segunda-feira, 29 de abril de 2013

Menor produção paulista valoriza poncã neste início da safra



foto: Globo Rural 
 
Os preços da tangerina poncã no mercado paulista iniciaram a safra de 2013 em patamares relativamente altos, superiores aos de 2012.

Segundo citricultores paulistas, os patamares mais altos da poncã neste ano já eram esperados. Boa parte dos produtores relata maior produtividade, devido à característica de alternância da cultura, sendo 2013 de maior produção. Porém, houve redução significativa no número de plantas.

Dados da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) indicam que o número de plantas no estado de São Paulo diminuiu 8% entre junho e dezembro de 2012, passando para 2,04 milhões (considerando as árvores de variedade poncã). De acordo com produtores, mais plantas podem ter sido removidas no início de 2013, já que parte deles esperou o término da colheita das laranjas para fazer a retirada.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Após tomate, preço da cebola também deixa mercado atento


Em destaque há pelo menos um mês, o preço do tomate reduziu de forma considerável na última semana na roça e no atacado, conforme levantamentos do Cepea. Isso porque tem aumentado a oferta proveniente da safra de inverno, causando ligeiro aumento na oferta.

Na segunda-feira da semana passada (08), por exemplo, o tomate salada na Ceagesp foi comercializado a R$ 65,00/cx de 23 kg, enquanto, na sexta-feira (12), o preço caiu para R$ 45,00/cx.

Porém, não foi só o aumento da oferta o responsável pela queda das cotações do tomate durante a última semana. A demanda diminuiu consideravelmente devido às elevadas cotações do produto no mercado. Diante disso, muitos consumidores decidiram reduzir suas compras do fruto ou até mesmo substituí-lo por outras hortaliças com preços mais acessíveis.

Agora, é a vez de a cebola chamar a atenção do consumidor brasileiro. Isso porque Ituporanga (SC), maior produtora nacional do bulbo, encerrou sua safra na semana passada, e as demais regiões produtoras do Brasil, como o Cerrado e o Nordeste, não estão colhendo no momento devido ao clima desfavorável no início do ano. Isso tem elevado consideravelmente o preço da cebola, como já observado nas gôndolas.

Com a ausência de cebola brasileira, as importações devem ganhar cada vez mais ritmo pelo menos até julho, quando as regiões brasileiras voltarão a ofertar bulbos em maior quantidade. A Argentina é responsável por 80% das importações brasileiras em março, segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Edição de abril: O aquecido mercado dos vegetais congelados

A Hortifruti Brasil aborda na edição de abril o mercado dos vegetais congelados no Brasil, com ênfase no setor da batata pré-frita congelada. O cenário é bastante promissor, pois a demanda é cada vez maior por esses produtos. Mas a oferta de vegetais congelados, no entanto, ainda depende de importação. Isso mostra a oportunidade de o mercado brasileiro se expandir no setor de alimentos congelados. Veja a matéria completa na página da Hortifruti Brasil.

As últimas informações do mercado de frutas e hortaliças você também pode acompanhar na edição de abril na na página da revista.
 
Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Elevado preço de hortaliças favorece procura por cenoura


Devido ao elevado preços de algumas hortaliças, como batata, cebola e, principalmente, de tomate, muitos consumidores procuraram adquirir outros produtos que estiveram com preços mais em conta. A cenoura, por exemplo, foi uma boa alternativa para o consumidor, que adquiriram mais raízes na última semana. Esse cenário fez com que os preços desta hortaliça tivessem reação nos últimos dias.  

O preço médio da caixa de 29 kg de cenoura “suja” foi R$ 34,33 na última semana em Minas Gerais, aumento de 20% sobre a semana anterior.  

Tomate caro permite boa rentabilidade na safra de verão

Os brasileiros têm acompanhado atentos a evolução dos preços do tomate ao longo das últimas semanas. Nos últimos dias, no entanto, os preços do fruto reduziram de forma significativa nas roças, mesmo com as chuvas e a oferta bastante reduzida. Isso porque a demanda tem sido cada vez menor pelo produto visto os elevados preços nas gôndolas, aquecendo o mercado de outros vegetais, como a cenoura.  

As elevadas cotações do tomate, que registram recorde em março, tem permitido rentabilidade bastante positiva aos produtores que cultivam na safra de verão.

Entre novembro/12 e março/13, o preço médio da caixa de 22-25 kg do tomate salada na roça, ponderado pela quantidade e qualidade do fruto colhida ao mês foi R$ 38,99, valor 130% superior ao mínimo estimado por produtores para a produção da mesma – R$ 16,97/cx.
Nesta semana, apenas Araguari (MG) deve receber chuvas, o que pode interferir na colheita de tomate. Já nas demais praças, como Itapeva (SP), Caçador (SC) e Venda Nova do Imigrante (ES), a previsão é de tempo aberto, o que pode contribuir para o avanço das atividades de campo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Tomate tem o maior preço desde 2002



O preço médio do tomate salada 2A em março é recorde de toda a série histórica do Hortifruti/Cepea, em termos nominais, desde 2002: R$ 79,62/cx de 22 kg na Ceagesp. A título de comparação, no mesmo mês de 2012, quando havia excesso de oferta do fruto, os preços no atacado paulistano estiveram na média de R$ 23,57/cx. O alto preço é explicado pelo baixo volume ofertado de tomate, devido à redução na área cultivada nesta safra, e ao clima chuvoso, que tem depreciado a qualidade.
 
Na Ceagesp, os preços estão firmes acima dos R$ 100,00. Na média semanal (25 a 28/03) as cotações do tomate salada 2A subiram 26,2% frente à semana anterior, sendo comercializado na Ceagesp à média de R$ 110,55/cx de 22 kg. Nesta semana, são esperadas chuvas em algumas das principais regiões produtoras, fator que deve manter as mesmas características do mercado: tomate caro e de baixa qualidade.
 
Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 25 de março de 2013

Chuva no Nordeste é bem-vinda, mas também preocupa


Um maior volume de chuva tem ocorrido em regiões do Nordeste, como no Vale do São Francisco, Petrolina (PE), Juazeiro e Livramento de Nossa Senhora (BA). Essas são importantes regiões produtoras de frutas da região, como uva, manga e melão.  

Embora a umidade seja favorável para a reposição dos lençóis freáticos e para a população local, a umidade pode acarretar problemas na qualidade e também no ritmo de colheita, sobretudo no Vale do São Francisco. Por enquanto, ainda não foram reportados grandes problemas na produção local. No entanto, mais chuvas são previstas para essas regiões por pelo menos nos próximos 15 dias, conforme a Somar Meteorologia. 

Semana Santa deve aquecer procura por batata e tomate
 
A aproximação da Semana Santa tem estimulado o consumidor a comprar mais tomate e batata, conforme observado na semana passada. Os dois produtos seguem bastante valorizado há algumas semanas, por conta do tempo chuvoso nas roças, que tem limitado as atividades no campo. Além disso, no caso do tomate, o clima tem prejudicado a qualidade do fruto, que chega ao mercado manchado. Isso faz com que o tomate de melhor coloração fique ainda mais valorizado. Na média da semana passada, o tomate salada AA na Ceagesp foi comercializado a R$ 87,60/cx de 22 kg, aumento significativo de 42,79% sobre a média da semana anterior.
 
Quanto à batata, o preço esteve um pouco menor na semana passada, mas continua acima dos R$ 100,00/sc de 50 kg. Tudo indica que o tubérculo continue valorizado nesta semana, visto que é um produto bastante utilizado no acompanhamento de pratos consumidos na Semana Santa. O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba é a principal região que está enviando batata à Ceagesp, e as previsões são de chuva nesta região, o que pode fazer com que a colheita seja mais limitada, sustentando os preços.
 
Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Com chuva, batata tem preço recorde desde 2010



As frequentes chuvas nas regiões produtoras de batata têm limitado as atividades de colheita, causando menor oferta no mercado. Desta forma, os preços bateram novo recorde na semana passada. A batata ágata especial obteve preço médio de R$ 113,00/sc de 50 kg na Ceagesp, valorização de 17,83% frente à média da semana anterior.

Na última sexta-feira, 15, as cotações do tubérculo foram as maiores da última semana, com média de R$ 123,00/sc no atacado paulistano. Este foi o maior preço nominal diário registrado pelo Cepea desde abril de 2010.

Para esta semana, a chuva deve continuar restringindo a oferta de batata.

As chuvas também têm reduzido a oferta de tomate. No entanto, ao contrário do ocorrido com a batata, o preço do tomate esteve menor na última semana por conta da baixa qualidade do produto no mercado: muitos estão manchados, causados pelo excesso de umidade nas lavouras. Mesmo assim, os preços do tomate ainda estão bastante elevados nas gôndolas dos supermercados, e os preços continuam firmes ao redor de R$ 7,00/kg.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil