terça-feira, 22 de março de 2016

Hortifruti/Cepea lança site recheado de conteúdo


 
A Equipe Hortifruti, do Cepea/Esalq-USP, lança nesta terça-feira, 22, seu novo site: www.hfbrasil.org.br. Agora, os leitores não precisam mais esperar por uma nova edição impressa da revista Hortifruti Brasil para se atualizarem sobre o setor de frutas e hortaliças.

No site, estão disponíveis:

- Preços diários e semanais – confira o mecanismo de busca em toda a nossa base de dados;
- Análises diárias de mercado de 13 frutas e hortaliças;
- Vídeos quinzenais produzidos pela equipe;
- Todas as edições da revista Hortifruti Brasil;
- E muitas outras informações úteis acerca do setor hortifrutícola.

A equipe também reformulou suas newsletters (Seções Eletrônicas, enquetes e a revista em formato PDF), e aquele que já era cadastrado e quem também se inscrever pelo site receberão boletins com muito mais conteúdo a partir da próxima semana.

Cadastre-se, receba as novidades e participe deixando suas sugestões neste novo portal dedicado ao setor hortifrutícola! Não se esqueça de enviar fotos da sua produção/negócio para a equipe Hortifruti.

Entre uma edição e outra da revista, acesse o novo site do Hortifruti e fique por dentro!

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti/Cepea
(19) 3429-8808
(19) 99107-4710 - WhatsApp
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sexta-feira, 11 de março de 2016

Edição de março: A crise hídrica é coisa do passado?


Na edição de março, a Hortifruti Brasil avalia se a crise hídrica já foi superada de fato nas regiões hortifrutícolas mais afetadas recentemente e se há água suficiente para o plantio e desenvolvimento de frutas e hortaliças ao longo deste ano.Também ouvimos especialistas sobre até quando o clima no País estará sob influência do El Niño, que aumenta as chuvas no Sul e Sudeste. Também temos previsão de que poderá ocorrer La Niña, o que traria chuvas acima da média no Norte e no Nordeste, deixando o Sul e o Sudeste mais secos.

Leia também nesta edição sobre os principais acontecimentos do mercado de frutas e hortaliças. O destaque é que algumas culturas têm alcançado preços recordes por conta da oferta limitada em algumas regiões do Brasil.

Acesse por
AQUI a edição de março na íntegra!

E muito em breve o site da Hortifruti Brasil estará no ar! Nele, você poderá ler notícias diárias do mercado de frutas e hortaliças e também desfrutar de um inédito mecanismo de busca de preços em toda a série histórica do Hortifruti/Cepea! Aguarde novidades nos próximos dias!

Equipe Hortifruti Brasil
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Enchentes causam perdas significativas na Ceagesp; melancia é a mais afetada

Foto de leitor enviada via WhatApp
Na manhã desta sexta-feira (11/03), atacadistas encontraram a Ceagesp debaixo d’água. Fortes chuvas ocorreram nesta madrugada na capital paulista, causando alagamento no entreposto. Segundo atacadistas consultados, além de prejudicar o trafego de caminhões, as chuvas afetaram sobretudo o setor das frutas, especialmente a melancia. As perdas podem chegar a 70% do total de melancias disponíveis para comercialização – em alguns boxes, contudo, as perdas foram de 100%.

A área de comércio de melancia na Ceagesp localiza-se nas partes mais baixas e, além disso, a forma de exposição (empilhamento das frutas) deixa-as ainda mais suscetíveis. A comercialização de melancia na Ceagesp foi bastante dificultada na maioria dos boxes, mas há expectativa de retorno das atividades amanhã. Contudo, atacadistas temem a continuidade das chuvas intensas em São Paulo, que podem voltar a causar prejuízos no entreposto. Agências meteorológicas indicam chuvas a qualquer hora durante esta sexta-feira na capital. 

Conforme notícias da imprensa, cerca de 30 toneladas de frutas foram perdidas com as fortes chuvas. Atacadistas das áreas com maior probabilidade d alagamento já tentaram se organizar para a realização de uma reforma (com rateio dos custos), porém não houve aprovação da Ceagesp.

Como norma da Ceagesp, as frutas estão sendo descartadas para eliminar o risco de contaminação.

Ilesos pelas enchentes

Algumas das frutas e hortaliças que passaram ilesas pelas inundações na Ceagesp foram a banana e a cenoura. Os boxes de banana não foram tomados pela água por estarem em um nível superior. Assim, a qualidade das frutas não foi afetada. A consequência para os atacadistas foi o atraso dos carregamentos de banana no dia, situação que deve se normalizar ainda hoje.

Quanto os boxes que comercializam a cenoura, também não foram afetados e os atacadistas da raiz conseguiram vender seus produtos normalmente. 

Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil


 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Olimpíadas dos HFs! Última semana de fevereiro é marcada por recordes de preços

2016 é o ano das Olimpíadas no Brasil e também dos hortifrutícolas! Os preços de algumas frutas e hortaliças acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea atingiram patamar recorde na última semana de fevereiro (22 a 26). Frutas como a banana prata (que já havia batido recorde em janeiro), melão amarelo, uva itália, mamão havaí e formosa e, no time das hortaliças, a cenoura, são as culturas que encerram o mês de fevereiro bem mais caras. 

Um dos destaques é a banana prata do Norte de Minas Gerais (onde o valor foi o mais alto da série histórica do Cepea), região com pouca fruta disponível. Na última semana, o valor médio foi de R$ 2,40 para a prata mineira, a maior cotação semanal desde 2001. Este está sendo um ano atípico aos mineiros por conta da seca que atingiu o perímetro no ano passado. Mas o consumidor deverá estar com o bolso preparado pois, até a metade deste ano, o cenário da prata na região deve continuar semelhante: preços altos e baixo volume de frutas.

Também com oferta reduzida, o melão amarelo é outro recordista. Produtores do Vale do São Francisco praticamente não negociaram com atacadistas da Ceagesp e a disponibilidade na praça produtora do RN/CE também está limitada. De 22 a 26 fevereiro, o melão amarelo tipo 6 e 7 foi cotado por R$ 39,60/cx de 13 kg, apresentando aumento de 37% frente à semana anterior. Este é o maior valor semanal nominal de toda a série do Hortifruti/Cepea, que teve início em 2001.

Afetada por perdas na produção por conta de ações climáticas, a viticultura paulista fechou o segundo mês de 2016 com números significativos. Em Pilar do Sul, o preço médio do quilo da uva itália foi de R$ 6,16 e, em São Miguel Arcanjo, de R$ 5,31, os maiores valores desde 2001.

Para o mamão, ambas as variedades – formosa e havaí – bateram recorde nominal na série histórica do Cepea, também iniciada em 2001. No final de 2015, houve estiagem nas regiões produtoras, fazendo com que o abortamento de flores aumentasse muito. Essas floradas que foram perdidas eram para serem colhidas em fevereiro/março. Além disso, com a altas temperaturas, a perda foi intensificada. Como o volume deve se manter baixo nas próximas semanas, os preços também devem se manter elevados, podendo bater novos recordes.

Das hortaliças, apenas a cenoura obteve o melhor resultado na última semana de fevereiro, considerando a série histórica do Cepea, iniciada em 2008. Um dos motivos da menor oferta é que lavouras de São Gotardo, Santa Juliana e Uberaba (MG), os descartes causados pelas chuvas nas últimas semanas chegaram a mais de 40% em certos lotes, uma vez que muitas raízes estiveram bifurcadas. A caixa de cenoura “suja” esteve a R$ 70,00 na Ceagesp na última semana, leve aumento de 2,4%.

Ao que tudo indica, os hortifrutícolas devem continuar com preços elevados em março. Vale destacar que, mesmo que os valores tenham sido históricos, a margem de ganho dos produtores não tem sido tão elevada, visto o aumento generalizados dos custos, como dos insumos, energia elétrica e combustível.

Obs: Os valores mencionados acima são todos em termos nominais, ou seja, sem contar a inflação acumulada dos períodos.
Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Edição de fevereiro: Cadastro Ambiental Rural

A Hortifruti Brasil preparou para a edição de fevereiro uma matéria sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que passa a ser obrigatório e sua inscrição se encerra no dia 5 de maio deste ano. O estudo tem como objetivo esclarecer os principais pontos do CAR, bem como os benefícios ao produtor de estar devidamente regularizado.

O Cadastro Ambiental Rural é um registro eletrônico obrigatório que mapeia todos os imóveis rurais do Brasil. Assim, o poder público passa a ter uma radiografia precisa para melhorar a gestão da política ambiental no País. Caso você ainda não tenha realizado o cadastro de sua fazenda, atenção ao prazo e informe-se lendo a matéria completa AQUI!

Ainda na edição de fevereiro, detalhamos os principais acontecimentos do mercado de 13 frutas e hortaliças, com destaques nos impactos das chuvas de janeiro em boa parte do País. 

Agradecemos nossos parceiros presentes nesta edição:

Agristar
AgroFresh
Basf
Bayer
Blueseeds
DuPont
Feltrin
Pecege
Syngenta

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Minuto HF: A chuva de janeiro e os impactos nos HFs (janeiro 2016)

 
Neste primeiro Minuto HF de 2016, a Hortifruti Brasil detalha os impactos da chuvas ocorridas em janeiro em várias regiões produtoras de frutas e hortaliças.

Apesar de serem essenciais à produção, as precipitações causaram alguns prejuízos ao setor, e são motivo de alerta agora em fevereiro.

Assista:
tinyurl.com/minutohf1
 
Equipe Hortifruti Brasil
 
 


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Paraguai poderá exportar cenoura para o Brasil

Autoridades paraguaias analisam a possibilidade de exportar suas cenouras para o Brasil, principalmente para o abastecimento do mercado de São Paulo, conforme o portal Fresh Plaza.
 
A qualidade das frutas e vegetais das regiões produtoras de Itapúa e Caaguazú, no sudeste do Paraguai, chamou atenção para a possibilidade de comercialização para fora do país.
 
A princípio, os carregamentos poderiam começar no final deste ano, entre agosto e outubro, meses de maior produção. No Brasil, estas mercadorias vindas de fora concorreriam com a cenoura nacional, o que poderia elevar a oferta no mercado interno.
 
Colaboradores de Marilândia do Sul (PR) dizem já ocorrer o movimento contrário: quando há pouca mercadoria no país vizinho, produtores do Paraná enviam suas cenouras para abastecer a demanda paraguaia.

Por Mariana Santos e Renata Pozelli - Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

HF em Vídeo - Perspectivas para 2016

O Hortifruti Brasil acaba de preparar mais um programa HF em Vídeo! Desta vez, os pesquisadores traçam as principais perspectivas de mercado para as frutas e hortaliças em 2016, especialmente para o primeiro trimestre.
 
Assista AQUI!
 

 Equipe Hortifruti Brasil

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Edição de dezembro: Anuário 2015-2016

O Anuário 2015-2016 da Hortifruti Brasil já está no ar! Presenteamos nossos leitores com novos canais de comunicação, que facilitarão a todos o acesso às nossas informações e em tempo real: O WhatsApp (19-99107-4710), o Canal do YouTube com o Minuto HF (programa com as principais tendências de mercado) e com o HF em Vídeo (baseado nas edições impressas). Outro projeto é site da HF Brasil (www.hfbrasil.org.br), que será lançado em fevereiro de 2016, que terá atualizações diárias de preços e análises.

Nesta edição, pontuamos vários fatores que pressionaram a rentabilidade do setor em 2015. O aumento generalizado dos insumos com a disparada do dólar, o consumidor brasileiro receoso em ampliar suas compras, a queda da atividade econômica brasileira, a seca prolongada e as chuvas em excesso em diferentes regiões do Brasil e o crédito escasso e mais caro são os principais pontos que marcaram o ano e que continuarão a ser desafios ao setor de HF em 2016.

Esta edição também traz o Caderno de Estatísticas, com série mensal de preços de 2014 e 2015 das 13 culturas.

Para conferir o Anuário 2015-2016, acesse nossa página aqui!

Agradecemos nossos parceiros que nos apoiaram em 2015 e estão presentes nesta edição:

Agristar
All Tech Crop Science
Basf
Bayer
Blueseeds
Du Pont
Feltrin
Pecege
Seminis
Syngenta
Valagro
Yara

Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Produção de HF no PR segue prejudicada com chuva

As chuvas em excesso têm prejudicado a produção hortifrutícola no estado do Paraná. Em novembro, por exemplo, o volume de chuvas no acumulado do mês passado foi de 432 mm em Marilândia do Sul, Apucarana e Califórnia (PR), segundo a Somar Meteorologia - regiões tradicionais no cultivo de cenoura. Com a elevada umidade, a produtividade das lavouras da raiz reduziu para 50,27 t/ha.

O plantio nas lavouras de cenoura do Paraná também foi dificultado, devido à dificuldade de preparo do solo. Além disso, também houve problemas na colheita, o que pode fazer com que haja atraso no calendário da safra de verão 2015/16.

Diante deste cenário, dezembro começou com preços elevados. A cenoura "suja" de 29 kg foi comercializada à R$ 21,33 na primeira semana deste mês, 25,5% a mais em comparação à última semana de novembro.

Produtores de uva de Marialva e do Norte do Paraná relataram aumento das perdas desta safra, em função das constantes chuvas que atingem o estado. Especificamente na última semana, rachaduras nas bagas têm sido o principal problema, pressionando as cotações.

Além disso, a necessidade de constantes limpezas nas videiras, como retiradas de folhas e bagas podres, tem elevado os custos com mão de obra, prejudicando ainda mais a rentabilidade do produtor.

Mais chuvas poderão ocorrer no Paraná nesta semana, as quais devem continuam interferindo na produção de HFs.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Frutas de caroço já chegam nas câmaras de maçã

Com a finalização dos estoques de maçãs safra 2014/15, produtores deverão utilizar a infraestrutura das câmaras frias para armazenar as frutas de caroço, bastante demandadas no final do ano.

Porém, neste Natal, ameixas, pêssegos e nectarinas, estarão mais caros. Com as fortes chuvas e o granizo que atingiram o Sul do País, principal região produtora dessas frutas, as perdas foram significativas, de modo que há possibilidade de faltar mercadoria para atender à demanda da época.

Em meio às perdas, produtores atentam para a possibilidade da liberação de recursos para pagar a subvenção do seguro rural, que está menor neste ano. Em reunião com parlamentares e representantes de sindicatos e associações de produtores, na última quinta-feira (26), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que intenciona arrecadar pelo menos R$ 30 milhões para cobrir prejuízos de produtores de uva, maçã e frutas de caroços. A medida é de extrema importância para fruticultores da região.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Minuto HF - A alta do dólar é benéfica ao setor de HF?


A Hortifruti Brasil lança seu primeiro programa Minuto HF, um projeto realizado para todos os interessados no setor de frutas e hortaliças! Neste primeiro programa, falamos sobre o os impactos do dólar no setor de HF.

Para assistir ao vídeo, acesse nossa Página no YouTube aqui!

Essa é uma das novidades que a HF Brasil prepara para os seus leitores em 2016, e as novidades não param por aí! Aguarde!

Dê suas sugestões para os próximos Minuto HF!

Equipe Hortifruti Brasil
 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Pesquisadora do Cepea participa de evento na Costa Rica

A pesquisadora do Cepea Renata Pozelli Sabio está participando nesta semana do XIV Market Information Organization of the Americas, em San Jose, na Costa Rica.
 
O evento acontece de 11 a 13 de novembro, e está sendo organizado pelo Instituto Inter Americano para Cooperação na Agricultura, reunindo representantes dos principais países da América com o objetivo de discutir a importância dos Sistemas de Informação na área de hortifrutis.
 
Na ocasião, a pesquisadora está representando a Hortifruti Brasil, apresentando aos convidados a atual rede de inteligência desenvolvida pelo Projeto na geração de informações relevantes ao setor hortifrutícola do Brasil.
 
 
Fernanda Geraldini - Equipe Hortifruti Brasil

Edição de novembro: Especial Frutas



Neste Especial Frutas, a Hortifruti Brasil discute quatro fatores que podem estimular ou conter o desempenho dos embarques de frutas nos próximos anos: a recente disparada do dólar, a crise hídrica, a disponibilidade de crédito e o consumo dos brasileiros, ou o que chamamos de as "4 Crises".

Especialmente com a forte valorização do dólar e o enfraquecimento da economia brasileira, a exportação se tornou mais atrativa que a venda no mercado doméstico. Mas a competividade e sustentabilidade das exportações nacionais de frutas não pode se apoiar apenas no dólar valorizado. Melhorias ao longo da cadeia produtiva, redução do “Custo Brasil”, mais investimentos em tecnologia e infraestrutura e a formalização de mais acordos comerciais são alguns desafios para o País ser mais competitivo.

Confira a matéria completa e as últimas informações do mercado de frutas e hortaliças na edição de novembro da HF Brasil em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Paralisação dos caminhoneiros já prejudica escoamento de alguns HFs

Foto: Jornal do Sul

A paralisação dos caminhoneiros em diversas rodovias do Brasil já está dificultando a comercialização de HFs. Segundo agentes consultados pelo Cepea, muitos compradores já reduziram as compras, com receio de que as cargas fiquem paradas por muito tempo, podendo perder qualidade ou até mesmo serem perdidas.

No caso da batata, por exemplo, produtores têm evitado comercializar o tubérculo para a região de Belo Horizonte (MG), região onde a paralisação está bastante intensa. Aqueles que ainda enviam para a capital mineira, por sua vez, têm utilizado rotas alternativas para fugir das estradas fechadas pelos manifestantes. Contudo, com o maior tempo de frete, já são relatadas perdas de qualidade em parte das cargas.

Para a laranja paulista, o receio quanto ao escoamento fez com que compradores reduzissem as compras, principalmente aqueles que comercializam com os estados do Sul do Brasil, região onde as manifestações estão mais intensas, além de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Por Fernanda Geraldini Palmieri – Equipe Hortifruti Brasil
 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Produtor de HF tenta escoar produção antes da greve dos caminhoneiros

Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo
Convocados pelo Comando Nacional do Transporte, caminhoneiros autônomos deverão iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 09. Embora a lista de reivindicações da categoria permaneça a de fevereiro (quando também ocorreu greve de abrangência nacional e caminhoneiros pediam a redução do óleo diesel e a criação da tabela do preço mínimo do frete), a pauta da greve agora é outra.

O objetivo principal da greve será pressionar pela renúncia da presidente Dilma Rousseff. Como a organização dos protestos tem ocorrido por fora dos sindicatos – caminhoneiros têm utilizado as redes sociais para se organizar –, é difícil estimar a adesão.

A greve poderá impactar o abastecimento de vários setores, incluindo a distribuição nacional de frutas e hortaliças. Preocupados, alguns produtores de frutas têm procurado escoar um maior volume de mercadorias nesta sexta-feira antes da possível greve.

A Hortifruti Brasil continua atenta às notícias quanto à greve dos caminhoneiros, e manterão os leitores informados nos próximos dias.

Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Com chuva, preço do tomate quase dobra

As chuvas que atingiram as principais regiões produtoras de tomate já começam a impactar nos preços, que estão quase o dobro dos valores da semana passada. Segundo colaboradores do Cepea, as atividades de colheita estão limitadas pelas precipitações, reduzindo a oferta do produto.

Na cidade de Sumaré (SP), por exemplo, as precipitações totalizaram 59,7 mm entre os dias 1º e 4 de novembro, segundo a Somar Meteorologia. Em Araguari (MG), o volume é de 64,8 mm, enquanto em Mogi Guaçu totalizou 48,5 mm.

Assim, a menor oferta geral, somada à aproximação do final de colheita em algumas praças, elevou os preços no atacado paulistano. A média do tomate 2A comercializado na Ceagesp hoje, 05, foi de R$ 56,67/kg, aumento de 89% em relação à sexta-feira da semana passada.

Por Fernanda Geraldini Palmieri

Gepol, da Esalq/USP, realiza evento sobre hortícolas especializadas; saiba mais


O Grupos de Estudos e Prática em Olericultura (GEPOL-ESALQ/USP) realiza no dia 18 de novembro o evento "Agronegócio de Hortícolas Especializadas", no Anfiteatro Salim Simão, no Departamento de Horticultura da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz").

A pesquisadora do Cepea Renata Pozelli Sabio participará do evento com palestra intitulada "Mercado de Mini e Baby Hortaliças".
 
Para quem se interessar, o cartaz oficial está abaixo, mas é possível também obter informações pelo e-mail gepol@usp.br.

 
Equipe Hortifruti Brasil

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Menor demanda por frango e iogurte no Nordeste afeta vendas de... melão! Entenda o por quê


 
A falta de caminhões para o transporte de melões tem sido assunto frequente no Nordeste do País. A crise econômica pode ser apontada como um dos principais fatores para este cenário. Isso porque, além dos preços elevados de combustíveis e pedágios, que acabam tornando o transporte de melões pouco atrativo para caminhoneiros, o desaquecimento do mercado brasileiro reflete diretamente na demanda de produtos, como o iogurte e o frango.

Estes produtos são enviados ao Nordeste por meio de caminhões refrigerados que transportam, na volta (frete de retorno), os melões para o Sudeste e Sul. Assim, a menor demanda por iogurte e produtos refrigerados faz com que menos caminhões cheguem ao Nordeste, distribuindo, consequentemente, menos frutas para demais regiões do País. 



Gosta de caipirinha? Então prepare seu bolso!

A lima ácida tahiti tem sido negociada no mercado paulista a valores recordes. Neste mês, o preço da caixa de 27 kg registrou média de R$ 79,71, o maior patamar nominal da série história do Cepea, iniciada em 1996. O Cepea chegou a coletar negócios a R$ 120,00/cx de 27 kg em outubro.

Apesar dos valores recordes, poucos são os produtores que conseguem aproveitar este bom momento, já que a maior parte desses agentes já finalizou a colheita e/ou detém baixo volume para comercialização. Ainda assim, o comentário de agentes do setor é que os preços de venda da tahiti (considerando-se a média parcial deste ano, até outubro) superem os custos médios de produção.

O impulso para as fortes altas nas cotações da tahiti vem da entressafra no estado de São Paulo, principal produtor da fruta do Brasil. Apesar de ser comum a redução da oferta neste período, desde o ano passado observa-se que a disponibilidade da fruta neste período é ainda menor que o usual – principalmente devido a fatores climáticos.

Equipe Hortifruti Brasil

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

800 mil pés de tomate são perdidos com granizo em Sumaré

 
Ocorreu granizo na região de Sumaré (SP) na quinta feira (22), que comprometeu boa parte da produção de tomate da segunda parte da temporada de inverno. Segundo relatos dos produtores, a princípio 800 mil dos 2 milhões de pés correspondentes à segunda parte da safra foram perdidos (40% do total cultivado no período), trazendo prejuízo para quase todos os produtores da região.

A maior parte dos produtores da região possui algum tipo de seguro para produção, mas, mesmo assim, estão desestimulados para novos investimentos.

Produtores indicam que haverá uma redução de cerca de 10 caminhões de tomate ofertados por dia devido ao ocorrido, fazendo com que a oferta em Sumaré fique comprometida até o fim safra, em dezembro. Produtores que não tiveram sua produção afetada pelo granizo e têm produção para vender podem se beneficiar com melhores preços, mas consumidores terão que arcar com preços mais altos nas gôndolas.

Proibição de Paraquat preocupa produtores de banana

Um dos assuntos bastante comentados na mídia nesta foi a proibição do Paraquat pela Anvisa, um herbicida que é amplamente utilizado na agricultura brasileira, inclusive na produção de hortifrutícolas. Segundo alguns estudos, o contato com este produto traz prejuízos à saúde.

Alguns produtores de banana foram consultados pelo Cepea para comentar sobre a proibição do herbicida. Alguns deles estão preocupados com a possível proibição. Segundo eles, o herbicida não tem um substituto único. Dessa forma, teria que ser substituído por uma série de outros produtos.

Isso acarretaria em um aumento no custo de produção. Vale ressaltar que, em 2015, outros fatores já estão elevando o custo de produção no setor de HF, como a elevada taxa de câmbio e a alta nos preços dos combustíveis e da energia elétrica.
 
Equipe Hortifruti Brasil