasionais para dar escoamento à maçã. As vendas desta variedade devem aumentar nas próximas semanas, uma vez que a oferta de gala está cada vez mais limitada.

A uva é outra fruta que foi bastante procurada na semana passada, estimulada também pelo período favorável de início de mês e de calor. Assim, os preços da uva estiveram maiores ao produtor na última semana. 

A procura por cebolas também aumentou nas regiões produtoras do interior de São Paulo. Com a maior procura, os preços que já seguiam em patamares elevados subiram ainda mais na semana.

A procura por banana foi também foi melhor no Norte de Santa Catarina nos últimos dias. Agentes acreditam que a retomada nas exportações para o Mercosul foi o que aqueceu a comercialização da fruta na região.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Calor impulsiona consumo de frutas


Devido às elevadas temperaturas na semana passada, a demanda por frutas esteve bastante aquecida. Na cidade de São Paulo, grande centro consumidor, os termômetros no último dia 7 ficaram perto dos 40ºC, conforme apontaram os números do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) atingindo patamar recorde no ano.

Conforme as pesquisas do Cepea, houve maior procura na Ceagesp por praticamente todas as frutas pesquisadas pelo Hortifruti/Cepea, como uva, melão, maçã, mamão, banana e manga.

Outro fator que impulsionou o comércio de frutas foi o período de maior remuneração da população – recebimento dos salários. O retorno das aulas também colaborou para movimentar o mercado nos últimos dias.

No último fim de semana, chuvas ocorreram e amenizaram um pouco o forte calor, causando relativa queda nas temperaturas. Mas a previsão para esta semana é de que o tempo volte a se firmar a partir desta terça-feira, com as temperaturas voltando a se elevar. O mercado nos próximos dias talvez não trabalhe com tanta força como verificado na semana passada, conforme alegaram alguns colaboradores do Hortifruti/Cepea, pois, com a proximidade do Carnaval, a tendência é que o consumo durante o feriado diminua.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mercado é movimentado, mas frutas de caroço estão aí

O ritmo das negociações de frutas de hortaliças na Ceagesp, maior centro atacadista nacional, foi intenso na última semana. O calor nos centros consumidores associado ao período de recebimento dos salários impulsionou as vendas de hortifrutícolas na última semana.

As vendas só não foram melhores pois o mercado de frutas de caroço, bastante consumidas durante as festividades de fim de ano, está ganhando ritmo. A procura por frutas de caroço deve aumentar ainda mais até o final do ano, em detrimento com a maçã, por exemplo, como normalmente ocorre nesta época.

A uva é uma fruta que é bastante demanda neste período, e produtores estão otimistas com o mercado nas próximas semanas. Como a oferta de uva deve ser menor neste fim de ano em comparação com o mesmo período do ano passado, os preços podem ser ainda mais atrativos aos produtores. A previsão é que não haja excesso de oferta de uva para dezembro, uma vez que as atividades de campo, como as podas, foram atrasadas devido à ocorrência de chuvas.

Nessa semana, o ritmo das vendas pode ser menos intenso, já que há previsão de chuvas para os próximos dias e temperaturas amenas. O feriado desta terça-feira, 15 (Proclamação da República) é outro motivo que pode ‘frear” um pouco as negociações, já que parte dos consumidores reduzem suas compras nesse período.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Com pouca banana no Vale do Ribeira, cresce procura em outras regiões


Após as enchentes inundarem boa parte dos bananais no Vale do Ribeira (SP) há duas semanas, produtores da região estão com dificuldades no comércio. Como o acesso às lavouras ficou comprometido, houve perdas na produção de banana e não houve colheita, pouca é a oferta no Vale do Ribeira que está sendo escoada no mercado.

A falta de banana na região paulista está cedendo espaço para a entrada de fruta proveniente de outras regiões produtoras no principal atacado de São Paulo (Ceagesp). Segundo agentes consultados pelo Hortifruti/Cepea, o atacado paulista tem ampliado as negociações com as regiões produtoras de Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Ceará.

Assim, os preços da banana nanica subiram em todas as praças produtoras da fruta, inclusive na Ceagesp. Para as próximas semanas, há expectativa de novos aumentos nos preços da banana, já que o Vale do Ribeira deve continuar ofertando pouco volume de nanica.

Calor contém valorização do tomate

Depois da significativa alta do preço do tomate na semana retrasada, as cotações do produto voltaram a recuar na passada.

Essa queda ocorreu devido à elevação das temperaturas nas roças que colhem no momento, que aceleram a maturação do tomate e, conseqüentemente, aumentam o volume no mercado. Como a previsão é de continuidade do calor nesta semana, espera-se que o volume de tomate seja representativo no mercado.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil