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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Preço da cebola tem acentuada queda, mas ainda é atrativo ao produtor


Após a crescente alta dos preços da cebola em 2015, parece que, agora, o mercado tende a caminhar para o caminho inverso. Na última semana, todas as regiões que estão em colheita tiveram significativa queda nas cotações.

A praça onde houve maior desvalorização do bulbo foi em Irecê (BA), de 26,1%, fechando a semana com preço médio de R$ 2,59/kg. Em Monte Alto (SP), o preço do quilo ao produtor foi de R$ 3,38 na semana passada, queda de 11,6% em relação à semana anterior, enquanto que, em São José do Rio Pardo, o valor foi de R$ 3,15/kg, queda de 19,1% na mesma comparação.

Mesmo em queda, os atuais preços da cebola ainda são considerados bastante remuneradores ao produtor. No mercado, por sua vez, muitos consumidores estão reticentes quanto às compras de cebola, já que os valores apresentado nas gôndolas estão bastante elevados.

A tendência é que neste segundo semestre as cotações reduzam por conta do aumento de oferta em outras importantes regiões produtores de cebola do País, como o Vale do São Francisco e Rio Grande do Norte.

Ainda no setor de cebola, as fortes chuvas ocorridas no Sul do País têm prejudicado o plantio e desenvolvimento dos bulbos. Em Ituporanga (SC) e Irati (PR), a maior parte da área já foi plantada, e a chuva prejudicou a qualidade e aparência das lavouras que já germinaram. Porém ainda não há previsão do quanto isso pode comprometer o resultado final da safra de ambas as regiões. Lebon Régis (SC) e São José do Norte (RS) ainda não terminaram o plantio, e as chuvas ainda podem comprometer o calendário da safra.

A previsão climática indica mais chuvas nas lavouras de cebola a partir de quarta-feira, 22. A previsão de um El Niño com forte intensidade nesse ano pode continuar afetando as áreas de cebola do Sul.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Oferta de maçã ainda é baixa no mercado


Neste início de ano, o volume disponível de maçã na Ceagesp ainda está bastante reduzido. O período de safra da maçã ocorre nos primeiros meses do ano, e as frutas são estocadas em câmaras frias para comercialização ao longo do ano. 

Muitos atacadistas afirmaram ainda não terem recebido fruta da nova safra de gala até a semana passada, e praticamente não há fuji no mercado. Apesar do pouco volume de frutas, as cotações não apresentaram valorização significativa em decorrência da qualidade mais baixa da maçã ofertada nos atacados. Há dificuldade em encontrar fruta de primeira qualidade, o que impede a alta dos preços. Porém, o mercado se mostrou bastante aquecido nos últimos dias, de forma que tudo o que foi recebido teve boa saída na Ceagesp.

Para esta semana, atacadistas já devem receber um maior volume de maçã gala, de modo que as cotações possam apresentar aumento, em função da melhor qualidade da nova temporada.

Chuva no início do ano reduz qualidade da cenoura

Parte das cenouras comercializadas na Ceagesp está com qualidade abaixo do esperado, conforme atacadistas relataram na última semana. Isso porque as chuvas no início do ano nas lavouras, sobretudo em Minas Gerais, causaram “mela” (doença bacteriana que se manifesta na etapa de pós-colheita), manchas escuras e descartes da raiz. Produtores mineiros informaram ao Cepea que os descartem foram de 15 a 20% neste ano. 
Por conta da diminuição da oferta, houve valorização significativa. Na média da última semana, a caixa “suja” de 29 kg ficou em R$ 24,29, valor 45,3% superior em relação à semana anterior. 

Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Alerta de mercado: Pode faltar alface na Ceagesp na semana que vem



Alguns produtores consultados pela HF Brasil nesta sexta-feira informaram que não entregarão alface na Ceagesp na próxima semana. Isso porque houve perdas significativas de folhosas no campo, pois não aguentaram o forte calor e o tempo seco – as chuvas ocorridas no fim de semana foram insuficientes para reverter esse quadro. Uma boa quantidade de pés de alface foi prejudicada, perdendo seu valor comercial e motivando o descarte das mesmas.

As folhosas são bastante sensíveis ao clima, principalmente a variedade americana. Nesta sexta-feira, por exemplo, o preço da americana na Ceagesp foi R$ 35,00/cx com 18 unidades. Esse valor representa aumento de 13% sobre os preços praticados na sexta-feira anterior.

Mesmo que haja falta de alface no mercado, produtores acreditam que os preços não devam subir mais do que os atuais patamares. Caso as cotações fiquem maiores no varejo, muito consumidores poderão não adquirir o produto, optando por outras folhosas ou hortaliças com preços mais em conta.

Por Daiana Braga - Colaboração: Bruna Abrahão Silva
Equipe Hortifruti Brasil

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Alerta de mercado: Se calor continuar, pode ter escassez de tomate no fim do mês


O clima quente e seco que predomina desde o início do ano tem acelerado a maturação do tomate. Por conta disso, produtores de Itapeva (SP) consultados pela HF Brasil nesta quarta-feira informaram que, se o clima continuar favorável para a maturação do fruto, ou seja, com elevadas temperaturas e pouca chuva, a oferta de tomate pode reduzir significativamente no mercado no fim do mês e, inclusive, antecipar o calendário de colheita da safra de verão 2013/14. Normalmente, Itapeva oferta tomates da temporada de verão até maio.

Por enquanto, há muito o que se fazer nas roças. Há muito tomate maduro para ser colhido e comercializado. Desta forma, os preços ainda não tiveram reajuste e seguem estáveis. Na praça paulista, as cotações do tomate salada 2A estiveram nesta tarde em torno R$ 27,00/cx de 25 kg, enquanto que, na Ceagesp, a R$ 55,00/cx de 18 kg. 
 
Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
Colaboração: Bruna Abrhaão Silva

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Batata: Irati e de Sudoeste terminam plantio e devem ofertar em novembro


Irati (PR), região produtora de batata, encerrou na última semana o cultivo da safra das águas 201/13, atividade que iniciou em setembro. Geralmente, em setembro, o volume cultivado de batata na região é um pouco menor, mas neste ano produtores optaram por plantar uma área um pouco maior nesse mês por conta das boas condições climáticas. Durante todo o plantio em Irati, produtores não encontraram dificuldades para a prática, assim, é esperada boa produtividade na região. Irati deve iniciar a colheita da safra das águas em novembro. 

Enquanto os paranaenses focam na safra das águas, o Sudoeste Paulista concentram suas atividades na safra de inverno 2013. Até o fim do mês, produtores desta região devem cultivar toda a safra de batata prevista. Houve chuvas durante o plantio no Sudoeste Paulista, o que chegou a comprometer as atividades no campo, mas sem trazer danos à produção futura. Assim como Irati, o Sudoeste Paulista deve iniciar a colheita também em novembro. Tudo indica que a oferta de batata tende a ser elevada no fim do ano.

Cebola e cenoura: baixa produtividade e elevada oferta reduzem preço

Por conta da elevada produtividade e da boa oferta, os preços da cenoura alcançaram os menores preços do ano na Ceagesp. Na média da última semana, a caixa “suja” com 20 kg de cenoura foi comercializada no atacado por R$ 17,12. Na roça, produtores têm comercializado a raiz a preços abaixo do custo. 


Produtores de cebola também estão enfrentando um período de baixa remuneração. Isso porque também há elevada disponibilidade do bulbo no mercado, tendo em vista a boa produtividade nas roças devido ao bom comportamento climático. A previsão é que a oferta de cebola e de cenoura reduza em novembro. 
Foto: Walmir Varela
Maçã: Florada e polinização seguem a todo vapor no Sul

Nas últimas semanas, o clima tem sido favorável para as atividades de campo dos pomares de maçã do Sul. As regiões de São Joaquim (SC), Fraiburgo (SC) e Vacaria (RS) não têm enfrentado adversidades climáticas. Com isso, a florada e a polinização dos pomares dessas regiões estão com bom ritmo, com previsão de término para o final de outubro. 


Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Preço da batata chega a R$ 200,00 nos atacados do RJ e BH



O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba está prestes a encerrar a safra das águas 2012/13 de batata. Com isso, os preços do tubérculo alcançaram novos patamares de preços na última semana. Com a pouca oferta presente na região, alguns atacadistas de Belo Horizonte (MG) e do Rio de Janeiro (RJ) chegaram a comercializar a saca de 50 kg por até R$ 200,00.

No atacado de São Paulo (Ceagesp), os preços da batata também estiveram mais elevados nos últimos dias. No entanto, a principal causa foram as chuvas no Sul do País, que limitaram a colheita em praças como Água Doce (SC) e Guarapuava (PR). Na média da semana passada (13 a 17), o preço da batata ágata especial ficou em R$ 134,77/sc de 50 kg na Ceagesp, aumento de 15,9% sobre a média da semana anterior.

Tudo indica que os preços em SP continuarão firmes nesta semana, uma vez que uma nova frente fria deve chegar ao Sul nos próximos dias - a maior parte da oferta de batata no estado de São Paulo está sendo suprida pelo Sul. Além disso, os poucos produtores que ainda colhem no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba devem finalizar a colheita nos próximos dias, contribuindo ainda mais para a menor oferta nacional.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cebola: Cresce importação da Argentina; Vale inicia colheita



Com o aumento das importações de cebola provenientes da Argentina, os preços na fronteira estão caindo. As cotações em Porto Xavier (RS) na média da semana passada ficaram em R$ 37,00/sc de 20 kg, queda de 2,6% em relação à da anterior.
 
Além da entrada de bulbos do país vizinho no mercado nacional, algumas regiões brasileiras estão iniciando a colheita, como o Vale do São Francisco, incrementando para a oferta doméstica. O pico da safra das regiões nordestinas deve ocorrer entre junho e julho, quando os preços podem cair ainda mais, já que outras regiões brasileiras também irão ofertar o produto.
A Europa também tem aumentado os envios de cebola ao Brasil. Em abril, o volume totalizou um pouco mais de 16 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Entretanto, nestas últimas semanas, os bulbos vindos da Europa estão com baixa saída nos mercados, segundo atacadistas, por conta da baixa qualidade.
 
Importações de uva também são maiores

Além de
cebolas, o Brasil tem importado bons volumes de uva, especialmente do Chile. Somente no mês de abril, os chilenos enviaram 6,8 mil toneladas ao Brasil, segundo a Secex, volume que corresponde a mais da metade do volume total enviado pelo Chile, contabilizando os quatro meses deste ano.


O aumento dos envios chilenos pode ter ocorrido devido à greve que aconteceu nos portos chilenos em meados de abril, fazendo com que a produção de
uva fosse escoada para um destino mais próximo ao país. Outro fator que tem contribuído para maior oferta no Brasil são os pequenos volumes enviados pelos argentinos. No mês de abril, por exemplo, a Argentina enviou apenas 610 toneladas de uva ao Brasil, o menor volume enviado pelo país neste ano. Diante desse cenário, o Chile pode aproveitar essa menor oferta dos argentinos para continuar a enviar um maior volume ao mercado brasileiro.
 
Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Após tomate, preço da cebola também deixa mercado atento


Em destaque há pelo menos um mês, o preço do tomate reduziu de forma considerável na última semana na roça e no atacado, conforme levantamentos do Cepea. Isso porque tem aumentado a oferta proveniente da safra de inverno, causando ligeiro aumento na oferta.

Na segunda-feira da semana passada (08), por exemplo, o tomate salada na Ceagesp foi comercializado a R$ 65,00/cx de 23 kg, enquanto, na sexta-feira (12), o preço caiu para R$ 45,00/cx.

Porém, não foi só o aumento da oferta o responsável pela queda das cotações do tomate durante a última semana. A demanda diminuiu consideravelmente devido às elevadas cotações do produto no mercado. Diante disso, muitos consumidores decidiram reduzir suas compras do fruto ou até mesmo substituí-lo por outras hortaliças com preços mais acessíveis.

Agora, é a vez de a cebola chamar a atenção do consumidor brasileiro. Isso porque Ituporanga (SC), maior produtora nacional do bulbo, encerrou sua safra na semana passada, e as demais regiões produtoras do Brasil, como o Cerrado e o Nordeste, não estão colhendo no momento devido ao clima desfavorável no início do ano. Isso tem elevado consideravelmente o preço da cebola, como já observado nas gôndolas.

Com a ausência de cebola brasileira, as importações devem ganhar cada vez mais ritmo pelo menos até julho, quando as regiões brasileiras voltarão a ofertar bulbos em maior quantidade. A Argentina é responsável por 80% das importações brasileiras em março, segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Elevado preço de hortaliças favorece procura por cenoura


Devido ao elevado preços de algumas hortaliças, como batata, cebola e, principalmente, de tomate, muitos consumidores procuraram adquirir outros produtos que estiveram com preços mais em conta. A cenoura, por exemplo, foi uma boa alternativa para o consumidor, que adquiriram mais raízes na última semana. Esse cenário fez com que os preços desta hortaliça tivessem reação nos últimos dias.  

O preço médio da caixa de 29 kg de cenoura “suja” foi R$ 34,33 na última semana em Minas Gerais, aumento de 20% sobre a semana anterior.  

Tomate caro permite boa rentabilidade na safra de verão

Os brasileiros têm acompanhado atentos a evolução dos preços do tomate ao longo das últimas semanas. Nos últimos dias, no entanto, os preços do fruto reduziram de forma significativa nas roças, mesmo com as chuvas e a oferta bastante reduzida. Isso porque a demanda tem sido cada vez menor pelo produto visto os elevados preços nas gôndolas, aquecendo o mercado de outros vegetais, como a cenoura.  

As elevadas cotações do tomate, que registram recorde em março, tem permitido rentabilidade bastante positiva aos produtores que cultivam na safra de verão.

Entre novembro/12 e março/13, o preço médio da caixa de 22-25 kg do tomate salada na roça, ponderado pela quantidade e qualidade do fruto colhida ao mês foi R$ 38,99, valor 130% superior ao mínimo estimado por produtores para a produção da mesma – R$ 16,97/cx.
Nesta semana, apenas Araguari (MG) deve receber chuvas, o que pode interferir na colheita de tomate. Já nas demais praças, como Itapeva (SP), Caçador (SC) e Venda Nova do Imigrante (ES), a previsão é de tempo aberto, o que pode contribuir para o avanço das atividades de campo.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Tomate tem o maior preço desde 2002



O preço médio do tomate salada 2A em março é recorde de toda a série histórica do Hortifruti/Cepea, em termos nominais, desde 2002: R$ 79,62/cx de 22 kg na Ceagesp. A título de comparação, no mesmo mês de 2012, quando havia excesso de oferta do fruto, os preços no atacado paulistano estiveram na média de R$ 23,57/cx. O alto preço é explicado pelo baixo volume ofertado de tomate, devido à redução na área cultivada nesta safra, e ao clima chuvoso, que tem depreciado a qualidade.
 
Na Ceagesp, os preços estão firmes acima dos R$ 100,00. Na média semanal (25 a 28/03) as cotações do tomate salada 2A subiram 26,2% frente à semana anterior, sendo comercializado na Ceagesp à média de R$ 110,55/cx de 22 kg. Nesta semana, são esperadas chuvas em algumas das principais regiões produtoras, fator que deve manter as mesmas características do mercado: tomate caro e de baixa qualidade.
 
Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil