Mostrando postagens com marcador importação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador importação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de março de 2015

Demanda por hortaliças pode se aquecer na Semana Santa

Além de chocolate, a Semana Santa é bastante favorável ao consumo de hortaliças. Cebola, cenoura, tomate e, especialmente, a batata, são os principais complementos que compõem os pratos típicos consumidos nos feriados, como o bacalhau. Além disso, é a primeira semana do mês, período de maior volume de compras dado o recebimento dos salários. Colaboradores consultados na semana passada pelo Hortirfruti/Cepea estão otimistas com o aquecimento das vendas nos próximos dias.

A batata é o produto que deve ser mais procurado no mercado. Por enquanto, na última semana, as cotações do produto na Ceagesp estiveram 6% mais baixas, e foi negociado a R$ 80,17/sc. As chuvas previstas nas lavouras de batata desta semana podem limitar as atividades de colheita, o que, junto com os feriados e o início do mês, podem fazer com que os preços do tubérculo subam no mercado. 

Estão suspensas as importações de maçã argentina

O Mapa suspendeu na última terça-feira (24) as importações da maçã e da pera da Argentina, em decorrência da incidência de Cydia pomonella em carregamentos provenientes do país vizinho. A praga, que pode causar elevados prejuízos à agricultura, foi completamente erradicada no Brasil em 2014. Por isso, a ação visa à proteção dos pomares do País e a prevenção de novas contaminações do fruto nacional.

A suspensão das importações será válida até que o sistema da Argentina para a mitigação de riscos relacionados à praga seja adequadamente reavaliado. Uma auditoria nos pomares argentinos estava agendada para o mês de março, porém o governo argentino solicitou mais uma vez o adiamento da auditoria para abril. O Mapa, no entanto, ressalta a importância das inspeções ainda em campo, considerando o período produtivo da maçã, e disse que não aceitará o novo pedido de adiamento.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Chuvas comprometem produção de tomate e mamão no ES


A região produtora de tomate de Venda Nova do Imigrante (ES) teve grande parte das roças de tomate destruídas pelo elevado volume de chuvas em dezembro. Alguns produtores informaram que chegaram a perder mais da metade de suas lavouras.

Outra cultura também bastante afetada no Espírito Santo foi o mamão. As chuvas devem causar redução na área com a fruta em Linhares e Pinheiros, importantes regiões produtoras de mamão. Produtores terão de replantar novos pés neste ano. Tanto para o tomate quanto para o mamão, a dimensão das perdas ainda serão calculadas nas próximas semanas, e mais informações serão publicadas na edição de fevereiro da Hortifruti Brasil.

Argentina pode importar tomates do Brasil


Desde a última semana tem sido noticiada na imprensa a possibilidade de a Argentina importar tomate brasileiro, a fim de se garantir o abastecimento do mercado interno daquele país. A decisão foi tomada a partir de estimativas de escassez do fruto nos próximos dias por conta de fatores climáticos no país vizinho.

Consultados pelo Hortifruti/Cepea, produtores brasileiros ainda não haviam sido procurados para realizar a importação até a semana passada. Apesar de haver planos do governo argentino para facilitar a importação do produto, as importações não devem ocorrer por enquanto, pelo menos não até que seja apurada se haverá realmente falta do produto no mercado.

Além disso, a diferença de câmbio entre o peso argentino e o Real deve inviabilizar também os envios, já que o tomate precisaria estar no Brasil a patamares próximos ou mais baixos que o observado na semana passada, o que não deverá ocorrer.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Edição de novembro: Importação de frutas e hortaliças

A Hortifruti Brasil apresenta na edição de outubro as principais frutas e hortaliças frescos importadas na atualidade e avalia quais países parceiros têm ganhado destaque nas transações. O foco é revelar as ameaças e oportunidades que surgem para o produtor brasileiro. 

As frutas mais adquiridas são a pera, frutas de caroço (pêssego, nectarina, ameixa e damasco) e cereja, maçã, uva, citros e kiwi. Juntas, elas representaram pouco mais de 98% dos gastos do Brasil com frutas estrangeiras em 2012. 

Como convidado desta edição, Fabio Florencio Fernandes, do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, comenta sobre as regras para a importação de frutas e hortaliças, sobretudo no que diz respeito à qualidade. 

Veja também os últimos acontecimentos do mercado das 12 frutas e hortaliças acompanhadas pelas Hortifruti Brasil na íntegra na edição de novembro, disponível em www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Preços das principais hortaliças sobem


As principais hortaliças pesquisas pelo Hortifruti/Cepea apresentaram valorização na última semana, como é o caso da batata, tomate e cenoura.

Mesmo que algumas regiões estejam em período de safra, os preços da batata continuam firmes acima dos R$ 100,00/sc. Na semana passada, houve valorização de R$ 14,8% na média semanal frente à da semana passada, a R$ 101,08/sc de 50 kg.

Isso se deve principalmente à redução de oferta de batata no Sudoeste Paulista, que está em período de transição entre a safra das secas e a de inverno. Outro fator que contribuiu para a valorização da batata foi que alguns produtores de Vargem Grande do Sul (SP) reduziram o ritmo de colheita desde o final da semana passada, na intenção de impedir uma desvalorização muito forte do tubérculo.
 

Outro produto que valorizou significativamente foi o tomate. Na última semana, o aumento foi de expressivos 107,5%, com o tomate salada 2A cotado a R$ 44,53/cx na Ceagesp. Com o tempo frio durante a noite, principalmente nas roças paulistas, a maturação do fruto ocorreu mais lentamente no período, resultando em queda no volume no mercado.

No entanto, dificilmente os preços do tomate alcançarão novos recordes de preços, como os verificados no início do ano. Os valores podem recuar ainda nesta semana caso a proporção de tomates verdes siga elevada nesta semana. As temperaturas reduziram um pouco desde o último fim de semana, e a previsão é que até o fim desta semana os termômetros caiam ainda mais, segundo previsões da Somar Meteorologia.

Além disso, a oferta de tomate rasteiro, que tem aumentado nos últimos dias, pode atrapalhar as vendas das outras variedades devido às suas cotações mais acessíveis.
Para a cenoura, as chuvas que ocorreram em Minas Gerais em meados de abril impediram o plantio em alguns dias, refletindo, então, em menor quantidade ofertada neste início de safra de inverno. Como a oferta de raízes está baixa na região, as cenouras têm sido colhidas de forma antecipada por parte dos produtores, em busca de aproveitar os preços mais atrativos.

Em MG, a caixa “suja” de 29 kg de cenoura foi comercializada a R$ 25,00, aumento de 48,5% frente à semana anterior. Para esta semana, a previsão é de que as cotações se mantenham, já que já estão em patamares elevados e o volume ainda deve permanecer baixo.

Banana: Brasil suspende, por enquanto, importações do Equador
 

 No último dia 07, a Confederação Nacional dos Bananicultores (Conaban) junto a políticos participaram de um debate no palácio do Itamaraty sobre as importações de banana do Equador. No debate, estavam presentes produtores das principais regiões acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea – Vale do Ribeira (SP), Norte de Santa Catarina, Norte de Minas Gerais e Bom Jesus da Lapa (BA). 
 
O principal ponto contra a importação é que a fruta do Equador pode trazer alguns riscos fitossanitários. Além disso, o Brasil produz banana suficiente para atender a todo o mercado interno. Com isso, produtores conseguiram, por enquanto, barrar as importações de banana do Equador. Porém, o Ministério da Agricultura ainda cita que o acordo com o país vizinho pode trazer benefícios para a balança comercial.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cebola: Cresce importação da Argentina; Vale inicia colheita



Com o aumento das importações de cebola provenientes da Argentina, os preços na fronteira estão caindo. As cotações em Porto Xavier (RS) na média da semana passada ficaram em R$ 37,00/sc de 20 kg, queda de 2,6% em relação à da anterior.
 
Além da entrada de bulbos do país vizinho no mercado nacional, algumas regiões brasileiras estão iniciando a colheita, como o Vale do São Francisco, incrementando para a oferta doméstica. O pico da safra das regiões nordestinas deve ocorrer entre junho e julho, quando os preços podem cair ainda mais, já que outras regiões brasileiras também irão ofertar o produto.
A Europa também tem aumentado os envios de cebola ao Brasil. Em abril, o volume totalizou um pouco mais de 16 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Entretanto, nestas últimas semanas, os bulbos vindos da Europa estão com baixa saída nos mercados, segundo atacadistas, por conta da baixa qualidade.
 
Importações de uva também são maiores

Além de
cebolas, o Brasil tem importado bons volumes de uva, especialmente do Chile. Somente no mês de abril, os chilenos enviaram 6,8 mil toneladas ao Brasil, segundo a Secex, volume que corresponde a mais da metade do volume total enviado pelo Chile, contabilizando os quatro meses deste ano.


O aumento dos envios chilenos pode ter ocorrido devido à greve que aconteceu nos portos chilenos em meados de abril, fazendo com que a produção de
uva fosse escoada para um destino mais próximo ao país. Outro fator que tem contribuído para maior oferta no Brasil são os pequenos volumes enviados pelos argentinos. No mês de abril, por exemplo, a Argentina enviou apenas 610 toneladas de uva ao Brasil, o menor volume enviado pelo país neste ano. Diante desse cenário, o Chile pode aproveitar essa menor oferta dos argentinos para continuar a enviar um maior volume ao mercado brasileiro.
 
Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Após tomate, preço da cebola também deixa mercado atento


Em destaque há pelo menos um mês, o preço do tomate reduziu de forma considerável na última semana na roça e no atacado, conforme levantamentos do Cepea. Isso porque tem aumentado a oferta proveniente da safra de inverno, causando ligeiro aumento na oferta.

Na segunda-feira da semana passada (08), por exemplo, o tomate salada na Ceagesp foi comercializado a R$ 65,00/cx de 23 kg, enquanto, na sexta-feira (12), o preço caiu para R$ 45,00/cx.

Porém, não foi só o aumento da oferta o responsável pela queda das cotações do tomate durante a última semana. A demanda diminuiu consideravelmente devido às elevadas cotações do produto no mercado. Diante disso, muitos consumidores decidiram reduzir suas compras do fruto ou até mesmo substituí-lo por outras hortaliças com preços mais acessíveis.

Agora, é a vez de a cebola chamar a atenção do consumidor brasileiro. Isso porque Ituporanga (SC), maior produtora nacional do bulbo, encerrou sua safra na semana passada, e as demais regiões produtoras do Brasil, como o Cerrado e o Nordeste, não estão colhendo no momento devido ao clima desfavorável no início do ano. Isso tem elevado consideravelmente o preço da cebola, como já observado nas gôndolas.

Com a ausência de cebola brasileira, as importações devem ganhar cada vez mais ritmo pelo menos até julho, quando as regiões brasileiras voltarão a ofertar bulbos em maior quantidade. A Argentina é responsável por 80% das importações brasileiras em março, segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Governo libera porto para entrada de maçãs argentinas


Em julho, algumas licenças e portos brasileiros foram habilitados a receber a maçã da Argentina. O porto de Itaguaí (RJ) foi incluído no dia 14 deste mês na lista dos que estão aptos a receberem a fruta, que são os de Rio Grande (RS), Santos (SP), Suape (PE), Itajaí (SC) e Rio de Janeiro (RJ), segundo notícia veiculada pelo portal Fresh Plaza.

Essa medida foi tomada para que seja facilitado o trabalho de fiscalização das cargas de maçã argentinas, além de aumentar o volume da fruta em nosso mercado. Com isso, o volume da fruta do país vizinho deve aumentar no mercado brasileiro, pressionando as cotações, as quais estão elevadas na Ceagesp.

O volume de maçãs procedente da Argentina no Brasil esteve bastante reduzido ao longo dos primeiros meses deste ano. Entre os fatores responsáveis por isso, estão as motivações políticas que barraram a entrada da fruta, em resposta a restrição imposta pelo governo argentino à entrada de carne brasileira naquele país. Além disso, a praga Cydia pomonella foi detectada em algumas cargas do país vizinho, o que colaborou para o aumento da restrição brasileira.

Flórida: Estimativas privadas apontam aumento na produção de laranja

As primeiras estimativas privadas quando à produção de laranja 2012/13 da Flórida foram divulgadas na semana passada. A consultora de citros Elisabeth Steger estimou produção em 156,7 milhões de caixas de 40,8 kg, enquanto que, a multinacional Louis Dreyfus Commodities, em 165 milhões de caixas.

Esses números representam aumento de 7% e 12,6%, respectivamente, sobre a temporada anterior (2011/12), apontada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 146,5 milhões.

Agentes norte-americanos apostavam mesmo em incremento da produção de laranja, visto que as condições climáticas foram favoráveis para o desenvolvimento dos frutos. Além disso, produtores da Flórida também têm investido em aumento de produtividade dos pomares.

A primeira estimativa oficial, divulgada pelo USDA, deve ser publicada em outubro, mês que inicia a colheita da temporada 2012/13 da Flórida.

Seca em MG prejudica qualidade do mamão

O período de seca no norte de Minas Gerais (normalmente de maio a agosto) começou neste ano um mês antes, em abril, resultando em queda de qualidade do mamão desde o final de junho. Isso é um fator limitante para as vendas, pois reduz o valor comercial da fruta.

Por conta do clima seco, houve maiores relatos de ácaros e mancha fisiológica. Os ácaros causam perdas das folhas, ocasionando maior incidência de raios solares direto no fruto, lesionando a casca do mamão. As áreas mais afetadas são de roças velhas, uma vez que são menos resistentes a doenças. Em julho, houve maiores gastos com tratos culturais, aumentando a frequência do uso de defensivos agrícolas.

Até o final de agosto, não há previsão de chuva no norte de Minas Gerais, agravando a incidência de doenças do mamão mineiro.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 





segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tomate: Preço varia ao longo da semana e termina em R$ 90,00/cx


Mesmo com a variação dos preços ao longo da semana passada, o tomate continua com preços elevados ao produtor. A cotação média do tomate salada 2A na semana passada foi de R$ 77,00/cx de 23 kg na Ceagesp, sendo que, na última sexta-feira, 10, a caixa de tomate chegou a ser comercializada por até R$ 90,00/cx.

Esse cenário altista é influenciado pela maturação mais lenta nas regiões produtoras, causada pelas baixas temperaturas durante a noite. Além disso, as roças já colhidas não foram substituídas, diminuindo ainda mais o volume de tomate. A tendência para esta semana é que a oferta continue moderada, uma vez que as temperaturas continuarão sendo baixas à noite. 

Argentina pode importar batata brasileira

Devido às baixas cotações de batata na Argentina ao longo dos últimos quatro anos, produtores locais diminuíram a área plantada nesta temporada. Além disso, neste ano, as secas e geadas prejudicaram a produtividade local, reduzindo ainda mais a oferta na argentina, conforme informações do site Argenpapa.

Assim, existem especulações de que o Brasil seja a solução para o abastecimento do mercado interno argentino. Com isso, Vargem Grande do Sul (SP) seria a principal região fornecedora de batata aos hermanos. Caso a Argentina realmente necessite de importar o produto brasileiro já nas próximas semanas, as cotações no mercado brasileiro poderão ter alta.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil